Policiais gaúchos cobram piso nacional de Dilma.

     Policiais civis e militares do Rio Grande do Sul realizaram protesto em defesa da PEC 300 na Expointer, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre. A presidente Dilma Rousseff visitou a exposição agropecuária na sexta-feira, dia 2 de setembro. Não foi permitida a aproximação dos manifestantes, mas um clone da presidente (foto) declarou apoio ao piso salarial nacional. Dirigentes do Sintrasp, de Santa Catarina, reforçaram o protesto.

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) acusa a inversão de prioridades do governo federal. Os policiais brasileiros são mal remunerados, mas Dilma Rousseff elevou em 10 bilhões de reais o superávit primário de 2011 e cedeu rapidamente à pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal, que querem para si salário superior a 30 mil reais. O presidente da entidade, Isaac Ortiz, afirma que os salários de policiais devem ser prioridade na agenda brasileira, até porque a sociedade já compreende a necessidade de valorização das categorias responsáveis pela segurança pública nos estados.

Entre outras contradições flagradas no governo Dilma Rousseff, a Ugeirm recuperou propaganda eleitoral do líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Cândido Vaccarezza. Ele reivindica para si a autoria do texto que que permite o piso nacional para policiais e a criação de um fundo contábil para que a União ajude estados em dificuldades financeiras. Em recente entrevista à Folha de S. Paulo/UOL (31 de agosto), Vaccarezza declarou que não cabe aos deputados federais “definir o salário de um policial do Acre”.

Os policiais gaúchos têm, em média, os mais baixos vencimentos do comparativo nacional de salários. Um soldado da Brigada Militar – PM gaúcha – tem salário bruto de 1,1 mil reais. Um agente da Polícia Civil, de quem se exige nível superior para ingresso, percebe remuneração bruta total de 2,1 mil reais. Ambas as categorias reivindicam atualmente índice de reajuste emergencial junto ao governador Tarso Genro (PT). O Palácio Piratini, sede do Executivo gaúcho, suspendeu na semana passada negociações com a Brigada Militar em decorrência de protestos com queima de pneus e ofereceu apenas 7% aos agentes policiais.

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia não aceitou a proposta e nova rodada de negociação está prevista para esta semana. A categoria reclama elevação do índice e a definição de política salarial que recupere, nos próximos anos, perdas acumuladas pelos servidores da segurança pública. Para Ortiz, a luta nos pampas não se distancia do pleito nacional. “Estamos atentos e juntos com as atividades desenvolvidas pela Cobrapol. O piso nacional tem que sair”, finaliza.

Fonte: Assessoria de imprensa – Ugeirm/Sindicato

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