Policiais militares passam necessidade nos plantões; comida só para civis.

Os policiais militares que trabalham nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Ciscs) e mesmo nos batalhões da Polícia Militar não tem direito a alimentação e lanches fornecidos pela Secretária de Segurança Pública (SSP). A comida é apenas para policiais civis e agentes prisionais que trabalham nos plantões. Em determinados locais, os militares passam fome, ou compram comida de sues próprios bolsos.

O policial militar, segundo a reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News apurou, recebe uma verba conhecida como Etapa Alimentação (EA). O dinheiro, no entanto, não chega às mãos dos militares, pois vai diretamente para os cofres dos quartéis.

“Porque as pessoas alegam que a gente recebe uma verba conhecida como Etapa Alimentação” e o dinheiro nunca chega às nossas mãos. Se o dinheiro é nosso. É para comprar a nossa comida, que o governo coloque o dinheiro na nossa conta bancária que a gente vai saber o que fazer. Se isso for feito,  a gente não vai poder reclamar de nada”, explicou um militar que pediu para não ser identificado, que completa. “Se eu me identificar, vão me mandar para o local mais longe de Mato Grosso”

As reclamações dos policiais militares começaram a vir à tona a partir das também reclamações dos policiais civil, que não estão “engolindo” a comida servida atualmente nos plantões dos Ciscs.

“Eles (os policiais civis), ainda comem, ou pelo menos recebem a comida, que realmente é ruim, pois eu já tentei comer com eles e não agüentei. E nós, que nem vemos a cor da comida, quanto mais do dinheiro”, desabafou outro policial militar, que também não quis se identificar.

A reportagem tentou conversar com o coronel Lino Farias, comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso por pelo menos duas vezes durante a semana e não conseguiu. Neste sábado (26), por volta das 14h13, voltamos a ligar outras duas vezes, mas o telefone celular dele está na secretária eletrônica.

A história da Etapa Alimentação (EA) é longa e recheada de contos, dos mais hilários e absurdos. A Etapa foi implantada na gestão do então governador Jaime Campos, hoje senador da República, que também construiu o Comando Geral da Polícia Militar. A Etapa Alimentação hoje se caracteriza em uma das coisas mais exdrúxulas dentro da administração pública de um Estado. Até porque os recursos transferidos para os batalhões e demais unidades da Polícia Militar  são gastos sem licitação, para que estas unidades, teoricamente, adquiram os mantimentos e produzam as refeições que seriam servidas aos policias.

Sempre houve uma nuvem de incertezas sobre esses recursos e os próprios oficiais admitem que são utilizados para pagamento de outras coisas, alegando que, diante da dificuldade do Estado suprir todas as necessidades das unidades (reparos, reformas, aquisição de bens de consumo e duráveis, etc.), parte dela seria utilizada para suprir as necessidades emergenciais.

Se realmente fosse isso que acontecia, apesar da sua aplicação de dar de maneira ilegal, não estaria caracterizada alguma imoralidade ou mesmo crime, mas nem sempre as coisas são bem assim. Existem algumas histórias, verdadeiras, que demonstram muito bem como a verba é aplicada.

Em Chapada dos Guimarães, há alguns anos, o comandante da PM local dizia aos subordinados que a Etapa Alimentação não estava vindo ou não era suficiente, de modo que teriam que arrecadar junto à comunidade os gêneros necessários para a feitura da comida.

Os policiais militares, como era de se esperar, arrecadaram alimentos em abundância, inclusive, umas poucas cabeças de gado que seriam entregues uma após a outra, de acordo com o consumo. Dito comandante, além de ficar com os recursos da Etapa Alimentação, subtraia as melhores partes do gado e levava para a sua casa.

Determinado dia, no entanto, quando o comandante passava um sermão nos subordinados, cada vez que dava a costas para a tropa, ele sempre escutava, em coro, um grande muuuuu….

Em outra situação, o comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), a pessoa que deveria demonstrar, mais que ninguém, um corportamento exemplar, pois era o responsável pela formação dos praças, usou o recurso da Etapa Alimentação  para mobiliar seu gabinete.

O gabinete do comandante ficou parecendo o cenário do programa da Ana Maria Braga, enquanto as salas de aula apresentavam goteiras, pintura gasta e não contavam com ar condicionado.

Quando esse comandante foi transferido para o interior alegou que aqueles móveis eram seus e os levou para casa. Ainda no CFAP, um comandante que ficou por poucos dias, logo que tomou posse no comando da unidade, a primeira coisa que fez ao entrar na sua sala foi chamar o tenente que trabalhava na unidade, indagando-lhe o que havia em um cofre que ficava na sua sala.

Como o tenente respondeu que era onde guardavam os recursos da Etapa Alimentação,  mandou que fosse aberto, retirou dali o dinheiro e contou. Havia cerca de R$ 15 mil. Retirou algo próximo da metade e colocou no bolso, falando para o tenente que aquilo correspondia a parte dos valores que o Estado lhe devia, por conta de diferenças salariais.

O dinheiro subtraído nessa oportunidade era produto da economia feita por um outro comandante que, além de fornecer a etapa aos alunos, estava juntando dinheiro para melhorar as condições das salas de aula da escola.

Na verdade a Etapa Alimentação sempre foi um cala boca para os oficiais superiores, fazendo com que os mantivessem sempre  calmos nas questões salariais e segurassem a tropa, tanto que os recursos da etapa não chega nas localidades mais remotas, onde, invariavelmente, não existe um oficial superior no comando.

Enquanto na Secretaria de Segurança Pública (SSP), ao tomar conhecimento que a etapa não chegava a todas as unidades e que havia desvios, depois de muita luta, consegui-se que o governador editasse um decreto estabelecendo as formas que iam do fornecimento de alimentação pronta nas localidades cujo efetivo permitisse um preço bom para o Estado. Ou o repasse do dinheiro como auxilio alimentação para o policial ou mesmo aquisição dos gêneros alimentícios para a confecção das refeições nos quarteis.

Para tanto a SSP ainda reservou recursos orçamentários para os demais gastos que os policiais alegavam serem antes supridos com parte dos recursos da Etapa.

Após muita luta da SSP para definir os valores e a melhor alternativa para cada uma das unidades, da capital e do interior, o assunto ficou esquecido por algum tempo. Depois o assunto voltou e realizada uma a licitação, saindo vencedora uma empresa de São Paulo.

Vendo a aproximação do fim da Etapa Alimentação (dinheiro na mão é vendaval), seus maiores beneficiários começaram a se insurgir. Não houve resistência da SSP alegando que os gastos seriam maiores do que com a Etapa Alimentação, além de  problemas com a empresa vencedora.

Assim, a história continuou seguindo seu rumo. Tudo como antigamente. Todos que da Etapa Alimentação beneficiam agora imaginam que   serão felizes para sempre, ainda que alguns tenham que pedir “esmola” para se alimentar, ou até mesmo passar fome.

“Não dá para comer essa comida. Às vezes mandam a marmita com arroz, feijão, lingüiça frita e vinagrete. Isso é horrível, dá uma indigestão que ninguém agüenta, principalmente para quem trabalha à noite”. O desabafo é de uma policial. As reclamações aumentaram depois que trocaram de fornecedor.

Não é difícil se encontrar pela manhã, os isopores usados para transporta as marmitas lotados de comida já estragada, pois a maioria nem tocou na alimentação servida atualmente para funcionários da Secretaria de Segurança Públicas (SSP) que trabalham nos plantões dos Centros Integrados de Cuiabá e Várzea Grande.

“Não sabemos o que está acontecendo. Até dias atrás a até que a comida servida que vinha de um fornecedor, cuja empresa ficava no bairro Boa Esperança era até aceitável, embora não fosse tão boa. Não sabemos por que, mas trocaram de fornecedor e a comida agora vem intragável”, desabafa um policial civil.

Para a maioria dos policiais que trabalham nos Centros Integrados, a comida agora vem tão ruim, que nem os presos provisórios que são detidos, principalmente durante à noite não conseguem comer. “Se a nossa comida é tão ruim que ninguém consegue comer, imagine as marmitas que servem para os presos”, comentou um policial.
Verdade.

A reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News comprovou na manhã desta quinta-feira (24) a realidade das reclamações. Em cima de uma mesa de um Centro Integrado ainda estava um isopor lotado de marmitas com a comida já estragada porque ninguém comeu. Em outra mesa no mesmo Centro Integrado estavam duas bandejas de papelão vazias.

É que os policiais tiveram que comprar duas pizzas para se alimentar porque a fome era muito grande. Questionados sobre o preço de cada marmita servida, os policiais não souberam informar, como também não souberam informar o nome da empresa que serve a alimentação para a SSP. A reportagem também tentou, mas não conseguiu informações sobre a empresa.

“Olha, a gente não sabe de quem é essa empresa, mas estão falando que ela veio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e seria apadrinhada por um político. A reportagem também tentou, mas não conseguiu informações sobre a empresa.

O pior é os Destacamentos nas cidades do interior, onde em sua maioria recebem por mês 400,00 de Etapa Alimentação, que serve para o todos os militares que estão de serviço 24 horas, como é obvio que não tem como comprar a alimentação para almoço e janta, então os comandantes liberam as guarnições de serviço para irem jantar em casa, enquanto isso a cidade fica sem policiamento.

Fonte: 24HorasNews

Sindicato pede fechamento de 52 delegacias de MT.

O Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc) pediu o fechamento de metade das delegacias existentes em Mato Grosso alegando falta de condições de funcionamento. Quatorze delas mantém suas portas abertas com apenas 1 investigador e 52 sem delegados.

De acordo com relatório apresentado pela entidade, de 104 delegacias existentes em Mato Grosso, 56 tem efetivo inferior a 5 investigadores, número mínimo considerado para que as unidades tenham condições de atender as demandas da população. E esta é apenas uma das dificuldades.

Problemas com manutenção de viaturas persistem, prédios que foram construídos para oferecer uma diversidade de atendimentos às vítimas da violência funcionam “capengando”, e os insolúveis problemas da Perícia Técnica que fazem a luta de muitos por Justiça cair no esquecimento.

Para o Siagespoc, o principal problema é a falta de efetivo. O presidente Cledison Gonçalves da Silva ressalta que, diferente do que é esperado, o quadro de policiais da Polícia Judiciária Civil (PJC) tem caído com o passar dos anos. “Em 2003 o governo publicou um decreto dizendo que tínhamos 300 delegados, 330 escrivães e 2.492 investigadores. Hoje, o efetivo é bem menor que este. Ao invés de aumento, tivemos redução”.

De acordo com a PJC, estão desempenhando a atividade nas delegacias do Estado, atualmente, 200 delegados, 390 escrivães e 1.768 investigadores. A redução de 24% é explicada pelo grande número de profissionais que se aposenta, se afasta por problemas de saúde ou morrem. “Em contrapartida não tivemos concursos para suprir estas vagas, andamos na contramão e não temos visto ações para mudar esta realidade. Está havendo omissão do poder público e não podemos aceitar que o Estado use os investigadores para manter estas delegacias, sem nenhuma condição de trabalho, para agradar algumas pessoas”.

Ação judicial – No ofício encaminhado à diretoria da PJC, o sindicato ameaça impetrar ação judicial exigindo a interdição imediata das delegacias que estão nesta situação até que os problemas sejam resolvidos.

A reportagem conversou com um investigador que trabalha em uma delegacia do interior, onde todos os atendimentos são feitos por apenas 2 profissionais. Ele relatou que, para não fechar as portas à população, os 2 se revezam e cada noite um dorme na unidade. “Cada noite fica um. Colocamos um colchão aqui e dormimos. Se alguém precisar estamos aqui. Se fossemos seguir a risca nossa carga horária, teríamos que fechar as portas”.

Ele conta que, quando precisam encaminhar algum preso até a penitenciária mais próxima, que fica a 200 quilômetros de estrada de chão, os atendimentos na delegacia são feitos por uma estagiária e um servidor cedido pela prefeitura. “Temos que ir eu e meu colega, porque sozinho não dá. Então eles fazem o atendimento na delegacia, mas não podem atender as ocorrências. Se ocorrer algo enquanto estivermos fora, a população tem que esperar nós voltarmos”.

Ele revela que, quando entrou na Corporação, há 2 anos, havia 5 investigadores na unidade. Dois foram transferidos e 1 está de licença. A base da Polícia Militar também está defasada com apenas 3 policiais e a cidade vulnerável a atuação de criminosos. “Já tivemos 2 assaltos a banco aqui. O que vamos fazer se até a nossa viatura precisa ser empurrada para funcionar”?

Em outra unidade da região do Araguaia, o quadro foi reforçado com um investigador. Hoje são 3 para atender uma população de, aproximadamente, 2,2 mil habitantes. O delegado vai pelo menos uma vez por semana ao município e quando ocorrem casos mais graves. Situação a que estão submetidos vários profissionais.

Dos 104 municípios onde a Polícia Judiciária Civil atua, segundo o Siagespoc, 52 são atendidas por delegados de outras cidades.

Investigação fragilizada – Apesar de contar com maior número de profissionais, os municípios maiores também sofrem com as mazelas da segurança pública, que resultam em investigações fragilizadas.

No Cisc Planalto, em Cuiabá, o setor de roubos e furtos, por exemplo, possui 3 investigadores, 1 delegado e 2 escrivães para atender todas as ocorrências da natureza de vários bairros da região.

O delegado João Paulo Silva* tem 23 anos de Polícia e revela que o cenário visto hoje é o inverso de alguns anos atrás. “Na década de 90 não tínhamos estrutura e tínhamos pessoal. Hoje é o inverso. Temos uma estrutura melhor, mas não temos pessoal para trabalhar”. Ele lembra que, no início dos anos 90, utilizava o próprio carro para trabalhar e teve que equipar o escritório com recursos próprios.

Hoje, sem condições de trabalhar, há um acúmulo de Boletins de Ocorrência parados, que acabam caindo no esquecimento. “Hoje trabalhamos para a Polícia Militar. Nossas investigações representam pouco mais de 10% do nosso trabalho. No mais lavramos flagrantes feitos pela Polícia Militar. Não temos gente para investigar”, relatou João Paulo.

Em Várzea Grande, o Cisc Parque do Lago é responsável pelas ocorrências de 42 bairros da região do Cristo Rei. O volume é alto, mas o efetivo não. Apenas 4 pessoas se revezam no trabalho investigativo, entregas de intimação e expediente. O tempo para investigar os crimes é curto e o jeito é selecionar os casos mais graves. “Vamos fazendo conforme dá, mas perdemos muito tempo com intimações, por exemplo, quando não encontramos a pessoa porque endereço que foi passado não existe”, revelou um policial.

Além disso, o centro conta com a equipe de plantão para atender flagrantes. São 5 equipes que se revezam em plantões de 12 horas, formadas por apenas 1 delegado, 1 escrivão, 2 investigadores e 1 agente prisional. Um escrivão que trabalha na unidade relatou que a falta de estrutura fez com que ele levasse o notebook pessoal e um aparelho de telefone. “Não temos como esperar eles melhorarem nossa estrutura, porque o trabalho aqui é diário, temos que atender. Sofremos com a falta de estrutura”.

Sensação de insegurança – A falta de estrutura da Polícia Civil resulta na sensação de insegurança e provoca um sentimento de injustiça nas vítimas de violência. Após ter a casa invadida por ladrões, a autônoma Juliana Moreira conta que procurou a Polícia para registrar a ocorrência. Foi avisada que uma equipe faria uma perícia na casa, o que até hoje não ocorreu.

Sem receber nenhuma notícia, ela contou com ajuda de amigos e passou a buscar informações, por conta própria, sobre os produtos levados da casa. “Nós descobrimos que um homem estava vendendo um notebook igual ao da minha filha, levado pelos ladrões, pela internet, por um preço muito baixo. Marquei com ele um encontro para comprar o notebook, mas antes fui até a delegacia e pedi para que um policial me acompanhasse. Fomos lá e o homem apareceu, não tinha nota do equipamento, que foi apreendido. Depois me falaram que não era da minha filha”.

Apesar de todo o trabalho Juliana disse que esperava um pouco mais de atenção da Polícia, o que não ocorreu. “Pensei que eles realmente estavam preocupados com meu caso. Mas desanimei, perdi as esperanças na Polícia. É um jogo de empurra-empurra entre a Polícia Civil e Militar, e quem sofre somos nós”.

A servidora pública Ana Maria Camargo*, 54, chegou em casa depois de alguns dias viajando e encontrou a porta arrombada. Ladrões tinham invadido a residência e levado tudo. “Eu logo procurei a delegacia para registrar a ocorrência. Mas fiz isso só porque precisava o BO por causa de uma assinatura que tinha em casa e precisava prestar contas do aparelho. Senão fosse isso nem tinha vindo, porque sei que não dá em nada. Eles devem registrar um monte de ocorrências como a minha aqui e nem investigar”.

Credibilidade – O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Mato Grosso (Sindepo), Dirceu Vicente Lino, declarou que esta sensação de insegurança na população faz com que a Polícia perca a credibilidade. “Muitos nem vão mais até as delegacias para registrar as ocorrências, porque sabem que não vai resolver. Outros chamam por telefone e as viaturas chegam tarde, porque tiveram que selecionar as ocorrências mais urgentes, e também acabam desistindo”.

Além do descrédito, lembra ele, a falta de condições de trabalho da Polícia reflete no aumento da criminalidade. “Os bandidos sabem das deficiências, por isso agem. Hoje a Polícia Militar está investigando, o Ministério Público está fazendo trabalho de Polícia. Será que não teriam que dar mais estrutura para a Civil trabalhar ao invés de assumirem a função dela?”.

Problema que o Sindicato dos Investigadores também aponta. “A estrutura que nos dão é mínima. A Polícia Civil não pode ser presencial como a PM, mas não tem condições para isso. Se precisarmos, por exemplo, de um carrinho de picolé para ficar em frente a uma escola e investigar o tráfico de drogas naquele ponto, não conseguiremos. Então como vamos investigar?”, questiona Cledison Gonçalves da Silva.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Agentes, Escrivães e Motoristas da Polícia Civil, Julgilas Albernaz Garcia (Flecha), questionou também os salários pagos à categoria que refletem na qualidade dos serviços prestados à população. “Nos últimos anos só vimos os salários caírem e isso reflete diretamente na qualidade dos serviços. Há um tempo que temos só correções. Os policiais trabalham desmotivados”.

Elefantes brancos – Estruturas grandiosas, que deveriam oferecer diversos serviços à população, os Centros de Integração de Segurança e Cidadania (Ciscs) se tornaram verdadeiros “elefantes brancos”. Para o presidente do Sindicato dos Delegados, Dirceu Vicente Lino, reflexo do “fracasso” na aplicação do dinheiro público.

Ele criticou os projetos, que nunca saíram do papel, e criaram espaços inadequados para o serviço policial. “Veio dinheiro para isso, e a proposta era uma, agora o que vemos é outra realidade”.

No Cisc Oeste-Verdão em Cuiabá, por exemplo, foram investidos R$ 647 mil pelo Governo Federal e R$ 389 mil pelo Governo Estadual. O prédio possui mil metros quadrados e a proposta inicial era que no local atendessem 6 delegados, 10 escrivães e 50 investigadores.

Para o presidente do Sindicato dos Investigadores, quando foram instalados, os centros de segurança já eram obsoletos e nunca atenderam as propostas do projeto. “Eles (centros) foram criados para macular a falta de efetivo, para dar impressão de que se tinha policial. Então fecharam as delegacias especializadas e hoje, mesmo querendo, não tem mais efetivo para reabri-las”.

A própria Diretoria Metropolitana da Polícia Civil admite que os centros nunca funcionaram como deveriam. O diretor Marcos Veloso afirmou que os 4 Ciscs existentes em Cuiabá e Várzea Grande oferecem apenas 50% dos serviços que foram projetados. “Hoje o efetivo que existe não permite que as estruturas dos Ciscs funcionem plenamente. Mas não é só isso. Existem outros fatores que não tornaram o projeto possível”.

Veloso diz que questões de normatização e legislação dificultaram a execução dos projetos. A criação de delegacias especializadas, segundo ele, depende de novas contratações, disponibilidade de prédios, viaturas, equipamentos, dentre outras necessidades, e logo, de mais investimentos. “Nós estamos no começo de um governo e temos que esperar para ver o que vai acontecer. Sabemos que o planejamento estratégico dos próximos 4 anos está sendo revisado e esperamos melhorias”.

Outro lado – O diretor-geral da Polícia Judiciária Civil em Mato Grosso, Paulo Rubens Vilela, informou que nenhuma delegacia será fechada, conforme pedido pelo Siagespoc. A medida, segundo ele, vai contra os interesses da população, já que mesmo com poucos servidores, é atendida na cidade onde vive. “A diretoria nunca negou a carência no efetivo e as dificuldades que os profissionais encontram devido as longas distâncias dentro do Estado, mas entendemos que fechar as delegacias não é a melhor saída, até mesmo porque para fechar ou abrir uma delegacia é preciso atender alguns critérios. Elas só são criadas ou deixam de existir por meio de leis”.

O aumento do efetivo, segundo ele, deve ocorrer gradativamente até 2014, ano em que Cuiabá será sede da Copa 2014. “Nós já solicitamos ao governo que faça o chamamento dos aprovados no último concurso para que sejam empossados e comecem os cursos. Já o concurso de delegado está sendo retomado”.

Além dos aprovados, a diretoria pediu que sejam empossados todos os classificados no concurso. Sendo assim, para o cargo de investigador passaria de 60 para 120 novos profissionais, escrivães totalizariam 134 e delegados 60.

 

PM mata suspeito de roubo.

O estudante Douglas Roberto da Silva Almeida, 18, foi morto durante uma troca de tiros com a Polícia Militar (PM) de Várzea Grande. De acordo com o Boletim de Ocorrência, Douglas era suspeito de cometer um assalto em uma residência no bairro Parque Atlântico, em companhia de um adolescente.

Eles foram vistos por um carro da PM, quando estavam de moto. A dupla não teria obedecido a ordem para parar. Houve perseguição e troca de tiros. Douglas, que estava na garupa, teria efetuado 3 disparos contra os policiais, até ser atingido por 1 tiro. Ele desceu da moto e tentou se esconder. O menor M.H.S.N., 16, foi detido logo após.

Policiais relataram que, ao constatarem que o estudante estava ferido, o encaminharam, ainda com vida, ao Pronto-Socorro de Cuiabá, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Consta no BO que duas armas foram apreendidas em posse de Douglas e do adolescente, sendo um revólver calibre 38 com 4 munições deflagradas e uma espingarda artesanal.

No Cisc Parque do Lago, M.H.S.N. foi reconhecido pelo comerciante P.S.P., 47, como sendo um dos bandidos que cometeu o assalto poucas horas antes. As armas apreendidas pela Polícia também foram reconhecidas.

Crime – P.S.P. foi rendido quando chegava em casa do trabalho, na rua Ari Leite Campos, por volta das 21h. Ele abriu o portão, estacionou o carro e quando saiu na garagem foi abordado pelo assaltante, que colocou o revólver na cabeça dele. Outro criminoso deu apoio à ação.

Eles levaram o comerciante até o quarto, depois o amarraram usando fio do telefone e uma camisa. Jogaram ele na cama e, com as armas em mãos, pediram as chaves da caminhonete e o dinheiro.

P.S.P. relatou que a dupla afirmou que “estava há 15 dias atrás dele” e “queria a caminhonete”. Porém, a F250 de propriedade do mesmo não estava em casa.

Sem conseguir roubar o veículo, os criminosos pegaram uma sacola com, aproximadamente, R$ 9 mil em dinheiro e R$ 20 mil em cheques, fizeram uma ligação dizendo “Pode vir cara, estamos com a grana”, e saíram da casa.

O comerciante, que chegou a ser agredido, ficou amarrado no quarto por alguns minutos, até conseguir se soltar e pedir ajuda. Pouco tempo depois ele foi avisado que 2 suspeitos tinham sido localizados, e 1 deles morto.

Acusado – A equipe de reportagem tentou localizar a família de Douglas, mas não teve êxito. O telefone informado não existe e, no bairro Figueirinha, onde eles moram, não foi possível encontrar a casa.

17 PMs são expulsos em MT.

Dezessete policiais militares foram extintos da corporação somente neste ano. Em 14 exonerações, o comandante Geral da PM Osmar Lino Farias explicitou no Diário Oficial do Estado os motivos das expulsões que vão de desobediência a envolvimento em crimes graves como vendas de veículos do governo, homicídios e uso da instituição para ter vantagens. A expulsão do soldado Silvio Luiz Moreira da Silva foi anunciada depois dele ser condenado a 11 anos, 4 meses e 24 dias de prisão pela morte de Dhone Carneiro de Sousa, em agosto de 2007. A vítima havia consumido bebida alcóolica em um bar e foi preso por não pagar. Ao tentar fugir, ele foi torturado e morto.

As 2 últimas exonerações foram dos ex-soldados Maikon Gonçalo Taques e Auremar Roberto Alves. O primeiro é apontado como integrante de uma quadrilha que alimenta o tráfico de drogas no Estado fora do Brasil. Já Auremar coleciona condutas irregulares. Segundo a PM, em 2007, ele comprou uma motocicleta com cheque roubado e deu um cheque sem fundo. No ano seguinte, ele enganou moradores da zona rural, em Rosário Oeste, recebendo dinheiro para confeccionar Carteira Nacional de Habilitação, mas nunca entregou o documento. Ainda em 2008, Ademar foi a um comércio de materiais de construção fardado e utilizando o nome da instituição, efetuou compra com cheque “frio”. Auremar já havia sido punido por comprar materiais para uso particular em nome do 7º Batalhão da PM; por exigir dinheiro em uma blitz e por receber R$ 60 para cancelar uma multa.

Assim como Auremar, o 3º sargento da PM Jean Carlos Ribeiro Barcelos Ferreira coleciona acusações. Em setembro de 2006, após terminar um relacionamento com uma aluna à Oficial PM, ele agrediu a mulher verbalmente. No mesmo ano, ele se apropriou de bombas de efeito da Polícia e não devolveu. No ano seguinte, o ex-sargento alugou um imóvel e não quitou as contas de energia elétrica e água. Jean ainda foi flagrado na casa de uma namorada, onde funcionava uma boca-de-fumo, mas foi absolvido. O soldado Alex Sander Fonseca Rodrigues também foi expulso por diversas irregularidades cometidas na PM.

Por tentar vender por R$ 7 mil o veículo VW/Gol Power 1.6, 2007/2008, de placas NJC 0730, alugado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o soldado da PM Reninho Ferreira da Costa foi detido em janeiro de 2010 e expulso esta semana da Polícia Militar. Após denúncia anônima, ele foi flagrado em frente a um mercado no bairro Paiaguás, onde confirmou aos policiais que vendia o veículo, que pertencia a Vanderley Carlos Duarte, que apontou Deikson Damião de Carvalho Jorge como o “dono” do Gol, afirmando não saber que o carro era alugado pela Sejusp. O acusado Deikson afirmou a Polícia que havia comprado o carro na “Pedra”, mas terminou confessando o delito.

Em maio de 2009, o soldado Jeie Daque Braz de Moraes, ainda como aluno, ameaçou uma colega de farda dentro do quartel de formação. Ao tentar se reportar ao superior, o ex-soldado tentou impedir a mulher e desobedeceu ordem de um superior. Também por desobediência, o soldado Oziel Felipe de Oliveira foi exonerado.

Convite para a marcha em prol da PEC 300/446 no RJ.

Caros companheiros de luta!
Regressamos de Brasília há poucas horas, onde o movimento da categoria de Segurança Pública teve uma importantíssima participação.

Na Terça-Feira foram realizadas articulações e pressões com respeito aos deputados federais, em seus gabinetes, nas galerias e plenário. Na quarta-feira desencadeamos uma passeata, com carro de som da Catedral até o anexo 4 da Câmara dos Deputados Federais, a tarde e noite voltamos a fazer muita articulação e pressão.
Neste reinício de ações do Movimento PEC 300 em Brasília, obtivemos uma importante VITÓRIA, a criação da Frente Parlamentar de Segurança Pública, contando já com adesão de 220 Deputados Federais, que já assinaram o documento.
Aproveito a oportunidade para CONVIDAR você que é policial, que é bombeiro, que é simpatizante da PEC 300, você que entende da importância da busca da dignidade salarial, você que é meu amigo (a) juntamente com seus familiares e amigos para a grande passeata da PEC 300, que se realizará no dia 27 de fevereiro 2011, (domingo), às 9 horas, no posto 6, em Copacabana, Rio de Janeiro- RJ .

COMPAREÇAM!

Cel Rabelo

PM suspeito de assassinatos no Aglomerado da Serra é achado morto em Belo Horizonte

BELO HORIZONTE – A Polícia Militar informou nesta sexta-feira que um dos quatro policiais presos por suspeita de envolvimento na morte de duas pessoas no Aglomerado da Serra foi encontrado morto em uma das celas no 1º Batalhão da Polícia Militar, em Belo Horizonte. De acordo com a polícia, o cabo Fábio de Oliveira teria cometido suicídio durante a madrugada.

Ele e mais três policiais foram afastados pela corporação e presos na tarde de quarta-feira em um unidade da corporação. É investigada a participação deles nos homicídios de Jéferson Coelho da Silva, de 17 anos, e Renilson Veriano da Silva, de 39, mortos na madrugada do sábado no aglomerado, que fica na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Na versão dos policiais, tio e sobrinho foram mortos em troca de tiros. Os dois teriam levado tiros no peito . Moradores do local dizem que foram executados pelos policiais, que teriam ido à favela recolher dinheiro de propina paga por traficantes. No domingo, houve confronto entre moradores e policiaias. A PM ocupou a favela depois que ônibus foram incendiados em protesto contra as mortes.

O tenente-coronel Rinaldo de Azevedo, encarregado que presidiu o inquérito policial, disse que a prisão dos policiais foi baseada na prova dos fatos, no indício da autoria, provas testemunhais e materiais. A PM disse, ainda, que os nomes e o histórico dos suspeitos não podem ser divulgados em cumprimento ao Código Penal Militar.

 

Dois PMs são presos por venda ilegal de munições em Rondonópolis.

Os policiais militares S.M.F, ainda na ativa e o aposentado E.G.M, foram presos em Rondonópolis (212 Km ao sul de Cuiabá) por envolvimento em um esquema de comércio ilegal e recarga munições. Eles foram presos pela Polícia Federal durante cumprimento de mandado de busca e apreensão expedidos pela pela 2ª Vara Criminal de Rondonópolis. Na residência de um deles, no bairro Jambalaia, próximo à Rua H, foram apreendidos uma máquina para recarga de munições, diversos recipientes com pólvora, espoletas, estojos e centenas de pontas de chumbo, além de balas de variados calibres, como 32, 38, 357, 44 e 12.

Investigações indicam que eles vendiam as munições para ouros policiais e também para criminosos. Tanto que nesta terça-feira (22), policiais federais flagraram, após vigilância realizada na residência de um dos envolvidos, o indivíduo J.R.S., comprando munições e o prenderam em flagrante por porte ilegal, visto que se encontrava com 50 projéteis calibre 38.

Todo o procedimento de busca foi acompanhado por uma guarnição da Polícia Militar, bem como por um oficial militar, a fim de verificar a legalidade da atuação da PF e de colher evidências para a responsabilização administrativa dos policiais indiciados. No âmbito penal, o crime é punido com reclusão, de 4 a 8 anos, sendo que a pena pode ser aumentada da metade, pelo fato de ter sido praticado por agente responsável pela segurança pública.

Parlamentares apóiam votação das PECs 446/300.

Foi um sucesso a marcha dos policiais civis, militares e bombeiros realizada ontem, na Esplanada dos Ministérios, em prol da votação das PECs 446/300, em tramitação na Câmara dos Deputados. A maioria dos presentes no ato eram lideranças das entidades de policiais civis, militares e bombeiros de todo o país. A marcha saiu da Catedral em direção aos anexos II e IV da Câmara, onde os manifestantes se concentraram durante quase todo o dia.

Na ocasião, os representantes das entidades, inclusive a Cobrapol, se reuniram com diversos parlamentares que, ontem mesmo, conversaram com o presidente da Casa, Marco Maia (PT/RS), para viabilizar a votação da matéria no plenário da Câmara. O texto da Emenda Constitucional n° 2/2010 (substitutivo das PECs 446/3000) já foi aprovado em primeiro turno, mas teve sua tramitação interrompida em função de um acordo entre líderes partidários e o governo.

Para o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, a mobilização em Brasília foi muito positiva. “Vários deputados já se manifestaram favoráveis ao retorno da PEC à pauta de votação da Câmara. Acredito que estamos no caminho certo para conquistar mais essa vitória para os policiais de todo o país ainda esse semestre”, avaliou Gandra. Os policiais também conseguiram o apoio das lideranças do PMDB, PPS e também da Frente Parlamentar dos Evangélicos.

Durante a marcha, os policiais fizeram uma encenação teatral que chamou a atenção de quem passava pela Esplanada e também conquistou o apóio dos brasilienses. Na peça, havia um policial vestindo a fantasia de presidiário com uma placa escrita “171”, que representava o crime organizado. Jânio Gandra explicou que a fantasia representava o poder do crime organizado sobre as instituições. Os policiais acreditam que apenas ao crime organizado interessa que a Polícia não tenha uma política salarial justa.

Os policiais reivindicam mais respeito à categoria, que se enquadra nas carreiras típicas de Estado. “Assim como os promotores e os juízes possuem uma remuneração unificada no país, os policiais também precisam ter seus salários melhorados e unificados, pois a atividade de segurança pública não muda de uma região para a outra”, argumenta Gandra.

Apesar das promessas dos parlamentares, os policiais decidiram manter a mobilização nos estados e no DF. Em Brasília, será organizado um acampamento na Esplanada dos Ministérios, que só será desfeito após a votação das PECs na Câmara. Nos estados, estão agendados os seguintes atos: dia 28 próximo, em Salvador, dia 26 de março, em Manaus e nos meses de abril e maio, nas cidades de Cuiabá e São Paulo. Os atos irão percorrer todas as capitais que sediarão os jogos da Copa de 2014.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa Cobrapol

Governador Silval determina que o salário seja antecipado.

Numa clara demonstração de que apesar da necessidade de controle rigoroso nos gastos e do contingenciamento de R$ 300 milhões no Orçamento Geral do Estado para 2011, que totaliza R$ 11,240 bilhões, o Tesouro Estadual está equilibrado, o governador Silval Barbosa (PMDB) determinou a liberação dos salários dos servidores públicos referente ao mês de fevereiro, que segundo calendário seria quitado na segunda-feira, 28, para amanhã, sábado dia 26. A medida que pode parecer simples representa uma liberação de R$ 223 milhões e atinge mais de 68 mil servidores diretos, indiretos, aposentados e pensionistas, além de se somar a folha de pagamento dos poderes que são outros R$ 30 milhões.

“Tratamos as coisas com seriedade e nossa situação financeira é equilibrada”, disse o chefe do Poder Executivo, certo de que as medidas amargas adotadas agora fazem parte de uma série de ações que no futuro se traduzirão em benefícios para Mato Grosso e para a sociedade como um todo.

A tomada de decisões de cortes, decorrentes de uma redução no recolhimento dos impostos no primeiro biênio de 2011 estimada em R$ 40 milhões somente do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços – ICMS, levou o Estado a contingenciar receitas orçamentárias previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA/2011) para que não houvesse em início de governo o gasto desenfreado, mas o Tesouro Estadual está longe de uma crise ou de riscos como em 2009 quando surgiu a grande bolha imobiliária nos Estados Unidos e Europa que contaminou a todos os países.

“As contas estão sob controle e o Estado está adotando medidas para evitar problemas futuros, nada mais”, disse o secretário de Fazenda, Edmilson José dos Santos, lembrando que no ano passado as receitas tiveram um crescimento da ordem de 8%, um índice bastante significativo, mas que acabou contrabalanceado também pelo aumento nas despesas que superaram os 12%, ou seja, 4% a maior se comparado com o crescimento.

Para o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Edmilson José dos Santos, o controle fiscal, aliado a uma gestão eficaz dos gastos públicos tem garantido o equilíbrio das contas públicas. “Nós estamos gastando somente o que está no cofre. Vamos manter a responsabilidade e garantir não apenas a regularidade do pagamento de nossos servidores e fornecedores, mas principalmente os investimentos que Mato Grosso necessita”, destacou.