DESABAFO DE UM POLICIAL: Segurança Pública. – Uma questão de respeito.

( LEIAM AS ÓTIMAS CONSIDERAÇÕES DAQUELE QUE SOFRE NA PELE AS “INTEMPÉRIES” SOCIAIS)

 

Como ser imparcial quando todos são tendenciosos? Como ter voz, quando todos querem que fiquemos calados? Pois é, somos guiados, monitorados, censurados e muitas vezes até banidos por sermos autênticos. Se falamos a verdade temos que regrar o tom, se falamos com eufemismos somos frouxos. Se cobramos atitude somos radicais. Se deixamos como está somos omissos. Enfim, a Segurança Pública é um problema de todos, todos sem exceção. É um problema que atinge a todos.
Não é um problema que se resume a polícia e ao bandido. Não é uma questão que irá ser resolvida armando ou desarmando a população. Não adianta tapar o sol com a peneira. Precisamos falar e sermos ouvidos, sermos respeitados como cidadão, como pessoa. Segurança Pública é um problema que extrapola as ideologias políticas, religiosas, étnicas. O Brasil está cheio de gente boa, gente do bem. Mas é mais fácil nivelar por baixo. É mais fácil generalizar. Preconceitos e pósconceitos.
Aqui todo político é ladrão, todo padre é pedófilo, todo preto ou pobre é ladrão. Infelizmente muita gente pensa assim e é por isso que a coisa não sai do canto. Chegamos a um limite de ignorância drástico, a uma inversão total de valores, não podemos sequer falar a verdade em alguns momentos, por que senão seremos mal vistos ou mal interpretados. Estamos no país que dá mais cadeia matar o tatu do que matar o guarda florestal. Estamos no país que beber ou fumar cigarro virou crime e onde a liberação das drogas pode ser uma realidade em breve.
Tudo é um contrasenso. Votamos pela livre comercialização de armas de fogo, quando um insano usa uma arma  de forma irresponsável, querem que outra votação seja feita. Mas quando elegemos um político e ele não procede como deveria, por que não fazemos outra eleição? No Brasil qualquer absurdo pode acontecer. O palhaço vira político e o político vira palhaço. Criamos leis para substituir educação doméstica.
Quando o cidadão comum tem uma atitude honesta vira capa de jornal. Convencionamos o que é certo e o que é errado, mas o errado virou coisa comum e não assusta mais. Se você chamar o homossexual de homossexual é homofobia, se você chamar o negro de negro é racismo. Então criamos leis para que isso não aconteça. Mai as leis não mudam os conceitos, os preconceitos.
O problema está na mente, não apenas na atitude. Vimos e vemos todo o dia uma sociedade sem valores. Toleramos um rombo no caráter alheio, mas nos prendemos logo a um mísero furo na camisa alheia. Pois é, somos o que temos, não somos o que somos. Possivelmente você não sabe o sobrenome do seu vizinho, mas certamente sabe a marca, ano e modelo do carro dele.
Fica complicado, por a culpa na Polícia, na Justiça, no Governo. A coisa começa em casa, na escola desde pequeno. Antigamente quando uma criança fazia uma desobediência, um ato de má educação levava uns tapas ficava de castigo, hoje isso é crime. Não precisamos de um milagre. Precisamos de respeito, respeito aos mais velhos, respeito aos mais fracos, respeito aos diferentes. Mas sobretudo respeito aos semelhantes. Pense nisso. Segurança Pública é acima de tudo uma questão de respeito. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Fonte: Amadeu Robalinho Dantas da Gama Neto. CORE-PCPE – Recife(PE)
Créditos: Blog da Renata/MG
Foto: cidadaopolicial.wordpress.com

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