Drogas, os governantes precisam estudar e tomar providências.

Um dos mais sérios problemas do mundo e que causa verdadeiras tragédias é o tráfico e uso de drogas. No Brasil, na grande maioria das cidades, o tráfico tem imenso poder e chega a dar ordens em comunidades. No Rio de Janeiro a situação chegou a ficar fora de controle e, de um modo geral, as políticas públicas não são suficientes para resolver a situação.

Dessa forma, tem-se buscado mecanismos mais eficientes para se combater o tráfico de drogas. Os debates têm se ampliado e cada vez mais surgem propostas. Ontem pesquisadores sobre o uso e os efeitos das drogas defenderam o fim da proibição do consumo em debate que marcou o lançamento do livro Drogas e Cultura: Novas Perspectivas, de autoria de integrantes do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip).

Para esses especialistas, a política antidrogas é responsável pelo crescimento da violência e o enriquecimento dos traficantes. Interessante destacar que a discussão se dirigiu para um ponto já abordado em outros debates, ou seja, que a solução ou o abrandamento dos problemas causados pelas drogas passam por sua legalização.

A sugestão é que que se desenvolvam modos de gestão flexíveis, estabelecendo controle da produção, do comércio e do uso dos entorpecentes. Com isso as políticas públicas devem ser integradas na solução permanente dos danos decorrentes do uso das drogas.

Em termos de proposta é bom ressaltar que não há novidade. Porém, deve se entender o que é legalizar e o que é liberar. Há diferença. A legalização significa ter uma produção organizada das drogas, gerando a redução dos danos causados pelo uso das mesmas. Por outro lado a liberação transmite uma impressão de falta de controle e permissividade excessiva, o que não seria nada recomendável.

Não há como deixar de reconhecer que a violência está diretamente relacionada à política antidrogas. Há pesquisas que mostram que morrem mais meninos no estado do Rio, em função do envolvimento com drogas, do que em locais com guerras estabelecidas, como em Israel. Isso é grave.

Todos os planos de segurança lançados nos últimos anos não deram resultados. Há poucos dias, em pleno ano eleitoral, o governo federal voltou a lançar um programa, agora de combate ao crack. Tudo paliativo, que não vai resolver a situação. O que é preciso fazer mesmo é enfrentar a questão de frente, buscar apoio da sociedade e adotar políticas de combate às drogas mais eficientes.

A partir de janeiro teremos um novo presidente da República. Independente de quem assumirá o lugar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o importante é esperar que as políticas públicas tenham objetivos mais específicos, como é o caso do combate ao tráfico de drogas e segurança pública de um modo geral. Promessas não faltam. O que falta é colocá-las em prática e mudar uma situação bastante preocupante que há muito tempo vem prevalecendo em nosso país.

No contexto da liberação, temos que analisar a questão das bebidas alcoólicas e do tabaco, que são liberadas e que são as drogas que mais matam no Brasil.

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