A DIVISÃO: Policial administrativo x operacional

Entre as várias divisões pregadas no âmbito das instituições policiais (praças x oficiais, agentes x delegados, especializados x convencionais etc) uma destacável é a contraposição entre os policiais que atuam na atividade fim (operacionais) e os que atuam na atividade meio (administrativos).

Os operacionais acusam os administrativos de privilégios, de viverem “na sombra”, longe dos riscos e desgastes que a atividade operacional possui. Os administrativos, por sua vez, alegam a importância do seu serviço, e dizem que sem seus esforços na estruturação das condições de trabalho da operacionalidade, nada daria certo.

De certo modo, ambos estão certos, pois essas não são afirmações excludentes.

Atuar no serviço operacional de rua traz desgastes como a passagem de noites insones, exige preparo físico no desenrolar das ocorrências (é preciso correr, se manter de pé por muito tempo, carregar peso etc), e, além do mais, expõe o policial ao risco de morte, já que a possibilidade de cofronto armado com suspeitos é evidente. Nenhum desses fatores atingem o policial empregado no serviço administrativo. Este, porém, trabalha viabilizando o serviço do policial da operacionalidade, e até diminuindo os desconfortos a que este é submetido. É o policial da administração que realiza a licitação para a compra de um coturno mais confortável. É o policial da administração que racionaliza as horas de trabalho de cada policial. É também ele que garante, através dos procedimentos burocráticos, a concessão de férias, licenças e outros direitos dos policiais. Assim, os serviços administrativos e operacionais são complementares, embora os “de rua” passem por mais desconfortos que os demais.

Uma crítica justa, neste sentido, é o gasto às vezes feito com policiais que atuarão na administração mas que possuem toda a formação de um policial operacional (de técnicas policiais, tiro, defesa pessoal…). Como fazem as Forças Armadas brasileiras, as polícias devem direcionar a carreira de determinados profissionais a determinadas funções, evitando gastos desnecessários – qual o sentido de um policial aprender tiro policial se passará toda a sua carreira trabalhando com licitação? Outra proposta vem sendo adotada, a contratação de auxiliares administrativos ou soldados temporários para assumir funções da administração (como telefonista) que não precisam de conhecimento técnico-policial para serem desenvolvidas. A ideia é liberar o policial administrativo (com formação operacional) para atuar nas ruas. Apesar de ser uma boa tese, o cuidado se refere à desenvoltura e probidade desses auxiliares no desempenho do serviço. De qualquer modo, é preciso se distanciar das vaidades que às vezes surgem em virtude da diferenciação administrativo x operacional. Sem todas as engrenagens, por menor que sejam, não há motor que funcione.

Danilo Ferreira – Site Abordagem Policial

SAIBA O QUE MUDA COM A IMPLANTAÇÃO DE APENSAS 50% DO INPC PARA OS MILITARES DE MT.

Militares de Mato Grosso tomamos a liberdade de redigir este texto com o fito de esclarecer aos senhores e senhoras, o que a decisão do Governador Pedro Taques irá influenciar em nossa questão salarial agora no mês de maio de 2015.

Conforme anunciado pelo Governador, neste mês de maio será concedido a todos os servidores públicos de MT, apenas 50% do INPC previsto na Lei 8.278/2004. Como o INPC/IBGE de janeiro a dezembro de 2014 ficou em 6,23%, neste mês de maio/2015 o governo irá conceder a título de reposição inflacionária apenas 3,115%.

Considerando que a lei complementar n°. 541/2014 (reestruturação salarial), previu no artigo 7° que nos valores de maio de 2015, já estaria incluso 4,50% do INPC, com a decisão do governador em só conceder 3,115% de reposição inflacionária, a nossa tabela salarial neste mês de maio, será corrigida pelo governo do estado, com a retirada dos 4,50% e a inserção de 3,115% de INPC.

Com esta decisão, todos os valores que estavam previstos na tabela do mês de maio sofrerão uma redução, em média, de aproximadamente 1,39%.

Ainda de acordo com o Governador, mês a mês até o final do ano, ele irá conceder percentuais de reposição inflacionária, até completar a diferença do INPC (3,115%) que ele deixou de conceder neste mês de maio.

Com relação a parcela do mês de dezembro de 2015, estamos aguardando a manifestação do Secretário de Segurança Pública que até o momento, não cumpriu a determinação do Governador, de sentar com a categoria para apresentar os quatros cenários propostos pelo governo do Estado.

Gostaríamos de esclarecer ainda, que nem as associações dos militares, nem os sindicatos que compõe o fórum sindical aceitaram ou realizaram de qualquer negociação com o Governo do Estado. O que aconteceu na sexta feira (15.05) foi um anúncio por parte do governador informando qual, seria a sua política salarial para o ano de 2015. O governador Pedro Taques, em momento algum perguntou a qualquer dos sindicatos ou associações presentes, se aceitavam ou não a sua política salarial.

Neste momento que estamos reportando aos senhores e senhores, queremos destacar que não aceitamos ou recusamos qualquer proposta do governo, pois o momento de deliberação será na assembleia que as associações, irão convocar, lá sim, analisaremos cenários e discutiremos alternativas para a categoria.

Por derradeiro, pedimos a todos que parem de dar ouvidos a oportunistas e pessoas com propostas mirabolantes, aguardem a assembleia geral das associações, na qual teremos condições de termos uma conversa mais franca e aberta.

A seguir, veja como ficará os subsídios dos militares de MT neste mês de maio de 2015.

Posto / Graduação

LEI 541/2014

ANÚNCIO GOVERNO

PERDAS POR MÊS

mai/15

mai/15*

mai/15**

Anexo II

Anexo II, corrigido pelo § único art. 7

INPC 3,115%

Aluno Soldado

2.105,32

2.141,74

2.077,41

64,32

Soldado n. 1

3.067,40

3.120,47

3.026,75

93,72

Soldado n. 2

3.450,83

3.510,53

3.405,09

105,44

Soldado n. 3

4.210,63

4.283,47

4.154,82

128,65

Cabo n. 1

5.258,98

5.349,96

5.189,28

160,68

Cabo n. 2

5.308,98

5.400,83

5.238,62

162,21

Cabo n. 3

5.358,98

5.451,69

5.287,95

163,74

3 Sargento n. 1

5.651,36

5.749,13

5.576,46

172,67

3 Sargento n. 2

5.701,36

5.799,99

5.625,80

174,20

3 Sargento n. 3

5.751,36

5.850,86

5.675,13

175,72

2 Sargento n. 1

6.418,21

6.529,25

6.333,15

196,10

2 Sargento n. 2

6.468,21

6.580,11

6.382,48

197,63

2 Sargento n. 3

6.518,21

6.630,98

6.431,82

199,15

1 Sargento n. 1

6.801,63

6.919,30

6.711,48

207,81

1 Sargento n. 2

6.851,63

6.970,16

6.760,82

209,34

1 Sargento n. 3

6.901,63

7.021,03

6.810,16

210,87

Subtenente n. 1

7.568,47

7.699,40

7.468,16

231,24

Subtenente n. 2

7.618,47

7.750,27

7.517,50

232,77

Subtenente n. 3

7.668,47

7.801,13

7.566,84

234,30

Aluno Oficial

5.577,02

5.673,50

5.503,10

170,40

Aspirante Oficial

7.668,47

7.801,13

7.566,84

234,30

2 Tenente n. 1

9.295,03

9.455,83

9.171,84

284,00

2 Tenente n. 2

9.345,03

9.506,70

9.221,17

285,52

2 Tenente n. 3

9.395,03

9.557,56

9.270,51

287,05

1 Tenente n. 1

10.338,92

10.517,78

10.201,89

315,89

1 Tenente n. 2

10.388,92

10.568,65

10.251,23

317,42

1 Tenente n. 3

10.438,92

10.619,51

10.300,57

318,95

Capitão n. 1

12.948,65

13.172,66

12.777,03

395,63

Capitão n. 2

12.998,65

13.223,53

12.826,37

397,16

Capitão n. 3

13.048,65

13.274,39

12.875,71

398,68

Major n. 1

16.210,82

16.491,27

15.995,97

495,30

Major n. 2

16.260,82

16.542,13

16.045,31

496,83

Major n. 3

16.310,82

16.593,00

16.094,64

498,35

Ten. Coronel n. 1

18.540,93

18.861,69

18.295,20

566,49

Ten. Coronel n. 2

18.590,93

18.912,55

18.344,53

568,02

Ten. Coronel n. 3

18.640,93

18.963,42

18.393,87

569,55

Coronel n. 1

21.203,92

21.570,75

20.922,89

647,86

Coronel n. 2

21.253,92

21.621,61

20.972,23

649,38

Coronel n. 3

21.303,92

21.672,48

21.021,57

650,91

 

 

* Esses eram os valores corrigidos pelo INPC que deveriam entrar em vigor neste mês de maio de 2015.

** Esses serão os valores que entrarão em vigor neste mês de maio de 2015.

Data: 18/05/2015
Fonte: ASSOF, ASSOADE, ACSPMBM-MT, ARBM-MT e ASMIP.

Policiais defendem reformulação do modelo de segurança pública.

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A necessidade de reformulação ou aprimoramento do modelo da segurança pública no Brasil é uma unanimidade entre os representantes de associações de delegados, policiais e peritos que foram ouvidos nesta quinta-feira (14) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Pobres e Negros.

Algumas posições são mais extremas, como a do vice-presidente da Associação Nacional de Entidades de Praças Militares Estaduais, Heder Martins de Oliveira. Ele afirma que o modelo de segurança pública no Brasil está falido. “Hoje, no Brasil, apenas 8% dos inquéritos são concluídos. Desses 8%, apenas 3% se transformam em condenações na Justiça.”

Segundo o Mapa da Violência, o combate ao crime no Brasil mata mais policiais no País do que no resto do mundo. A representante da Associação dos Delegados de Polícia Federal, Tatiane Almeida, lembrou que 60% dos policiais militares são negros.

Uma das soluções apontadas foi a implantação no Brasil do modelo chamado de polícia de ciclo completo que consiste na atribuição à mesma corporação policial o trabalho de prevenção e apuração de crimes. Atualmente, a Polícia Militar tem caráter preventivo e ostensivo e a Polícia Civil tem função investigativa.

Violência policial
A ação violenta dos policiais não é uma orientação institucional, segundo todos os convidados, mas o comportamento violento do policial tem explicação, diz o representante da Federação dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação, Ayran da Silva.

“Nós precisamos estabelecer uma convivência mais próxima da comunidade com a instituição policial”, defendeu Ayran. “Precisa se estabelecer relações onde se adquira maior confiança, mas a comunidade passa a ter mais medo da polícia pelo distanciamento que se criou do que daqueles que estão aliciando [para o crime].”

Esse aliciamento atinge o jovem brasileiro porque ele é alvo fácil do tráfico internacional. Segundo o representante da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Teles, isso ocorre por uma característica social do jovem.

“Primeiro porque ele é jovem, tem uma necessidade de inclusão social mais alta, tem uma necessidade de provar o seu valor, provar sucesso, e sucesso, atualmente, nessa sociedade que ser é ter, sucesso é dinheiro, e não tem dinheiro que paga mais em periferia do que trabalhar no tráfico de drogas”, critica Bruno Teles.

Plano nacional
O presidente da CPI, Reginaldo Lopes (PT-MG), afirma que a meta da comissão é lutar por um Plano Nacional de Segurança Pública. “Há uma cultura no Brasil de discutir esse tema, mas não há uma preocupação neste País de elaborar um plano. E a CPI quer elaborar um pacto federativo e elaborar um plano também de metas nesse sentido”, afirmou.

Fracasso nas investigações
O representante da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Teles, citou um estudo da UFRJ feito em 2007 sobre o sucesso de investigação criminal. No Rio de Janeiro, a solução de roubos e furtos é de 0,49%. No País, o índice varia entre 3 e 8%, dependendo do estado. E os números valem apenas para os crimes que viram inquérito, porque apenas 40% dos crimes são comunicados à polícia.

Segundo Bruno Teles, apenas os casos que atraem os meios de comunicação ou em que as vítimas têm melhor condição social são investigados com mais atenção. O representante da Adepol, Associação de Delegados de Polícia, João Maciel Claro, defendeu o aumento de investimentos na polícia e o aumento da pena de recolhimento do menor infrator, para igualar à punição do criminoso adulto.

Próximo passo
O próximo passo da CPI será discutir o modelo de policiamento, ouvir representantes dos seis estados com maior índice de violência e dos seis estados com menor índice para avaliar as diferenças entre as formas de tratar o assunto.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Newton Araújo
Com informações da Agência Brasil

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias

Estado de Mato Grosso vai adotar viaturas com câmeras para reforçar a Segurança.

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) testou, durante esta semana, a primeira viatura totalmente monitorável.

A tecnologia embarcada deve auxiliar no monitoramento, operações e segurança estratégica do estado. “Com esta ferramenta, os policiais terão muito mais respaldo em uma abordagem” O veículo da categoria SUV possui um sistema inovador com GPS e multimonitores para as quatro câmeras instaladas ao longo do veículo, sendo a do teto em alta resolução com canhão de luz acoplado.

As imagens são transmitidas ao vivo para o Centro de Operações Integradas (Ciosp). Dentro do carro também pode ser consultada a ficha criminal de um suspeito durante uma averiguação, a seleção de tipos de veículos para a parada em uma blitz ou até mesmo o monitoramento de placas de veículos roubados. De acordo com o coordenador de tecnologia de informação da secretaria, Walmir Oribes, a tecnologia embarcada vai permitir mais agilidade e acompanhamento dos policiais em serviço.

“Com esta ferramenta, os policiais terão muito mais respaldo em uma abordagem. A tecnologia é inovadora, o policial tem todo o controle do equipamento juntamente com a central. Desta forma, eles e o cidadãos serão mais resguardados”, explicou.

O sistema tem a transmissão via 4G e o armazenamentos das imagens é feito no equipamento do veículo e na Central de Monitoramento. De acordo com o secretário da Sesp, Mauro Zaque, apesar de o veículo necessitar de algumas adequações para a realidade de Mato Grosso, a tecnologia vai gerar um resultado importante na segurança.

Secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque: há verba já disponível para a locação de 100 viaturas com a tecnologia avançada “Com esta ferramenta os policiais terão muito mais condições de atuar em situações estratégicas e, principalmente, teremos como inibir ações criminosas pelo simples fato de os bandidos saber que não ficarão impunes”, afirmou.

Aquisição De acordo com o secretário, serão disponibilizados 100 veículos com a tecnologia ainda neste primeiro semestre. A distribuição será feita de acordo com a taxa de criminalidade de cada região.

“Nesta primeira etapa, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop vão receber as primeiras unidades para a substituição de veículos antigos e inoperantes e também para o reforço de frota nestes locais estratégicos”, informou.

Ainda de acordo com Zaque, a verba para a locação do primeiro lote de veículos já está licitada e também será aberto mais um processo licitatório para a locação de mais 200 viaturas com a tecnologia embarcada. “A modalidade de locação foi escolhida principalmente pelos custos de manutenção, mas também por conta da dificuldade de gerenciamento destes equipamentos. Imagine se essa viatura quebra no interior do Estado. Até conseguirmos verbas para a manutenção ela ficaria mais de um mês inoperante. Com a locação, a substituição é automática”, disse.

Monitoramento no Ciops Com os veículos automatizados, os monitoramentos feitos pelo Ciosp também serão reforçados.

As imagens geradas pelos veículos são acompanhadas em tempo real pela Central de Monitoramento Hoje, em Cuiabá, estão instaladas 102 câmeras de monitoramento com funcionamento 24 horas. Caso um veículo roubado seja encontrado pela Central ou pela viatura, um alarme é disparado no Ciosp. “Outra integração com o Ciosp é a possibilidade de escolha de determinado veículo para a parada em uma blitz, por exemplo, além do monitoramento mais próximo das grandes vias de acesso de Cuiabá e das cidades que receberão o veículo”, afirmou Zaque.

“Apesar de na fronteira não termos sinal de internet para a transmissão de dados, não está descartado o envio da viatura com a tecnologia para registro das ações estratégicas”, completou o secretário. A Central também recebeu um grande investimento na sua estrutura para a Copa do Mundo de 2014, aumentando o numero de postos de atendimento e criando uma sala de crise, para eventos e estratégias de segurança. Além disso, foi criada uma sala cofre para a proteção dos computadores da secretaria.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Justiça confirma o direito de LIVRE MANIFESTAÇÃO do militares estaduais

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A Associação de Praças do Estado do Paraná, pessoa jurídica de direito privado, reconhecida e declarada como Entidade de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, regidas por normas de direito privado, não considerada militar, vem, respeitosamente perante todos os Profissionais de Segurança Pública do Estado do Paraná, informar que:
Magistrado da VAJME/PR da uma aula sobre o direito da livre manifestação dos militares estaduais, fruto de HABEAS CORPUS protocolado pela Entidade.
Observe as principais considerações elencadas pela Entidade no Habeas Corpusda relatoria do Magistrado:
“A respeito do que consta na petição inicial, é certo que a Constituição Federal garante aos cidadãos, civis ou militares (grifei) o direito à livre manifestação, conforme artigo 5° IV da Carta Magna.
A questão da livre manifestação do pensamento foi tratada como um direito e garantia fundamental do indivíduo, verdadeiro tesouro para o exercício da cidadania e preservação da dignidade da pessoa humana (art. 1º I e II da CF).
O legislador constitucional consagrou algo que é da essência de qualquer ser humano, o que seja, o livre pensar. Interpretando a contrário senso, temos como regra geral, a repulsa da sociedade brasileira à implementação de instrumentos de controle e censura da manifestação do pensamento.
Negar ao homem o direito de pensar é algo tão odioso quanto inútil, eis que é do espírito humano pensar, é da natureza dos seres vivos ser livre.
O D. Juízo faz as considerações sobre os direitos básicos de cidadão dos policiais e bombeiros militares:
“Embora o militar exerça função importante de caráter especialíssimo, regido pelos princípios da hierarquia e disciplina, não pode ter relegado seus direitos básicos de cidadão (grifei).”
E segue, agora com a vedação de atos grevistas, e não da manifestação pacífica e ordeira em busca de direitos legítimos:
“O que a Constituição da República veda aos militares é a greve (art. 142, parágrafo 3°, inciso IV), o que difere da manifestação do pensamento de forma pacífica e ordeira que não prejudique a prestação do serviço público, em busca de direitos que julgam legítimos ou contra abusos de autoridades constituídas (grifei).”
O Magistrado comenta sobre situações que não devem ser justificativas para instauração de procedimentos persecutórios:
“De modo que as manifestações, ainda que críticas, que sigam um padrão de civilidade e razoabilidade, expostas pelos meios de comunicação hoje disponíveis (Facebook, whatsapp, etc.) não devem justificar a instauração de procedimentos persecutórios (grifei).”
E ainda, comenta sobre a inadmissibilidade de perseguições posteriores com a instauração de procedimentos disciplinares ou criminais pelo simples fato de participarem de atos públicos pacíficos e ordeiros:
“Da mesma forma seria inadmissível aceitar eventuais perseguições posteriores com a instauração de procedimentos disciplinares ou criminais contra militares, pelo simples fato de terem participado de atos públicos ordeiros (grifei).”
A Constituinte também aparece como previsão legal que autoriza a reunião pacífica e em local aberto ao público:
“A própria Constituição da República em seu Art. 5º, inciso XVI, prevê a possibilidade de reunião pacífica e em local aberto ao público:
“XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”
Devemos preservar a dignidade daquele que tem o direito de expressar-se livremente, bem como da pessoa natural ou jurídica que venha a ser ofendida pelo desmando do pensamento exposto. Assim, obviamente, entre os abrangidos pela tutela de proteção da norma constitucional, que rechaça a violência e a agressividade da linguagem, estão as Praças, os Oficiais (Comandantes ou não) e a própria honrosa Polícia Militar do Paraná(grifei).
Somente com esta cautela poderemos construir uma sociedade livre, justa e solidária, promovendo o bem de todos (grifei) (art. 3º I e IV da CF).”
Como visto, as considerações do Magistrado alicerça o direito de livre manifestação dos bombeiros e policiais militares, os quais devem pautar o exercício de seus direitos conforme balizas jurídicas constitucionais supracitadas. A Entidade tem o dever de reiterar para seus filiados, e também para toda classe policial, que os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988, também são extensivos a classe dos militares estaduais, devendo ser alimentados diariamente, com o intuito de buscar a politização da classe policial, posto que integram e também fazem parte da Sociedade.
APRA/PR.
Amigos da Caserna

CGDESP/DEPAID/SENASP/MJ divulga a abertura de Cursos de Especialização no âmbito da RENAESP‏

A Secretaria Nacional de Segurança Pública tem a grata satisfação de informar a realização do Curso de Pós-graduação lato sensu, nível Especialização, em Segurança Pública e Cidadania, ofertado no âmbito da Rede Nacional de altos Estudos em Segurança Pública – Renaesp, em parceria com a Universidade Federal de Roraima – UFRR.

De abrangência nacional, nossa política governamental objetiva fomentar o senso crítico e incentivar a continuidade da formação educacional entre os profissionais de segurança pública dos entes federados através de Instituições de Ensino Superior executoras dos cursos de especialização.

O edital para a seleção de discentes foi publicado em 27/4/2015 e as inscrições poderão ser realizadas até o dia 08/5/2015.

Maiores informações podem ser obtidas através do sítio da Universidade:

http://ufrr.br/index.php/noticias/1713-ufrr-promove-seletivo-para-especializacao-em-seguranca-publica

http://ufrr.br/nupepa/

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A Secretaria Nacional de Segurança Pública tem a grata satisfação de informar a realização do Curso de Pós-graduação lato sensu, nível Especialização, em Segurança Viária Urbana: problemas estruturais, desafios e alternativas gerenciais nacional, regional e local, ofertado no âmbito da Rede Nacional de altos Estudos em Segurança Pública – Renaesp, em parceria com a Universidade Federal de Tocantins – UFT.

De abrangência nacional, nossa política governamental objetiva fomentar o senso crítico e incentivar a continuidade da formação educacional entre os profissionais de segurança pública dos entes federados através de Instituições de Ensino Superior executoras dos cursos de especialização.

O edital para a seleção de discentes foi publicado em 28/4/2015 e as inscrições poderão ser realizadas até o dia 27/5/2015.

Maiores informações podem ser obtidas através do sítio da Universidade:

http://download.uft.edu.br/?d=f2f3369d-d661-48a3-aabc-bd1a349cef05;1.0:Edital%20n%C2%BA%20001_2015%20-%20Nupev%20-%20Sele%C3%A7%C3%A3o%202015.pdf

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A Secretaria Nacional de Segurança Pública tem a grata satisfação de informar a realização do Curso de Pós-graduação lato sensu, nível Especialização, em Criminologia e Segurança Pública, ofertado no âmbito da Rede Nacional de altos Estudos em Segurança Pública – Renaesp, em parceria com a Universidade Federal de Goiás – UFG.

De abrangência nacional, nossa política governamental objetiva fomentar o senso crítico e incentivar a continuidade da formação educacional entre os profissionais de segurança pública dos entes federados através de Instituições de Ensino Superior executoras dos cursos de especialização.

O edital para a seleção de discentes foi publicado em 17/4/2015 e as inscrições poderão ser realizadas até o dia 22/5/2015.

Maiores informações podem ser obtidas através do sítio da Universidade:

http://www.direito.ufg.br/n/80309-aviso-de-edital-n-02-2015-curso-de-especializacao-em-criminologia-e-seguranca-publica-inscricoes-e-demais-informacoes

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A Secretaria Nacional de Segurança Pública tem a grata satisfação de informar a realização do Curso de Pós-graduação lato sensu, nível Especialização, em Políticas de Segurança Pública e Direitos Humanos, ofertado no âmbito da Rede Nacional de altos Estudos em Segurança Pública – Renaesp, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT.

De abrangência nacional, nossa política governamental objetiva fomentar o senso crítico e incentivar a continuidade da formação educacional entre os profissionais de segurança pública dos entes federados através de Instituições de Ensino Superior executoras dos cursos de especialização.

O edital para a seleção de discentes foi publicado em 4/5/2015 e as inscrições poderão ser realizadas até o dia 29/5/2015.

Maiores informações podem ser obtidas através do sítio da Universidade:

http://www.ufmt.br/ufmt/site/userfiles/agenda/b422eae10f99b2e33b752c99e4389258.pdf

Cabo Elizeu Nascimento assume mandato de deputado estadual.

O cabo Elizeu Nascimento (PSDC), assumirá uma vaga na Assembleia Legislativa no próximo mês, através do sistema de rodízio acordado entre os partidos da frentinha, formado por PV-PSDC-PSC-PRB-PRP que elegeu dois deputados, Coronel Taborelli, e Wancley Carvalho, ambos do PV.

O curioso é que os três mais votados da coligação são oriundos da polícia, sendo que Eliseu e Taborelli  são da militar e Wancley Carvalho da Civil.

Elizeu teve 14.621 votos para deputado estadual, sendo mais de 8 mil em Cuiabá. Pelas condições adversas que disputou, quase sem recursos financeiros, pode ser considerado um verdadeiro fenômeno, haja visto que concorreu – e quase desbancou, nas urnas  – candidatos que despejaram verdadeiras fortunas no último pleito.

Focado nas pautas da categoria, especialmente por estar à frente das campanhas salariais da Polícia Militar, Elizeu percorreu durante as eleições 130 municípios e teve votos em 135, sendo a maioria deles dos policiais. Fez dobradinha com o Deputado Federal Nilson Leitão e teve uma base forte no movimento comunitário.

O acordo fechado e documentado entre os partidos prevê o rodízio de três a quatro meses durante os quatro anos de mandato, sendo que neste primeiro ano ele será contemplado, e nos próximos anos Dirceu Cosma (PV), Pastor Rogério Rosseti (PRB) e João Madureira (PSC).

Eliseu deverá marcar presença no parlamento estadual defendendo as causas da polícia e também comunitárias, onde deu os primeiros passos na sua história de militância e ainda atua.

A passagem pela Assembleia servirá também para fortalecer o projeto de ser vereador por Cuiabá no próximo ano. Até lá Elizeu segue como gerente do Ganha Tempo.

Autor/Fonte: Da Redação / Muvuca Popular