Governo aprova novo regulamento de porte de arma de policiais militares.

DANA CAMPOS
Assessoria/PMMT

 

Policiais militares do Estado passam a ter mais facilidade no processo de aquisição, cadastro, registro, utilização e transferência de armas de fogo, munições e coletes de uso permitido e/ou registro e à concessão do porte de arma de fogo, a partir do decreto estadual de nº 961, publicado no último dia 23. O decreto também contempla os profissionais do Corpo de Bombeiros.

 

O objetivo, segundo o decreto, é padronizar as providências que devem ser adotadas a respeito no âmbito da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso.

 

Conforme o comandante geral da PM, coronel Osmar Lino Farias, com decreto, oficiais e praças poderão identificar o porte de arma, somente com a identidade. “Além do trâmite processual, que ficou bem menos burocrático, os policiais poderão obter autorização para aquisição de carga pessoal de arma de fogo, colete e munição da instituição”, explica Farias.

 

O decreto também estende aos policiais da reserva a regulamentação de porte e aquisição de arma. “A publicação desse decreto representa um grande avanço para a instituição”, afirma o comandante geral.

 

AVANÇOS

1-    Porte inerente a função de oficial e praças;
2-    Porte na própria cédula de indentidade;
3-    Processo de aquisição menos burocrático;
4-    Aumento do controle das armas institucionais (Sirgaf);
5-    Possibilidade de autorização de carga pessoal de arma de fogo, colete e munição da instituição;
6-    Regulamentação de processo de habilitação para uso de armas de fogo em serviço.

“As Polícias Militares: diante do espelho”

Demorou, mas chegaram os ventos das mudanças entre nós. São patentes como as instituições policiais militares foram e têm sido utilizadas pelas várias formas de poder ao longo do tempo; desde os donatários do Brasil colônia, quando esta força ainda não se fazia perfeitamente estruturada, e, logo em seguida, pelo coronelismo e outrem. A polícia militar foi criada justa a partir de uma confusão entre o público e o privado; por último foi cooptada pelas forças armadas (diga-se golpe militar de 1964). As agências de segurança nesse período foram permeadas pela persistente “doutrina de segurança nacional”, que prega o combate aos inimigos fora dos muros dos quartéis, afastando as instituições de polícias militares ainda mais do povo.

Com a redemocratização do país, para as policias militares coube o papel de administração da pobreza. Mesmo com o advento da Constituição Cidadã de 1988, era necessário conter as massas de excluídos que cobravam participação nos bens de consumo do mundo capitalista; cabendo às polícias militares quase sempre o papel de preservarem e reforçarem os privilégios das elites; daí, torna-se fácil percebermos que “embaixo de toda coroa existe uma cabeça”. Ao mesmo tempo em que a força policial militar é utilizada para reprimir os movimentos sociais, os seus integrantes também eram reprimidos dentro do intransponível muro dos quartéis. Acreditavam-se, nos idos dos tempos, não haver espaço de manobra para quem havia escolhido essa carreira; o seu ainda arcaico regulamento/regramento “aponta a todo tempo para o militar como se fosse o dedo de Deus”; na caserna “ordem dada é ordem cumprida”; o enquadramento do policial militar não lhe deixa lutar pelos seus direitos, convertendo-o em um não-cidadão.

Avaliamos que o militarismo reproduzido por muito tempo nas escolas de formação policial militar era o principal responsável por essa adequação de postura opressora; o baixo grau de escolaridade dos seus outrora integrantes não lhes permitia enxergar por trás da cortina de fumaça que envolve o nosso tecido social; pouco crédito era dado a essa profissão, até que os espaços públicos começaram a ser segregados pelo fenômeno da violência. Viram-se, portanto, comunidades inteiras reféns da criminalidade; o que alçou a polícia militar aos vários olhares da sociedade, inclusive ao seu próprio espelho. Sendo por muitas vezes a primeira instituição a chegar aos grotões do nosso país, em dado momento em que não se tinha quase nenhum serviço básico, lá estava à face fardada do Estado, para administrar todo tipo de problema de ordem social, e não só os de segurança pública. De tal modo, absorvendo quase sempre a hostilidade dos despossuídos, e sendo humilhada quando tentava aplicar a lei à classe burguesa.

Mas as cobranças sociais, aliadas às novas levas de policiais militares com nível de instrução elevado fizeram soprar os ventos das mudanças dentro dos muros dos quartéis. Vários projetos pedagógicos foram simultaneamente aplicados, no sentido de reconstruir uma nova identidade para os profissionais da segurança pública, agora se pautando no respeito aos direitos humanos e elegendo as polícias a serem guardiãs desse mesmo direito; assim trazendo o policial a uma nova reflexão acerca dos seus deveres e também dos seus direitos. A possibilidade de associação prevista na Constituição Federal de 1988 nos possibilitou reivindicar direitos básicos inerentes a qualquer cidadão; as poucas armas que o Estado democrático de direito nos deu estão sendo utilizadas com pertinência, o que muito certamente contraria os interesses de quem sempre usou as instituições policiais militares ao seu bel prazer. Nessa dimensão
evolutiva, os PM’s por certo não enxergam mais no espelho o reflexo dos seus superiores hierárquicos, como dita o jargão nos ambientes dos quartéis que o comandante é o espelho da tropa. Ora o que o policial militar vê refletido no espelho é a sua própria imagem enquanto sujeito da sua própria ação. O farol está apontando para a direção das mudanças; apesar de não podermos aproximar demais o fogo do estopim, pois não sabemos o quanto de pólvora existe no barril. É verdadeiro que as instituições demandam tempo para suas mudanças necessárias, todavia não é ilegítimo que nessa perspectiva a PM/SE nunca mais será a mesma. A história irá já se encarregar de analisar as digitais dos que fomentaram essas mudanças.

* É policial militar, bacharel em gestão pública, especialista em violência, criminalidade e políticas públicas e acadêmicas de direito.

fabiolemoslopes@hotmail.com

Polícia Civil prende autor da morte do policial militar de Poconé.

Luciene Oliveira
Assessoria/PJC

A Gerência Estadual de Polinter, da Polícia Judiciária Civil, prendeu no início da tarde deste sábado (28.01), o autor da morte do policial militar, Alex Oliveira Suzarte da Silva, de 32 anos, ocorrida no município de Poconé (104 km ao Sul), no dia 21 de janeiro.

O acusado, Edson Antônio da Silva, 32 anos, foi preso em cumprimento de mandado de prisão, em uma chácara na região do Distrito de Cangas, a 80 quilômetros de Cuiabá.

A arma do policial também foi encontrada pelos investigadores da Polinter. O soldado Alex Oliveira Suzarte da Silva foi assassinado durante uma luta corporal com um assaltante, que tomou sua pistola e efetuou um disparo contra ele, na região da cabeça. O policial foi morto durante o atendimento de uma ocorrência de roubo, onde houve perseguição aos bandidos.

A pistola ponto 40 do policial militar foi encontrada enterrada em outra localidade, no meio do mato, na região da comunidade Mata Cavalo, em Poconé. O chefe da Polinter, delegado Miguel Rogério Gualdas Sanches, disse que na sexta-feira (27.01), a unidade recebeu uma informação de que o suspeito estaria escondido na região e designou uma equipe para fazer buscas.

Após o crime, o delegado de Poconé, Rodrigo Bastos da sia, entrou com pedido da prisão preventiva do suspeito, que foi decretada no dia 25 de janeiro, pela Comarca de Poconé.

O acusado foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e vai responder também por homicídio qualificado. Edson Antônio da Silva está na Polinter de Cuiabá e será encaminhado a uma unidade prisional da Capital.

Como adquirir motivação?

Há casos em que a motivação existe de forma fácil e natural na vida de uma pessoa. Ela pode surgir pela própria curiosidade ou pela vontade de se progredir na vida. Entretanto, para muitos, manter-se motivado é um desafio. Nesses casos, existem técnicas que podem ajudar.

Uma excelente forma de motivação é através da visualização. Visualizar seu objetivo e sentir as sensações do sucesso — como se ele já tivesse acontecido — faz com que você se torne mais confiante. Por exemplo, se o seu objetivo é passar no concurso, imagine você sendo aprovado, depois de tanto esforço e dedicação. Sinta a emoção como se você tivesse acabado de ver o seu nome na lista de aprovados.

Outra maneira de obter motivação é mantendo contato com pessoas com os mesmos sonhos e ideais que o seu. Criar grupos de estudo com pessoas otimistas e animadas — um incentivando e ajudando o outro — faz com que todos se mantenham ativos e estudando de forma eficiente.

Benefícios da Motivação

Quando uma pessoa está motivada, ela terá mais ânimo para prosseguir e crescer nos seus objetivos. A motivação faz com que o estudante seja mais eficiente nos estudos, gerando mais resultados e conseqüentemente tornando-o uma pessoa mais tranqüila, segura e feliz — não somente enquanto estuda, mas também em quaisquer situações de sua vida.

Conclusão

Todo projeto de longo prazo terá momentos de ânimo, assim como momentos de grande desânimo — que trarão vontade de desistir. Procure, então, preparar-se para os dias de baixa: eles certamente virão e você deve aprender a lidar com eles.

A motivação deve ser trabalhada diariamente. Todos os dias você pode e deve lembrar-se dos motivos que o estão fazendo estudar — seja dinheiro, sucesso profissional, realização pessoal ou qualquer outro motivo. Pensar de forma positiva também ajuda muito.

Quando os momentos de crise, desânimo e cansaço aparecerem, tudo bem! Isso é normal. Procure relaxar, fazer outras atividades e retome em outro momento.

Você sabe porque a aliança de casamento é usada no quarto dedo???

É IMPRESSIONANTE! EU NUNCA VÍ UMA EXPLICAÇÃO TÃO LÓGICA E LINDA SOBRE O PORQUÊ DE SE USAR ALIANÇA NO QUARTO DEDO DA MÃO ESQUERDA… LEIAM, POIS VALE MUITO À PENA SABER!

Uma lenda chinesa conseguiu explicar de uma maneira bonita e muito convincente:

Os polegares representam os pais. Os indicadores representam teus irmãos e amigos.O dedo médio representa a você mesmo. O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge. O dedo mindinho representa seus filhos. Agora junte suas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios de forma que fiquem apontando a você mesmo, como na imagem….

Agora tenta separar de forma paralela seus polegares (representam seus pais) você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia da sua morte, una os dedos novamente.
Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam seus irmãos e amigos), você vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.

Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam seus filhos) estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam mais de nós se vão, una os dedos novamente.

Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegue separá-los. Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida, e é por isso que o anel se usa neste dedo.

Criando metas equilibradas.

É preciso identificar as di­fe­rentes áreas da vida e, em cada uma, criar uma meta equilibrada, seja ela cultural, física, financeira, familiar, profissional ou espiritual. E a meta deve ser sua, e não de outra pes­soa.

Certas pessoas dizem que escolheram fazer isso ou aquilo na vida porque esse era o desejo de seus pais. Um pai pode de­­sejar que seu filho estude medicina, mas nunca pode impor isso a ele! Acredite: A sua capacidade de decidir sobre a sua vida é um passo essencial para a realização dos seus ideais. Quem assume para si uma meta que não é sua, está assumindo a própria infelicidade.

Meta deve ser pessoal. Você tem de estar comprometido com ela.

Estar comprometido é muito mais do que estar envolvido. Quem se envolve se liga, participa. Quem se compromete deixa de ter medo, vestindo e suando a camisa.

O tamanho da meta

A meta deve ser grande. Grande mesmo. Tão grande que, se você contar para um amigo, ele não acreditar que você é capaz de realizá-la.

Quando fui estudar na Universidade de Harvard, em 1976, eu disse a um colega que em três anos eu estaria ensinando car­dio­logia nos Estados Unidos. Ele ironizou, pois eu nem sabia falar inglês muito bem. Passados exatos oito meses depois dessa conversa, eu estava fazendo minha primeira palestra para quatrocentos cardiologistas em Washington, D.C. Quando o meu amigo duvidou, eu sabia que estava no caminho certo!

A forma da meta

A meta tem de ser específica. Você quer dinheiro? Então, especifique quanto dinheiro você quer. Dinheiro, simplesmente, você já tem no bolso; então, isso não é uma meta.

— Eu quero ter 50 mil dólares na minha conta bancária.

Agora sim a sua mente entende, pois o pedido é es­pecífico. A mente só entende a mensagem quando você fala exatamente o que quer. Aí, o seu sub­consciente processa o seu pedido e providencia a realização.

Fonte: http://www.24horasnews.com.br/blog/index.php?tipo=lista&blogueiro=6

INSCRIÇÕES PARA O 24º CICLO DA REDE EAD‏ – SENASP

Informamos que as inscrições para o 24º ciclo da Rede EAD estarão abertas nos dias 26 a 30 de janeiro de 2012.

As inscrições serão realizadas em duas etapas, até o limite 200.000 inscrições:

 

·  Primeira etapa – nos dias 26 a 28 de janeiro, os alunos poderão se inscrever em apenas um curso;

·  Segunda etapa – nos dias 29 e 30 de janeiro, caso o limite de vagas não tenha sido atingido na etapa anterior, os alunos já cadastrados poderão solicitar a inscrição em mais um curso, até o limite previsto de vagas.
Alunos novos poderão se inscrever em apenas um curso. 
Os alunos que tenham evadido no ciclo anterior não poderão se inscrever neste ciclo, somente no próximo. 



No ciclo 24, os seguintes cursos disponíveis em versão atualizada:

1.       Identificação Veicular 1 – VA

2.       Emergencista Pré-Hospitalar 1 – VA

3.       Busca e Apreensão 1 – BEA1 – O antigo curso (com 16 módulos) foi dividido em dois cursos: BEA1 e BEA2, ambos com 40h. O BEA 2 entra no ciclo 25.

Os alunos que já tiverem concluído a versão antiga dos cursos acima não precisam realizá-los novamente
Além dessas atualizações, a Rede EAD também fez mudanças quanto ao acesso ao ambiente virtual de aprendizagem da Rede. A partir deste ciclo, os alunos que não acessarem o ambiente durante 30 dias consecutivos, dentro do período de aulas, será automaticamente desligado dos cursos em que estiver matriculado naquele ciclo. Neste caso, o aluno será considerado evadido.

Dura realidade.

DANA CAMPOS
Assessoria/PM-MT

Muitas profissões são difíceis de lidar. Um jogador de futebol, por exemplo, o goleiro Moacir Barbosa da Seleção Brasileira, que ficou marcado pela torcida pela falha que cometeu na final da Copa do Mundo de 1950 contra o Uruguai, no Maracanã, por não conseguir defender o segundo gol na partida de 2×1, que deu o título mundial à seleção celeste. Um médico, que cuidou e curou centenas de pacientes, quando comete um erro, fatal, é punido severamente. Tudo isso, devido ao grau de importância, de emoção ou confiança que aquele ou esse profissional desperta nas pessoas.

Por mais de dois anos que convivo diretamente com o trabalho do policial militar, vejo que essa é outra profissão totalmente difícil de se lidar. No sentido literal da palavra. Sou jornalista e, no último sábado (21.01), tive que dar uma notícia triste a todos da instituição e, porque não, da sociedade. Sim da sociedade. Pois deixou de estar entre nós uma pessoa que tinha como profissão arriscar a vida em prol da segurança pública, ou seja, de todos nós.

Um policial que, acredito que como a maioria, procurava buscar coragem para enfrentar todo tipo de criminoso que assombra a sociedade em geral. Ladrões, assassinos, latrocidas, estelionatários, traficantes, estupradores. Enfim, todo ser desprovido de sentimento de bondade, irmandade, humanidade e remorso. Psicopatas. Pois é com esse tipo de gente que o policial militar tem que lidar diariamente. Gente que, nós trabalhadores comuns, teríamos pavor de estar frente a frente.

Eu que já vi, em operações noturnas que varam a madrugada, o trabalho de policiais sérios e compromissados, senti uma tristeza profunda ao noticiar a morte do policial Alex Oliveira Suzarte da Silva, de 32 anos, assassinado durante confronto corporal com um assaltante, enquanto cumpria seu dever. Emocionei mais ainda, após ler a carta que ele havia escrito dias antes de ser morto. Uma carta-poema que diz um pouco sobre o cotidiano de um policial militar. A angústia, o medo, o perigo, a coragem, o despudor, a confiança e a esperança de chegar mais um dia em casa. Feliz e realizado com mais um dia de trabalho cumprido.

Pelo fato de ser jornalista e assessora de imprensa da instituição já tive que noticiar e repassar informações à imprensa sobre policiais que desviam sua conduta, que se comportam e tomam atitudes como aqueles que vivem à margem da lei. E que por causa desses, os demais, comprometidos com a instituição, acabam sendo nivelados. Por isso, muitas vezes, comove, revolta, e nos deixam perplexos o foco como algumas notícias são veiculadas e que acabam influenciando na opinião das pessoas, especialmente as menos esclarecidas sobre as leis que regem o Brasil.

Em razão de conhecer e ver de perto que a grande maioria dos policiais é como Suzarte era, profissional que, mesmo sem conhecer, mesmo sem nunca ter visto a pessoa, está ali pronto para servir e proteger qualquer cidadão de bem. São por esses policiais valorosos e corajosos que deixo meu pesar à família de Suzarte e minha sincera satisfação em atender e servir à corporação.

Dana Campos – assessora de imprensa da Polícia Militar de Mato Grosso

Leia a carta escrita por Alex:

Enquanto todos dormem, eu estou em lugares inimagináveis, matagais intransponíveis, bueiros fétidos, casas abandonadas, entre outros lugares a que alguém normal se recusaria ir;

Enquanto todos dormem, eu estou em alerta máximo, tentando não apenas defender pessoas que nunca vi, nem mesmo conheço, mas também tentando sobreviver;

Enquanto todos dormem no aconchego de suas casas debaixo dos cobertores, eu estou nas ruas debaixo da forte chuva, com frio e cansado madrugada adentro;

Enquanto todos dormem, eu estou travestido de herói e mesmo não tendo superpoderes estou pronto para enfrentar o perigo, para desafiar a morte e, ‘quiçá, sobreviver’;

Enquanto todos dormem, eu estou dividido entre o medo da morte e a árdua missão de fazer segurança pública;

Enquanto todos dormem, eu sonho acordado com um futuro melhor, com o devido respeito, com um justo salário, com dias de paz, mas principalmente com o momento de voltar para casa e de olhar minha esposa e meus filhos e dizer-lhes que foi difícil sobreviver a noite anterior, que foi cansativo e até frustrante, mas que estou de volta e que tenho por eles o maior amor do mundo.

Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa vivos.

Alex Oliveira Suzarte

MT – Insatisfeitos, civis e militares planejam aquartelamento e “Operação Tartaruga” igual a 1989.

 

Policiais de alguns estados brasileiros já começam a se movimentar no sentido de mudar a triste realidade salarial dos homens que vão para as ruas fazer a segurança de quem está em casa dormindo. A carta deixada pelo soldado-PM Alex Oliveira, morto aos 31 anos de idade por um bandido, reflete muito bem a preocupação da sociedade de Mato Grosso com o caos da segurança pública. Os baixos salários pagos aos policiais, civis e militares podem ganhar contornos de uma futura paralisação, tanto por melhores salários, como pela contratação e mais homens. Em silêncio, já existe uma grande movimentação em Cuiabá, Várzea Grande e em algumas cidades do interior.

A reportagem do Portal de Notícia 24 Horas Newsteve acesso a um documento sigiloso que está sendo preparado. Unidos, PMs e civis, prometem uma organização nunca vista no Estado, capaz de brigar até a última instância, podendo até mesmo seguirem o mesmo caminho dos policiais do Estado do Pará, que pararam por mais de 15 dias, e os do Estado do Paraná, que também começam a partir para a radicalização.

Só que, desta fez, os humildes cabos, soldados e sargentos, podem ganhar o apoio e a orientação dos graduados: os oficiais de todas as patentes, inclusive do alto escalação da Polícia Militar,  que também estão insatisfeito com os salários que ganham. Em princípio, o documento trata a questão apenas como “negociação” para um acordo pacífico, mas não descarta uma paralisação de todos os setores. Uma espécie de “aquartelamento”, na Polícia Militar, e uma “Operação Tartaruga” na Polícia Civil.

Existe inclusive, conversações que apontam para um enfrentamento direto com o governo do Estado. Antes, porém, os militares vão buscar o apoio dos policiais civis: investigadores e escrivães,  que também não engoliram, ou não digeriram muito bem o último aumento. Para eles, uma “merreca”, perto do que ganham alguns “privilegiados”, que só a verba indenizatória, também em conhecida como “Mensalão”, representa duas ou três vezes mais do que ganham soldados, cabos, sargentos, investigadores e escrivães.

Se vier a acontecer, a situação não será uma novidade em Mato Grosso. Um movimento idêntico foi planejado e colocado em prática no ano de 1989, quando a Polícia Militar parou totalmente suas atividades por mais de uma semana. Na época o comandante geral era o coronel-PM Altair Magalhães – hoje aposentado -,  teve que enfrentar um panelaço durante uma manifestação enfurecida, mas organizada. O coronel chegou a ser empurrado dentro do Comando Geral na Avenida Tenente-coronel Duarte (antiga Prainha), no centro, e ainda teve algumas panelas e frigideiras encostadas no rosto

No documento  de agora consta entre outros itens de negociações, uma questão básica que civis e militares vão buscar e vão  fazer questão e deixar bem claro: A luta não é para que o Governo diminua os salários de quem ganha bem, mas sim para melhorar os salários de quem não ganha um salário digno.

Alias na carta deixada pelo soldado Alex Oliveira – o militar que previu sua própria morte -, um dos itens é justamente a questão salarial. O militar também destacou suas dificuldades para um dia a dia de trabalho mais seguro. O soldado Alex não foi o primeiro a tombar numa “guerra” sem fim contra bandidagem.

Um graduado da PM fez questão de destacar, que  as três principais exigências – por enquanto a palavra é negociação -, que os militares vão tratar e brigar daqui para a frente, são: Primeiro, um salário digno; o aumento do efetivo e uma substancial melhora nas condições de trabalho: armas pesadas, fardamento adequado, coletes a prova de balas modernos, viaturas adequadas: velozes, resistentes e equipadas, alimentação balanceada e, principalmente uma boa retaguarda: orientação de especialistas em combates a bandidos, perigosos ou não.

Aliás, o documento destaca, que o próprio comandante geral da Polícia Militar, coronel Lino Faria, não está tão satisfeito como muita gente imagina. Acostumado ao combate direto aos bandidos, Faria teria reclamado de ter que ficar muito tempo preso a compromissos extras, que o tem tirado das ruas.

Tanto é verdade, diz o documento, que mesmo não gostando de falar muito, principalmente de problemas internos da corporação, o coronel Faria resolveu abrir a boca, e admitiu o que a reportagem vem expondo há muito tempo: “Precisamos aumentar o efetivo”, afirmou sem se alongar.

Para se ter uma idéia – e o documento vai trazer essa realidade à tona -, a Polícia Militar tem um efetivo de sete mil homens. Mais de quatro mil estão fora de suas atividades fins. Só restam três mil. Como a PM trabalha em regime de 24 horas de plantão por 72 horas de folga, só restam 1.000 homens para trabalhar por dia em todo o Estado.

Como Cuiabá, como Capital do Estado, e Várzea Grande (Grande Cuiabá),  absorvem mais de 500 por dia, na maioria das cidades do interior ainda trabalham em regime integral. Ou seja, no interior, como Poconé (Baixada Cuiabana, a 100 quilômetros da Capital), por exemplo, os policiais militares como – o Alex de Oliveira morto em combate -, trabalham todos os dias. De domingo a domingo. Por  isso ele (o soldado Alex), escreveu antes de morrer: “Eu estou cansado”.

O documento cita, e os especialistas em segurança pública confirmam: Hoje Mato Grosso precisaria ter, no mínimo 20 mil policiais militares e oito mil civis. O efetivo de hoje ainda é o planejado para a segurança pública da década de 80.

O documento é longo. Fala sobre o fortalecimento da instituição policial militar. Diz que, apesar das deficiências  e carências, principalmente de pessoal, a força e a luta contra o crime organizado continuam em alta. Tanto é verdade, que as penitenciárias e as cadeias públicas estão sempre superlotadas de bandidos.

Cita, que antes, enquanto os policiais iam para as ruas de Fusquinha, com um revólver 38 ou uma espingarda velha, os bandidos estava de Maverick e outros carros potentes e já naquela época  usavam armas pesadas, inclusive metralhadoras.

Hoje, quase 30 anos depois, a situação pouco mudou, e as diferenças de poder ofensivo continuam as mesmas. Os policiais saem de Gol e com pistola Ponto-40, mas encontram pela frente bandidos com Camionetes importadas e armas ainda mais pesadas como Fuzis AR-15 e até Bazucas, capazes de derrubar até avião.

Sobre os salários da era Magalhães no governo Carlos Bezarra o documento fala que melhorou um pouco, mas só que hoje já não atende mas as necessidade, até porque existem grandes diferenças salarias para pessoas que exercem as mesmas funções, mas ganham salários diferentes.

O documento finaliza falando em igualdade salarial. As explicações são as seguintes: se o delegado da  Polícia Civil ganha tanto, mais tanto, os oficiais da Polícia Militar também querem ganhar tanto, mais tanto. E assim sucessivamente entre investigadores e escrivães da Polícia Civil, e soldados, cabos e sargentos da Polícia Militar

 

Fonte: 24Horas News

Policial deixou carta antes de morrer em serviço.

O soldado da Polícia Militar de Poconé (104 Km ao Sul de Cuiabá), Alex Suzarte, assassinado na madrugada deste sábado (21),, deixou uma carta a sua esposa, lida em seu velório, mostrando a tensão que vivia na rotina policial.

Ele foi ferido com um tiro na face, depois de ter entrado em luta corporal, na tentativa de deter, em flagrante, um dos suspeitos de uma tentativa de assalto a uma lanchonete no município. A PM foi comunicada que 2 homens tentaram roubar o estabelecimento durante a procissão realizada durante a madrugada em comemoração ao aniversário de Poconé.

Os policiais saíram em busca dos suspeitos e ao alcançá-los, em um matagal, seguiram para lados opostos. Suzarte tentou deter Edson Antonio da Silva, 32, enquanto seu colega, o soldado Leonardo, saiu em busca do menor L.F., 17. Ao perceber que o amigo foi ferido, o soldado foi prestar socorro e os bandidos acabaram fugindo.

Suzarte foi encaminhado ao atendimento médico, mas devido à gravidade do ferimento, faleceu momentos depois. O menor foi detido por volta das 10h e cerca de 70 policiais e 10 viaturas de 7 municípios do Comando Regional II da Polícia Militar trabalham nas operações de busca de Edson.

O soldado, filho de um agente prisional, deixou esposa, 3 filhos e uma carta que deveria ser lida caso morresse. A mensagem foi dedicada a todos os policiais e mostra o orgulho pela profissão e a tensão que ele vivia na rotina de trabalho.

Confira trecho da carta:

“… Enquanto todos dormem, estou travestido de herói e mesmo não tendo poderes, estou pronto para enfrentar o perigo, desafiar a morte e ainda sobreviver.

Enquanto todos dormem, estou parado entre o medo da morte e a árdua missão de fazer segurança pública.

Enquanto todos dormem, eu sonho acordado com um mundo melhor, com devido respeito, com um justo salário, com dias de paz, mais especificamente com o momento de voltar para casa e de olhar minha esposa e meus filhos e dizer-lhes que foi bom sobreviver à noite anterior, que foi cansativo e até frustrante, mas que estou de volta e que tenho por eles o maior amor do mundo…”

Fonte: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/3/materia/310365