Ladrões usam camiseta da PF para praticarem assalto.

Quatro assaltantes se passaram por agentes da Polícia Federal e roubaram o apartamento do desembargador aposentado Ernani Vieira de Souza, 73, em um prédio de luxo no bairro Santa Rosa. Usando metralhadoras e pistolas, os criminosos renderam o desembargador e as 2 netas de 19 e 20 anos e ficaram no local cerca de 1h20.

Eles se identificaram como agentes da PF ao porteiro e apresentaram um suposto mandado de busca e apreensão. Enquanto um deles ficou na portaria, 2 subiram ao apartamento e arrebentaram a porta usando um pé de cabra e uma chave de fenda. Os criminosos queriam dinheiro e joias. Levaram R$ 12 mil, 4 notebooks e 4 celulares, além de joias em um valor estimado entre R$ 20 e R$ 30 mil.

Segundo as vítimas, o roubo aconteceu por volta das 5h30 da manhã e as 2 jovens foram acordadas pelos ladrões que invadiram os quartos. Segundo elas, imediatamente os 2 se identificaram como assaltantes, dizendo que não eram policiais federais. Em seguida, foram para o quarto do avô. As jovens alertaram que Ernani tinha problemas cardíacos, tanto que a vítima chegou a tomar um tranquilizante durante a permanência da dupla no apartamento.

Todo tempo os criminosos exigiam dinheiro e ameaçavam as jovens dizendo que as armas que possuíam eram potentes e fariam um “grande estrago”. Enquanto um deles vigiava o desembargador e uma das netas, outra era levada para os quartos para a realização das revistas em busca de objetos de valor. Ficaram, a maior parte do tempo, no quarto do desembargador e quando os criminosos deixaram o apartamento, trancaram os 3 em um dos quartos. As jovens conseguiram sair depois de gritarem para chamar atenção de pessoas que estavam no estacionamento do Hospital Santa Rosa. Ao descerem, os criminosos ainda levaram o computador da portaria por causa das imagens do circuito interno de segurança.

A família esteve no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) para registrar o boletim de ocorrência no final da manhã de ontem. No período, foi feito a análise do arquivo fotográfico do Cisc. O caso será investigado pelo delegado Francisco Kunze Júnior, que determinou a realização de perícia no prédio.

Antes de irem para o Cisc, as vítimas foram até a Polícia Federal onde o desembargador passou as informações sobre o uso indevido do nome da instituição por parte dos criminosos. Os 2 que estavam no apartamento, um moreno e outro mais claro, usavam camisetas pretas com a escrita da Polícia Federal, calças jeans e tênis.

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