PM-MT: Com 30 anos de ótimos serviços prestados a Gloriosa Polícia Militar o Cel PM Pedro Sidney Figueiredo de Souza vai para a reserva com honras militares.

O livro da vida do Cel PM Pedro Sidney Figueiredo de Souza iniciou no dia 29 de junho de 1961, quando veio ao mundo através de sua mãe Francisca Pinto de Figueiredo e seu pai Vicente Vitorino de Souza, na cidade de Cuiabá no Estado de Mato Grosso.
Sendo que no dia 18 de janeiro do ano de 1985, iniciou-se o mais longo capítulo no livro da sua vida, quando, em sua terra natal, foi publicado a sua aprovação para realizar o Curso de Formação de Oficiais , sendo designado para realizar o curso na Brigada Militar da Policia Militar do Estado do Rio Grande do Sul.
Onde foi acolhido e recebido pela nossa Co-irmã do Estado de Rio Grande do Sul, e como um bom Aluno Oficial trabalhou incansavelmente nas missões acadêmicas, encontrou e conviveu com grandes amigos, aprendeu bons ensinamentos e treinamentos, e principalmente dedicou- se os seus maiores e melhores esforços, no dia após dia até que no dia 25 de dezembro do ano de 1987 formou-se no CFO, sendo declarado Aspirante a Oficial PM.
E em quase três décadas de profundo labor, e em momentos que se fizeram alegria ou tristeza – até que em alguns dias, uns venturosos dias – colheu frutos de sua caminhada de prática moral, ética e de profissionalismo, mas também por honrosa distinção quando foi promovido no dia 05/09/1988 ao  Posto de 2º Tenente, em 05/09/1990 ao  Posto de 1º Tenente, em 05/09/1993 ao Posto de Capitão PM, em 05/09/1997 ao Posto de Major PM, em 05/09/2000 ao Posto de Tenente Coronel PM, e finalmente no dia05/09/2005 foi promovido ao Posto de Coronel PM.
Teve a experiência de trabalhar em vários locais como Oficial Subalterno, Intermediário e Superior. Contudo foi como Coronel PM que comandou e se destacou em vários locais de grande importância para a Polícia Militar e para o próprio Estado de Mato Grosso, como o Comando do 3º e 9º   Batalhão de Polícia Militar, Comando do CR  I – Cuiabá, CR II – Várzea Grande ,   CR IV – Rondonópolis, e Diretor Sistêmico da PMMT.
Ao longo da sua história e vivencia na caserna, se destacou com a experiência profissional acumulada, conquistada e trabalhada principalmente nas Unidades de Ensino, quando teve a oportunidade de Comandar o Centro de Capacitação, Desenvolvimento e Pesquisa da PMMT e Comandante da Academia de Polícia Militar Costa Verde, enfatizando sua capacidade de planejamento e sua dedicação à Polícia Militar, cumprindo sempre com louvor as missões recebidas.
Homem devotado a primazia em servir, aliada ao conhecimento auferido nas instruções ministradas nos bancos escolares e, no aprimoramento técnico-profissional, obtido, por iniciativa própria, formou-se no ano de 2004 no Curso de Licenciatura de Historia e em 2006 conclui a Pós Graduação de Historia, sempre objetivando repassar a historia da nossa Polícia Militar.
Na longa jornada da vida do Cel PM Sidney, teve a oportunidade de concluir a sua jornada no serviço ativo na Corporação, exercendo a função de Subchefe do Estado Maior da PMMT, cargo de grande importância e de confiança do Comandante Geral e o Comandante Geral Adjunto da PMMT.
Ficou conhecido na Policia Militar por ser um Oficial pacífico, sereno e de bom diálogo, vindo com essas características a conquistar a confiança de seus subordinados, superiores e da sociedade, através de uma postura séria, respeitoso e comunicativo.
História essa que tem um capítulo especial, a de quando conheceu Maristela Ledur de Souza, a qual veio a desposar e constituir uma família, a qual esta sempre esteve presente e o apoiou nos momentos mais difíceis, sempre companheira, corajosa, perseverante e indispensável nos momentos de felicidades e tristezas.
Outro capitulo Especial foi quando esse formoso casal foram abençoados com o nascimento de seus herdeiros: Izadora Ledur de Souza, Luiz Vicente Ledur de Souza e Pedro Lucas Ledur de Souza, que como todos os filhos de Policiais Militares, suportaram a sua ausência, mais sempre o apoiaram em todos os momentos, e por estar ao lado de pessoas maravilhosas, pode desenvolver seus trabalhos com tranquilidade e harmonia.
Mais sempre cuidando e protegendo os seus maiores tesouros, que são a sua esposa e os seus filhos a quem dedicou todo o seu trabalho e amor. Não  esquecendo também dos seus pais, parentes e amigos que o apoiaram e o acompanharam desde sua infância ate a sua formação e inclusão na Policia Militar.
Fez compreender que liderar é, sobretudo, um ato de servir, e que o exemplo é a melhor forma de conduzir aqueles que encontram nos paradigmas um farol que os orientam pelos caminhos da nobreza de caráter. Pautando com dignidade, não somente na função, mas também na vida, na luta e, por que não dizer, na história que é a de um Cuiabano que chegou ao posto de Coronel.
Enfrentou vários desafios, ao lado de vários companheiros de farda, em dias normais, de chuva ou intenso calor – chorou, riu, perseverou, compartilhou momentos de alegria ou tristeza, enfim, vivenciou uma experiência tão especial e tão cara, que se tivesse a possibilidade de retornar o tempo, com certeza viveria tudo de novo.
Das ações pragmáticas e de integração institucional com a sociedade, trabalhou de acordo com a filosofia do Comando Geral e em união com vários órgãos públicos, privados, lideranças comunitárias, e demais poderes constituídos. Para que a segurança pública se tornasse um valioso instrumento de integração e de harmonização social.
Participativo na história da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, que com esse breve histórico, deixou claro a presença marcante ao longo de sua trajetória, o qual criou uma obra que serve de exemplo para os seus pares e subordinados, por ser um Oficial cumpridor de suas obrigações, simpático, e sempre pronto para contribuir com seu trabalho.
Como integrante da Policia Militar, assumiu como premissa básica que esta é uma obra de construção coletiva, cuja conjugação de esforços sempre levará ao bem comum, pois buscou trilhar pelos caminhos da justiça, combatendo os males que assolam o país, em nosso caso específico – a violência – qualquer que seja ela. Lamentando essa violência estrutural do Brasil.
Uma característica mais marcante do Cel PM Sidney, que sempre vai ser lembrado, foi a questão de ensinar e reiterar sempre a filosofia de Policia e Policiamento Ostensivo, a sua necessidade de estimular o ensino e a cultura de paz e as atitudes de pacificação. E nessa longa jornada, descobriu bons talentos e buscou a prática de novas ideias, a exemplo do processo continuo de intensificação e qualificação do policiamento ostensivo, mola mestra dos nossos trabalhos.
Assim, podemos concluir esse capítulo que o Cel PM Sidney deixa o serviço ativo da PMMT muito feliz e honrado pelos seus trabalhos prestados, fazendo parte de outros livros e outros vários capítulos, quebrando paradigmas e realizando transformações nos lugares em que passou, satisfeito e com a sensação do dever cumprido e pronto pra iniciar a escrever outros vários capítulos no seu livro da vida.
E lembre-se:
Amigos não se despedem.
Pessoas da família não se despedem.
Amigos quando se afastam dizem um “até logo”.
Pessoas da família quando se vão dizem um “até mais”, um “até breve”.
Amigos e pessoas da família, quando muito, dizem um “tchau”.
Amigos e família estão sempre juntos, não mais que um breve “adeus”.
Assim, como amigos dizemos ao Cel PM Sidney como despedida apenas um breve “adeus”.
Fonte: PMMT

PEC102 – Moka é relator de emenda constitucional que unifica polícias.

O senador Waldemir Moka (PMDB) é o relator, na Comissão de  Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da Proposta de Emenda à Constituição  (PEC) 102, de 2011, que permitirá a unificação das polícias pela União e os  Estados, criando uma única instituição de prevenção e repressão ao crime.

Moka explica que a PEC é produto da análise e discussão de todas as  proposições que tramitam há décadas no Congresso Nacional. “É peciso  reestruturar os órgãos de segurança pública, de tal forma que o Estado atenda  melhor a população”, afirma.

O senador informa que começou a analisar o texto esta semana e ainda não tem  prazo para concluir o relatório. “É uma assunto que irá provocar inúmeros  debates e discussões e pretendo fazer isso ouvindo todos os envolvidos, as  entidades ligadas às polícias, governos e principalmente a sociedade, que é quem  tem clamado por mais segurança”, destaca.

Autor da proposta, o senador Blairo Maggi (PR-MT) argumenta que o modelo  existente é ineficaz, burocrático e oneroso. “Há sobreposição de trabalho e essa  rotina já não atende satisfatoriamente a sociedade, que nos dias atuais clama  por agilidade”, diz.

 

PEC102 = Projeto de Maggi quer equiparar as  polícias

Diante da greve de policiais militares na Bahia e no Rio de Janeiro, o  senador Blairo Maggi (PR), autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 102,  acredita que a medida possa ser a solução para eliminar rixas entre civis e  militares por meio da equiparação da categoria em salário e condições de  trabalho num sistema único.

A PEC tramita no Senado, onde foi apelidada de PEC da Polícia Cidadã, e já  conta com apoio de associações estaduais de polícia. A proposta tem como  objetivo preencher a lacuna existente no sistema policial brasileiro que,  atualmente, não contempla o ciclo completo – prevenção, repressão e investigação – tornando, deste modo, a Segurança Pública ineficaz, burocrática e  onerosa.
De acordo com o projeto de Maggi, o piso salarial não ficaria equiparado ao  do Distrito Federal, como propõe a PEC 300, mas sugere a criação de um fundo  nacional capaz de garantir a implementação de um salário base.
‘A todo o momento, nos pegamos diante de fatos de grave violação dos  direitos do cidadão por parte da criminalidade ou de policiais deformados por um  sistema obsoleto‘, justificou o senador, que defende que o atendimento da  polícia seja desde o preventivo e ostensivo, feito pela Polícia Militar, à  apuração e diligências até que o processo seja encaminhado ao Ministério Público  ou juiz, que hoje é de responsabilidade da Polícia Civil. (Com Assessoria)  S.C

Deputado Mendonça Prado acredita que criação do Fundo Nacional de Segurança Pública melhorará os salários dos profissionais da segurança.

O deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) acredita que, com a criação do  Fundo Nacional de Segurança Pública, os profissionais da Segurança receberão  salários compatíveis com suas atribuições. Para o parlamentar sergipano, a ideia  é que a segurança tenha repasses do Governo Federal, como já acontece com a  Saúde e a Educação Pública.

“É preciso repensar o modelo de pagamento dos trabalhadores de segurança  pública. É inadmissível que esses profissionais, que dedicam suas vidas para  salvar as nossas, recebam salários que não são compatibilizados com suas  atribuições”, afirmou Mendonça Prado, presidente da Comissão de Segurança  Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Mendonça é autor da PEC 63/11 que cria o Fundo Nacional de Valorização do  Profissional de Segurança Pública (FNSP). De acordo com o texto do projeto, a  intenção é reajustar o percentual de distribuição dos recursos com impostos  sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR) e sobre produtos  industrializados (IPI) em 53%, destinando 5% destes valores ao FNSP para  financiamento da segurança e para remuneração dos profissionais da área.

“Nós temos trabalhado para criar no Brasil o Fundo Nacional de Segurança  Pública nos moldes do que ocorre com a Educação e Saúde. São duas áreas com  grande número de servidores públicos e que, precisam ter um compartilhamento das  responsabilidades pelos entes federados. No caso da Saúde e Educação, as  responsabilidades estão garantidas pelas ações de prefeitos, governadores e da  presidenta. Já no caso da Segurança Pública, hoje, somente os governadores são  responsáveis, portanto, apenas os orçamentos estaduais. Nós queremos  compartilhar essas responsabilidades, criando um Fundo Nacional para que haja  transferência de recursos do Governo Federal para os Estados Membros”, ressaltou  Prado.

O presidente da CSPCCO finaliza dizendo que ao obrigar a União a contribuir  com o Fundo Nacional de Valorização do Profissional de Segurança Pública, com  apenas cinco por cento da arrecadação anual, equivalente a pouco mais de R$ 40  bilhões, será possível aparelhar melhor as polícias e pagar salários melhores  para os profissionais.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Fonte: Infonet

RO: Aprovada na ALE promoção por tempo de serviço para PM e BM.

Projeto da  Sesdec junto ao comando das corporações beneficia servidores com  promoções

A Assembléia Legislativa aprovou o projeto que cria critério de promoção por  tempo de serviço para oficiais e praças militares. A matéria visa o planejamento  da carreira dos militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do  Estado de Rondônia, de modo a obter um fluxo regular e equilibrado da carreira  para os Oficiais e Praças das Corporações.

 

A promoção pelo critério de tempo de serviço é um anseio de policiais e  bombeiros que já completaram todos requisitos para promoção, muitos deles há  mais de dez anos.

 

Conforme mensagem enviada pelo governo do Estado aos deputados estaduais, os  militares continuam no exercício de suas funções, cumprindo seus compromissos,  afirmando a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres da  função. O critério de promoção por tempo de serviço é adotado também pelas  polícias militares dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do  Sul e Amapá.

 

O projeto de lei visa à inovação no que se refere aos requisitos para  promoção, vez que traz diversos critérios para a avaliação de concessão de  benefício, não bastando apenas o tempo de serviço, mas também um tempo mínimo de  contribuição previdenciária, o interstício exigido no posto e graduação  previstos em lei e regulamento de promoção.

 

Assim, propõe-se que, que sejam promovidos todos os policiais militares que  estão frequentando o curso de adaptação de oficiais administrativos, e que não  alcançaram o número de vagas fixadas para transferi-los temporariamente para o  quadro especial da PM, até que surja a vaga.

 

Para o governo, o projeto atende reivindicações dos servidores militares,  além de assegurar um fluxo constante e rítmico ao longo de toda a escala  hierárquica, evitando o desestímulo profissional causado pela longa permanência  nos postos ou graduações inferiores.

 

“Com esta aprovação vemos mais uma vez o compromisso dos deputados estaduais  comprometidos com a valorização dos servidores das forças públicas de  segurança”, comenta o secretário de Segurança, Defesa e Cidadania, Marcelo  Nascimento Bessa.

 

Fonte: Rondônia Dinâmica

Debate na Câmara sobre segurança prioriza organização e salário de policiais.

Grande parte dos projetos que tramitam na Câmara trata de salários dos policiais ou anistia para grevistas. Viés corporativo é criticado por Vanderlei Siraque, enquanto Arnaldo Faria de Sá defende que, sem melhores salários, não haverá combate eficiente à criminalidade.

Beto OliveiraSiraque: “os servidores são fundamentais, mas para defendê-los existem os sindicatos”.

As recentes greves de policiais e a proximidade das eleições municipais reacenderam a discussão sobre segurança pública e combate à criminalidade. Entre os deputados federais, esse debate é dominado por projetos que buscam a melhoria dos salários e mudanças na organização das corporações, com destaque para o piso nacional para policiais e bombeiros (PECs 300/08 e 446/09), que depende de votação em segundo turno em Plenário.

Na Câmara, há 24 propostas que tratam de organização das polícias, entre elas, a PEC que eleva os agentes penitenciários à categoria de Polícia Penal (PEC 308/04). Também tramitam na Casa 11 projetos que anistiam policiais e bombeiros participantes de movimentos grevistas. Além disso, entre as seis propostas que buscam alterar o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), principal política de segurança do governo federal, cinco querem ampliar as categorias que têm acesso ao bolsa-formação, benefício salarial para incentivar a valorização profissional.

Corporativismo
Esse enfoque corporativo é criticado pelo deputado Vanderlei Siraque (PT-SP). “A Câmara discute a questão das corporações, não discute políticas públicas de segurança. Os servidores são fundamentais, mas para defendê-los existem os sindicatos. Nós temos obrigação de olhar o todo, as políticas públicas, e não apenas uma parte do problema”, avaliou.

Siraque lembra que tramita na Casa o Sistema Único de Segurança Pública (Susp – PL 1937/07), que prevê ação coordenada das policias e um banco de dados centralizado. O projeto está parado desde 2007 na primeira comissão a que foi distribuída, Comissão de Educação e Cultura, onde sequer tem relator.

Diante do engavetamento da proposta e de olho na segurança durante a Copa do Mundo de 2014, o Executivo tenta reviver o debate com um novo projeto (PL 2903/11), enviado em dezembro do ano passado, e focado unicamente no banco de dados unificado e informatizado sobre segurança pública e drogas (Sinesp). Inicialmente apensado ao Susp, o projeto do banco de dados pode voltar a tramitar sozinho por requerimento do deputado Biffi (PT-MS).

Defesa

Faria de Sá: sem reajuste não haverá política de segurança eficiente.

Autor da proposta do piso nacional aprovada em primeiro turno pela Câmara, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) defende o aumento salarial como o principal ponto para a melhoria da segurança pública. Segundo ele, sem reajuste não haverá política de segurança eficiente, uma vez que os policiais serão sempre forçados a buscar uma segunda fonte de renda. “Há interesse de manter os salários dos policiais baixos para ampliar o mercado da segurança privada. Com bons salários, acabam-se os bicos”, afirmou.

O parlamentar propôs que, além do aumento dos salários, seja instituída uma política de cursos de qualificação obrigatórios. “Hoje, não podemos fazer isso porque o policial, quando não está trabalhando na corporação, está no segundo emprego”, criticou.

Faria de Sá é presidente da comissão especial que vai analisar todas as propostas de emenda à Constituição voltadas para a carreira policial. O colegiado aguarda a manifestação dos estados sobre o impacto orçamentário da aprovação do piso salarial para ser efetivamente instalado. De acordo com o deputado, oito estados já responderam à comissão. “Com essa avaliação dos impactos, vamos comprovar que muitos estados estão trabalhando contra o piso nacional”, disse.

Íntegra da proposta:PL-1937/2007PEC-300/2008PEC-446/2009PL-2903/2011Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Marcelo Oliveira

 

Fonte: Correio do Brasil

PEC300: Salário da PM aumenta pressão das Forças

A retomada da movimentação para a votação da PEC 300, que prevê um piso  salarial para as Polícias Militares (PMs), com consequente reajuste de seus  vencimentos, será mais um ingrediente para aumentar a temperatura nas Forças  Armadas. Os militares estão muito insatisfeitos com os seus salários e alertam  que, em vários casos, seus rendimentos são inferiores aos das PMs, que são  forças auxiliares das Forças Armadas. Por isso, reivindicam um reajuste de  47%.

A comparação mostra que um coronel da PM de Sergipe, por exemplo, ganha R$  17,2 mil e o do Distrito Federal, R$ 16,3 mil, ao passo que um coronel do  Exército recebe R$ 13 mil. Enquanto um general de Exército, último posto da  carreira militar, com 45 anos de serviço, recebe R$ 18,8 mil, o salário médio no  Banco Central é de R$ 17,4 mil, no Ministério Público é de R$ 19,5 mil , no  Legislativo é de R$13,9 mil e no Judiciário é de R$12,3 mil.

Logo que assumiu o cargo, o ministro da Defesa, Celso Amorim ouviu dos  comandantes as queixas da categoria e relatos da pressão que estão sofrendo.  Ainda no ano passado, depois de muitas discussões internamente nas três Forças,  uma proposta foi encaminhada à Defesa, pedindo um reajuste salarial de 47%.

Os militares lembram que o último reajuste que receberam foi em 2008. O  aumento foi distribuído em suaves parcelas, sendo a última paga em julho de 2010 – e já defasada.

Perdas. Vários estudos salariais circulam na tropa, quantificando perdas e  trazendo comparações. Só de inflação, desde o último reajuste até o final do ano  passado, os militares alegam que já perderam 18%.

Os clubes militares, que em muitos casos funcionam como a voz do pessoal da  ativa – que não pode se pronunciar -, têm batido nesta tecla constantemente. De  setembro para cá, o Clube Militar, que representa o Exército, já publicou quatro  informes sobre a situação salarial da categoria. Os estudos, que podem ser lidos  na página do Clube Militar na internet, mostram as diferenças salariais por  enquadramento funcional.

Segundo o levantamento, um coronel do Exército, com mais de 30 anos de  serviço e ‘com atribuições que podem se estender por extensas áreas urbanas ou  pelas fronteiras do país e 500 a mil militares sob sua responsabilidade direta’,  ganha menos que um major da PM do DF (R$13,4 mil). Seus rendimentos são também  inferiores aos de um perito criminal de terceira categoria ((R$13,3 mil) e quase  iguais aos do terceiro secretário, primeiro posto da carreira diplomática  (R$12,9mil).

Nos diversos gráficos apresentados nos informes, o Clube Militar descreve  cada um dos recentes aumentos concedidos às diversas categorias, apesar da  ‘conjuntura econômica dita desfavorável’, sem que se ouça falar em aumento para  os militares ‘como se isso fosse absurdo ou inapropriado’.

O texto ressalta ainda que ‘as carreiras mais bem aquinhoadas com aumentos de  salário, nos últimos anos, são representadas por fortes sindicatos ou  associações de classe, que lutam por seus interesses independentemente da ação  dos ministérios a que pertencem, quando não têm a prerrogativa legal de  estabelecer seus próprios vencimentos’.

Conforme o relatório, muitas destas categorias, ‘contam, ainda, com o direito  de greve, que pode paralisar sensíveis áreas do serviço público, o que lhes dá  grande poder de pressão’. A mensagem salienta que, no caso dos militares, as  reposições salariais são tratadas como ‘concessões’.

Recentemente, o Clube Militar irritou o Planalto, ao postar um ‘manifesto’  recriminando a presidente Dilma Rousseff por não censurar as ministras Maria do  Rosário e Eleonora Menicucci por declarações das duas sobre a Lei da  Anistia.

 

Fonte: Estadão

PM-MT.Deip cadastra interessados em Curso Superior com até 50%.

A diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa está fazendo levantamento dos policiais militares interessados em fazer curso superior, com descontos oferecidos pela Faculdade Afirmativo. Os descontos são progressivos chegando até a 50%. Os cursos oferecidos são: Administração; Direito; Fonoaudiologia, Pedagogia; Sec. Executivo e Turismo.

Os interessados devem entrar em contato com a DEIP (3613-8825) até o dia 16/ de março de 2012. Quanto maior o numero de interessados maior será o desconto.

PM abre procedimento para apurar participação de soldado com tráfico.

O comandante regional da Polícia Militar na Região Sul, coronel Valdivino Pimentel, determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar a participação do soldado Anderson Alves de Souza, 26 anos, em um esquema de tráfico de drogas dentro da Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis, desencadeada pela Polícia Federal através da Operação Raiz.

O policial, que estava na corporação desde 2003, foi encaminhado ao Presídio Militar em Santo Antônio de Leverger. Ele corre o risco de ser expulso das fileiras da PM. “Já tínhamos uma preocupação com a conduta dele e a PM se preocupa muito com a questão das drogas”.

A entrada de drogas e de até um notebook para os presos, ‘encomenda’ esta que  passou pelo corpo de guardas da unidade, segundo o coronel, foi uma conduta muito grave, pois houve consentimento de policiais. “A PM não tem acesso a parte interna do presídio. Se alguma coisa entrou, passou pela PM durante a revista”.

No procedimento administrativo, o coronel Valdivino Pimentel quer saber se há participação de outros dos 56 policiais militares integrantes do corpo de guardas da Penitenciária da Mata Grande no esquema de entrada de drogas na unidade.

A Polícia Federal pede socorro.

A Polícia Federal pede socorro. A instituição anda muito mal das pernas. Todos nós, servidores do órgão, sabemos que a Polícia Federal passa por uma crise funcional interna sem precedentes e que não tem as mínimas condições de cuidar dos megaeventos que se aproximam. Faltam ao órgão estrutura, efetivo, equipamentos, recursos, motivação…

Não é exagero destacar que a Polícia Federal parou no tempo e no espaço, fruto da curta visão dos seus dirigentes. Estamos vendo, diariamente, as nossas funções serem usurpadas pela Força Nacional, Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Incra e Forças Armadas e os nossos dirigentes nada fazem. Não reclamam. Silenciam. Cuidam apenas do próprio umbigo. Os gestores do órgão passam o dia sonhando com a carreira jurídica, mas enquanto ela não vem, disputam cargos dentro e fora da instituição. Não estão nem um pouco preocupados com os interesses do órgão. O desprendimento é tamanho, que – pasmem! – um delegado federal foi cedido ao Detran da Paraíba, como se a Polícia Federal não enfrentasse um grave problema de déficit de efetivo.

Nenhuma autoridade deste país poderá desconhecer que o efetivo da Polícia Federal é extremamente deficitário e, o pior de tudo, até a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 uma grande parcela do efetivo ganhará o direito à aposentadoria. As vagas disponibilizadas pelo governo para concurso, no entanto, nem de longe atendem às necessidades básicas da instituição. Podemos garantir que o efetivo da Polícia Federal em 2014, por exemplo, estará muitíssimo aquém daquilo que é minimamente recomendável.

Paramos no tempo e no espaço! Sem muito alarde, já criaram no país a muito bem remunerada Polícia Federal Legislativa e vem aí a Polícia Federal Judiciária. Aos poucos, estão ocupando todos os espaços que, irresponsavelmente, estamos deixando ao longo do tempo.

Quando tudo no mundo está mudando, seguindo a modernidade, a Direção-geral do órgão, sempre a cargo de uma categoria, insiste no continuísmo de uma estrutura funcional arcaica, retrógrada e injusta, o que tem resultado numa fratricida guerra interna, que – com certeza – já causou danosas consequências à instituição. E, pelo que estamos vendo, não há luz no final do túnel. Não há limites para a sanha dessa categoria em mostrar poder internamente, por meio da “hierarquia”, da “disciplina” e do “salário”.

Falta quase tudo à Polícia Federal. Recentemente o TCU considerou imprópria e deficiente a capacitação da força policial que atua nos mais de 16 mil km de região de fronteira com outros países. Segundo os analistas, os 1.439 servidores enfrentam gravíssimas dificuldades causadas pela deficiente infraestrutura de várias delegacias de fronteira, aliadas à carência de equipamentos e recursos (coletes balísticos, veículos, barcos, scanners etc), problemas que amplificam as dificuldades enfrentadas pelos policiais no combate ao narcotráfico. Esta constatação vem comprovar o que há muito se sabe sobre a política de formação adotada pela Polícia Federal. Todos nós, sindicalistas ou não, sabemos que o DPF recruta mal, forma pior ainda e, depois, abandona o policial na região de fronteira. Não há uma política honesta e justa de resgate do servidor.

Estamos muito mal estruturados! Como é sabido, a Polícia Federal participará das atividades programadas no calendário de grandes eventos que compreende os Jogos Olímpicos Mundiais de 2016, a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e, no mês de junho próximo, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentado, mais conhecida como Rio+20.

É vergonhoso constatar que, neste final de fevereiro de 2012, nenhum dos seis helicópteros da Polícia Federal consegue sair do chão. Nenhum dos seis! E somente dois dos seis aviões estão disponíveis. A Coordenação de Aviação Operacional que a Direção-geral afirma ser “um dos trunfos para garantir a segurança das autoridades e festividades”, vive um caos administrativo sem precedentes!

Estamos vivendo esta grave situação, mas parece que nada está acontecendo. Tudo parece estar normal. Dias atrás, no início de fevereiro, a Direção-geral da Polícia Federal anunciou no informativo interno (Nº 48 de 9/2/12), que estamos marchando a passos largos para o êxito da segurança das autoridades e visitantes, que ficará sob a supervisão do órgão. Trata-se de um blefe. Coisa para inglês ler! Todos sabem como trabalham os nossos policiais nas fronteiras. Para cobrir os 16.886 quilômetros por onde entram drogas, armas e produtos contrabandeados no país, há – por exemplo – apenas 15 binóculos de visão noturna. Faltam exatos 383 coletes à prova de balas, 120 rastreadores, veículos e embarcações para atender às necessidades mínimas dos policiais. Necessidades mínimas – atentem para isto!

Falta-nos quase tudo! E o que o governo federal tem feito para solucionar o problema? Exatamente o inimaginável! Cortou, na última semana, R$ 2,2 bilhões dos R$ 4,76 bilhões previstos no orçamento do Ministério da Justiça. Possivelmente a Polícia Federal seja – mais uma vez – a maior afetada pela tesoura do governo. Como se observa, o governo federal não está muito preocupado com a segurança e o controle dos eventos. Talvez porque tenha à sua disposição a Força Nacional para substituir os policiais federais no caso de um movimento paredista. Talvez porque tenha o Ministério da Defesa querendo a qualquer custo mostrar a sua importância para os brasileiros. Talvez porque o governo não tenha sido alertado da precaríssima situação pelos dirigentes da Polícia Federal. Ou talvez pelas três coisas. Ou talvez por muito mais!

E o que falar da motivação dos servidores? Estamos há seis longos anos sem reajuste salarial, sem reposição de inflação e sem o resgate da dignidade. Sem uma retribuição justa, o servidor não tem como promover a manutenção da família, que necessita dos itens básicos reclamados por toda a sociedade, como o provimento da educação, saúde, alimentação, etc. Não há mais como manter o padrão de vida de outrora e, por isso, falta-lhes a motivação para cumprir a inarredável função constitucional com tranquilidade e responsabilidade.

Por tudo isso, pedimos socorro para o resgate da Polícia Federal. Antes que seja tarde. Antes que seja muito tarde. Coincidência ou não, o certo é que após a realização das investigações referentes à Operação Satiagraha, desencadeada em junho de 2008, nunca mais a Polícia Federal foi a mesma. Perdeu status e verbas. Está morrendo à míngua, com um prato na mão mendigando recursos cuja liberação depende de interferência política. Sempre é bom lembrar, no entanto, que a Polícia Federal é uma instituição dotada de autonomia e independência, mantida pelo Estado para servir à sociedade brasileira e não um órgão destinado a servir aos interesses políticos do governo de plantão.

Por último, é preciso que todos se conscientizem de que só conseguiremos alguma conquista com muita luta. Sabemos que muitos dos colegas, por terem muito pouco tempo de casa, estão satisfeitos com o que já existe, com o que já encontraram pronto, inclusive o salário. Mas não é assim que a coisa funciona. Participe do cotidiano do seu Sindicato, apresente ideias, denuncie, dê sugestões, esteja presente às Assembléias. Defenda-se!

Lembre-se sempre de que sem a participação dos sindicalizados, um Sindicato não é nada!

 

Vamos lá! Junte-se a nós! Venha participar! Contamos com o seu apoio! Faça valer o seu direito de sindicalizado e de servidor!

 

Unidos – sem dúvida – seremos muito mais fortes!

 

Jones Leal, presidente do Sindipol/DF

 

Fonte:Agência Sindipol/DF

 

GENERAL pede UNIÂO e diz: Não quero revolução, mas exijo respeito, ainda que tenha de impô-lo pela força.

O general sempre demonstrou coragem em suas declarações, ha algum tempo disse, sobre a anistia e comissão da verdade: “Por que não se preocupar com tanto ministro que está aí e que fez pior que o Ustra? Tem ministro aí que matou, enquanto o Ustra dizem apenas que torturou. Não consta que ele tenha matado ninguém”.

 

VALDÉSIO GUILHERME DE FIGUEIREDO disse, diante da crise que se instala por causa do manifesto dos clubes militare e do RE-Manifesto que cada vez mais coleciona assinatura de militares e civis de todo o país, que admite que precisa ser realmente revista a desunião entre militares, “começando pela separação entre oficiais e praças”, o General dá uma aula sobre comando e valoriza cada militar da estrutura hierárquica das forças armadas, explanando sobre as diversas funções sob a designação de comandante, começando pelo comandante de esquadra, que são os cabos, passando pelos sargentos e chegando aos comandantes de grande unidades, explicando como é importante a intensa preparação para isso, desde as escolas de cabos e sargentos das armas ao cursos de estado maior.  (…) Numa crítica clara a Presidente e seu “ministro da defesa”, o general (ex ministro do STM) diz que não é qualquer um que pode ser comandante, sem preparação, sem histórico, sem conhecimento da estrutura militar, suas mazelas e seu modus operandi.

fonte: Sociedade militar