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MT – Insatisfeitos, civis e militares planejam aquartelamento e “Operação Tartaruga” igual a 1989.

 

Policiais de alguns estados brasileiros já começam a se movimentar no sentido de mudar a triste realidade salarial dos homens que vão para as ruas fazer a segurança de quem está em casa dormindo. A carta deixada pelo soldado-PM Alex Oliveira, morto aos 31 anos de idade por um bandido, reflete muito bem a preocupação da sociedade de Mato Grosso com o caos da segurança pública. Os baixos salários pagos aos policiais, civis e militares podem ganhar contornos de uma futura paralisação, tanto por melhores salários, como pela contratação e mais homens. Em silêncio, já existe uma grande movimentação em Cuiabá, Várzea Grande e em algumas cidades do interior.

A reportagem do Portal de Notícia 24 Horas Newsteve acesso a um documento sigiloso que está sendo preparado. Unidos, PMs e civis, prometem uma organização nunca vista no Estado, capaz de brigar até a última instância, podendo até mesmo seguirem o mesmo caminho dos policiais do Estado do Pará, que pararam por mais de 15 dias, e os do Estado do Paraná, que também começam a partir para a radicalização.

Só que, desta fez, os humildes cabos, soldados e sargentos, podem ganhar o apoio e a orientação dos graduados: os oficiais de todas as patentes, inclusive do alto escalação da Polícia Militar,  que também estão insatisfeito com os salários que ganham. Em princípio, o documento trata a questão apenas como “negociação” para um acordo pacífico, mas não descarta uma paralisação de todos os setores. Uma espécie de “aquartelamento”, na Polícia Militar, e uma “Operação Tartaruga” na Polícia Civil.

Existe inclusive, conversações que apontam para um enfrentamento direto com o governo do Estado. Antes, porém, os militares vão buscar o apoio dos policiais civis: investigadores e escrivães,  que também não engoliram, ou não digeriram muito bem o último aumento. Para eles, uma “merreca”, perto do que ganham alguns “privilegiados”, que só a verba indenizatória, também em conhecida como “Mensalão”, representa duas ou três vezes mais do que ganham soldados, cabos, sargentos, investigadores e escrivães.

Se vier a acontecer, a situação não será uma novidade em Mato Grosso. Um movimento idêntico foi planejado e colocado em prática no ano de 1989, quando a Polícia Militar parou totalmente suas atividades por mais de uma semana. Na época o comandante geral era o coronel-PM Altair Magalhães – hoje aposentado -,  teve que enfrentar um panelaço durante uma manifestação enfurecida, mas organizada. O coronel chegou a ser empurrado dentro do Comando Geral na Avenida Tenente-coronel Duarte (antiga Prainha), no centro, e ainda teve algumas panelas e frigideiras encostadas no rosto

No documento  de agora consta entre outros itens de negociações, uma questão básica que civis e militares vão buscar e vão  fazer questão e deixar bem claro: A luta não é para que o Governo diminua os salários de quem ganha bem, mas sim para melhorar os salários de quem não ganha um salário digno.

Alias na carta deixada pelo soldado Alex Oliveira – o militar que previu sua própria morte -, um dos itens é justamente a questão salarial. O militar também destacou suas dificuldades para um dia a dia de trabalho mais seguro. O soldado Alex não foi o primeiro a tombar numa “guerra” sem fim contra bandidagem.

Um graduado da PM fez questão de destacar, que  as três principais exigências – por enquanto a palavra é negociação -, que os militares vão tratar e brigar daqui para a frente, são: Primeiro, um salário digno; o aumento do efetivo e uma substancial melhora nas condições de trabalho: armas pesadas, fardamento adequado, coletes a prova de balas modernos, viaturas adequadas: velozes, resistentes e equipadas, alimentação balanceada e, principalmente uma boa retaguarda: orientação de especialistas em combates a bandidos, perigosos ou não.

Aliás, o documento destaca, que o próprio comandante geral da Polícia Militar, coronel Lino Faria, não está tão satisfeito como muita gente imagina. Acostumado ao combate direto aos bandidos, Faria teria reclamado de ter que ficar muito tempo preso a compromissos extras, que o tem tirado das ruas.

Tanto é verdade, diz o documento, que mesmo não gostando de falar muito, principalmente de problemas internos da corporação, o coronel Faria resolveu abrir a boca, e admitiu o que a reportagem vem expondo há muito tempo: “Precisamos aumentar o efetivo”, afirmou sem se alongar.

Para se ter uma idéia – e o documento vai trazer essa realidade à tona -, a Polícia Militar tem um efetivo de sete mil homens. Mais de quatro mil estão fora de suas atividades fins. Só restam três mil. Como a PM trabalha em regime de 24 horas de plantão por 72 horas de folga, só restam 1.000 homens para trabalhar por dia em todo o Estado.

Como Cuiabá, como Capital do Estado, e Várzea Grande (Grande Cuiabá),  absorvem mais de 500 por dia, na maioria das cidades do interior ainda trabalham em regime integral. Ou seja, no interior, como Poconé (Baixada Cuiabana, a 100 quilômetros da Capital), por exemplo, os policiais militares como – o Alex de Oliveira morto em combate -, trabalham todos os dias. De domingo a domingo. Por  isso ele (o soldado Alex), escreveu antes de morrer: “Eu estou cansado”.

O documento cita, e os especialistas em segurança pública confirmam: Hoje Mato Grosso precisaria ter, no mínimo 20 mil policiais militares e oito mil civis. O efetivo de hoje ainda é o planejado para a segurança pública da década de 80.

O documento é longo. Fala sobre o fortalecimento da instituição policial militar. Diz que, apesar das deficiências  e carências, principalmente de pessoal, a força e a luta contra o crime organizado continuam em alta. Tanto é verdade, que as penitenciárias e as cadeias públicas estão sempre superlotadas de bandidos.

Cita, que antes, enquanto os policiais iam para as ruas de Fusquinha, com um revólver 38 ou uma espingarda velha, os bandidos estava de Maverick e outros carros potentes e já naquela época  usavam armas pesadas, inclusive metralhadoras.

Hoje, quase 30 anos depois, a situação pouco mudou, e as diferenças de poder ofensivo continuam as mesmas. Os policiais saem de Gol e com pistola Ponto-40, mas encontram pela frente bandidos com Camionetes importadas e armas ainda mais pesadas como Fuzis AR-15 e até Bazucas, capazes de derrubar até avião.

Sobre os salários da era Magalhães no governo Carlos Bezarra o documento fala que melhorou um pouco, mas só que hoje já não atende mas as necessidade, até porque existem grandes diferenças salarias para pessoas que exercem as mesmas funções, mas ganham salários diferentes.

O documento finaliza falando em igualdade salarial. As explicações são as seguintes: se o delegado da  Polícia Civil ganha tanto, mais tanto, os oficiais da Polícia Militar também querem ganhar tanto, mais tanto. E assim sucessivamente entre investigadores e escrivães da Polícia Civil, e soldados, cabos e sargentos da Polícia Militar

 

Fonte: 24Horas News

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One Response

  1. RafaheL Wnceslau de Oliveira disse:

    Caros colegas da PMMT,que a Paz do Senhor Jesus esteja em vossas vidas,como também a necessária proteção de Deus,o Senhor dos Exércitos.Saibam da verdade a seguir.Em 1925 um judeu libanês,do Norte do Líbano,migrou para o Brasil.Por volta do ano 1940 foi pai de um descendente a quem nomeou Miguel Elias Lulia.Este,desconhecendo a pobreza e as restrições que a mesma impõe,estudou em bons colégios,em boa faculdade(USP),formou-se bacharel em Direito,Mestre e chegou ao Doutorado na área jurídica.Não conhece dificuldades financeiras.O que conhece,e bastante,são a Pujança,o Luxo e a Hipocrisia inerentes à política neste nosso País.Mais específicamente nos luxuosos escritórios políticos brasilienses.Pois este indivíduo,Miguel Elias Lulia,é um sr. popularmente conhecido como Michel Temer.Atualmente,portanto,o sr. Miguel Elias Lulia(para o público:Michel Temer)exerce a vice-presidência da nossa República.Quando ainda presidia uma das casas legislativas,há menos de dois anos,fez esta declaração à Imprensa,a qual possuo gravada: “Pressão física -afirmou ele- esta casa não vai tolerar”.Na ocasião expunha sua notável irritação perante as reinvindicações dos PMs e BMs pela aprovação da PEC 300.Se,pois,o sr. Miguel Elias Lulia (Michel temer,para o público)não estivesse,juntamente com a sr. Dilma Vana Russév (Rousseff, em português)em congruência político- partidária com determinados governadores para barrar a votação da PEC 300,certamente já teria se concluido a votação desta justa e necessária Lei,de modo que a viúva e os três fihlos deixados pelo brioso PM Aléx Suzarte seriam bem melhor assistidos financeiramente pela pensão deixada legalmente para a esposa em circunstância como esta:tão triste,mas muitíssimo honrosa.Pois o PM do Mato Grosso Alexandre Suzarte não faleceu em briga de boteco em horário de folga,nem em badernas de noitadas.Tombou em combate,cumprindo valorosamente seu compromisso com a segurança da sociedade.As dificuldades com as quais a então viúva e os três flhos poderão se deparar adiante,com o sustento familiar relativo à Alimentação,relativo à Saúde,relativo à Educação dos três filhos são desconhecidas pelo sr. Miguel Elias Lulia (para o público:Michel Temer ).Este conhece o Luxo de Brasília,a “Pompa e Circunstância” que o Poder proporciona.E,segundo afirmou o próprio sr. Miguel Elias Lulia (Michel Temer), “não vai tolerar -gravei-o- pressão física” por parte das PMs e BMs em reinvindicações justas e legítimas por melhorias salariais, com a aprovação da PEC 300. Ora,este sr. foi infeliz em seu raciocìnio,como também em sua declaração: “Pressão física esta casa não vai tolerar!”.Há número superior a 300 MIL Militares PMs e BMs em nosso País.Não se trata,portanto,de um ,ou de um punhado,estarem tolerando ou estarem deixando de tolerar mais de 300 MIL homens.O certo é que estes mais de 300 MIL Militares PMs e BMs em todo o Paìs ainda estão “tolerando” a intransigência e a relutância políticas, consonantes com visíveis conveniências politico-partidárias.Conveniências tanto do sr. Miguel Elias Lulia (Michel Temer),como da Sr. Dilma Vana Russév (Rouseff,em português) e ainda de uma caravana da intransigência,formada pelo Sr. Geraldo Alckmin (SP),pelo sr. Jacques Wagner (BA),pelo sr.Casagrande (ES),pelo sr. Ricardo Coutinho (PB),pelo sr. Sérgio Cabral (RJ) e outros…Certo não é isto : um,ou uns, não toleram mais de 300 mil Homens.Isto é que é certo: No momento em que estes Militares,PMs e BMs de todo o País,em número superior a 300 MIL, decidirem unânimes em intenções,em propósitos e em ações,saberão exatamente o que hão de fazer! E farão! Então se saberá,não por declarações,mas por Ações,”quem está tolerando quem”. Deixo agora uma palavra de Deus para vossa meditação, caros colegas PMs e BMs: ” Onde não há conselhos frustram-se os projetos,mas com a multidão de conselheiros eles se estabelecem(…)O Senhor arranca a casa dos soberbos,mas firma a herança da viúva”. (Provérbios,Cap.15:22 e 25). Que a Santa e Gloriosa Paz do Senhor Jesus seja com todos vós! Aleluias! ÔH Deus Bom! RafaheL Wenceslau de Oliveira, Estado do Rio de Janeiro, sou PM, como vós outros!

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