Cobrapol esclarece que PEC 300, ainda não possui um estudo de impacto financeiro.

A Cobrapol vem a público esclarecer que, ao contrário do que vem divulgando a grande imprensa e o próprio governo, não existe ainda um estudo ou análise do impacto orçamentário da criação do Piso Salarial Nacional para policiais civis, militares e bombeiros.

Isso por que, as Propostas de Emendas à Constituição (PECs) 446/300, em tramitação na Câmara dos Deputados, não trazem valores definidos. O texto aprovado em primeiro turno determina tão somente que uma lei federal deverá ser regulamentada pelo Executivo fixando o valor do Piso Salarial num prazo de 180 dias.

Como é possível então que os jornais divulguem valores como R$ 43 bilhões?

Para o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, a mídia está sendo usada como massa de manobra do governo para passar uma imagem errada à sociedade e, mais uma vez, impedir que uma matéria tão importante para a segurança pública passe no Congresso. “O que estamos vivenciando é uma verdadeira vergonha. Ou o ministro Guido Mantega está mal informado ou ele está querendo justificar essa ação antidemocrática do governo de impedir de todas as formas que as PECs 446/300 entrem em votação em segundo turno”, afirmou.

A criação do Piso Salarial Nacional para policiais civis, militares e bombeiros é uma antiga reivindicação dos policiais que foi votada em primeiro turno na Câmara dos Deputados graças a um acordo entre as lideranças, endossado pelo próprio governo, que retirou do texto original o valor do Piso. Política de Segurança Pública Os ataques à aprovação das PECs são ataques a melhoria da política de segurança pública, já que as matérias corrigem as distorções salariais existentes hoje entre estados, municípios e o DF. “Atualmente, para manter suas famílias, os policiais são obrigados a fazer trabalhos extras, como o de segurança na iniciativa privada, para conseguir complementar a sua renda. Uma situação que afeta em cheio a segurança pública”, analisa Gandra. Para o presidente da Cobrapol, a situação no Rio de Janeiro também é reflexo dos baixos salários pagos aos policiais do estado. “Como exigir um bom policiamento, uma segurança pública eficaz, se o policial cumpre duas jornadas de trabalho. Hoje, nessa força tarefa organizada pelo governo do Rio, até policiais de folga e em férias foram chamados. Mas por quanto tempo isso vai durar? Não muito, pois estes policiais precisam do trabalho extra para manter suas famílias.

Estamos assistindo a uma batalha emergencial nos morros do Rio de Janeiro, mas a situação só se resolverá com uma ação sistêmica da polícia, pois o crime age de forma sistêmica e contínua. Está mais do que na hora do governo federal voltar os seus olhos para a segurança pública em todo o país.

A necessidade de chamar o Exército já demonstra que a nossa força policial está desvalorizada, com o equipamento sucateado, policiais sendo exigidos ao máximo, sem uma contrapartida que justifique tanto esforço”, concluiu Gandra.

Ações pró-PEC mantidas Diante da posição do governo, a Cobrapol, em conjunto com as entidades representativas dos policiais militares e bombeiros de todo país, decidiu manter as ações programadas em prol da aprovação do Piso Salarial Nacional. Ainda no mês de dezembro, deve ocorrer um ato no Rio de Janeiro. Durante a posse da presidente Dilma Rousseff também está prevista um protesto ordeiro e pacífico em Brasília. As ações de pressão no Congresso Nacional também serão mantidas. Fonte: Imprensa Cobrapol

Policiais do RJ colocam faixa da PEC 300 na Vila Cruzeiro.

A faixa, pendurada bem ao lado do quartel-general das forças que atuam na ocupação na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, no Rio, denuncia. “R$ 30 por dia: valor da vida de um policial e de um bombeiro no Rio de Janeiro”. Bem ao lado, a inscrição “PEC 300/2008” mostra que, após o sucesso das operações nas favelas cariocas, os policiais prometem aumentar a pressão para a aprovação da emenda constitucional que cria o piso nacional para a categoria.

Embalados pela repercussão positiva das ocupações, policiais que trabalhavam no Complexo do Alemão reclamavam das condições de trabalho e do salário. Segundo um policial militar que não quis se identificar, todo mundo está “transtornado”. “É mentira isso que estão falando, que policiais se apresentaram voluntariamente para ajudar. Foi ordem direta. Agora, estamos trabalhando extra, sem ganhar nada a mais por isso, e com um salário mal pago”, disse.

Outro policial dizia que o atual momento é positivo para a reivindicação da emenda. “Agora temos o apoio de toda a população. Ir contra a PEC é ir contra todo mundo que apoia a polícia do Rio”, disse. Moradores da Penha que assistiam à movimentação das tropas concordaram. “Os policiais estão mostrando o valor deles, que não corresponde com o que eles ganham”, afirmou o diretor administrativo Elias Matias, de 44 anos.

Para o presidente da Associação dos Ativos e Inativos da Polícia e Bombeiros Militares (Assinap), Miguel Cordeiro, a polícia fluminense é a mais mal paga do Brasil. “Hoje, um policial no Rio tem vergonha de falar que é policial”, disse.

Segundo ele, o salário é “ridículo”, mas mesmo assim a polícia conseguiu fazer as ocupações. “Agora, imagine se nossos policiais ganhassem bem? Toda a população sairia ganhando.”

Atualmente, um policial militar em começo de carreira no Rio ganha cerca de R$ 900,00 por mês. Caso a PEC seja aprovada, o piso poderia passar para R$ 3,5 mil (quase quatro vezes mais), enquanto o governo federal não fizesse um projeto de lei com um valor definitivo para o piso.

Grande parte do financiamento viria dos cofres federais – segundo cálculo do Ministério do Planejamento, o impacto no orçamento seria por volta de R$ 46 bilhões.

Por isso, a PEC está emperrada desde 2008, quando foi proposta. Houve pressão para que ela fosse votada antes das eleições – a Câmara chegou a aprovar o projeto em primeiro turno, mas ele ainda não voltou à pauta por falta de acordo.

O atual e futuro ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou na semana passada ser contra a aprovação da proposta porque, 2011, para ele, é ano de contenção fiscal.

 

Enquanto isso, os Direitos Humanos e as ONGs.

Ouvi representantes da OAB e de ONGs preocupados com os direitos humanos dos bandidos. Lembram esses militantes dos direitos humanos que os bandidos presos têm direito a inúmeras visitas nas prisões, das quais se aproveitam para dar ordens para queimar veículos no Rio de Janeiro e praticar ataques indiscriminados à população. Também têm direitos os bandidos que tolhem nosso direito de ir-e-vir entre o lar e o trabalho; nosso direito de propriedade sobre os bens que compramos com nosso trabalho; e, sobretudo, nosso inalienável direito à vida, que tem sido tolhido por balas perdidas e não perdidas, por tiros de fuzil acionados por bandidos drogados e raivosos. Sim, esses bandidos todos têm direitos humanos, embora ajam como desumanos. Esses bandidos também são a fonte de honorários de quem os defendem. É óbvio, pois, que eles sejam defendidos por quem depende do dinheiro deles, embora seja dinheiro sujo, mal-havido, manchado pela infelicidade das famílias dos drogados e de sangue de suas vítimas.

Só não venham querer me impingir que é preciso mandado judicial para revistar as casas da Vila Cruzeiro, ou do Complexo do Alemão, ou da Rocinha, ou do Vidigal. Todos são ou foram territórios apartados do estado brasileiro. Com justiça própria, poder executivo (com palácio presidencial dotado de piscina e ar-condicionado em região sem água e eletricidade para os outros), com serviço de gás, de TV por assinatura e segurança própria. Áreas com símbolos de posse territorial, onde o estado brasileiro não entra ou não entrava. Territórios dotados de forças bem-armadas, que impedem ou impediam a entrada de forças estatais brasileiras. Então, não me venham impingir de que se trata de ação policial, precisando de mandado judicial. Trata-se de operação de guerra para recuperação de territórios brasileiros ocupados por uma força ilegal.

A Constituição estabelece que a defesa do território e da soberania nacional é da competência das Forças Armadas. Portanto, se há necessidade de se recuperar soberania e território, não é guerra civil nem ação policial. É guerra pura, em que todos os demais direitos ficam suspensos, até que a força nacional armada atinja o seu objetivo. Tem que ser assim ou vai se ganhar uma batalha e perder a guerra. Ficar no Alemão e não varrer do mapa do Brasil os que ocupam nossos territórios e substituem nossa soberania na Rocinha e no Vidigal, vai tornar todo esforço de agora um desperdício. Agora será preciso ir até o fim. Até o último bandido.

Depois, será preciso cuidar do front interno: os usuários que sustentam o tráfico. Vão precisar de tratamento e também de uma lavagem cerebral que os faça sentir o peso de sua responsabilidade nisso tudo. É o dinheiro deles que compra as armas que impõem a vontade dos traficantes sobre a população que vive ou vivia sob o seu domínio. E mais: será preciso mudar uma cultura que há muitas décadas ensejou tudo isso. A cultura da convivência com o bicheiro, a cultura que incensa o malandro, a esperteza e considera tolo quem cumpre a lei. A cultura do aplauso hipócrita que louva os bandidos e seus direitos humanos, essa já perdeu corações e mentes.

 

ATENÇÃO TODOS OS POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL.

Todos nós deveremos nos reunirmos nos dias 09 e 10 de dezembro. Em um ato e caminhada no Rio de Janeiro.

Concentração as 14h dos dias 09/10 de dezembro na igreja da candelaria, e caminhada as 16h até a praça da cinelandia.
Vamos todos nós, POLICIAIS e BOMBEIROS de todo Brasil se reunirem e se solidarizarem com o Estado Rio de Janeiro, que recebe um dos piores salarios, e o Governo e grande parte da população não valorizam os nossos serviços, somente quando são atacados, como está acontecendo agora aqui no Rio de Janeiro. Peçam apoio de todas as associações de classes, sindicatos, políticos e até mesmo empresarios, para finaciarem essa empreitada e luta por todos nós, e principalmente para nós aqui do Rio de Janeiro, que estamos precisando do apoio de todos vocês, porque o nosso atual Governador não valoriza a segurança do nosso estado.

Contatos: Sgt. BM Valdelei; (21) 7701- 4859 Id 80* 182479 / 8684 – 0287 / 3394- 6951.

Parlamentares falam sobre operação policial no Rio.

Deputados e senadores ouvidos pelo G1 defendem a política de segurança do governador Sérgio Cabral (PMDB) no Rio de Janeiro, mas também há os que consideram que os conflitos contra criminosos demonstram a necessidade de se rediscutir a remuneração dos policiais.

Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que vai propor na Comissão de Direitos Humanos da Câmara a criação de uma comissão específica para acompanhar a situação da segurança pública no Rio.

Confira abaixo a repercussão entre os parlamentares:

Antonio Carlos Biscaia (RJ), deputado federal pelo PT
O parlamentar classifica de “desastrosa” a política de segurança do Rio de Janeiro entre 1983 a 2007. Segundo ele, havia conivência com o comando territorial pelo tráfico e razões de natureza política que implicavam a ausência da ação do estado em áreas do estado.

 

Tinha na cúpula da polícia pessoas envolvidas e com ligações com o tráfico e a postura era de que não podia se realizar ações em certas áreas. Isso ninguém me disse. Como procurador do estado, eu ouvi gente dizendo: ‘não vamos poder fazer operação aqui ou ali’, isso por razões de conivência e também de natureza política, para não perder voto”, disse Biscaia ao G1.

Segundo ele, a política mudou na gestão do governador Sérgio Cabral. Biscaia elogia a atuação do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e afirma que as ações desta semana mostram “desespero” dos traficantes.

“Essas ações revelam desespero. O crime está desesperado porque nunca foi enfrentado. Essas ações são para gerar pânico e é para fazer com que as autoridades de segurança recuem. Em certos momentos, os confrontos são inevitáveis, e a política tem de ser mantida”.
Laerte Bessa (DF), deputado federal pelo PSC
O presidente da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados considera que o principal ponto a ser encarado pelos governos é a discussão do salário dos policiais no Brasil. Ele defende a PEC 300, que visa a criação de um piso nacional para a área.

“O que está acontecendo no Rio de Janeiro é o resultado do descaso com a segurança pública que há em todo o Brasil. Segurança todo mundo diz da boca pra fora que é prioridade, mas no fundo não é prioridade. Sequer aprovar a PEC 300 para dar salário digno para a polícia a gente consegue porque os governadores não querem. O principal é salário. Se déssemos um salário digno para o policial ele teria mais vontade e a corrupção seria menor. ”

Na próxima semana, Bessa pretende colocar em votação um requerimento para convidar o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame para comparecer na comissão para debater os acontecimentos no Rio de Janeiro.

Chico Alencar (RJ), deputado federal pelo PSOL
O deputado afirmou que vai propor na Comissão de Direitos Humanos da Câmara a criação de uma comissão específica para acompanhar a situação da segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

“A gente não pode ficar à margem disso, até porque é uma questão nacional. Essa questão está localizada no Rio, mas tem dimensão nacional e exige esforço do parlamento porque a gente não só define as verbas como tem de zelar pela boa aplicação”.

Alencar elogiou a política de recuperação de territórios ocupados pelo tráfico, as chamadas UPPs, mas minimizou a possibilidade de essa política, sozinha, ser a responsável pelos episódios desta semana.

“O problema do controle territorial pelo crime, seja do tráfico ou das milícias, é inaceitável. O que foi feito até agora foi pequeno. Não dá para dizer que é uma reação só por isso porque somente 2% das áreas controladas receberam UPPs. Ainda tem 98% do que tinha da mesma forma.”

Francisco Dornelles (RJ), senador pelo PP
Dornelles defende a política do governador Sérgio Cabral e diz ter ouvido dele em conversa telefônica nesta quinta-feira que não haverá recuo na política de retomar áreas controladas pelo tráfico.

“O governador Sergio Cabral não vai recuar da sua política de acabar com o domínio do tráfico no estado do Rio de Janeiro. Ele tem demonstrado coragem e capacidade gerencial. Ele instalou as UPPs e, à medida que os bandidos sentem avanço resolveram fazer uma guerra, uma ameaça. Mas conversei com o governador, e ele não vai recuar. Ele vai dar continuidade à guerra ao tráfico”, afirmou o senador.

Dornelles disse ser importante a ajuda da Marinha nas operações e defendeu que se faça uma política de combate à entrada de armas e drogas pelas fronteiras.

“O problema a ser levantado é uma política nacional de fronteiras, que é por onde estão entrando as armas. Não existe chuva de armas nas favelas. As comunidades do Rio são receptoras de armas e drogas que estão entrando e que vêm de fora do país.”

Iriny Lopes (ES), deputada federal pelo PT
A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara manifestou, em nota, preocupação com a segurança da população civil que está no meio dos confrontos.

Ela afirma “não haver dúvidas quanto à necessidade da presença do Estado em todas as comunidades urbanas”, mas destacou que as ações policiais não podem se converter em tragédias como uma chacina ocorrida em 2007 no Complexo do Alemão.

“Diante dos riscos inerentes a eventuais operações policiais realizadas sem as devidas precauções, assim como a pressão de setores que desprezam o direito à vida das populações pobres – que acabam se tornando alvo do tiro cruzado no confronto entre os marginais e a polícia – , é nosso dever apelar ao Exmo. Sr. Governador, Sérgio Cabral, ao Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e a todas as demais autoridades concernentes ao tema para que envidem todos os esforços para que as operações não resultem num massacre de cidadãos inocentes”, afirmou a deputada.

Raul Jungmann (PE), deputado federal pelo PPS
Para o parlamentar, o principal problema da segurança pública no Rio de Janeiro é a polícia. Para ele, é  necessária uma “reforma” da instituição no estado.

“A questão de fundo no Rio de janeiro é a polícia. Tem o lado bom, como as UPPs, e tem o outro lado que faz parte da milícia, acoberta o narcotráfico e o tráfico de armas. Tem que se fazer uma reforma da polícia porque hoje a polícia está dos dois lados do balcão”, afirmou.

Jungmann esteve nesta tarde com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Segundo o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula  da Silva disse ao ministro para colocar à disposição toda a ajuda que for solicitada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ). O parlamentar disse ainda que vai propor a criação de uma subcomissão dentro da Comissão de Segurança Pública para acompanhar a situação no Rio de Janeiro.

Renato Casagrande (ES), senador pelo PSB e governador eleito do Espírito Santo
Para Casagrande, os conflitos no Rio de Janeiro mostram a força da criminalidade e a necessidade de se continuar com políticas de enfrentamento.

“Isso mostra a força da criminalidade. Todo mundo está avaliando isso como uma reação a um programa mais forte de enfrentamento ao crime. Este é um caminho sem volta, não pode ter recuo, não pode ter retorno. Todos devemos estar atentos porque qualquer estado pode sofrer este tipo de ação”.

Futuro governador de um estado vizinho, Casagrande destaca a necessidade de atenção do Espírito Santo em relação a estes acontecimentos.

“Nosso estado acaba sofrendo as consequências do que acontece no Rio de Janeiro. Isso determina ao Espírito Santo que intensifique o combate ao crime no estado porque, se aperta lá no Rio, eles podem fugir para cá. Tem que ser ágil e trabalhar de forma integrada com estados vizinhos”.

Casagrande é relator no Senado do novo Código de Processo Penal, que reformula a legislação da área. Na visão dele, a nova lei poderá dar mais agilidade à Justiça e impedir que situações como a do Rio de Janeiro voltem a ocorrer.

 

Wellington Fagundes cobra votação da PEC 300.

A onda de ataques que tem vitimado dezenas de pessoas na zona metropolitana do Rio de Janeiro acalorou um debate antigo na Câmara dos Deputados: a votação da PEC 300, um Projeto de Emenda Constitucional que prevê a criação de um piso único para os policiais civis, militares e corpo de bombeiros militar. Nesta quinta-feira, o deputado federal Wellington Fagundes esteve entre os parlamentares que subiram à tribuna para pedir agilidade na votação do projeto.

Wellington lembrou que a trajetória da PEC dentro da Casa é longa. Ressaltou que ela já foi muito debatida e votada em primeiro turno no plenário, por isso merece um desfecho. “Hoje estava estampado nos jornais que a equipe econômica disse que não terá como implantar a PEC 300 no próximo governo, mas eu acho que o Parlamento tem que fazer a sua parte. É importante nos debruçarmos nesta questão. E cabe ao Executivo mostrar depois as condições financeiras para atender ou não uma classe”, advertiu.

Além de mostrar apreensão com a questão da segurança pública – tema, inclusive, apontado em recente pesquisa realizada pelo Ibope como a terceira maior preocupação do brasileiro –, o deputado também cobrou maior atenção para o problema da infraestrutura aeroportuária.

Falta de acordo pode parar votações inclusive a PEC 300.

O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou nesta quinta-feira que a falta de acordo entre as lideranças partidárias pode deixar para o ano que vem a votação de algumas medidas provisórias que estão na pauta do Plenário. “Não se pode garantir que o Congresso consiga limpar a pauta até o final do ano. Vamos acabar o ano com a votação das matérias em que for possível ter acordo entre os parlamentares”, avaliou o deputado.

Marco Maia minimizou o atraso nessas votações. Segundo ele, o Congresso tem avançado na análise das MPs e a maioria delas não corre o risco de perder o prazo de validade até que os novos deputados e senadores tomem posse, em fevereiro. Atualmente, estão na pauta 12 medidas provisórias, sendo que 10 delas trancam os trabalhos do Plenário na próxima semana.

Em relação à proposta orçamentária, Maia disse que deve ser votada até 22 de dezembro. “Nós daríamos um grande presente à presidenta Dilma Rousseff se entregássemos a ela em 1º de janeiro o Orçamento de 2011 aprovado. O Brasil ficaria muito contente porque isso significa investimentos novos a serem realizados já em janeiro”, declarou.

Governadores
Quanto às sessões extraordinárias, segundo Maia, o impasse é ainda maior. Os governadores pedem a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 507/10, que prorroga a vigência do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, e do Projeto de Lei Complementar (PLP) 352/02, que altera a Lei Kandir. Parte dos parlamentares, no entanto, reivindica a votação do piso salarial nacional de policiais e bombeiros militares(PECs 300/08 e 446/09), matéria que os governadores querem deixar para o ano que vem.

O 1º vice-presidente defende o ponto de vista dos governadores. Segundo ele, a aprovação do piso salarial dos policiais pode implicar o aumento de R$ 40 bilhões dos gastos dos estados. “É preciso romper os entraves e aprovar as propostas que garantam recursos para os estados sem permitir que sejam criadas novas despesas para esses governadores que tomam posse no ano que vem”, defendeu Maia.

Para o parlamentar, o piso deve fazer parte de uma discussão maior sobre a segurança pública, já que o aumento por si só não vai resolver a questão. “O reajuste é importante, mas é preciso haver ações de inteligência, de fortalecimento da instituição”, opinou.

Marco Maia disse ainda que a próxima semana será fundamental para a criação dos acordos sobre as votações a serem realizadas até o final do ano. Segundo ele, embora não haja nada marcado, a expectativa é que as lideranças se reúnam na próxima terça-feira (30).

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Marcos Rossi
Retirado do site da camara federal.

 

Policial Militar é suspeito de matar colega de trabalho em Colniza.

Um policial militar é suspeito de ter assassinado o próprio colega de trabalho na semana passada. O soldado Fernando Márcio da Silva (25) encontrado morto com três tiros na cabeça, em um comando de policiamento no município de Colniza (1.065 quilômetros de Colniza).

De acordo com informações da Polícia Militar, as primeiras investigações eram de que o crime aconteceu por motivos passionais ou vingança. Mas após aperícia, a polícia constatou que a vítima não teve chance de defesa e de que o assassino era bem próximo ao soldado. Os depoimentos prestados por policiais também ajudaram a polícia a suspeitar de um policial. “Depoimentos de policiais ajudaram a mudar a linha de investigação. Após as análises tudo nos leva a crer que o crime foi cometido por alguém bem próximo da vítima”, disse o Major Pereira da polícia de Colniza.

O policial que ainda não teve o nome dilvulgado, também estava de plantão na noite do crime. Ele teria formado em Juina na mesma turma que Fernando. O inquérito que investiga a morte do soldado deve ser concluído na próxima semana.

O crime

Fernando Márcio foi assassinado na noite de terça-feira (21) no comando onde trabalhava. No dia do crime uma equipe de quatro policiais teria saido para fazer rondas pela cidade. O soldado ficou sozinho de plantão no comando, quando uma pessoa entrou no local e efetuou os disparos. Quando os policias retornam encontraram o corpo de Fernando em uma sala do comando de policiamento.

O policial morava sozinho na cidade há um ano. O corpo dele foi enterrado em Acorizal (59 quilômetros de Cuiabá), a família dele morava.

 

Policiais preparam série de mobilizações pró-PEC

Os policiais civis, militares e bombeiros decidiram realizar uma série de mobilizações pelo Brasil em prol da votação das PECs 446 e 300, que tramitam na Câmara dos Deputados e que cria o Piso Salarial Nacional para a categoria. A primeira atividade deve ocorrer ainda em dezembro, no estado do Rio de Janeiro, uma das cidades de sediará a Copa de 2014.

De acordo com o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, será um Dia de Mobilização para chamar a atenção da sociedade para o trabalho antidemocrático que os governos estaduais e federal vêm realizando no Congresso Nacional. “Ontem, enquanto a Cobrapol e as entidades representativas dos policiais militares e bombeiros realizavam uma ação conjunta para que as PECs fossem votadas, governadores de diversos estados e o próprio governo federal pressionavam as lideranças a não pautarem a matéria, sendo que havia um quórum de 445 deputados para a votação. Consideramos isso um trabalho antidemocrático que prejudica não apenas os policiais, mas em especial a sociedade que sofre diretamente os problemas ocasionados pelos baixos salários e pelo sucateamento da segurança pública”, argumentou Gandra.

As PECs 446 e 300 já foram aprovadas no Plenário da Câmara em primeiro turno e já deveriam ter sido votadas em segundo turno, de acordo com o prazo regimental da Câmara, mas acordos de lideranças do governo têm impedido que a matéria entre em pauta.

Novas mobilizações
As mobilizações setoriais devem ocorrer também em outras cidades que sediarão a Copa de 2014, como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá.

Na Capital Federal também deve acontecer uma manifestação pacífica e ordeira durante a cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff. “Nosso objetivo não é tumultuar a posse, mas chamar a atenção da imprensa e da população para o que vem ocorrendo no Congresso Nacional. Podemos até perder na votação e não questionamos isso, mas queremos que a matéria seja votada e o governo está fazendo de tudo para que as PECs caiam no esquecimento. Isso não permitiremos”, afirmou Gandra.

Os atos e mobilizações compõem as deliberações aprovadas pelos policiais civis no X Congresso da Cobrapol, realizado dias 17 e 18 de novembro, em Salvador/BA.

Pressão no Congresso continua
Hoje, a Cobrapol e uma comissão de policiais militares e bombeiros retornam ao Congresso Nacional numa nova ação para a votação do Piso Salarial Nacional.

Mais informes em breve.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa Cobrapol

 

Voz de um Oficial da PM do Pára, leiam e façam sua parte. Os Policiais do Brasil precisam de você.

Amigos façamos cartas aos meios de comunicações exigindo que neste momento com o ocorrido no Rio de Janeiro o povo ajude a aprovação da PEC300 na câmara, é um bom momento quando observamos vários especialistas em segurança publica falando mil e uma bobagem e no entanto não falando do principal os salários dos policiais que arriscam a vida pela população Brasileira este é o momento quem tem contato com a Band, a Globo, a Record e outras mande seus email e informe o que a Dilma do Chefe quer fazer com a PEC e alertem a população de uma possível greve nacional das policias no Brasil temos que novamente aproveitar este momento e mandar emails para o COI e a FIFA pedindo que revejam a copa do mundo no Brasil se as coisas continuarem como estão.

Este é um momento em que a opinião pública deve ser alertada pelo que o atual governo de Dilma Russef vem fazendo em prol da segurança pública deste país. Veja amigo, que um policial militar e civil do Rio de Janeiro ganha menos de 1.000,00 reais por mês para arriscar sua vida em defesa da sociedade como hoje homens e mulheres vem fazendo subindo os morros do Rio em defesa da sociedade, não podemos ter como hoje temos no Rio duas policiais pagas com salários diferenciados, os soldados da UPPS ganhando razoavelmente bem, devido ao plus a mais que o governo federal da de incentivo e os soldados dos batalhões ganhando uma miséria paga apenas pelo estado. Hoje tramita na Câmara uma emenda constitucional a PE300 que visa corrigir esta falha, que determina que o governo federal, a nação Brasileira pague um salário digno a seus policiais estaduais, hora o estado não vai gastar nada a mais do que pode pagar, será sim obrigado a pagar um salário digno de igual valor aos de Brasília, e a nação entra com o restante como hoje ela o faz no distrito federal, no entanto a presidente eleita acha que gastos com segurança são gastos desnecessários, hora, o que seria mais necessário no Brasil se não o direito de todos os cidadãos Brasileiro de viver, pois vejam, no Rio sem a segurança publica ninguém pode viver, não estamos falando de uma vida apenas, como se fala quando investimos na saúde, mais sim da vida de toda uma sociedade, inclusive do medico que sai para dar saúde ao seu paciente, a grade verdade é que não se pode ter progresso sem ordem, é chegada a hora do povo Brasileiro engrossar o caldo e exigir de seu governo a aprovação da PEC300, peço aos meios de comunicação que divulguem esta pequena informação. Pois como se pode ter uma policia no distrito federal ganhando um salário de 5.000 reais e no Rio de Janeiro em uma zona de guerra ganhando menos de 900 reais. Quero ver se as PM’s, PC’s e BM’s do Brasil resolverem cruzar os braços neste final de ano numa greve nacional como o brasileiro vai sair para trabalhar, claro que não queremos isto no Brasil mais fica necessário que o povo tome conhecimento que isto pode ocorrer se a PEC300 não for colocada em votação ate o final do ano e aprovada e promulgada.
Melhorem este texto e enviem para todos no Brasil e fora do Brasil. Principalmente aos deputados na câmara ao COI a FIFA.

Amigos e amigas estou sem tempo para poder criar um texto melhor peço que melhorem o texto supracitado em mandem para todas as emissoras de TV do Brasil e do mundo temos que alertar o povo do que esta acontecendo com a PEC e enquanto o Vaccarezza fala em dar aumento aos deputados federais não quer dar aumento aos policiais militares.
Link da band: http://www.band.com.br/faleconosco/
Força PMERJ, e sim a melhor policia do mundo sem sombra de duvidas é a do Rio de Janeiro, recebendo o pior salário da nação e dando seu sangue pela defesa desta nação, quem fala da PMERJ e da PCRJ é um covarde.