Coronel diz que vai prender policiais por fiscalizar amigo dele. Ainda hoje vemos isso.

foto: tv gazeta
CORONEL
Coronel Julio: “Não aceito… no que a polícia está se tornando: uma milícia”

O coronel Julio Cezar Costa garante que não interferiu na ação dos policiais militares para favorecer seu amigo. “Agi apenas para preservar a vida de uma pessoa porque os policiais estavam  excedendo em sua ação”, assinala. Quanto a sua atitude, garante: “Sou destemperado, tido como muito bravo, e não mando recado”.

Ele explica que na noite da ocorrência estava de plantão quando recebeu uma ligação e, posteriormente, um torpedo do amigo advogado. “Era um pedido de socorro porque ele corria o risco de ser agredido por palavras, gestos e atos físicos. E sabemos que a polícia exagera. Hoje temos polícia, mas não temos policiamento”, pontua.

Mas suas críticas vão além. Avalia a divulgação da gravação do Ciodes como criminosa. “Saiu de um sistema de segurança pública. Já imaginou o que pode vazar?” Diz ainda que isso só aconteceu porque nas últimas semanas fez  denúncias ao comando da PM e também ao Ministério Público Eleitoral.

“Isso acontece porque não aceito a bandalheira e no que a polícia está se tornando: uma milícia por ausência de comando”. afirma o coronel Júlio Cezar.

Uma gravação do Ciodes mostra a reação explosiva do coronel da Polícia Militar, Julio Cezar. O coronel defendia um advogado, amigo dele, que foi barrado pela polícia porque estaria dirigindo em alta velocidade numa rua de Vitória. Confira a conversa em áudio. Abaixo leia a transcrição do diálogo.Na edição desta terça (28) confira declarações exclusivas feitas pelo militar para A GAZETA.

Atendente Ciodes: Ciodes, capitão Roger, boa noite
Coronel Julio: ô Roger, é o coronel Júlio, tudo bem
Ciodes, capitão Roger: Tudo, chefe
Coronel Julio: Rapaz, manda ver o que tá acontecendo naquele posto de trânsito de Jardim Camburi..
Ciodes, capitão Roger: Já mandei, já
Coronel Julio: Porque tem um advogado, inclusive ele é advogado do coronel Corso, só que o Corso tá de férias.

Ciodes, capitão Roger: Eu falei com ele agora pelo celular

Coronel Julio: E ele tá achando, pelo que eu tô entendendo, ele é uma pessoa que eu conheço muito, ele tava ontem na minha residência assistindo jogo comigo… eu tô achando que a polícia tá excedendo. Agora, eu tô julgando de longe. Manda alguém de fora ver isso pra gente não ter que entrar para autuar alguém aí…

Coronel Julio: Os soldados estão, assim, fora do normal. O soldado é igual leão em cima de carne

Ciodes, capitão Roger: Mas me falaram o seguinte nessa ocorrência…o coronel Henrique ligou pra falar desse advogado.

Coronel Julio: Esse rapaz é advogado de uma centena de oficiais da PM

Ciodes, capitão Roger: O que que acontece, eles falaram que o rapaz mudou de faixa e, então eles foram orientá-lo… adverti-lo.

Coronel Julio: Pegaram o cara dentro do supermercado

Ciodes, capitão Roger: No estacionamento

Coronel Júlio: Nãoooo, sem fundadas suspeitas, a lei é clara. Eu vou sentar o ferro nesses “policia”, eu vou lá e vou prender esses ‘cara’

Ciodes, capitão Roger: É, me falaram o seguinte… orientaram a conduzir ao posto de trânsito.

Coronel Julio: Não é o que que falaram, é o que a Lei fala. Você é o oficil de servição. O que que a Lei fala: só pode abordar com fundadas suspeitas. A polícia já começa errado…

Ciodes, capitão Roger: a princípio ele tinha cometido uma infração de trânsito

Coronel Julio: Qual o oficial que você mandou lá?

Ciodes, capitão Roger: Não mandei oficial, não. Mandei o próprio policial de trânsito lá.

Coronel Julio: Ô Roger, eu tô te determinando. Manda um oficial lá! Antes que dê problema e que sobre pra você e pra quem tiver nessa merda.

Ciodes, capitão Roger: Eu vou mandar

Coronel Julio: Essa polícia eu conheço bem porque eu sou coronel dela, hein! Se der problema pra esse rapaz eu vou mandar prender vocês. Porque eu tô vendo que a polícia tá se excedendo.

E como essa porcaria tá tudo ‘gravado’…eu tô dizendo a você, tô de dando ordem, manda lá!

Ciodes, capitão Roger: Tô mandando lá, agora

Coronel Julio: Não é possível que essa merda dessa PM vá fazer bobagem com uma cara que eu conheço, que tava dentro da minha casa vendo jogo comigo ontem, que é advogado do corregedor da polícia, que é advogado de mais de 100 oficiais da polícia. Eu vou ligar para o comandante da polícia e vou mandar prender os ‘polícia’ lá. E eu vou lá e prendo. Você me liga urgentemente me dando esse retorno.

Ciodes, capitão Roger: Tá certo, vou ligar pra lá.

Cabos e soldados não se consideram milicianos, como disse coronel

A gravação do Ciodes mostrando a reação do coronel da Polícia Militar, Julio Cezar, ao defender um amigo advogado flagrado dirigindo em alta velocidade pela polícia e praticamente condenando e ameaçando de prisão o soldado responsável pela ocorrência causou indignação entre os praças da Polícia Militar.

O diretor da Associação de Cabos e Soldados da PM, Flávio Gava, classificou como falta de respeito as declarações do oficial. Não aceitamos esse tipo de pressão. Há muito tempo não vejo isso acontecendo. Nós agimos dentro da lei”, disse Gava.

De acordo com o soldado Flávio Gava, a Associação ainda não tomou conhecimento concreto das declarações feitas pelo coronel Julio Cezar Costa, mas ainda assim acredita que o soldado responsável pela abordagem ao amigo do coronel tenha tido razão ao fazer a ocorrência.”Queremos que o governador determine a apuração rigorosa de todos os fatos envolvendo essa situação e que seja penalizado os que realmente agiram de forma errada.

“O pau de dá em Chico também tem que dar em Francisco. Porque nós soldados temos que ser achincalhados? Nós honramos o brasão que ostentamos na farda. Estamos na ponta da lança defendendo a sociedade. Ninguém brinca colocando a vida em risco”, frisou o diretor da Associação de Cabos e Soldados.

Flávio Gava disse ainda que já está cansado de ver tanta impunidade nas camadas superiores da Polícia Militar do Espírito Santo. “Nós cabos e soldados cansamos de ver tanta punição nas camadas inferiores e nenhuma atitude mais concreta em relação aos oficiais. Queremos que o tratamento seja igual”.

De acordo com a Associação não falta comando à Polícia Militar e nem a instituição está se tornando um grupo paramilitar, como as milícias. “Me estranha ouvir que falta comando na Polícia Militar de um dos integrantes do Alto Comando. Não há bandalheira e não somos milicianos. Somos ordeiros”, disse Gava.

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A Cesar o que é de Cesar.

Publicada por Luiz Carlos Azenha em 28 de setembro de 2010 (0:38) na Política

Publico este texto a pedido de um leitor evangélico, o Umbelino Anderson Oliveira.

Democracia Versus Iniquidade: O purismo religioso à disposição do retrocesso

… vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz …
(Zé Ramalho)

Nestas últimas semanas, muitos evangélicos, sobretudo batistas, foram naufragados com e-mails que sugeriam ufanisticamente assistir a uma proposta do Pr. Paschoal Piragine de não votar, nesse pleito democrático de 2010, no Partido dos Trabalhadores (PT). Não atentando obrigatoriamente às leis eleitorais que regem democraticamente o seu país (1), o Pr. Piragine, no início de sua homilia política, construiu o axioma de sua fala associando, forçosamente, à pregação cristã, um conceito de pureza étnica ao lado de outro, o de unidade nacional antigotestamentária, ambos sob a flâmula escatológica da “iniquidade” – um conceito de exclusão social que os próprios fariseus usaram contra Jesus Cristo (que, para eles, era um iníquo e que, por isso, merecia a morte, a morte de cruz[2]). Em passo seguinte, sem lembrar dos conflitos religiosos dos séculos XVI ao XVIII que, inclusive, retalharam mortalmente reformadores e prote stantes (3), o pastor associou culposamente ao Partido dos Trabalhares e ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, o problema do homossexualismo, da homofobia, do infanticídio indígena, da pedofilia, do fim da liberdade religiosa, da pornografia, do divórcio, da violência familiar, do homicídio familiar, do esquartejamento de feto, da pobreza etc. Sem querer defender a coligação PSDB e DEM (antigo PFL da ditadura torturenta e militar), ou do Partido Verde, PSTU, PCO, PT, PSDC, PRTB ou PCB, quero questionar a posição política do pastor Piragine, um pastor que se quer fazer teólogo da Missão Integral da Igreja – mesmo que usada como estratégia de crescimento de Igreja.

Democracia e Intolerância sob o ponto de vista da Teologia Cristã Política

À luz das Teorias do Direito contemporâneo de Jürgen Habermas (4) e de John Rawls (5), as perspectivas sócio-democráticas dos nossos tempos respondem à pluralidade de valores e, sobretudo, às necessárias garantias dos direitos individuais. Estas teorias democráticas se acenderam devido aos conflitos sangrentos da noite de São Bartolomeu, do conflito religioso na cidade de Münzer, dos massacres aos trabalhadores acontecidos no período da Revolução Industrial, do massacre étnico promovido pelo Nazismo a partir de um princípio de iniquidade religiosa, moral e étnica: conflitos de ontem, conflitos de hoje. Assim, as Teorias Democráticas do Direito indicam ser necessário que os princípios reguladores das sociedades que pretendem ser democráticas se balizem pela Declaração dos Direitos Humanos. Ora, a luta ideológica destes pensadores, ao defenderem a Democracia e os Direitos Fundamentais, visa contornar as compreensões particulares e intolerantes de mundo que, entre várias possibilidades, objetiva associar liberdade individual à prática da iniquidade religiosa.

A luta pela dissolução da democracia e a ressurreição das compreensões particulares de iniquidade são responsáveis pela morte de evangélicos e católicos no mundo islâmico fundamentalista, é responsável pela morte de torcedores de futebol (palmerenses, flamenguistas, vascaínos, hooligans e muitos outros), foi responsável pelas mortes históricas de negros e índios cometidas inclusive por evangélicos batistas e presbiterianos nos EUA, pela vergonhosa perseguição e preconceito aos bolivianos no subúrbio de São Paulo, pelo preconceito aos nordestinos e pela perseguição fatal ao cristianismo e ao seu fundador nos anos que vão do 34 ao 40 de nossa era cristã.

Em épocas de profundas crises sociais, o ufanismo irrefletido procura culpar a diversidade cultural pelos problemas que lhe sejam atuais: o governo republicano de Bush não revelou ao seu país que o próprio governo americano (nas gestões executivas dos republicanos) tinha militarizado o Iraque de Saddam Hussein e as milícias de Osama Bin Laden na luta contra o Irã e a antiga União Soviética respectivamente, e, após alguns anos, deu andamento a vários massacres militares, pois o julgaram como culpados pela crise sócio-econômica que explodiu nos anos de 2008 e 2009, e porque eram fracos – considerando que os EUA não têm coragem de invadir Cuba, China (a sua maior aliada comercial e cambial) e Irã; a Alemanha nazista queria culpar os judeus, os ciganos, os eslavos etc., por sua crise sócio-econômica surgida após a primeira guerra mundial. Há vários exemplos de como a ideia de iniquidade surge como medida para excluir o outro para que, assim, se implante um regime político ou religioso purificado da democracia, e sob o terror da justiça apocalíptica de JHWH, Alá, Deus, do Estado Comunista (que é completamente diferente das políticas que se autodiferenciam destas quando se apresentam como socialistas) e, por mais absurdo que possa parecer a todos, de Jesus Cristo (6).

Assim, as discussões sobre a Democracia Deliberativa e sobre os Direitos Universais da Mulher e do Homem, não podem ser vistas sob a ótica da iniquidade religiosa. Immanuel Kant (7) ensina que a convivência política só caminha sob a perspectiva da liberdade e da garantia da individualidade recíproca. Soberanamente, Jesus nos ensina que o outro, mesmo que este seja o Samaritano iníquo (sob o ponto de vista da TORAH farisaica), não deve ser portador de um julgamento moral ou de retaliação social, mas de amor, de amor integral.

No mundo encontrado por Jesus havia absolutizações que escravizavam o homem: absolutização da religião, da tradição e da lei. A religião não era mais a forma como o homem exprimia sua abertura para Deus, mas se substantivara num mundo em si de ritos e sacrifícios. Liga-se à tradição profética (Mc. 7,6-8) e diz que mais importante que o culto é o amor, a justiça e a misericórdia (8).

Indo em colisão aos ensinos de Cristo presentes nos quatros Evangelhos, o Pr. Paschoal Piragine ressuscitou o conceito de iniquidade etnocêntrica usando inteligentemente um mecanismo de manobra ideológica entre palavras e vídeos: vídeo não explica, seduz e co-move; púlpito é espaço de homilia e não de política (ação que exige argumentação e debate público entre opositores). Por este mecanismo de irreflexão e empunhando um ufanismo autodestrutivo, o pastor da Primeira Igreja Batista de Curitiba desferiu a ação curralesca de dirigir os votos de uma Igreja num pleito que se pretende democrático: “não votem …!”, em nome de uma religião purificada da iniquidade. Contudo, mutatis mutandis, se o Pastor Piragini levar às últimas consequências a sua ética da luta veemente contra a iniquidade e, por isso, começar a ver per se que os seus aliados, alguns bispos da CNBB (ou mais especificamente da Canção Nova?) e outros, não cristãos, que ele d iz estarem afins a esta luta, não se adequam ao seu conceito de iniquidade? Ele os trairá pedindo para que a Constituição do Brasil suspenda o direito do catolicismo, do espiritismo, do luteranismo, do presbiterianismo, do pentecostalismo, das religiões indígenas, do ateísmo, dos batistas arminianos, dos batistas calvinistas, dos batistras tradicionais, dos outros batistas que não sejam da Primeira Igreja Batista de Curitiba, dos batistas que não sejam ele mesmo? Deste modo, pode-se ver que a iniquidade parece ser mais uma ideia subjetiva que o respeito e o amor ao próximo; quando a ideia da iniquidade tem mais peso em vídeos programados para iludirem que as palavras de Jesus, então o conceito de iniquidade deixa de ser divino para ser malévolo.

A iniquidade não pode estar atrelada ao conceito de pureza étnica (9) ou religiosa. Há profundas diferenças entre os conceitos de iniquidade desenvolvidos em passagens do primeiro testamento cristão e aqueles desenvolvidos no segundo testamento cristão. A luta da Igreja de Cristo é por antecipar o Reino de Deus, gozando o eu paráclito e exercendo a transparência de Cristo. A Missão Integral da Igreja de Cristo não deve promover uma batalha da integridade moral burguesa e excludente, mas da integridade humana daqueles que precisam ser filhos de Deus. Se for assim, um pleito democrático sobre a integridade não pode nascer daqueles que sentam em dízimos e constituem abastardas propriedades, mas de todos que queiram lutar por dignidade e que precisam de Deus.

A Missão Integral não é uma experiência teológica onde se discute crescimento estratégico de Igreja, pois não é uma teologia da propaganda concorrencial de marketing mercadológico (10). Antes, a Missão Integral da Igreja é a reflexão de nossa Missão em Cristo que não condena e, por isso, não pede a crucificação ou o banimento constitucional do diferente, do outro. Todas as vezes que a Igreja retroagir à democracia em nome de uma iniquidade humana, ela pedirá a crucificação de Cristo, tal como os fariseus o fizeram. Cristianismo não é estratégia nem para crescimento de Igreja e nem para falsidade político-ideológica. Com John Stott (11), vejo a Missão Integral da Igreja Cristã como uma experiência de repensar a atitude de relação social da igreja com seu tempo, associando-se radicalmente ao Deus encarnado (Cristo Jesus) que nos abre o véu da ignorância e nos chama a dialogar e a cuidar de todos: bons e ruins , ricos e pobres, fortes e fracos.

Existe uma segunda razão por que as pessoas desenvolveram uma aversão pela idéia de conversão. Diz respeito à impressão de imperialismo arrogante que alguns evangelistas às vezes dão (12).

O que nos é proibido é toda retórica tendenciosa, toda manipulação deliberada de resultados, toda artificialidade, hipocrisia e representação, toda atitude de colocar-se em frente a um espelho com o objetivo de, conscientemente, planejar nossos gestos e caretas, toda autopropaganda e autoconfiança. De maneira mais positiva, devemos ser nós mesmos, ser naturais, desenvolver e exercitar os dons que Deus nos deu e, ao mesmo tempo, depositar nossa confiança não em nós mesmos, mas no Espírito, que concorda em operar por meio de nós (13).

Com Jürgen Moltmann, visualizo um imperativo à Igreja de Cristo de vivência pela integridade humana, onde esta comunidade humana de Cristo surja no mundo como antecipação do Reino de Deus (14). A luta pelo novo que vem de Deus é viver, sobretudo, uma fé pascoal (mas não Paschoal) em Cristo – Ele mesmo, filho de Deus, que foi preterido por uma população extasiada (talvez expressando sua opinião por meios de palmas efusivas) que gritou e apoiou veementemente pela libertação de Barrabás.

Considerações Finais

É difícil pedir para que a Igreja de Cristo jogue pedra caluniosa em nome de uma hipotética iniquidade. Nem a mulher adúltera, Estevão, os ladrões, os assassinos, eu mesmo, os homossexuais, os pobres, as crianças que morrem nos lixões de Curitiba (por causa do modelo monetário capitalista – a moeda que tem o rosto de César – que é a mesma que constrói grandes Igrejas Evangélicas), nem mesmo as crianças indígenas que morrem por problemas culturais, por doenças trazidas pelos comerciantes, por ladrões, por missionários bons e maus etc., devem ser objeto de julgamentos, mas de cuidado e amor. Quem deve ter direito à justiça? Quem deve ter direito à igualdade?

É tempo da Igreja de Cristo no Brasil descobrir que ela não vive mais em sociedades absolutistas. Se isso for verdade, o regime democrático que rege constitucionalmente o nosso país pede para que todos exerçam sua cidadania, conheçam a Constituição Federal e participem dos fóruns públicos visando a uma melhor regulamentação do direito público e do privado, sempre à luz da Declaração dos Direitos Humanos. Se alguém satanizar os Direitos Humanos, esse estará satanizando a garantia da liberdade religiosa dos batistas, presbiterianos, católicos, espíritas, negros, índios, brancos, pardos etc. Sem o direito do outro, não há o meu direito; sem o meu direito, não há o direito do outro. Se Deus não amar e cuidar do outro, por que ele haveria de amar e cuidar de mim? Se Deus cuida e ama a mim, por que ele não haveria de amar e cuidar de outros além de mim mesmo?

*Manoel Ribeiro de Moraes Jr é doutor em Ciências da Religião (UMESP), mestre em Ética e Filosofia Política (UERJ) e graduado em Filosofia (UERJ) e em Teologia (STBSB). É Diretor Acadêmico do Seminário Teológico Batista Equatorial/FATEBE e professor adjunto de Filosofia na Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Referências Bibliográficas

BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
CRÜSEMANN, Frank. “A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento” in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
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FERRY, Luc. Filosofia Política. El derecho: la nueva querella de los antiguos y los modernos. México: Fondo de cultura económica, 1991.
GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
HABERMAS, Jürgen. “O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade” in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997.
MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.
MOLTMANN, Jürgen. Teologia da Esperança. Estudos sobre os fundamentos e as conseqüências de uma escatologia cristã. São Paulo: Loyola, Teológia, 2005.
MOXNES, Halvor. “Regras de pureza e ordem social” in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995.
PIRAGINE, P. Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções. São Paulo: Vida, 2006.
RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
RAWLS, John. A Theory of Justice. Oxford: Oxford University Press, 1971
RAWLS, John. Political Liberalism. New York: Columbia University Press. 1993.
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STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.

Notas

(1) Lei 9.504/97 regulamentada pelo artigo 13 da Resolução 22.718/2008 do TSE.
(2) Sobre a relação entre o código de ética farisaico que anexa a pureza “étnica” à “ iniqüidade religiosa”, cf. MOXNES, Halvor. “Regras de pureza e ordem social” in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995, pp. 99-106. Sobre os problemas de interpretação surgidos a partir de relações teológicas não refletidas entre os códigos da Torah e o Novo Testamento cristão, cf. CRÜSEMANN, Frank. “A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento” in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
(3) CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
(4) Cf. HABERMAS, Jürgen. “O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade” in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997, pp. 17-63.
(5) RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(6) GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
(7) RAWLS, J. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(8) BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
(9) A antropóloga inglesa Mary Douglas afirma que as religiões étnicas aprofundam sua demonologia do outro a partir de uma cosmovisão que substancializa o cumprimento das éticas nacionais e a rejeição das outras formas de vida como a única forma de garantir a estabilidade sócio-econômica. Para mais, cf. DOUGLAS, M. “A impureza ritual” in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d), pp. 19-42.
(10) Com a obra Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções (São Paulo: Vida, 2006), Piragine não percebe que o paradigma da Missão Integral foge à lógica estratégica da correlação marketeira entre “crescimento” e “evangelização”.
(11) STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.
(12) Idem, ibdem, p. 132.
(13) Idem, p. 154.
(14) MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.

Matéria tirada do Viomundo – O que você não vê na mídia – http://www.viomundo.com.br
Link da matéria: http://www.viomundo.com.br/politica/o-pastor-a-eleicao-e-a-iniquidade.html

Os segredos da Maçonaria.

O filósofo John Locke já disse que o grande segredo guardado pelos maçons é que a maçonaria não tem segredo algum. Trata-se de revelação nada desprezível. E guardar isto (em segredo) por tanto tempo significa uma proeza. Tarefa árdua e difícil. O mistério persiste no fato de como os maçons conseguiram fazer política, discutir de modo restrito ao ambiente maçônico e agir no aberto com eficiência – impecável. A maçonaria nasceu das corporações de construtores na Idade Média. Todo restante é tão somente mitos. Inexistente um registro dela anterior. Os pedreiros mais qualificados tinham truques profissionais e bons salários. E cultivaram o hábito de mantê-los no segredo. A partir do século 17 as técnicas artesanais construtivas perdem valor. As universidades (engenharias) desenvolvem melhores técnicas e publicam-nas. Daí a maçonaria voltar-se à filosofia humanista. E ao afazer da política republicana – democrática. Enfim, de uma espécie de sindicato radical atraiu intelectuais e transformou-se num clube social (estilo inglês) – era chique participar dos encontros com ar de sarau secreto a partir de 1717. Ela tem a ideia atual de que cada indivíduo deve refletir sobre suas atitudes e buscar bons caminhos e mais éticos. No fundo não é una, mas várias. Nem sequer uniforme, pois cada país tem autonomia para definir objetivos. Na Inglaterra e Brasil esteve mais ligada à aristocracia política. Na França, anticlerical e pragmática. Na Itália, revolucionária. E daí vai e até já serviu de entrave para derrubar ditaduras – antagonismo já superado. Ser maçom entre o século 18 e 19 era um pouco como ser de esquerda hoje. Enfim, o grande segredo maçônico não passa hoje de fazer uma longa viagem com companheiros e envelhecer eticamente. Algo como perguntar a si mesmo em que ser humano me tornei. E o que fiz para melhorar o mundo endurecido na brutal corrupção. Trata-se de segredo íntimo e inviolável difícil de exprimir com palavras. É como guardar para si as próprias torpezas ou vitórias sobre as próprias vicissitudes. E penitenciar diariamente por estar deixando um mundo igual ou pior aos filhos e netos. Daí quanto mais velho ser um maçom mais avolumado ser seus segredos. É um delírio da pequenez construindo grandezas. Não desistir de fazer um mundo mais civilizado com tantos maçons e não-maçons violentando as regras morais e fracassando nas artes de viver com dignidades. Nestes tempos bicudos, o grão-mestre-geral do Grande Oriente do Brasil (GOB), fundado em 1822, senhor Marcos José da Silva, registrou rituais, códigos e tradições maçônicas na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro – 21 livros como se fossem dele e com direito de usufruir dos 5% das vendas dos manuais – direitos autorais. E alterou internamente no GOB os rituais para terem que sofrer novas impressões tipográficas – sem licitação e em gráfica apaniguada e com preços levemente avolumados no mercado. As mudanças ritualísticas, dizem os entendidos, foram para pior. Não agradaram – além de ter português mais sofrível, misturou alhos com bugalhos e finalidades maçônicas. A iniciativa acarretou forte reação de mais de 90 mil maçons brasileiros, não pelo fato em si de revelar ou deixar público o que já está revelado em abundância em livros históricos e na rede mundial de computadores – Internet, mas pela falta absoluta de compromisso ético de quem deveria por ofício fazer a defesa da ética ou progresso humano. Está se pedindo no Supremo Tribunal Federal Maçônico a abertura do processo de impeachment contra ele – o esperto -, mas a luta parece ser árdua ou muito difícil. Há quem prefira ignorar a gravidade do fato. E que o rapaz se tivesse boa intenção poderia registar os manuais em nome do GOB e não modificá-los inutilmente quiçá por conchavos comerciais e políticos para revendê-los com as vendas garantidas ao preço superior. Ao não-maçom que quiser cópia fidedigna dos manuais é só requerê-la na Biblioteca Nacional. Não precisa mais perder tempo com análises do que é verdadeiro ou falso na Internet. Os livros estão disponíveis para qualquer interessado e com pagamento de direitos autorais – evidentemente. E o Brasil ansioso espera neste instante da maçonaria nacional que ela honre sua promessa maior de agir com disciplina e ética (dentro e fora de casa), mas que a vergonha já lhe bateu às portas maçônicas – isto sim, bateu mesmo.

 Hélcio Corrêa Gomes é advogado e diretor tesoureiro da Associação dos Advogados Trabalhista de Mato Grosso (Aatramat). E-mail: helciocg@brturbo.com.br

Pastor é preso por tráfico.

O pastor Márcio Henrique da Silva Vieira, 24, da igreja evangélica Deus é Amor, foi preso depois de fugir 2 vezes do cerco policial em Ribeirão Cascalheira (900 km a leste de Cuiabá). Ele é investigado por tráfico de drogas em toda região do baixo Araguaia.

Segundo o delegado Marcos Leão, em uma abordagem da Polícia Militar, dias antes da prisão, no veículo do pastor foram encontrados 53 gramas de pasta-base de cocaína e vários papelotes com resíduos de drogas. Na ocasião, ele abandonou o automóvel e se escondeu no mato escapando do cerco policial.

Na terça-feira (21), uma equipe de policiais civis de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) tentaram prender o pastor na igreja, mas ele acabou fugindo pela segunda vez.

Durante investigações, a Polícia Civil descobriu que Márcio usava a igreja para comercializar drogas. Ele se aproveitava dos deslocamentos “a trabalho”, para abastecer a clientela, andando em um dia mais de 200 km. Como haviam vários pontos de pregação em municípios e regiões mais distantes, Márcio demorou a levantar suspeitas.

Além de Água Boa e Ribeirão Cascalheira, eram abastecidas por ele a região de Espigão do Leste (povoado conhecido como Baianos), situado na BR-080, e São José do Xingu (1.200 km a nordeste de Cuiabá). Em depoimento ele negou que fosse traficante. Disse apenas que é usuário de drogas e que comprou uma grande quantidade, apreendida em seu veículo, para uso próprio.

Segundo o delegado, depois da prisão dele, surgiram membros da igreja comentando que já desconfiavam do pastor. Mas antes, nenhuma suspeita da direção da igreja foi oficializada. Márcio já responde a inquérito policial por tráfico de entorpecentes.

Maconha – Um carregamento de 90 quilos de maconha foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde de domingo na região de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá). A droga foi localizada durante uma inspeção de rotina na rodovia BR-174, em um ônibus de turismo que tinha como destino a cidade de Manaus (AM). A droga dividida em tabletes estava acondicionada em 3 malas. Um dos proprietários foi identificado como Anderson Neto Aquino, 21. Além dele, outros 2 adolescentes de 17 e 16 anos foram identificados como as “mulas” que fariam o transporte. Segundo Anderson, os jovens foram contratados por ele e receberiam R$ 3 mil. Anderson alegou que pagou R$ 100 em cada quilo da droga comprada em Campo Grande (MS), que seria revendida por R$ 2 mil o quilo.

Inversão de valores.

Na histórica São João del Rey, um motorista bêbedo bateu em dois carros e depois atropelou três policiais militares. Recusou-se a se submeter ao bafômetro, pagou fiança e foi embora para casa. Não muito longe dali, em Governador Valadares, mais um grupo de jovens se prepara para tentar a vida nos Estados Unidos. Não querem viver no país em que as leis são feitas para beneficiar os criminosos.

Fico a me perguntar com que intenção fazem leis que garantem todos os direitos dos criminosos e deixam as vítimas ao deus-dará. Os que fazem as leis, respondo eu, são os mesmos que agem em benefício próprio. Precisam ter garantias de proteção se algum dia forem acusados de infringir a lei. Por exemplo, um senador alterou o tempo verbal do projeto da Ficha Limpa. E pôs confusão no Supremo. Sai uma lei já com blindagem para os fichas-suja.

A simpatia com o infrator, significativamente, atinge o esporte nacional, no país do futebol. Neymar é indisciplinado e é punido por indisciplina? Não, punido é o técnico que o puniu. Libere-se a indisciplina; entronize-se a desordem. Esqueçam o Filipão, que converteu um bando em uma equipe, ao vetar indisciplinados, e ganhou a Copa. Assim no futebol, assim na política. Agora o presidente encomenda ao ministro do Planejamento um pente-fino nos Correios. Se tivessem aplicado pente-fino desde 2005, quando estourou o escândalo do mensalão, com as imagens do diretor de lá recebendo dinheiro, seriam expulsos da cabeça da estatal muito piolhos graúdos. Mas, para que punir se somos todos bonzinhos?

É, a rapaziada de Governador Valadares deve ter boas razões para arriscar a pele na fronteira norte do México. Estatísticas do Banco Central mostram que nós, brasileiros, gastamos neste ano até agosto, como turistas no exterior, 10 bilhões de dólares; e turistas estrangeiros trouxeram para nós apenas 4 bilhões de dólares. Queremos paz e conforto nas férias; segurança, limpeza, silêncio, organização, bons serviços. Como os estrangeiros não encontram nada disso por aqui, estão vindo cada vez menos; boa parte atraídos por turismo sexual. E pode piorar, ao contrário do que prevê Tiririca. Em outubro os relógios vão nos atrasar uma hora, em boa parte do país; as urnas podem nos atrasar décadas, no país inteiro. Domingo é dia de decidir quem faz as leis e quem administra os nossos impostos.

Alexandre Garcia é jornalista em Brasília. E-mail: alexgar@terra.com.br

Professor, profissão pouco atraente.

Nos diversos artigos que já escrevei acerca da valorização dos professores, mencionei em vários deles que ser professor neste país é uma luta comparada com o episódio da batalha entre Davi e Golias (I Samuel 17,1-58). Acredito que os educadores que ainda sobrevivem a esta política educacional e salarial displicente resistem por vocação, por amor ao sacerdócio de ensinar.

Poucos jovens se sentem atraídos para este oficio. O salário é irrisório quando comparando a outras profissões. Caixas de banco, policiais, contadores… Diante desta disparidade no que tange à remuneração do professor não é de estranhar o motivo pelo qual os alunos dão preferência aos cursos tradicionais: direito, medicina, administração…

O desinteresse dos estudantes pelos cursos de licenciatura ocorre por conta da ausência de valorização dos professores, dos baixos salários. Isso desestimula os estudantes. São poucos os jovens que se inscrevem em vestibular para disputar vagas em cursos de licenciatura: pedagogia, história, geografia, letras…

Os estudantes, sejam de escola particular ou pública, dividem o mesmo sonho quando se referem aos cursos que anseiam cursar. Os estudantes só mudam de endereço, mas o sentimento é único: Eles desejam várias profissões, exceto professor, porque eles sabem a batalha que terão de enfrentar. Enquanto não for valorizada a profissão de professor, não teremos suficientes e bons profissionais para atuar nas escolas.

Apesar dos estudantes reconhecerem a importância do professor para a sociedade, eles acreditam que a profissão é desvalorizada pelo governo. Quando se avaliam as profissões mais prestigiadas pelos estudantes, ouvimo-los citarem com frequência, o curso de direito com sua abrangência de atuação, remuneração atraente e prestígio social.

Quando os acadêmicos de direito concluem o curso são parabenizados como se fossem doutores. Enquanto os professores concluem a licenciatura, fazem pós-graduação, mestrado e doutorado, mas nunca são valorizados ou cumprimentados como doutores. Entretanto, são de fato e de direito doutores porque defenderam uma tese de doutorado.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas mostra que apenas 2% dos estudantes de ensino médio querem cursar uma licenciatura ou pedagogia. O estudo divulgado em fevereiro ouviu 193 alunos em grupos de discussão e recebeu 1,5 mil questionários respondidos por jovens de sete Estados das cinco regiões brasileiras.

A educação tem sido um bom tema para fazer campanha política em época de eleição. Quais os projetos educacionais que os presidenciáveis de 2010 têm para o Brasil? A maioria dos governantes oligárquicos despreza a educação e condena seu povo ao atraso e à penúria para manter intocada, por séculos seus currais eleitorais.

Oxalá os professores sejam valorizados como um médico, um engenheiro, um advogado, a fim de terem condições de exercer com probidade suas funções socialmente indispensáveis. Deus abençoe e proteja nossos professores.

Lenildo Santana é padre da Diocese de Juína-MT. Licenciado em Filosofia; bacharel em Teologia e pós-graduado em Comunicação Social/PUC-SP. E-mail: lenildosantana@yahoo.com.br

PODER JUDICIÁRIO RECONHECE QUE O POLICIAL MILITAR TEM DIREITO À APOSENTADORIA ESPECIAL POR PERICULOSIDADE.

Atenção!
Todos os policiais militares conquistaram o direito de se aposentarem, com proventos integrais, aos 25 anos de serviços prestados à Polícia Militar.
Esse é o novo entendimento dos Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Justiça de São Paulo. Tais entendimentos foram emitidos em sede de Mandado de Injunção, que é uma ação movida quando não existe uma lei que trate de algum direito constitucional.
De fato, a aposentadoria especial por periculosidade está prevista no Art. 40, § 4º da Constituição Federal de 1988, e até o presente momento, o Governo do Estado nada fez para editar lei que regulamente tal direito. Dessa forma, os Desembargadores reconheceram que a atividade policial militar é de fato de alta periculosidade, e por isso, determinaram que a lei aplicável ao Regime Geral de Previdência (Lei 8213) seja agora aplicável ao policial militar, em face da demora do legislador paulista.
Com isso, os Tribunais demonstram cada vez mais a nova visão no sentido de que cabe ao Poder judiciário legislar positivamente, em face da demora do Poder Legislativo, considerando o interesse público.
O melhor de tudo é que Judicário reconheceu que tais decisões são “erga omnes”, ou seja, se aplicam a todos os demais integrantes da carreira policial (civil ou militar), e tal aposentadoria DEVE SER REQUERIDA NA VIA ADMINISTRATIVA AO COMANDANTE IMEDIATAMENTE SUPERIOR, requerimento este que não pode ser negado, pois do contrário, haverá flagrante desobediência à ordem judicial da via madamental.
Esperemos agora que as instituições viabilizem o mais rápido possível a concretização de tais direitos, de forma que o policial militar rapidamente concretize seus direitos de aposentadoria (sem óbces administrativos) Polícia Militar e Polícia Civil festejam a conquista.
Com isso, vê-se que o Poder Judiciário concedeu uma grande valorização da carreira policial, que de fato, é altamente periculosa.
PARABÉNS A TODOS AQUELES QUE POSSUEM 25 ANOS DE SERVIÇOS PRESTADOS. NADA MAIS JUSTO NESSE MOMENTO QUE CONQUISTEM SUAS APOSENTADORIAS ESPECIAIS (COM TODOS OS DIREITOS), DEPOIS DE TANTOS ANOS PRESTADOS À SOCIEDADE PAULISTA.

RETIRADO DO SITE DO CAP. AUGUSTO. http://www.capitaoaugusto.com.br

Cinto de segurança, ele pode salvar sua vida.

Item indispensável para uma viagem tranquila, o cinto de segurança, infelizmente, ainda é tido como um mero acessório por muitos motoristas. Em um passeio pelas ruas e avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo, é possível observar que uma parcela considerável dos condutores ainda não dá a merecida atenção a este dispositivo. Sem contar que também existem aqueles que usam apenas quando aproximam-se de uma blitz.

Independente de ser um hábito ou uma obrigação, a situação preocupa. Dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) mostram que o número de condutores autuados nas estradas federais do Estado por não usarem cinto de segurança ou transportar passageiros sem o equipamento chega a 10% do total de infrações. Entre janeiro e 20 de setembro foram aplicadas 5,910 mil multas, sendo que a não utilização do cinto pelo motorista totalizou 2,612 mil e as dos passageiros transportados no banco traseiro somaram 3,298 mil, a maioria.

As estatísticas locais contrastam com o índice nacional sobre o uso do cinto de segurança. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), no Brasil cerca de 80% dos motoristas têm o hábito de usar o cinto no banco dianteiro e 30% usam o equipamento no banco traseiro. Já o transporte irregular de crianças (sem cadeirinha ou assento de elevação) resultou em 442 autuações, sendo que apenas na Capital foram registradas 262 infrações, grande parte na área central da cidade.

O que os condutores não sabem, ou ignoram, é o fato de que o uso correto do cinto de segurança, tanto no banco da frente quanto no traseiro, reduz em até 50% o risco de morte em uma colisão, conforme dados do Denatran. Já é comprovado, também, o sucesso dos itens de segurança no transporte de menores, uma vez que sem estes equipamentos as crianças ficam soltas e em uma colisão são arremessadas para a frente do veículo. O uso devido dos equipamentos evita tragédias anunciadas.

A importância do uso do cinto de segurança, que, aliás, é uma obrigatoriedade prevista no Código de Trânsito Brasileiro, é um dos temas da Semana Nacional do Trânsito, que termina hoje (25) em todo o país, depois de 7 dias de duração. Bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação também motivam a campanha. Em Mato Grosso, palestras educativas estão sendo realizadas em escolas para mostrar a importância do uso destes itens.

Quem não tiver a oportunidade de acompanhar os debates nas instituições de ensino basta prestar um pouco mais de atenção aos intervalos comerciais da televisão. Uma propaganda do Denatran traz um texto direto, sem rodeios, sobre o risco de dirigir ou transportar pessoas sem os equipamentos de segurança. O vídeo é chocante e serve de exemplo para os motoristas que ainda ignoram tais medidas. Afinal, a responsabilidade pelo veículo e pelos passageiros é do condutor.

Capitão Augusto defende criar a bancada da polícia.

Candidato a deputado federal pelo PSB, capitão Augusto Rosa, com base em Ourinhos, defende a criação de uma bancada de parlamentares da polícia na Câmara dos Deputados de Brasília (DF).
Para ele, somente assim projetos relevantes de segurança pública serão aprovados. Essa é a terceira disputa do policial que, em 2002, pelo PDT ficou com a terceira suplência e, em 2006, pelo PV, ficou na primeira suplência.
O candidato afirmou que trabalha com foco no desenvolvimento nas regiões de Bauru, Marília e Ourinhos com foco em segurança pública. Nessa questão, acredita que somente com uma bancada com cerca de 15 deputados será possível a articulação de medidas eficientes no combate à criminalidade.
Augusto tem opinião contra alguns benefícios concedidos à população carcerária, como as saídas temporárias, visitas íntimas e progressão de pena. “Pena não é somente ressocialização do preso. Isso é muito importante, mas ela também é um castigo de quem comete um crime e uma forma de proteção das pessoas de bem”, ressalta.
Entre outras propostas de Augusto, está a de desativar o Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru e voltar a ocupar o prédio da unidade penitenciária com um colégio agrícola. Outra meta é a instalação de uma escola militar. Otimista com a campanha, o capitão avalia que terá boa votação. “Pela projeção do Census, eu teria 1,8% dos votos válidos, que daria cerca de 130 mil votos. O que é suficiente para a minha eleição.

Piso Nacional: expectativa para após as eleições.

O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, e a Comissão do Movimento em Defesa do Policial Civil têm visitado vários estados para fortalecer a campanha pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 446/09, que cria o Piso Salarial Nacional para os policiais civis, militares e bombeiros logo na primeira sessão legislativa após as eleições de 3 de outubro.
   
    “Não podemos deixar que o governo empurre esta questão para a próxima legislatura. Mas para que a matéria seja apreciada ainda este ano e os policiais possam comemorar mais esta conquista, precisamos trabalhar agora. Estamos envidando todos os esforços para ver a PEC aprovada”, comentou Gandra.
   
    A expectativa pela aprovação da PEC também é grande entre os policiais militares de todo o Brasil. A PEC define um valor mínimo a ser pago aos policiais e cria um fundo por tempo determinado para ajudar os estados a custear o aumento. O texto já foi aprovado em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, mas a votação em segundo turno foi adiada. A PEC 446/09 tramita em conjunto com a PEC 300.
   
    Fonte: Imprensa Cobrapol