Polícia Cívil vai às escolas para mudar conceitos.

Os números das infrações cometidas pelos adolescentes nos últimos 2 anos são considerados altos pela Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e resultaram na elaboração do Programa Escolar. É um trabalho pedagógico que aproxima o corpo escolar da Polícia para diminuir as ocorrências envolvendo adolescentes nos ambientes interno e externo das unidades da rede pública de Cuiabá.

Desenvolvido pela Polícia Civil, por meio DEA, o plano faz parte do Programa de Ações de Segurança (PAS) e é dividido em 4 fases. As 3 primeiras são preventivas e realizadas dentro da escola.

Primeiro a instituição recebe a visita de uma equipe de investigadores para fazer o contato inicial com alunos, professores e funcionários. Feito isso, acontecem palestras preventivas sobre os direitos e deveres dos adolescentes e o comportamento humano, todas ministradas por policiais, psicólogo, pedagogo e assistente social.

Em um terceiro momento, são instaurados os procedimentos policiais, intimando os infratores para serem ouvidos, acompanhados de seus pais ou responsáveis. Já a quarta fase é feita do lado externo, a partir de informações colhidas durante as 3 fases anteriores.

Conforme Paulo Araújo, que desenvolveu o programa executado pela DEA, serão realizadas ações em parceria com a prefeitura e outras unidades policiais para eliminar pontos de risco para os adolescentes, como bocas-de-fumo, pontos de exploração sexual, jogos de azar e lan houses que atuam de forma irregular.

Polícia de proximidade é uma das formas de resolver o problema da violência escolar. Para Paulo Araújo, ao mostrar para os adolescentes que penalidade existe sim, tira-se a falsa ideia de que jovens abaixo de 18 não sofrem com as consequências de seus atos. “Queremos desconstruir a falta de valores e mostrar que existem limites e deveres que, se não cumpridos, resultam em internação. E não é isso que eles (os infratores) querem”.

Até o momento, 6 escolas receberam a DEA, mas, para o delegado da Especializada, a meta é levar o Programa para todas as escolas públicas da Capital dentro de 1 ano e meio. (CL)

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