Militares realizam novas criticas ao governo federal.

Militares da reserva redigem novo documento com críticas ao   governo: “Eles que venham. Por aqui não passarão”

A presidente Dilma Rousseff — e algo   me diz que o fez estimulada por Celso Amorim, ministro da Defesa — resolveu   escolher a desnecessidade. E fez bobagem! No dia 16, os três clubes militares   divulgaram uma nota protestando contra intervenções da ministra Maria do   Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres). Consta que a   soberana não gostou e, em nome da subordinação que mesmo o militares da   reserva devem aos respectivos comandos — e, pois, a ela própria e a Amorim —,   cobrou que o texto fosse retirado do ar. Foi…

Ocorre que os clubes militares são   entidades associativas que têm o direito de protestar contra o que bem   entender, nos limites da lei. Opinião de uma entidade que reúne reservistas   não é sublevação — um exagero à altura de Amorim, que é chegadito a dar   demonstrações ociosas de autoridade. Mas foi tratada como se fosse. Naquele   texto (íntegra aqui),   os militares destacam um trecho do discurso de Dilma Rousseff, tão logo   eleita, e o contrastaram com intervenções das duas ministras. Leiam trechos:

“Dirijo-me também aos partidos de   oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta   caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte, não haverá   discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse, serei   presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças   de opinião, de crença e de orientação política.”

No dia 31 de outubro de 2010, após   ter confirmada a vitória na disputa presidencial, a Sra Dilma Roussef   proferiu um discurso, do qual destacamos o parágrafo acima transcrito. Era   uma proposta de conduzir os destinos da nação como uma verdadeira estadista.

Ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a Presidente   afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas. Parece que a preocupação   em governar para uma parcela da população sobrepuja-se ao desejo de atender   aos interesses de todos os brasileiros.

Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos   concedeu uma entrevista à repórter Júnia Gama, publicada no dia imediato no   jornal Correio Braziliense, na qual mais uma vez asseverava a possibilidade   de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos   militares pudessem ingressar com ações na justiça, buscando a responsabilização   criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países   vizinhos. Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à   recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia.   E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada.

Dois dias depois tomou posse como   Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres a Sra Eleonora Menicucci.   Em seu discurso a Ministra, em presença da Presidente, teceu críticas   exacerbadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de   ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os   companheiros que tombaram na refrega. A platéia aplaudiu a fala, incluindo a   Sra Presidente. Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a Sra   Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma   ditadura, nunca tendo pretendido a democracia.”

 Voltei
Nunca apoiei, não apóio e não apoiarei insubordinação militar. Mas reitero   que os três clubes militares (do Exército, da Marinha e da Aeronáutica) têm   caráter associativo e, antes de mais nada, lembre-se, não dispõem de armas.   Acima, vai uma análise de caráter político, concernente à categoria, que está   perfeitamente adequada ao regime democrático. Em tempo: no mérito, o texto   está certo nas duas coisas:

a) a fala de Maria do Rosário, com efeito, afronta decisão do Supremo;

b) Eleonora pertenceu a um grupo terrorista que nunca quis saber de   democracia.

Que mal há em lidar com a verdade?

 

Dilma e Amorim não tinham de bulir   com os clubes. Mas sabem como é a tentação do mando… Pressionaram para que a   nota fosse retirada do ar. Agora, em novo texto, divulgado nesta terça, 98   militares da reserva reafirmam os termos daquele primeiro manifesto e   publicam um protesto ainda mais duro, intitulado: “ELES QUE VENHAM. POR AQUI   NÃO PASSARÃO” (leia íntegra). O documento está na Internet, à espera de   adesões (íntegra aqui).   Seguem trechos:

Este é um alerta à Nação brasileira,   assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo   como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São   homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis   pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.

Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado   no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e   dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por   ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de   autoridade ou legitimidade para fazê-lo.

O Clube Militar é uma associação civil,   não subordinada a quem quer que seja, a não ser à sua Diretoria, eleita por   seu quadro social, tendo mais de cento e vinte anos de gloriosa existência.   Anos de luta, determinação, conquistas, vitórias e de participação efetiva em   casos relevantes da História Pátria.

O Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante, propugnando   comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes   escândalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e   constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos   impedindo que tenhamos Forças Armadas (FFAA) à altura da necessária Segurança   Externa e do perfil político-estratégico que o País já ostenta. FFAA que se   mostram, em recente pesquisa, como Instituição da mais alta confiabilidade do   Povo brasileiro (pesquisa da Escola de Direito da FGV-SP).
Voltei

Pois é. Entre os signatários, estão   13 oficiais generais. Militares da reserva não provocam crise. Já uma Dilma e   um Amorim meio destrambelhados… Desde a redemocratização, é a primeira vez   que um presidente da República tem esse tipo de comportamento. E foi uma   tolice.

Sei não… Acho que estão faltando um   pouco de habilidade a Dilma na relação com os militares e, quem sabe?, um   tantinho de decoro. Ontem, por exemplo, houve uma cerimônia de homenagens   póstumas na Base Aérea do Galeão, no Rio, ao primeiro-sargento Roberto Lopes   dos Santos e ao suboficial Carlos Alberto Figueiredo, que morreram no sábado   tentando combater o incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz. Estavam   lá Amorim, o vice-presidente Michel Temer e o comandante da Marinha.

Dilma tinha outros compromissos. Os   dois corpos foram levados ao Rio em um Hércules da Força Aérea Brasileira   (FAB). Os militares foram promovidos ao posto de segundo-tenente, admitidos   na Ordem do Mérito da Defesa, e suas respectivas famílias receberam a Medalha   Naval de Serviços Distintos.

Mas onde estava Dilma? Em Recife,   entregando 480 unidades habitacionais a famílias que foram removidas de   palafitas, no bairro de Brasília Teimosa. Estava longe da notícia   não-virtuosa. O evento renderia uma fotografia mais alegre. Não foi uma   atitude muito decorosa da comandante-em-chefe das Forças Armadas…

 

PS – Comentem com moderação. Este   blog não apóia arroubos de autoritarismo do governo nem manifestações de   quebra da ordem legal — em consonância, diga-se, com militares da ativa e da   reserva.. Já dei palestra duas vezes no Clube Militar do Exército. Nunca ouvi   por ali, nem remotamente, a defesa da indisciplina.

 

Por   Reinaldo Azevedo

Revista Veja

 

Publicado no Portal Militar – Exército – Marinha – Aeronáutica – Polícia Militar

 

BREVE COMENTÁRIO

Quando entramos para a PM, sabíamos que estávamos entrando no militarismo e, portanto, não fomos enganados.

Hoje, por causa da falta de dureza dos militares de ontem com esses canalhas que atualmente ocupam  cargos políticos, somos massacrados. Como já disse um colega, “POLÍTICO NÃO GOSTA DE POLÍCIA” e isto é óbvio ( já viram ladrão gostar de polícia?), pois a maioria dos políticos são ladrões, enganadores da população, salteadores do erário público.

A situação do país está caminhando para o descontrole político-social e se esses políticos continuarem utilizando de revanchismo, falcatruas, compra de votos e inúmeras atitudes atreladas à corrupção, haverá uma revolução geral, onde não será possível controlar o furor das turbas.

Vamos aguardar atentos aos acontecimentos.

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