O que leva um indivíduo a cometer suicídio?

 Casos envolvendo pessoas que se matam geram muita discussão e levam à reflexão.

Na semana passada, a atitude do médico Afrânio Maia de Almeida chocou a população mato-grossense.

As investigações da polícia indicam que ele matou a filha de seis anos, atentou contra a ex-companheira e em seguida acabou com a própria vida. Tragédias familiares como esta ficam na memória não apenas de parentes, mas também da sociedade e instigam debates em busca de opiniões de especialistas para explicar tal comportamento e os motivos que levariam para este ato extremo e cruel, que torna a vida sem valor e passível de ser interrompida.

Infelizmente, esta não é a única ocorrência em Mato Grosso. Em outubro do ano passado Roney Hermsdorff, de 51 anos, matou a mulher, a filha e feriu gravemente o filho a golpes de picareta. Um crime bárbaro que arrasou a comunidade do bairro Mapim, em Várzea Grande. Praticamente a única sobrevivente da família foi uma criança, que na época tinha seis meses e foi salva pela bisavó, sogra de Roney. Poucos meses antes do crime, o homem havia iniciado um tratamento psiquiátrico e estava afastado do trabalho. Já Afrânio era médico, atendia no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e outros hospitais da cidade, aparentemente não apresentando nenhum problema que levasse ao crime. São vários casos, cuja semelhança é a dificuldade das autoridades policiais em solucionar ou encontrar explicações para o crime, já que os criminosos se mataram. Isso é trabalho para investigadores, mas pode acabar sem resposta concreta para a família e para a sociedade, assim como aconteceu com a pequena Isabella Nardoni, morta em 2009 depois de ter sido jogada do apartamento onde o pai morava. O pai e a madrasta foram presos e condenados, mas não confessaram o crime, apesar de terem sido considerados culpados pelo assassinato.

Transtornos psicológicos, paixão não correspondida estão entre as explicações mais utilizadas para justificar estes crimes. Há poucos meses um homem foi preso em Campo Grande (MS), para onde havia fugido depois de matar a ex-esposa a golpes de machado. Depois de matar a mulher (quando ela estava dormindo), ele a enrolou em um cobertor e escondeu debaixo da cama. O crime aconteceu no bairro Pedra 90 e causou indignação e revolta da população. O motivo do crime seria passional, já que a mulher teria confessado que traiu o marido.

 A maioria dos crimes desta natureza é recheada de crueldade, já que as armas utilizadas são pesadas e provocam grande sofrimento para as vítimas, que não conseguem se defender. As razões que levaram estas pessoas a praticar os crimes são desconhecidas e não é possível explicar porque eles aconteceram. Também não se pode julgar quem é culpado ou inocente.

No nosso trabalho policial, vemos quase que diariamente esse fenômeno, pois muitos são os colegas e irmãos da corporação que não suportam a dor da perda de um parente, da pressão da sociedade, das perseguições por parte de superiores ou mesmo do descaso da classe politica em relação a profissão dos herois que defendem a sociedade dia e noite sem parar e esquecem de se proteger, então, no meu ver,  a responsabilidade pelo alto indice de suícidio nas instituições policiais se da à falta de investimentos na de apoio psicológico aos policiais, pois esses após uma jornada de trabalho estressante não tem com quem compartilhar as suas angústias e decepções do dia-a-dia, que Deus em sua infinita miserircódia tenha pena de nós e venha nos dar sabedoria para administrarmos nossas vidas e de nossos familiares.

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