Gaeco prende 2 PMs em flagrante no MT.

Dois policiais militares foram presos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MT) pelo crime de concussão, previsto no Código Penal Militar e definido como ato de exigir para si ou para outrem dinheiro ou vantagem em razão do cargo público.

 Eles exigiram o pagamento de R$ 1,5 mil a um caminhoneiro que transportava madeira para poder liberar a carga. A alegação, segundo informações do Ministério Público Estadual (MPE), é de que o caminhoneiro transportava 2 metros cúbicos a mais do que estava discriminado na guia de Autorização para Transporte de Produtos Florestais (ATPF). O caminhoneiro, que foi barrado no trevo de acesso ao município de Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá), se recusou a efetuar o pagamento e procurou o Gaeco para denunciar a ação dos militares. O grupo já vinha investigando várias denúncias relacionadas à cobrança de propina no posto policial.

Munido com equipamento de gravação de áudio e vídeo, cedido pelo Gaeco, o caminhoneiro voltou ao local para tentar realizar o flagrante. Ele levou a quantia de R$ 1 mil para tentar negociar a liberação da carga, segundo informações do MPE. Ao realizar o pagamento, os policiais receberam voz de prisão.

A alegação é de que eles não têm competência técnica para avaliar a quantidade de madeira discriminada na ATPF, atividade de responsabilidade dos órgãos ambientais federais e estaduais. Ainda ontem, os acusados prestaram depoimento na Corregedoria da Polícia Militar e foram encaminhados para o Presídio Militar em Santo Antônio de Leverger. Além do procedimento junto à corregedoria, será aberto um Inquérito Militar para apurar o crime de concussão, que, segundo o Código Penal Militar, prevê pena de 2 a 8 anos de reclusão.

Alguns policiais ainda não aprenderam, que esse tempo de corrupção acabou, vamos a luta por melhores salarios  e melhor equipamentos de segurança e assim termos condições digna de trabalho.

Um comentário em “Gaeco prende 2 PMs em flagrante no MT.

  1. http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=329103

    Sem verba de “auxilio fardamento” militares denunciam o descaso da PM
    Valdemir Roberto
    Redação 24 Horas News

    Inconformados com a falta de respeito com a categoria, cerca de 500 militares entre policias e bombeiros ingressaram com ações individuais contra o governo do Estado de Mato Grosso e Batalhão da Policia Militar requerendo o pagamento de horas extras da verba indenizatória denominada – auxílio uniforme.

    Os advogados Ronaldo Martins Fraga, Triana Campana Michelis e Renata Faria de Oliveira Vilella, remeteram cópia dos processos ao Ministério Público Estadual e Conselho Nacional de Segurança Pública onde cobram explicações de que forma ocorreram os repasse de verba do “auxilio fardamento” para esses militares. As ações são referentes às cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Sinop.

    Conforme as denúncias formatadas o valor do auxilio deveria garantir a aquisição dos fardamentos de passeio, operacional, mas, os R$ 200 repassados pelo governo somente garantem a compra de uniformes para educação física ou seja calção e camiseta. Os praças desembolsam cerca de R$ 1.500 para a compra das vestimentas de trabalho, sendo que a média salarial é de R$ 1.600/mês.

    “Eles estão desesperados porque além de ganharem pouco ainda não recebem o abono do auxilio uniforme” justificou o advogado.

    No entanto, o que era para ser somente a reivindicação de um direito adquirido tornou-se, um verdadeiro caso de polícia. Segundo informações dos advogados o Comando da Policia Militar ingressou com medidas punitivas contra os militares “contraventores”, numa tentativa de reprimir aqueles que recorrem a Justiça em busca de seus direitos. Como represália, uma sindicância foi aberta para apurar quem são os praças que ingressaram com as ações, sob pena de serem expulsos da corporação e diante disto muitos praças desistiram das ações.

    Como um ciclo os militares vivem, “amordaçados” e sem salários dignos, desgastados com a jornada de trabalho acima da média, eles convivem com o stress do dia-a-dia e diante dos conflitos diários muitos não agüentam a responsabilidade de “zelar pela segurança” da população e descontam e com carga excessiva de trabalho nas bebidas alcoólicas, drogas e na própria família.

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