Funcionário de posto desviava combustível com dados de policial.

Seis pessoas, sendo um ex-frentista de um posto de combustível e 5 taxistas, foram presas em flagrante sob acusação de fraudarem a aquisição de combustível pago pelo Estado para abastecimento de carros oficiais em Campo Novo dos Parecis (396 km a noroeste da Capital).

A Polícia Civil informa que as prisões aconteceram no sábado (12) e nesta segunda-feira (14) e serão indiciados por receptação e formação de quadrilha. Primeiro a ser preso foi o ex-frentista Paulo André Ferreira Mendes, 31, apontado como o mentor do esquema criminoso. Ele falsificou a assinatura de um policial militar lotado na cidade de Campo Novo dos Parecis e digitava os dados para liberar combustível usando placas de viatura da Polícia Civil de Colíder e da Força Tática da Polícia Militar de Tangará da Serra. Em seguida, o suspeito enchia os galões e acomodava no porta-malas de seu veículo. Ele indicada placas de carros oficiais da Polícia e enchia os galões de combustível. Depois revendia aos taxistas por valor abaixo do preço das bombas dos postos. Ele irá responder pelo crime de tentativa de estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha De acordo com a assessoria da Polícia Civil, Paulo foi surpreendido no posto de gasolina digitando a senha e login do PM. Ele tentava comprar mais de 400 litros e acabou sendo autuado em flagrante.

Levado para a delegacia confessou o crime e indicou os taxistas como sendo as pessoas para quem o produto era repassado. Outros presos são os taxistas Airton Cesar Becker, 30, Narciso Rena, 64, Lindavi Alves de Jesus, 35, Sinval Florêncio Simão, 32, e Ivanildo Lis da Silva, 34, que já tem passagem por tráfico de drogas. Eles foram presos em suas residências, locais onde os investigadores conseguiram apreender aproximadamente 1.000 litros armazenados em galões. Contudo, Paulo pagou fiança de R$ 3, 5 mil e para cada taxista o valor arbitrado foi de R$ 2 mil. Eles responderão pelos crimes em liberdade.

Em depoimento, os presos alegaram desconhecer que o combustível adquirido era de origem ilícita, mesmo estando com preço inferior ao do mercado. Seguindo a legislação penal, o delegado arbitrou fiança para os presos. Conforme o delegado Eder Clay de Santana Leal, as investigações iniciaram a partir de uma denúncia feita pela Polícia Civil do município de Colíder, após o conhecimento de erro no abastecimento e na quilometragem de viaturas. Investigadores conseguiram identificar várias autorizações obtendo gasolina liberadas através da senha e login do policial. “Como Paulo trabalhou no posto que abastecia viaturas da Polícia Militar, se apossou dos dados do servidor, sem o conhecimento dele”, disse o delegado Eder Clay. Conforme o delegado, pelo sistema de controle de abastecimento, Paulo realizou a fraude por diversas vezes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s