Segurança Pública recebe reforço com nova aeronave.

A frota de aeronaves de asa fixa do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) ganhou mais um reforço. A Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, entregou um avião bimotor, que foi apreendido no narcotráfico, para uso compartilhado pela Sesp e Poder Judiciário de Mato Grosso. A cerimônia de entrega aconteceu nesta quinta-feira (27.10), no hangar do Ciopaer, no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.

A entrega do faz parte do Programa Espaço Livre, do CNJ, que remove dos aeroportos brasileiros as aeronaves que estão sob custódia da Justiça ou que foram apreendidas em processos criminais. Este foi o segundo avião entregue no Brasil pelo Programa. O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) foi o primeiro beneficiado.

O avião servirá a Segurança Pública para o transporte de tropas e patrulhamento ambiental e patrulhamento na região de fronteira. A aeronave, de marca Embraer, modelo Sêneca II, possui vocação para realizar pousos e decolagens curtas e longas e operar em pistas não pavimentadas.

A aeronave é considerada econômica, consome 90 litros de combustível por hora e transporta até seis pessoas, sendo quatro passageiros. O avião é estimado em R$ 450 mil e ainda passará por uma revisão geral e inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no aeroporto de Várzea Grande, antes de começar a operar. A aeronave possui autonomia para quatro horas de voo, aproximadamente.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, disse que a nova aeronave será mais uma ferramenta de trabalho para a Segurança Pública de Mato Grosso.

De acordo com o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, a segurança pública, através do seu órgão de aviação, vai selar pelo avião, dar manutenção e operar a aeronave. “Nós temos comarcas muito distante da Capital onde carros não consegue passar, e que agora será atendida com mais rapidez pela justiça”, falou.

Segundo a Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, o CNJ está tentando mudar a cultura de apreender bens e deixar que esses bens se desfaçam com o tempo. “A legislação referente ao combate ao trafico de drogas fez com que fosse possível a liberação dessa aeronave para servir melhor à Segurança e a Justiça. Esta aeronave é mais que a entrega de um bem patrimonial. Estamos unindo a Justiça e juntos vencendo as dificuldades”, completou.

O Centro Integrado de Operações Aéreas vem prestando um serviço de qualidade para a sociedade mato-grossense, otimizando recursos humanos e materiais, canalizando todos os esforços no combate eficiente às ações criminosas.

Atualmente Mato Grosso possui dois helicópteros e quatro aviões, sendo dois bimotores e dois monomotores a serviço da Segurança Pública. O uso dessas aeronaves auxilia nas operações ostensivas e preventivas no combate ao incêndio ambiental, resgate de vítimas de acidentes e, principalmente, dando resposta rápida nas operações de segurança pública.

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Greve no Ceará é legal.

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) anulou no dia 26, a liminar que decretava ilegal a greve dos policiais civis no Estado. A greve foi iniciada no dia 2 de julho. No dia 5 do mesmo mês foi considerada ilegal por um juiz de primeira instância, decisão que no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), em se tratando de servidor público, só cabe ao Tribunal de Justiça (Mandado de Injunção nº 708). A decisão do TJCE foi provocada por um Agravo de Instrumento impetrado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira no Ceará (Sinpoci).

Em tempo
A paralisação dos policiais no Ceará foi suspensa no dia 3 de agosto, em função de uma solicitação do Governo do Estado e da Procuradoria de Justiça, após a intervenção da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) para que tivessem início as negociações.

No entanto, após 72 dias de movimento suspenso, o governo não apresentou nenhuma proposta à categoria ou deu andamento às negociações com o setor. Diante desse quadro, os policiais decidiram, em assembleia do Sinpoci, retomar a greve no dia 15 deste mês.

Para o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, a decisão do TJCE é uma vitória não apenas para os policiais do Estado, mas para a categoria em todo o país. “Temos que comemorar essa vitória, pois a greve é um instrumento histórico de luta dos trabalhadores, garantido na Constituição, e que deve ser respeitado por todos os patrões, sejam empresários ou o governo”, afirmou.

Por Giselle do Valle
Fonte: Imprensa Cobrapol

PM brasileiro domina 1.500 m, quase deixa o ouro escapar, mas fatura na “foto”.

O policial militar Leandro Prates quase deixou o ouro escapar nos últimos  metros, mas comemorou o primeiro lugar na final dos 1.500 m nesta quarta-feira,  pelo Pan de Guadalajara. A vibração, contudo, precisou esperar. Ele só recebeu a  confirmação do primeiro lugar pelo “photo finish”. “Podem recorrer, só sei que  fiz a minha parte da melhor forma possível. Queria muito levar uma medalha para  o Brasil. Estou muito feliz.”

Leandro não terá muito tempo para festejar. Na próxima segunda-feira, o  soldado já se apresenta ao quartel para trabalhar na guarda. O afastamento para  competir no Pan de Guadalajara termina nesta semana.

“Tenho que agradecer meus companheiros de polícia, pois enquanto estive  treinando nos últimos dias, eles estavam lá trabalhando”, emendou o brasileiro,  que também já foi metalúrgico e dentro da polícia ficou um ano e meio atendendo  chamadas de emergência no 190.

A função de PM o ajudou no atletismo. Exceção feita à dificuldade de  conciliar as duas atividades, o fato de a polícia exigir um bom físico no  ingresso de novos funcionários contribuiu.

“O policial precisa estar bem fisicamente para poder atender uma ocorrência e  servir a população, então existe uma relação muito grande. Hoje é difícil  conciliar as duas coisas, mas eu consigo. Agora sonho em baixar meu índice para  tentar a vaga olímpica”, projetou ele, buscando tirar de três a quatro segundos  de sua atual marca.

Nesta quarta, Leandro por pouco não repetiu um erro antigo: olhar demais para  os rivais e perder a prova. O equatoriano Byron Piedra foi apenas um centésimo  mais lento.

“Antes eu ficava muito preocupado em olhar para trás e acabava perdendo, mas  hoje me concentrei em não fazer isso. Quando fui olhar para ver os rivais, já  estava em cima da linha”, explicou.

FONTE: http://www.policialbr.com/profiles/blogs/pm-brasileiro-domina-1-500-m-quase-deixa-o-ouro-escapar-mas-fatur#ixzz1c1tVas00
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Aprovado projeto que garante a participação de policiais em associação.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (26), o Projeto de Lei nº 364/2011, de autoria do Deputado Federal William Dib, que garante ao policial militar a participação, de fato, em associações representativas da categoria.

O projeto prevê que o dirigente de entidade representativa dos militares estaduais seja dispensado temporariamente das suas funções para exercer atividade na respectiva entidade, de forma a garantir o seu pleno funcionamento.

Essa dispensa não ficou livre de limitações, mas se dará conforme o número de associados à entidade e será observada a regulamentação editada pelo respectivo Estado, medidas adequadas para que a dispensa não seja utilizada abusivamente.

Atualmente, o dirigente de uma destas entidades fica impedido de prestar um bom serviço no exercício de suas atribuições devido às escalas de trabalho.

Alguns estados já possuem leis que permitem o afastamento sem prejuízo salarial e de carreira do policial, portanto esse projeto veio dar isonomia para todos os policiais militares brasileiros.

“Para tanto, o Estado não deve, indiretamente, inviabilizar a participação de indivíduos nas associações, principalmente nos cargos de direção. No atual estágio do processo democrático brasileiro, não há sentido em manter os militares estaduais da ativa impedidos de cumprir mandatos eletivos em associações de suas classes”, justificou William Dib.

O projeto ainda garante que a entidade desconte diretamente em folha de pagamento a contribuição associativa, sem passar pelo crivo de autoridades estatais, que muitas vezes usam isso como moeda de troca, obrigando a entidade a se sujeitar à determinadas autoridades, pois se ela não concordar, não se permite o referido desconto e isso inviabiliza economicamente a manutenção da entidade.

A proposta agora segue para análise na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

FONTE: http://policialbr.com/profiles/blogs/projeto-de-william-dib-que-garante-aos-policiais-militares-o-dire?xg_source=msg_mes_network#ixzz1byUSGZtU
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Cb PM é preso com 30 kg de pasta-base de cocaína.

A Polícia Militar prendeu, em Pontes e Lacerda (448 Km a Oeste de Cuiabá), o cabo PM Ailton Damacena, conhecido como Dodô, por estar em posse de aproximadamente 30 quilos de pasta base de cocaína. A prisão aconteceu na tarde desta quarta-feira (26). O policial militar tem 46 anos e está na corporação desde 1989. Ailton foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal, em Cáceres, onde foi registrado o flagrante pelo crime de tráfico internacional de drogas. Em seguida, o policial foi conduzido até Cuiabá e, posteriormente, para o presídio militar, em Santo Antonio do Leverger. A Corregedoria Geral da PM já tem conhecimento sobre o envolvimento do policial e, assim que receber toda documentação do flagrante, vai instaurar procedimento administrativo que poderá resultar na expulsão do policial da corporação. A prisão do cabo é resultado de uma denúncia anônima feita à Polícia Militar. As informações eram de que o policial estaria com certa quantia de droga em sua residência, localizada no bairro Jardim Ibeck, em Pontes e Lacerda. O comandante geral da PM, coronel Osmar Lino Farias, lamenta o envolvimento do policial, entretanto, enfatiza que a instituição não admite qualquer desvio de conduta. “É triste termos uma situação como essa, de um policial envolvido em um crime. Porém, não podemos, em hipótese alguma, aceitar qualquer desvio de conduta. Por isso, já estamos tomando todas as medidas cabíveis que o caso requer”, disse o coronel.

Funcionalismo público estadual receberá na sexta.

O Governo de Mato Grosso antecipou para esta sexta-feira (28.10) – Dia do Servidor Público -, o pagamento do salário dos funcionários estaduais. A medida foi confirmada pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) e deve injetar cerca de R$ 274 milhões na economia mato-grossense. A antecipação do pagamento, antes mesmo do previsto no calendário oficial que estabelecia o dia 31 de outubro como data do desembolso, demonstra o respeito do governador Silval Barbosa junto ao seu quadro de servidores.
 “Realizamos um grande esforço nas áreas de gestão, receita e tesouro estadual para dar este presente aos nossos servidores, a quem coloca em prática todas as ações do Estado. Nesta semana que comemoramos o Dia do Servidor Público, não poderíamos deixar de garantir um descanso com mais tranquilidade. O calendário de pagamento dentro do mês trabalhado é um compromisso do Governo, que mantemos rigorosamente em dia, e nessas ocasiões ainda conseguimos antecipar”, comentou o secretário de Estado de Fazenda, Edmilson José dos Santos.
O secretário destacou o equilíbrio fiscal do Estado como determinante para se poder realizar essa antecipação salarial. “Também temos buscado a redução do gasto público, com o uso consciente de energia elétrica e telefone, aluguel de veículos, bem como tornamos os processos em eletrônicos, reduzindo o uso de papel. Iniciamos uma análise mais apurada para a autorização de diárias, de passagens para participação em cursos, entre outras ações. Nesse sentido, quem economiza são os próprios servidores e o pagamento antecipado é a recompensa pelo esforço conjunto”, afirma Edmilson.
Mato Grosso possui atualmente 98,7 mil funcionários, divididos em servidores de carreira, comissionados de carreira, exclusivamente comissionados, e temporários. Deste total, 73,6 mil se encontram na ativa e 25 mil são aposentados ou pensionistas.

Secopa justifica compra de equipamentos sem licitação.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) apresentaou nesta segunda-feira (24) a justificativa ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a aquisição de carros e equipamentos russos, sem licitação, no valor de R$14 milhões, que serão utilizados na fronteira de Mato Grosso. Além disso, tal aparelhamento será usado ainda no  no combate à criminalidade em todo o território estadual.

O secretário adjunto de Projetos Especiais da Secopa, Jefferson Carlos de Castro Ferreira Junior, informou que outras empresas fornecedoras foram procuradas, porém nenhuma delas se dispôs a quebrar o protocolo de segurança de software, ou seja, transferir a tecnologia, que a partir de agora servirá de referência nacional.

Onze policiais militares de Mato Grosso tiveram a oportunidade de aprender a manusear os equipamentos. Os profissionais agora já são considerados propriedade intelectual estratégica de Mato Grosso e do Brasil. A empresa nacional Globaltech ficará responsável pela manutenção dos aparelhos no país, o que reduz o custo e danos ao erário, além de dar mais agilidade ao processo.

Jefferson ressalta que com a aquisição da tecnologia, Mato Grosso torna-se independência e sai na frente de outros estados, podendo até repassar a tecnologia para outras unidades federativas. Sobre o veículo escolhido, a Land Rover Defender, o secretário alega que poderia ser qualquer outro carro e enfatiza que o diferencial é o aparelhamento, como radares, visão noturna, GPS e possibilita o monitoramento de até 300 alvos simutâneos. Ao todo dez unidades do veículo foram adquiridas, sendo ressaltado, em nota da Secopa, que este tende a ser de fácil manutenção para a operação na região fronteiriça se adequando as peculiaridades geográficas e climáticas.

A aquisição, realizada em maio, teve o acompanhamento da auditoria interna da extinta Agência Executora de Projetos da Copa do Mundo (Agecopa). O TCE também mantém uma equipe na secretaria e faz o acompanhamento deste processo. Quanto à investigação que estaria sendo realizada pelo Ministério Público Estadual, Jefferson diz desconhecer o fato e de não ter sido notificado a respeito.

O secretário ressaltou o legado que ficará para Mato Grosso, que irá beneficiar todo o país, principalmente, porque reduzirá o tráfico no país. Segundo ele, a extinta Agecopa se pautou numa demanda da coordenadoria de segurança que buscava a solução para reduzir o índice de criminalidade visando a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

Outro ponto ressaltado por Jefferson é o fato de que os veículos não ficarão  exclusivamente à disposição da defesa na fronteira, mas também ajudarão a equipe de segurança pública no interior e na região central. “Temos de ser realistas: a população não aguenta mais essa onda de assaltos a bancos e tráfico; isso irá refletir diretamente na vida das pessoas”, justificou.

Vale ressaltar que também haverá uma troca de investimentos que deverá ocorrer entre os governos russos e mato-grossense. Há previsão de vinda de empresas para o estado que também gerará emprego.

Militares do Exército presos com 25 quilos de cocaína na fronteira de MT.

Dois cabos do Exercito Brasileiro foram presos em flagrante por policiais do Grupo Especial de Fronteira na divisa com
o território boliviano, no município de Cáceres, região Oeste de Mato Grosso.
Com a dupla foram encontrados 25 quilos de cocaína, camuflada dentro de vasilhames de cerveja “Paceña”, além de caixas de munições calibre 22, de fabricação argentina. Os cabos foram identificados como José Carlos da Silva Rodrigues, o Rodrigues, 46 anos, e Osmildo Ribeiro da Silva, o Osmildo, 45.

Os dois foram conduzidos a sede da Policia Federal em Cáceres, onde foi lavrado o auto de flagrante, e já estão recolhidos numa das celas do 2º Batalhão de Fronteira nesse município.

Os dois teriam viajado até San Mathias, na manhã de segunda-feira, 24, em um caminhão e regressaram na madrugada desta terça. Um deles, para tentar inibir a fiscalização dos policiais do Gefron, chegou a usar a farda. Detalhe tanto Rodrigues quanto Osmildo, serviram até o ano de 2009 no 2º Batalhão de Fronteira.

Contudo uma revista minuciosa na carga deles, os policiais localizaram as munições, uísques, roupas novas – que já caracterizavam crime de contrabando, porém ao averiguarem algumas caixas da cerveja Pacena – bebida de grande valor comercial na área de fronteira, perceberam que o liquido apresentava coloração e peso diferente. Levados para sede da delegacia de Policia Federal em Cáceres, foi constatado que se tratava de cocaína.

PEC300 – Deputado defende fundo para segurança pública em seminário.

A Subcomissão Permanente que estuda políticas, orçamento e financiamento da Segurança Pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal, reuniu nesta sexta-feira (21) o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, o deputado federal Marllos Sampaio (PMDB), o presidente da subcomissão, deputado José Augusto Maia (PTB/PE), o Secretário de Segurança, Raimundo Leite, o Secretário de Planejamento, Sérgio Miranda e entidades de classe no seminário Os Investimentos na Área da Segurança Pública nos Estados Brasileiros, realizado no Cine Teatro da Assembleia Legislativa.

Uma das principais questões levantadas durante o seminário foi a falta de um fundo especial com recursos para a segurança. “Temos recursos pra tudo menos para a segurança, por isso, é de fundamental importância a criação de um fundo. Só podemos aprovar, por exemplo, a PEC 300 se dermos condições para os estados pagarem os policiais”, disse o deputado José Augusto Maia, que foi além e defendeu a criação do Ministério da Segurança.
“Já temos 400 assinaturas apoiando a criação do Ministério da Segurança. A segurança pública é hoje um dos principais anseios da população junto com educação e saúde, que possuem ministérios próprios para destinar recursos específicos para essas áreas”.
O secretário estadual de planejamento Sérgio Miranda falou das dificuldades do estado e afirmou que é necessário buscar formas para redistribuir o bolo orçamentário, aumentando o valor para a segurança.
O deputado federal Marllos Sampaio lembrou que não adianta apenas falar sobre os problemas é preciso buscar soluções. “Temos que garantir recursos para a segurança, nós da bancada federal temos essa obrigação, cada um deve destinar uma parte de suas emendas para o setor e cabe à população cobrar daqueles em que votaram.”
Os representantes da polícia civil e militar também participaram do seminário e defenderam, além da redistribuição do orçamento com um aumento de investimentos para segurança, a autonomia financeira das polícias.
Ao final do seminário, os membros da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado elaboraram uma carta com os pontos defendidos pelos participantes. A Carta de Teresina será integrada à de outros estados para a elaboração de um retrato da segurança pública no País, no tocante aos investimentos. No final do ano, esse material será apresentado à presidente Dilma Rousselff.
fonte: pec300bahia.blogspot.com

PMs participam de pesquisa inédita sobre trauma.

O áudio tem só 30 segundos, mas elevou a frequência cardíaca do cabo Victor. Em meio a bips, sirenes e disparos de revólver, a gravação traz chamadas à Central de Operações da Polícia Militar de São Paulo. ‘Brevidade, brevidade, Copom. Bre-vi-da-de!’, exige um oficial em uma delas. ‘Calma, companheiro. Temos viaturas aí pela rua sem saída’, responde a central. ‘Brevidade, brevida-de…’, insiste o policial – até sua voz se esvair.

O cabo Victor Augusto Carvalho Júnior, de 44 anos, do 16.º Batalhão, do Butantã, zona oeste, chorou ao ouvir a gravação com vozes de colegas pedindo apoio e sendo mortos – durante a onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Estado e interior de São Paulo, entre 12 e 23 de maio de 2006, quando 26 PMs morreram. Imagens do seu cérebro, no momento em que escutava o áudio, revelaram que tudo o que ele sentia era medo.

O oficial foi um dos 97 voluntários do estudo sobre estresse pós-traumático Policiais Militares sob Ataque – Implicâncias da Resiliência, divulgado em junho no Journal of Psychiatric Research, publicação internacional sobre saúde mental. Feita com PMs que viveram situações de risco durante a ofensiva e até um mês depois do fim dos ataques, a pesquisa comparou o cérebro daqueles que desenvolveram o transtorno e fizeram terapia com o daqueles que superaram o trauma sozinhos.

‘Foi uma chance única de investigar uma amostra homogênea. Em geral, estudam-se casos de diferentes situações e épocas, como acidente ou abuso sexual’, afirma o psicólogo clínico Julio Peres, autor do estudo e especialista em trauma pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O 3.º sargento Marcio Rivarola Davanzo, de 35 anos, da Diretoria de Apoio Logístico da PM, também sentiu medo ao escutar o áudio. No primeiro exame, três meses após os ataques, a região de seu cérebro que registrou mais atividade foi a amígdala, ligada ao temor – assim como no cabo Victor. Mas com o 2.º sargento Francisco Carlos Ranulpho, de 41 anos, do 41.º Batalhão (Santo André, na Grande São Paulo), foi diferente: ele teve o córtex médio pré-frontal ativado, área ligada à capacidade de dar significado ao que ocorre. Ou seja, ele já havia superado. Os três contaram ao Estado as situações que enfrentaram (ao lado).

‘Fizemos uma peneira e chegamos a 36 policiais, divididos em três grupos de 12. O cabo Victor ficou no de controle (aguardando terapia), o sargento Rivarola, no que teve tratamento imediato e o sargento Ranulpho, no resiliente (superação espontânea)’, explica o capitão Leandro Gomes Santana, do Centro de Apoio Social (CAS) da PM e psicólogo clínico coautor do estudo. Quarenta dias depois, quem fez psicoterapia – de exposição e reestruturação cognitiva – não tinha mais o transtorno, quem ficou em lista piorou e os resilientes permaneceram iguais.

‘Todo mundo acha que o policial é uma máquina preparada para resolver problema e esquece que é um ser humano normal’, diz o sargento Rivarola. ‘O nosso nível de estresse é altíssimo.’

Nenhum dos três PMs presenciou a morte de colegas frente o PCC – como outros do estudo, que tiveram memórias traumáticas em relação a cheiro de sangue, por exemplo. Mas é como se tivessem. ‘É um irmão de farda, senti cada morte’, diz o cabo Victor, com aprovação dos demais.

Agora, a experiência dos PMs tem servido para avançar as pesquisas sobre trauma e superação. ‘Não havia um estudo que mostrasse as áreas cerebrais envolvidas na resiliência’, diz Peres. Na corporação, ela pode ampliar o leque do programa de apoio social da PM. ‘A ideia é aplicar o que foi aprendido’, diz o capitão Leandro, do CAS.

‘Assim que soubemos que o estudo ajudaria outras pessoas, quisemos participar’, resume o sargento Ranulpho.

Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/pms-participam-de-pesquisa-in%c3%a9dita-sobre-trauma