Policiais militares são transferidos para centro de detenção militar.

Os 20 policiais e bombeiros militares que estavam detidos no presídio de segurança máxima Bangu 1, no Rio de Janeiro, foram transferidos na manhã de hoje (15) para o centro de detenção da Polícia Militar fluminense. A transferência ocorreu após denúncia das esposas dos servidores detidos durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que discutiu as irregularidades por parte do governo do Rio de Janeiro e do comando da polícia daquele estado com os grevistas.
“Nossos maridos não são criminosos e nem podem ser tratados como ratos. Eles apenas quiseram chamar a atenção para a precariedade das condições de trabalho, os baixos salários e dupla ou tripla jornada de trabalho e as condições de trabalho a que estão expostos. Eles são trabalhadores no cumprimento do seu dever, [mas], que não são valorizados”, protestou ontem a esposa do cabo Benevenuto Dalciolo, horas antes do anúncio da transferência dos presos.
Na avaliação do deputado federal cabo Juliano Rabelo (PSB/MT), os policiais e bombeiros militares que participaram da greve da categoria não poderiam ter sido levados para Bangu 1. Segundo ele, governo e polícia forneceram uma série de informações desencontradas em torno da determinação dada para que eles fossem presos naquele local.
“O governo do estado do Rio de Janeiro alega que não determinou que os presos fossem para a penitenciária de segurança máxima. O comando da PM disse, porém, que foi o governador. A justiça não se pronuncia. Ninguém assume a ordem que foi dada e ficou claro que foram cometidas irregularidades. Estes policiais e bombeiros nunca deveriam ter sido levados para o presídio de Bangu 1, que é local para bandidos de alta periculosidade. Houve claro desrespeito à Lei de Execuções Penais, pois nenhum foi preso em flagrante”, denuncia o parlamentar.
Juliano Rabelo assinou nesta quarta-feira o pedido de habeas corpus para a libertação dos agentes detidos. O pedido foi elaborado pelos deputados federais da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e será entregue ainda hoje às autoridades da justiça fluminense pelo deputado federal Protógenes Queiróz (PCdoB/SP).
Eleito deputado em 2010, Protógenes ganhou notoriedade por ter sido o delegado da Polícia Federal responsável pela prisão do banqueiro Daniel Dantas durante as investigações da Operação Satiagraha, deflagrada pela PF em 2008 e que apurou um esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
“Estamos reunindo assinaturas para apresentar o pedido de habeas corpus porque entendemos que os policiais não cometeram nenhuma irregularidade que justifique a detenção”, acrescentou Rabelo

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