Policiais protestam contra o Governo e ameaçam paralisar atividades na fronteira.

Policiais rodoviários federais e policiais federais acusam o governo federal de ter abandonado as fronteiras do país. Eles afirmam que trabalham em “precárias condições”, sem equipamentos, com baixo efetivo e sem qualquer incentivo. As acusações foram feitas na quinta-feira, durante mobilização das categorias, no posto da PRF, localizado na BR-174 entre Cáceres e Rondônia. Presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso, Paulo Vinícius Barros de Assis, disse que os policiais podem paralisar as atividades a qualquer momento, caso não haja uma resposta do governo para contornar a situação.

“Estamos em estado de alerta. Caso o governo federal não dê uma resposta no sentido de atender as nossas reivindicações, os policiais rodoviários federais e federais podem paralisar as atividades a qualquer momento” disse. Além da falta de estrutura, outra reivindicação dos servidores é a implantação do Adicional de Fronteira e o incremento na quantidade do efetivo nas corporações. “O número de efetivo, atualmente, é insuficiente para adequada prestação de serviços à sociedade” diz acrescentando que “defendemos melhores condições de trabalho para que possamos trabalhar incentivado para que as drogas, armas e contrabandos não cheguem até os nossos lares”.

De acordo com o comando da PRF existem apenas 40 policiais rodoviários para atender de Cáceres até a localidade do 120 na BR-070, uma extensão de 400 quilômetros, entre Cáceres e Cuiabá. O déficit, conforme Paulo Vinicius é de 70%. Segundo ele, seria necessário, pelo menos, 120 policiais para atender a demanda.

Um policial federal revelou que, as viaturas existentes na delegacia de Cáceres estão sucateadas e que nas operações os policiais se expõem a risco de vida por trabalharem sem colete a prova de bala porque o equipamento não existe na delegacia. Reclama ainda a falta de uma política de remoção transparente. Segundo ele, só é removido para outra cidade, o policial que tem “apadrinhamento”. Cobra ainda o fim das perseguições dentro da corporação e o combate ao assédio moral.

Em um folheto distribuído aos usuários da rodovia, os manifestantes afirmaram que “a situação de abandono e precariedade do controle das fronteiras e regiões distantes é um problema antigo e já conhecido dos servidores. Porém, ficou mais estampado à sociedade nos últimos anos, através de uma série de reportagens da mídia nacional e internacional, que evidenciou o índice de crescente violência e criminalidade nas fronteiras. Em especial homicídios, tráfico de drogas, roubo/furto de veículos e contrabandos. Assim não poderemos nos omitir diante de tão grave situação e devemos protestar não só na condição de policial, como também de cidadãos que possuem famílias e uma comunidade a resguardar”.

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