DOSSIÊ DA INSEGURANÇA EM MT.

Enquanto o governo não contrata homens para trabalhar na Segurança Pública e os homens que comandam as duas principais Polícias de Mato Grosso não definem estratégias de segurança mais eficazes, também por falta de policiais civis e militares, triplicam os roubos, os latrocínios: roubos seguidos de morte; estelionato, estupros, homicídios, tentativas de assassinatos, agressões e, principalmente o tráfico de drogas, apontado pela própria Polícia como a mola propulsora do crime organizado e da violência

Cuiabá é assaltada 24h por dia, diz o coronel Sales, ex comandante geral da PM

Cuiabá e Várzea Grande vivem dias de abandono e caos na segurança pública. “Cuiabá é assaltada 24 horas por dia. Nossa segurança está no caos”. Palavras do coronel Leovaldo Sales, de 52 anos, ex-comandante geral da Polícia Militar e atual presidente da Associação dos Oficiais da PM. Sem policiais em número suficiente para atender pelo menos 20% das ocorrências, as Polícias Civil e Militar afundam cada vez mais no descrédito da população. Uma descoberta surpreendente: Várzea Grande só tem 13 viaturas e 40 policiais militares trabalhando por dia para atender uma população de 300 mil habitantes.

Outra descoberta: A Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRRFV), por exemplo, que há 25 anos trabalhava com 24 investigadores, dois escrivães e um delegado – 27 policiais por plantão de 24 horas -, para uma demanda de, no máximo duas ocorrências por dia, hoje tem apenas quatro policiais por plantão para uma demanda que chega a dez ocorrências por dia. Juntas, as duas polícias não conseguem atender 10% das ocorrências registradas por dia. Em outros Estados, as Polícias aumentam seus efetivos, constroem novas unidades, dobram seus aprendizados, enquanto em Mato Grosso a Segurança pública destrói o que já foi construído e que deveria ser ampliado. Cuiabá é a única Capital brasileira sem segurança no trânsito.

Finalmente veio a realidade trazida pelo coronel Sales. A Polícia Militar que anuncia ter seis mil homens na realidade tem apenas três mil à disposição da Segurança Pública em todo o Estado. Ou seja, são apenas um mil homens por dia, quando apenas Cuiabá precisaria de um mil homens por dia para realizar um policiamento ostensivo decente, sem dar chances para os bandiodos. Os outros três mil policiais, segundo o coronel Sales, estão no serviço burocrático ou à disposição de órgãos.

“A Polícia Militar tem homens espalhados por todos os setores da sociedade. De soldado trabalhando como motoristas, até coronel secretário de Estado. Enquanto isso, hoje nós precisamos de mais de 15 mil homens. Essas contratações tem que ser feitas urgentes, caso contrário Cuiabá e Várzea Grande vão continuar sendo roubadas 24 horas por dia, sem contar que teremos problemas com a segurança da Copa do Mundo, inclusive com as obras, pois para tanto, a Polícia Militar também precisa estar presente no trânsito”, alerta Sales.

Segundo cálculos de especialistas em Segurança Pública, inclusive do coronel Sales, a Polícia Militar precisaria de no mínimo mais dez  mil homens, para chegar a um total de 15 mil. Já a Polícia Civil que não tem dos mil homens entre investigadores, delegados e escrivães, precisaria de mais dois mil e 500 investigadores, 600 delegados e mais 800 escrivães para cobrir todo o Estado, pois existem dezenas de municípios, ou sem delegado, ou sem investigador ou sem escrivão. Ou seja, quando tem um falta outro.

O que mais intriga os policiais civis e militares, no entanto, é a obrigação de trabalhar dobrado para tapar buracos e a propaganda que os dirigentes das duas polícias estão fazendo de alguns casos resolvidos. Isso, segundo eles, dá a impressão de que tudo está bem e que, tanto a Civil, quanto a Militar estão trabalhando mil às maravilhas e que não falta nada, principalmente homens, quando a realidade é outra.
E a realidade da falta de policiais mata, como matou o capitão Celino da Costa Sampaio, de 50 anos, morto por bandidos durante um assalto nesta semana. E olha que o capitão Sampaio era um dos homens de frente do Batalhão Operações Especiais (BOPE), um grupo de elite da Polícia Militar. O oficial foi morto com um tiro na nuca em frente à casa dele, em Várzea Grande.

Para alguns policiais insatisfeitos com a falta de segurança, inclusive para eles próprios, os principais responsáveis pelo caos são o secretário de Segurança Diógenes Curado e seus dois principais auxiliares, pela ordem: Lino Faria, comandante geral da Polícia Militar e delegado Paulo Vilela, diretor geral da Polícia Civil. Outros, mesmo revoltados com a falta de segurança, defendem Curado e seus auxiliares.

“O secretário Curado tem boas intenções. É um homem sério, honesto, mas pelo que eu tenho visto, ele não abre a boca e não toma uma atitude. Isso também acontece com o coronel Faria e com o delegado Paulo Vilela, que não abrem a boca para nada, principalmente para cobrar e encarar o governador Silval Barbosa. Acho que eles tem medo de perder seus cargos. Só que, se abrirem a boca não estão cometendo crime algum, pois estarão apenas cobrando mais efetivo para as duas policias, pois seus quadros de policiais estão se exaurindo”. A opinião e o desabafo são de um policial com mais de 25 anos de carreira.

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MESMO REVOLTADOS COM
A FALTA DE POLICIAIS E COM
A FALTA DE SEGURANÇA,
INCLUSIVE CONTRA ELES MESMOS,
EXPOSTOS AO PERIGO DE SAIR DE CASA E NÃO VOLTAR NO FINAL DO
EXPEDIANTE, ALGUNS POLICIAIS
NÃO ESCONDEM A LEGALIDADE
E A LISURA DOS PRINCIPAIS
HOMENS QUE LIDERAM O ALTO
ESCALÃO DA SEGURANÇA E DAS
POLÍCIAS CIVIL E MILITAR
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“É verdade. Não temos policiais, nem civis, principalmente, muito menos policiais militares. Mas a culpa não é do delegado Curado, atual secretário de Segurança. Essas duas Polícias estão acabando porque seus antigos e atuais mandatários não conseguiram, sequer cobrar uma atitude mais concreta dos governos anteriores e do governador Silval Barbosa. A População que é a mais atingida pela falta de segurança, precisa saber que em 1996 os plantões da Polícia Civil tinham mais de 25 homens trabalhando por dia. Hoje não chega a cinco. Isso é um absurdo, para não dizer um prato cheio para os bandidos, que deitam e rolam”, alerta outro policial em final de carreira.

“Ou o doutor Curado cobra do governador a contratação de mais de 10 mil policiais civis e militares de uma só vez, ou corremos o risco de Cuiabá e Várzea Grande ficarem sem nenhum policial nas ruas para o serviço preventivo durante a Copa do Mundo. É a realidade e porque serão mais de seis mil policiais – dois mil por dia -, apenas para a segurança da Copa, e hoje nós não temos nem 10% do que seria necessário”, alerta outro veterano policial.

“Quem assiste aos programas policiais veiculados, principalmente pela televisão e vê um monte de pessoas presas, imagina que a Grande Cuiabá está abarrotada de policiais civis e militares. Engano. Somos poucos, um mínimo para sermos mais exato. Fazendo um esforço redobrado, muitas vezes até desumano, prendendo quatro ou cinco bandidos por dia. Isso não representa nem cinco por cento dos casos de roubo, furto, estelionato, agressões, tentativas de homicídio, denúncias de vendas de drogas, estupro, latrocínio: roubo seguido de morte e assassinatos. Precisamos de homens para trabalhar”, implora mais um policial revoltado.

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PARA TODOS OS POLICIAIS
ENTREVISTADOS, O POVO,
O MAIS PREJUDICADO PELA
AÇÃO DOS BANDIDOS,
PRECISA SABER DA CARÊNCIA
DE HOMENS, MAS TAMBÉM
PRECISA SE ENGAJAR NA
LUTA PARA SENSIBILIZAR
OS GOVERNANTES A
CONTRATAR MAIS POLICIAIS
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“Acho que a população também precisa se engajar às nossas reclamações. Se possível, ela que é a mais prejudicada com a constante ação dos bandidos, que esprema os governantes. Até porque a sociedade não pode ser atingida como nós somos pelos dirigentes da Civil e da Militar, que costumam mandar gente para bem longe quando descobrem quem falou alguma coisa contra a falta de segurança”, lembra um policial prestes a se aposentar.

“A População precisa mesmo se organizar e ir para as ruas cobrar segurança. Nós já estamos cansados de mandar recados anônimos, pois é triste não podermos nos identificar dentro de uma sociedade que se diz liberal e democrata. Aqui a democracia é xadrez, rua ou transferência para bem logo para quem ousa abrir a boca e cobrar segurança. Aliás, essa cobrança poderia ser feita diretamente pelos nossos superiores: delegados e coronéis, que também não o fazem com medo de perder seus cargos. Isso é muito triste”, desabafa um policial.

Revoltado, um policial aposentado recentemente detona: “Mas a população precisa saber que não temos policiais nas ruas porque não temos homens suficientes nos quartéis e nas delegacias. Aliás, não estamos nem falando dos mais de um mil policiais civis e militares que estão à disposição da Justiça e de centenas de órgãos públicos. “Eu pensei em continuar trabalhando, mas com essa falta de homens , que só aumenta o risco de morte em um combate com os bandidos mais armados do que a gente, não contei duas vezes em me aposentar”, desabafa outro policial antigo.

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ALGUNS POLICIAIS TAMBÉM
ACREDITAM NA SENSIBILIDADE
DO GOVERNADOR E TEM COMO
CERTA A CONTRATAÇÃO DE
POLICIAIS CIVIS E MILITARES
PARA OS PRÓXIMS MESES
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“Agora eu vou falar uma coisa caro jornalista. Eu até nem sei se você vai escrever o que eu vou falar, mas eu vou falar. As Polícias Civil e Militar de Mato Grosso ainda são as melhores do Brasil. Faça chuva ou faça sol, nós, mesmo poucos, com pouca condição de trabalho e com salários baixos, pois só os oficiais e os delegados ganham bem, tão bem que são os mais bem pagos do Brasil, estamos lá, frente a frente com os bandidos. Prendemos poucos, mas os presídios estão superlotados. Agora imagine se tivéssemos homens suficientes e bem pagos. Nosso Estado, com certeza seria campeão em prisões e não ficaria bandido solto como existe hoje”, desafia um policial da ativa.

Outro policial fala no mesmo estilo: “Agora, nós também temos certeza quer o governador Silval Barbosa é um homem de decisão e de muita visão, tanto política, como de uma modo geral sobre todos os problemas do Estado. E ele também sabe que um deles é justamente a insegurança, justamente por falta de homens, Por isso temos certeza que o governador vai contratar os homens que a Segurança Pública precisa”.

Alguns policiais lembram, entre outras coisas, que em Mato Grosso a situação da Segurança Pública é diferente dos outros Estados brasileiros. Lembram os policiais e ex-policiais entrevistados com exclusividade pela reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News e pelo Jornal Página Única, que Cuiabá pode ser, ou é a única Capital do Brasil onde não existe segurança no trânsito.

Lembram também, que outros Estados atualizam suas unidades policiais militares, aumentando ainda mais seus campos de combate, em Mato Grosso os responsáveis pela Segurança Pública foram destruindo aos poucos suas unidades policiais civis e militares. E essa destruição não começou hoje. Ela é antiga.

“Acabaram com quase todas as Delegacias Especializadas e, inclusive com a Roubos e Furtos, e com as Delegacias Distritais. Só restam a Veículos e a Homicídio. Ora, todos sabem que as delegacias para investigar roubo, furto e estelionato são imprescindíveis. Afinal de contas, os crimes de roubo, furto e estelionato acontecem aos montes, minuto a minuto. Tanto que a Polícia não consegue investigar cinco por cento dos casos”, lembra um policial.

Um policial mais antigo foi ainda mais contundente: “Sem contar que os dirigentes fecharam e destruíram todas as delegacias distritais e, principalmente acabaram com o Batalhão de Trânsito (BT). E não acabaram apenas como o BT, também acabaram com a Policia Rodoviária Estadual (PRE) e com o Batalhão Florestal. Todos eram muito atuantes, mas foram destruídos misteriosamente. Isso é simplesmente o fim da picada”.

A realidade, segundo a reportagem comprovou, é onde funcionava o Batalhão de Trânsito no legendário bairro do Porto, onde trabalhavam mais de 300 homens responsáveis direto pelo policiamento de trânsito da Capital, hoje só restam as ruínas.

“Lembro que no tempo do então major Oliveira, hoje coronel e ex-comandante da PM, a ordem era uma atuação direta, inclusive com aulas de educação de trânsito em pleno local onde estava acontecendo uma infração de trânsito. Os policiais multavam e eram orientados a retirarem de circulação todos os veículos em péssimo estado de conservação que pudesse causar um acidente, principalmente grandes tragédias. Hoje o trânsito está uma verdadeira bagunça com verdadeiras latas velhas circulando. Os responsáveis pela organização só sabem multar e não organizam nada. Isso é um fato, isso é uma realidade que precisa ser corrigida antes que os acidentes matem mais pessoas inocentes como tem matado por falta, justamente de uma Batalhão de Trânsito”, alerta.

Os dirigentes da Polícia Civil e da Polícia Militar também acabaram com as unidades policiais em dezenas de bairros de Cuiabá e Várzea Grande, cuja população hoje tem que percorrer centenas de quilômetros apenas para registrar uma ocorrência policial.

“No bairro Santa Isabel havia uma Delegacia Distrital. Acabaram. Montaram uma unidade da Polícia Militar que não funciona por falta de homens. Além do que, lá não se registra ocorrência. No Santa Helena também havia uma Distrital, acabaram. Acabaram com a distrital do Porto. Acabaram com a Distrital do Coxipó, com a Distrital do Pascoal Ramos. Também acabaram com a Distrital do Capão Grande, com Distrital do Cristo Rei e com a Distrital do Parque do Lago e acaram com a Distrital da Cidade Alta.

“A idéia deles (dos dirigentes) era boa. Eles queriam concentrar todas as investigações nos Centros Integrados (Ciscs), tornando-os uma espécie de “clínica geral”, mas eles tiveram a idéia de contratar homens. E o pior, os poucos que existiam na época foram morrendo ou se aposentaram. Ou seja, hoje restam poucos homens para muito trabalho, tanto na Polícia Civil, como na Polícia Militar. E as coisas ainda podem ficar bem piores se nada for feito, e com muita urgência”, alerta e conclui um veterano policial. (JRT).

Fonte: http://www.24horasnews.com.br

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PEC 300, vamos voltar ao foco.

Quero me dirigir a você policial militar e bombeiro militar que há 3 anos ouve falar e está esperançoso pela aprovação da PEC 300, uma emenda constitucional que visa corrigir um distorção vergonhosa onde um profissional que defende a sociedade chega a ganhar 900 reais por mês.

Você da menor a maior cidade, você da viatura, da guarda, do expediente, do presídio, do menor DPM ao maior quartel. Você aluno, praça novo, praça velho, aposentado, pensionistas. Você que igualmente a mim almeja de todo o coração a aprovação da PEC 300. Você que pretende dar uma vida melhor a sua família, você que não aguenta mais fazer bico, você que diariamente vive humilhado. Gostaria de poder olhar no olho de cada policial e bombeiro deste país e dizer:

Companheiro, o governo quer enterrar de vez a PEC 300. A PRESIDENTE DILMA, OS GOVERNADORES NÃO QUEREM A APROVAÇÃO DA PEC 300.

Se não fizermos algo de concreto, algo que balance este país seremos enganados como fomos até hoje.

Lançamos um movimento para o dia 10 e 11 de maio e até agora com pouca repercussão. Algumas associações, a maioria delas, cruzam os braços e nada fazem. Tem estado que estão brigando e disputando títulos de presidente de movimento, pai, mãe da PEC. O que este governo descarado quer está conseguindo: desarticular nosso movimento.

NÃO ADIANTA IR A BRASÍLIA, CAMINHAR PELA AVENIDA E BALANÇAR BANDEIRAS. Os políticos nem se dão conta disso.

Uma única vez chamamos a atenção dos políticos em Brasília, quando fechamos a principal avenida que dá acesso a praça dos 3 poderes e paramos o trânsito.

Não faltam pessoas dizendo que “não podemos jogar a população contra a gente”. Pessoal, vamos acordar. A população só sabe que polícia existe quando precisa dela.

Estivemos no Rio de Janeiro com a proposta de fecharmos o Aeroporto, quando lá chegamos fomos impedidos por pessoas do próprio movimento. Com a mesma alegação acima.

Pessoal, já deu tempo para sabermos que esta tática que estamos utilizando não está surtindo efeito. ST Clóvis, Gandra, Manoel Cordeiro, Capitão Assunção, Paes de Lira, Major Fábio e tantas outras lideranças do nosso movimento, que furto aqui no momento de nomea-las, mas todos sabem quem são em seus respectivos estados. Digo só uma coisa: Agindo assim NÃO

VAMOS CHEGAR A LUGAR NENHUM.

DE NADA ADIANTA FAZER CAMINHADAS NAS CIDADES SEDE DA COPA. O governo está rindo disso. E só está gastando recursos em vão.

O MOVIMENTO PRECISA SER FOCADO EM BRASÍLIA.

FECHAR AS PRINCIPAIS AVENIDAS DE BRASÍLIA, CRIAR CAOS PARA QUE A SOCIEDADE NOS VEJA. PRA QUE OS POLÍTICOS NOS VEJAM.

POR QUE TEMOS TANTO MEDO DE UM GREVE NACIONAL? Alguns dizem, “mas isso seria uma irresponsabilidade, a população é que seria penalizada”.  IRRESPONSABILIDADE É SERMOS TRATADOS COMO CAES, RECEBENDO MIGALHAS DE UM GOVERNO QUE VIRA AS COSTAS PARA A SEGURANÇA PÚBLICA.

PENALIZADOS SOMOS NÓS, CONVIVENDO DIARIAMENTE COM A PROFISSÃO MAIS ESTRESSANTE DO MUNDO E RECEBENDO 900 REAIS POR MÊS.

JÁ ESTAMOS EM ABRIL DE 2011 E NADA SE FALA DA PEC 300 EM BRASÍLIA.

OU DECRETAMOS UMA MUDANÇA EM NOSSO MODOS OPERANDO COM UMA RADICALIZAÇÃO OU SEREMOS SEPULTADOS JUNTO COM A PEC 300.

ESTE É O MEU ÚLTIMO GRITO. QUEM ESTÁ COMIGO?

Marituba, Pará, Brazil

MAJ QOPM MIGUEL 21º BPM(MARITUBA)

Comandante da 18ª ZPOL

Bacharel em Direito.

Polícia Militar prende dois especialistas em ‘saidinha de banco’

DANA CAMPOS

Assessoria/PM-MT

A Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira (29-04), por volta das 16 horas, dois homens suspeitos de envolvimento em crimes conhecidos como ‘saidinha de banco’. A prisão foi resultado de um levantamento feito pelo Serviço de Inteligência do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), que apurou informações sobre um roubo ocorrido nesta quinta-feira (28-04), em uma papelaria situada na avenida Tenente Coronel Duarte – Prainha, em Cuiabá.

Foram presos o jovem Vinícius de Almeida Campos, de 19 anos, e o soldado PM Weleson Jorge Viana, de 32. Conforme os policiais do 1º BPM, logo após a ocorrência do roubo, na quinta-feira, o Serviço de Inteligência foi acionado, dando início ao processo de identificação dos suspeitos, por meio de reconhecimento da própria vítima do roubo e demais testemunhas.

Conforme os policiais do 1º BPM, Vinícius e Weleson foram detidos em flagrante, dentro de um gol preto, no bairro Araés. No carro foi encontrado um revólver, calibre 38, com numeração raspada. Weleson confirmou que a arma era de sua propriedade.

Após a prisão, ambos foram levados até o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Planalto, onde foi registrado o flagrante. Em seguida, Vinícius e Weleson foram conduzidos aos presídios em Cuiabá e Santo Antonio, respectivamente.

Conforme o comandante geral da PM, o coronel Osmar Lino Farias, Weleson irá responder administrativamente e na Justiça Militar, conforme a legislação.

Policiais civis decidem entrar em greve por tempo interminado em MG.

Os policiais civis de Minas Gerais decidiram entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 10 de maio. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (29) após protesto realizado no centro da Belo Horizonte.

Mais de 1.500 policiais civis fecharam o trânsito na praça Sete e atearam fogo em um caixão como forma de protesto. Por causa da manifestação, que ocorreu de forma pacífica, o trânsito no centro da capital ficou caótico e os reflexos se estenderam a outras vias, como as avenidas Bias Fortes e Augusto de Lima. Os policiais reivindicam vários pontos já prometidos pelo Governo de Minas.

O movimento começou na praça da Liberdade, onde os policiais fizeram uma assembleia para decidir os rumos das manifestações. Segundo o sindicato da classe, em setembro do ano passado eles fizeram uma carta para o governador Antônio Anastasia, solicitando reajuste salarial, melhoria nas estruturas das delegacias em todo Estado, carreira jurídica para delegados, com o mesmo salário de promotores, além de realização de um concurso público para aumento de contingente.

Denílson Martins, presidente do Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis), afirmou que não houve resposta sobre os pedidos e, por isso, os manifestantes vão intensificar os protestos até que as exigências sejam atendidas.

PMs e Bombeiros realizam passeata em PERNAMBUCO.

PMs e Bombeiros realizam passeata. Trânsito fica complicado até o Campo das Princesas.

Após a panfletagem ocorrida na última quarta-feira (27), onde os Policiais Militares e Bombeiros destacaram a campanha salarial de 2011, uma reunião foi remarcada pelo Governo do Estado, para a próxima quinta-feira (05). Porém os representantes dos policiais militares afirmaram que não sabiam da informação e compareceram à praça do Memorial da Medicina, ao lado do Quartel do Derby, onde se concentraram e partiram em passeata pela Conde da Boa Vista, em direção ao Palácio do Campo das Princesas.

As categorias disseram que se a assembleia não acontecer na próxima quinta, eles vão iniciar a paralisação. A principal exigência dos PMs é a equiparação salarial com a Polícia Civil, que tem salário inicial equivalente a R$ 2.440.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Administração informou na quarta-feira, que o encontro seria remarcado em função da necessidade do Governo Estadual apurar o resultado das receitas do quadrimestre, e poder oferecer melhores propostas.

A mobilização trouxe caos aos motoristas que precisaram passar pelo Centro e pela avenida Agamenon Magalhães, no final da tarde e início da noite de hoje (29). Em determinado momento, o trânsito chegou a ficar parado. Além disso, nas paradas de ônibus muitos passageiros reclamavam da demora na chegada dos coletivos.

Após concentração no Memorial de Medicina, no Derby, cerca de 3 mil pessoas seguem, acompanhadas de um carro de som e distribuindo panfletos, pela Avenida Conde da Boa Vista, Região Central do Recife.

Indo em direção ao Palácio do Campo das Princesas, onde esperam-se reunir com representantes do Governo, os manifestantes já interditaram a Avenida Agamenon Magalhães nos dois sentidos e a Conde da Boa Vista está instransitável no sentido Derby/Subúrbio.

Segundo o sargento Ricardo Lima, da Associação de Policiais Militares e Bombeiros, a categoria entende os tumultos causados por conta da manifestação. “Gostaríamos que a sociedade entedesse nosso pleito. Sei que causa transtorno, mas a gente vem com essas reinvidicações desde 2010 e elas não são cumpridas pelo Governo”, afirma, completando: “mas não queremos parar nossas atividades para não causar prejuízos à população.”

Alagoas a mil, Greve da Polícia conquista adesão total dos policiais civis.

Foto: Josiane Calado     

O Sindpol parabeniza os policiais civis pela greve, deflagrada desde segunda-feira (26), a qual conta com adesão total da categoria na Capital e no interior de Alagoas.

O presidente do Sindpol, Carlos Jorge da Rocha, destaca a unidade dos policiais para manter fortalecido o movimento paredista, apesar das ameaças por parte do governo, e ressalta que o movimento será vitorioso se os policiais continuarem mantendo a greve fortalecida.

O sindicato também convoca toda a categoria para participar das atividades promovidas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no dia 1° de maio, Dia do Trabalhador. A concentração a partir das 9 horas, no Posto Sete, na Jatiúca.

O governo ainda não acenou com nenhuma negociação junto aos policiais civis. A orientação do Sindpol é que os policiais civis parem todos os serviços, inclusive as prisões em flagrantes, que em greves anteriores eram mantidas, mas por conta da decisão antecipada de ilegalidade do movimento paredista também estão suspensas.

Os policiais civis de Alagoas estão sem reajuste salarial há dois anos. A categoria reivindica piso salarial de 60% da remuneração do delegado de polícia. Atualmente, o policial em início de carreira ganha R$ 1.800,00 e o delegado R$ 12.000,00.

Assembleia unificada
Milhares de policiais cobram melhoria salarial em passeata
Policiais militares decidem aquartelamento a partir do dia 2, caso governo não atenda a reivindicação

Quase três mil policiais civis, militares e agentes penitenciários saíram em passeada pelo Centro de Maceió mostrando a força da unificação da luta dos profissionais de segurança pública contra o descaso do governador Teotônio Vilela Filho com os salários das categorias.

A passeata ocorreu após a realização da assembleia unificada dos policiais militares, na Praça Marechal Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça, na última terça-feira (27). O Movimento Unificado dos Profissionais de Segurança Pública voltou a recusar a proposta salarial de 5,91% do Governo do Estado e exigir dignidade salarial.

Os manifestantes teceram críticas ao Judiciário Alagoano que vem reprimindo os movimentos paredistas em Alagoas. O diretor da Cobrapol, José Carlos Fernandes Neto, o Zé Carlos, reafirmou a unidade dos policiais, destacando que se prender um policial, terá que prender todos.

Durante as exposições das lideranças, o diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, defendeu a atenção aos contratos e reformas realizadas pelo Governo do Estado. O sindicalista citou o contrato sem licitação de R$ 5,278 milhões com a empresa Macroplan – Prospectiva, Estratégia e Gestão para prestação de serviço de assessoramento e as reformas desnecessárias e orçamentos suspeitos nas delegacias de Maceió, quando a maioria já havia passado por reformas recentes.

Pleitos
Os policiais civis estão em greve reivindicando 60% da remuneração dos delegados de polícia. Já os militares querem reajuste salarial de 7%, correção dos quinquênios e perdas salariais corrigidos por ação na Justiça e que, até agora, desde o governo passado, não foi implantado. “A tropa está insatisfeita. O problema é que temos uma hierarquia a seguir, senão já estaríamos parados como os policiais civis” – declarou cabo José Soares, presidente da Associação de Cabos e Soldados.

O presidente da Associação dos Oficiais Militares, major Wellington Fragoso, declarou que o prazo para um posicionamento definitivo por parte do governo, no que se refere a um novo percentual de reajuste diferente dos 5,91%, se vence na sexta-feira (29). “Caso não seja positivo, sairemos para as ruas. Será aquartelamento ou Operação Padrão” – disse Fragoso.

Ao chegar a frente ao Palácio do Governo, as lideranças militares, a exemplo do presidente da Associação dos Praças, Wagner Simas, informaram que se o governo não atender o pleito dos militares, os policiais vão se aquartelar. O presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, Jarbas Souza, informou que os agentes penitenciários entrarão em greve a partir do dia 2 de maio.

A passeata se encerrou com um cerco dos policiais civis, militares e agentes penitenciários ao redor do Palácio do Governo, simbolizando a prisão do governo pelos 8.198 assassinatos em quatro anos.

1º de Maio: Sindpol convoca policiais para atividades no Dia do Trabalhador

O Sindpol convoca os policiais civis para participar das atividades comemorativas ao Dia do Trabalhador, que ocorrerá a partir das 9 horas, no Posto Sete, Praia de Jatiúca.

Na programação, as entidades sindicais e movimentos sociais planejam realizar uma grande passeata que vai partir do Posto Sete até o Alagoinhas, na Ponta Verde. Os manifestantes vão fazer um bolo no valor R$ 5,91 – valor que simboliza o percentual de aumento para o funcionalismo público proposto pelo governo – para dividir entre os participantes.

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL), Isac Jackson, os trabalhadores vão fazer uma parada simbólica em frente ao prédio onde o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) reside. Lá, eles vão partir o bolo e fazer a divisão entre os servidores. A intenção é chamar a atenção do Executivo para as reivindicações gerais e específicas das categorias.

Na programação, haverá a V Corrida do Trabalhador e encerramento com atrações musicais de ZM e Trio Nó Cego.

Operação Padrão
Delegado se recusa a ir ao local do crime, policiais fazem BO

Os policiais civis da Delegacia de Homicídio foram convocados para fazer o levantamento de homicídio, ocorrido no dia 22 de abril. Ao solicitar o acompanhamento da autoridade policial, o delegado que fazia plantão na Central de Polícia, recusou-se, alegando que o Código do Processo Penal não deixava claro que é dever dele ir ao local do crime.

Para se resguardar, o policial civil fez um Boletim de Ocorrência, citando o artigo 6° do CPP. O diretor Financeiro do Sindpol, Antonio Zacarias, elogiou a coragem do policial, destacando que dessa forma, o policial está conquistando sua valorização. “Dessa forma, o policial acaba com essa cultura negativa de “dá um jeitinho” para resolver os problemas da segurança pública, reflexo dessa política equivocada do governador Téo Vilela e do seu vice Thomaz Nono. O descaso com a investigação é o que faz crescer assustadoramente o número de homicídios no Estado”, alerta.

Greve é intensificada no Deic e na Delegacia das Mulheres

O comando de greve visitou os policiais da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Delegacia das Mulheres, do Instituto de Identificação e da Central de Inquéritos, promovendo um trabalho de conscientização.

No Deic, os policiais estão sofrendo pressão para trabalhar. O diretor da Cobrapol, José Carlos Fernandes Neto, o Zé Carlos, destacou que não dá mais para improvisar, de fazer diligência com colete à prova de bala com prazo vencido. “O policial não pode utilizar seus equipamentos e armamentos pessoais como o notebook, armas e munições. Veja os 8.200 homicídios em quatro anos em Alagoas. Isso representa uma cidade dizimada”, alertou.

Para o 2° vice-presidente, Edeilto Gomes, o Estado tem que apresentar uma proposta de valorização dos servidores. “Da forma como está, não teremos condição de garantir nossas vidas, imagine como fica a população”

O presidente do Sindpol, Carlos Jorge da Rocha, reforçou o engajamento dos policiais na greve, destacando que a categoria tem que fazer: trabalho zero.

Os sindicalistas também conversaram com a chefe de Operações da Delegacia das Mulheres quanto à adesão ao movimento grevista. A policial disse que só estava terminando de atender as intimações antes da deflagração da greve. Segundo ela, nenhuma intimação foi entregue após a greve. A chefe manteve seu compromisso com a luta dos policiais por melhoria salarial e condições dignas de trabalho

O governo ainda não acenou com nenhuma negociação junto aos policiais civis. A orientação do Sindpol é que os policiais civis parem todos os serviços, inclusive as prisões em flagrantes, que em greves anteriores eram mantidas, mas por conta da decisão antecipada de ilegalidade do movimento paredista também estão suspensas.

O mesmo trabalho de conscientização e fortalecimento do movimento grevista foi feito no Instituto de Identificação e na Central de Inquéritos.

Direto de Maceió,
Jornalista Josiane Calado

Fonte: Cobrapol

Comandante da PM SP, compra Captiva para ele e 61 Vectras para os coronéis.

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Alvaro Batista Camilo, comprou, por R$ 2,8 milhões, um Captiva para ele e 61 Vectras para atender os coronéis da corporação. Classificado como um utilitário esportivo de luxo, o Captiva do comandante saiu por R$ 92,9 mil e permite que ele compareça a seus compromissos e vá da casa ao trabalho em um carro mais caro e luxuoso que o usado pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que normalmente utiliza Vectra ou Corolla.

Anteontem, o Estado flagrou o coronel em seu carro quando chegava a um encontro na zona norte de São Paulo. A seis quilômetros dali, Alckmin subia em um Vectra preto após uma solenidade na zona leste. O governador abriu mão dos Ômegas blindados contratados por seu antecessor, José Serra (PSDB).

Seu exemplo foi seguido pelo delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, que se desfez de três Vectras e duas Blazers que serviam à chefia da Polícia Civil – ele mantém um Vectra e duas Blazers. Os carros são usados agora na apuração de crimes. Além disso, na Civil só diretores de departamento – 20 dos 132 delegados de classe especial – têm carro descaracterizado.

A compra do Captiva e dos Vectras para todos os coronéis é polêmica ainda por causa da legislação sobre o uso de veículos por autoridades no Estado. Ela estabelece hierarquia de carros de acordo com o cargo. O governador e o vice (Grupo Especial) têm direito aos carros mais caros. Depois, vêm os secretários (Grupo A) e, por último, as autoridades do Grupo B, entre as quais estão o comandante e o delegado-geral. Portaria de junho de 2010 diz que o Captiva só pode ser adquirido como veículo de prestação de serviço.

Mudança. Fazia mais de uma década que coronéis da PM não tinham veículos descaracterizados, sem as cores da polícia. Ao Estado, o coronel Camilo disse que a compra dos carros foi feita porque coronéis são executivos e não podem andar em viaturas para não serem parados a toda hora para atender às ocorrências. Em nenhum momento, alegou razões de segurança. De fato, nenhum dos veículos é blindado. A PM tem 57 coronéis.

O contrato de compra dos carros foi feito pela Diretoria de Logística da PM e publicado no Diário Oficial em 16 de outubro de 2010. Ele incluía 161 veículos da GM, sem especificar quantos eram viaturas oficiais e quantos eram carros sem identificação, para os coronéis. O valor total da compra foi de R$ 5,8 milhões. Foram adquiridos duas Montanas, 61 Vectras Expression, 92 Corsas Hatch, cinco Corsas Sedan e o Captiva. Cada Vectra saiu por R$ 44,9 mil – os 61 custaram R$ 2,73 milhões. Já os R$ 92 mil do Captiva equivalem ao preço de três Corsas – R$ 30 mil cada.

Fonte: http://www.estadao.com.br

Projeto de lei em tramitação na Assembléia Legislativa de Mato Grosso restringe os horários para carro forte.

O recolhimento ou entrega de dinheiro ou qualquer atividade ligada ao transporte de valores, por carro forte em horários de intensa movimentação nos centros comerciais, shoppings e similares, bem como nas áreas próximas das escolas e repartições públicas vai acabar. Finalmente! Projeto de lei em tramitação na Assembléia Legislativa de Mato Grosso restringe os horários para esse tipo de movimentação, considerada de risco e prejudicial ao trânsito.

 “Queremos evitar transtornos no trânsito e promover mais segurança para a população já que a atividade é considerada de risco tanto para os trabalhadores das empresas quanto para a sociedade” – disse o deputado estadual Luiz Marinho (PTB), que, com o projeto, praticamente assume aquilo que a Prefeitura já deveria há muito ter feito, ou seja, proposta uma lei municipal disciplinando a questão.

As queixas contra os carros-forte em horário de movimentação intensa na porta de bancos são antigas. Muito antigas. Eles atrapalham a circulação de veículos porque os bancos não dispõe de faixa para esse fim. Não bastasse isso, seguranças armados com escopetas provocam, invariavelmente, constrangimento nas pessoas.

O projeto de Marinho vai mais além da restrição: determina que as instalações dos novos postos de serviços bancários e financeiros deverão dispor de espaço para estacionamento de carro-forte, em área privativa exclusiva para transporte de valores. O espaço reservado deverá ser implantado na área interna do estabelecimento, de modo a não atrapalhar o trânsito e longe da visão e movimentação de pedestres.

Marinho explica que a partir da aprovação da Lei, os carros-fortes não podem mais desrespeitar os pedestres e motoristas, porque deverão estacionar em locais previamente determinados e sinalizados. O projeto de lei pretende proibir que as transferências de valores sejam realizadas em vias públicas, em calçadas, colocando em risco pessoas que circulam nos locais.

O descumprimento da Lei implicará em sanção progressiva que vai da multa disciplinar, suspensão temporária do alvará de funcionamento e em caso de reincidência cassação definitiva do alvará de funcionamento além da responsabilização pelos prejuízos e danos causados a terceiros.

Polícia Militar e Bombeiros participam de evento de segurança pública na capital paulista.

Começou na terça-feira (26.04) e segue até quinta-feira (28.04) na cidade de São Paulo-SP, a 1ª Reunião Ordinária da Liga Nacional de Bombeiros e do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG-PM/CBM) do Brasil. Apoiada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Reunião tem por objetivo discutir o aperfeiçoamento na atuação diária das instituições brasileiras, suas representatividades no Congresso Nacional e a preparação para participação nos eventos esportivos nacionais.

O comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, coronel Alexandre Coronel e da Polícia Militar, coronel Osmar Lino Farias, participam da 6ª Conferência Internacional de Segurança (ISC Brasil), no qual especialistas nacionais e internacionais em segurança eletrônica discutem as principais tendências, além de avaliar experiências vividas e debater soluções viáveis. Paralelamente acontece a 5ª Feira Internacional de Segurança Urbana (Intersecurity 2011), que divulga soluções, equipamentos e serviços para todas as necessidades de segurança, de grande médio e pequeno porte, atendendo diversos segmentos.

Com as mudanças gerenciais exercidas na instituição, que podem ser entendidas como parte de um processo de construção de novas formas de gestão pública, o coronel Alexandre, pretende absorver os movimentos tecnológicos apresentados durante o evento, avaliar as políticas e diretrizes nacionais relacionadas à segurança pública ligadas a eventos esportivos, a fim de elaborar propostas de colaborações para a implementação de novos projetos, promovendo a integração entre as instituições que é um dos objetivos da Ligabom para unificar as ações dos Corpos de Bombeiros nos Estados onde ocorre o evento da Copa do Mundo 2014.

“Estamos chegando aos momentos finais de preparação de projetos visando à realização da Copa do Pantanal. Precisamos definir na próxima reunião da Ligabom as metodologias que serão definidas com as instituições, no sentido de padronizar procedimentos, respeitando as características regionais”, explica o coronel Alexandre.

Sobre a Feira Internacional de Segurança Urbana, o coronel Lino Farias disse que é uma grande oportunidade apresentada para todos os seguimentos de segurança seja ela pública ou privada. “Estão reunidas as maiores e melhores tecnologias que poderão ser empregadas a serviço da segurança das pessoas e do patrimônio, porém devemos observar se esses novos produtos satisfazem a interação que a sociedade espera da polícia, para a resolução dos problemas de segurança pública”, observa.

Durante a abertura do evento, a secretária Nacional de Segurança Pública, Dra. Regina Miki, falou da importância do intercâmbio de organizações nacionais e internacionais objetivando o aprimoramento técnico-científico dos policiais militares do país e anunciou a nova campanha nacional contra o desarmamento, que será iniciada no dia 6 de maio. “A novidade deste ano será a inutilização das armas tão logo elas sejam entregues e o pagamento imediato por elas”, afirmou. A campanha tem como objetivo a conscientização da população e o recolhimento de armas que permanecem guardadas em residências.

Foram entregues 1.600 motocicletas para as polícias militares dos Estados e 87 caminhonetes modelo Ranger para os corpos de bombeiros. A instituição mato-grossense deverá receber três caminhonetes, para a Polícia Militar, não foi divulgada a quantidade de motocicletas.

Ainda serão discutidos os assuntos de representatividade das instituições militares nas Assembleias Legislativas dos Estados, a valorização do policial e bombeiro no Estado, as contribuições das corporações no aperfeiçoamento da segurança pública no país.

O Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares – CNCG/PM/BM, foi instituído em 12 de fevereiro de 1993 e é composto de 54 Comandantes Gerais, sendo 27 Comandantes Gerais de Polícias Militares e 27 Comandantes Gerais de Corpos de Bombeiros Militares de todo Brasil.

Desabafo de um PM.

Caros colegas, estou para desabafar como todos vocês, a nossa luta é muito difícil e desonesta, pois não temos os meios ou até mesmo a totalidade dos nossos já que alguns preferem o anonimato e a covardia.

A PEC300 sendo aprovada será benefício de todos dentro do quadro hierárquico das Polícias, mas parece que só atingiria as Praças tendo em vista as posturas adotadas internamente, se a sociedade só enxerga nos Servidores Policiais defeitos, isso se deve ao que a mídia expõe, mas também a nossa postura de não nos unirmos para galgar a dignidade.

Estou aqui abertamente desabafando, pois sofro na pele esse tipo de tratamento, sou SD PM e cumpro minhas obrigações, sem que haja nada que desabone minha conduta, trabalho em VTR e combatemos traficantes, homicidas e todo tipo de indivíduos ou práticas delituosas, mas ainda assim somos tratados como ladrões e incapacitados, não há condições de trabalho adequadas, só cobranças e tudo isso por sermos de uma unidade da periferia. Por fim, consegui com muito esforço uma bolsa do Prouni e estou estudando, mas estou sendo retaliado, sem ao menos respeitarem o descanso que deve haver entre um serviço e outro, tudo isso com a desculpa que devo HORAS por estar estudando e posso ser escalado ao bel prazer(deles) lógico, esquecem-se dos vários anos que trabalhei 180/192 horas por mês, quando na verdade se analisarmos a carga horária semanal que é 40h, teríamos uma média de 160h/m.

Enfim tenho dignidade e não me curvarei aos absurdos e desmandos que querem nos impor ou até mesmo desencorajar-nos para alcançar nossos objetivos e sei que como eu, existem vários outros colegas que querem a mudança e união dentro da nossa categoria.

Meu grande agradecimento à todos, infelizmente coisas assim nos tiram um pouco da garra, mas não tiram nossa dignidade.