A palhaçada do candidato Tiririca.

Está em todos os rotativos a palhaçada do candidato Tiririca. Parece deboche, mas o negócio é sério e o slogan define bem a credibilidade dos brasileiros pela classe política: “pior que ta não fica”.

Cotado para integrar a Câmara Federal em São Paulo, Tiririca reflete bem o conceito de política da massa: escrachada e debochada.

Sua grande equipe, formada pela Dani e pelo Maionese, falam por ele, já que Tiririca não tem noções fundamentais da organização do parlamento. Seu apego aos conselhos da mãe demonstra a falta de capacidade de discernir e tomar decisões básicas. Precisa de um espeque em seus conceitos e se apertado espirra na palhaçada.

Motivado pela emoção, entrou de coração na campanha. Certamente deixou o cérebro livre para as funções vitais do corpo, como, por exemplo, respirar.

O discurso é o padrão, se Dilma apóia a gente a gente apóia a Dilma, sem conseguir distinguir o Haiti daqui. Diz que o “Lula pegou o país arrasado e melhorou pra caramba”. Na verdade a mãe deve ter dito isso a ele e o coitado acreditou.

Convicções à parte, certo é que um ser totalmente descolado da política quer ser o representante do povo, com grandes chances de ser eleito. De quem é a culpa?

Penso que dele não é. É um bobo da corte que se move conforme a conveniência da popularidade.

Responsável é o povo que lhe cederá o voto com essas mesmas condições ideológicas, sem preocupar-se com os reflexos que tamanha desídia causará em suas vidas.

A imaturidade política despreocupada com o resultado tem relação intrínseca com o panorama social à que estão remetidos os cidadãos brasileiros, que há muito tempo tem o cabresto no voto como moeda de troca.

E não falo apenas dos milhares de analfabetos que povoam esse país. A ignorância política também habita as altas classes. Só que essas se beneficiam da sacanagem em detrimento daquela renegada a miserabilidade absoluta.

O simpático sem propostas tem valor de ouro nessa jogada. Pão e circo encantam o eleitorado que se vende ao deboche. E o partido lhe patrocina a campanha: Cabos eleitorais e santinhos para o festejo da festa democrática. Convenhamos, enfiaram a ideologia aos barrancos!

Nessa situação qualquer besta carismática tem condições de disputar uma eleição e sair vitorioso: Apareça na televisão por algum tempo, ponha na rua carro de som com o jingle em ritmo de rebolation. Fale de maneira genérica de saúde, segurança e educação. Enfie placas em cada cruzamento e rotatória. Faça alianças espúrias para investir alguns mil reais na mobilização e terás a redenção do sufrágio universal.

E lá na tribuna, em vez de brigar pelo hospital a ser construído, de gritar contra a corrupção deletéria e lutar por causas que realmente interessam, vai o palhaço cantar Florentina, Florentina com o dinheiro do povo. Agora chora cidadão.

Fabiano Rabaneda é advogado e jornalista. rabaneda@terra.com.br

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