As medidas de segurança do governo.

O governo vem buscando meios para conter os elevados índices de violência que assustam a população brasileira. Na guerra contra o crime a polícia não tem levado a vantagem que deveria e a situação de insegurança vem prevalecendo principalmente nas chamadas grandes cidades. O número de assaltos é assustador, o de assassinatos também. De um modo geral a criminalidade aumenta enquanto a política de segurança do governo, de um modo geral, não surte efeitos.

O governo federal tenta mais uma vez implantar o programa de desarmamento como forma de conter a violência. É a segunda tentativa já que, na primeira, o resultado ficou muito distante do que era esperado. Dessa forma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá assinar, nos próximos dias, um decreto transformando o primeiro sábado de julho no Dia Nacional do Desarmamento Voluntário.

Na realidade o desarmamento dos cidadãos brasileiros passará a ser uma política de Estado. Até então era incentivado por campanhas esporádicas iniciadas em 2003 com poucos resultados positivos. Mesmo que o desarmamento voluntário passe a ficar centralizado em uma data fixa no calendário, os brasileiros poderão entregar armas de fogo em qualquer dia do ano. Os postos de entrega das armas são as unidades da Polícia Federal, das delegacias de polícia, igrejas e lojas de maçonaria.

Nos últimos sete anos e tendo como base o Estatuto do Desarmamento, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2003, as campanhas resultaram na destruição de 500 mil armas, o que transforma o Brasil no segundo país a recolher maior quantidade de armas por iniciativa de seus cidadãos. O número parece expressivo, mas sabe-se que existem muitas armas espalhadas pelo Brasil afora. Um levantamento do Ipea, divulgado recentemente aponta que o crime organizado tem mais armas que a própria polícia, o que é inconcebível.

Em um seminário internacional sobre desarmamento civil, realizado na semana passada em Brasília, a Argentina apresentou a lei que vigora no pais e alguns números chamam atenção. Em 2006, quando o plano de desarmamento foi aprovado, 700 mil cidadãos declararam posse legal de armas, utilizadas para defesa pessoal. No conjunto, isso significava um total de 1,2 milhão de armas mas, segundo as autoridades de segurança pública, um número igual ou superior poderia estar em circulação ilegalmente.

Essa questão não é diferente no Brasil. São milhares de armas ilegais e um dos motivos que levam o cidadão brasileiro a ter uma arma em casa é exatamente a insegurança que prevalece no país, a falta de confiança na nossa polícia. Isso é muito grave.

Está certo o governo em promover essas campanhas, em incentivar as pessoas a se desarmarem. Porém, além disso, é imprescindível uma política de segurança mais eficaz, mais eficiente e que possa fazer com que a a nossa polícia ganhe a guerra contra os criminosos.

 

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