Carta escrita por uma filha de um policial militar aos governadores dos estados.

Senhor governador, venho através deste texto com todo respeito expressar o que eu sinto neste exato momento por ser filha de um policial militar, na realidade nem sei se estou sentindo MEDO ou ainda o mesmo ORGULHO de dizer que o meu pai é policial, mais acho que agora o sentimento maior infelizmente é o MEDO. Medo de que por isso me olhem com maus olhos, com maldade, ou até mesmo tentarem fazer algum mau a mim, meu irmão ou minha mãe, apenas para poder prejudicar o meu pai, para mim um super herói que só está fazendo o seu trabalho, cumprindo seu dever, mas reconheço que ele não tem super poderes e a qualquer momento pode ser morto por um MARGINAL, BANDIDO (que provavelmente será protegido pelos direitos humanos, e pela lei do nosso país que infelizmente ajuda esses marginais).

Não sei se quando o senhor era criança, tinha alguém na sua família que fosse PM, se por acaso teve deve imaginar a angustia que eu e minha família sentimos ao ver meu pai botando sua farda e saindo para trabalhar, acredite se quiser que apesar de todo esse número de policiais que foram mortos ele ainda sai orgulhoso de casa por estar indo cumprir seu dever em prol da sociedade. Até mesmo na escola tem filhos de marginais que me olham torto por que sabem que sou filha de PM, isso não é nem um pouco seguro e muito menos legal, até porque quem sabe façam o mesmo com meu irmão que tem apenas 8 anos (eu tenho 12).

Senhor governador do estado, peço ao senhor que pense bem antes de ir na televisão falar que são casos isolados e que o estado tem controle sobre isso, pode até ser que o senhor fale para acalmar a população que clama por ajuda, por justiça, mas eu, o senhor e todos nós sabemos que isso não é verdade, NÃO são casos isolados os policiais estão sendo executados SIM, infelizmente SIM, e o estado pode até ter o controle da situação mas primeiramente tem que QUERER ter o CONTROLE.

Soube agora que o Supremo Tribunal Federal (STF), teve a brilhante idéia de tirar 15% do salário dos policiais em meio à onda de insegurança em que estão vivendo, tudo bem que a MINHA opinião não vai mudar nada, mas daqui em diante a carta vai ser mais um desabafo.

O senhor tem noção do que é, ver meu pai saindo para trabalhar e deixar todos em casa com o coração na mão, dizer que nos ama muito e ouvir ele falar EU VOU VOLTAR AMANHÃ DE MANHÃ, QUALQUER COISA ME LIGUEM, mas ele fala apenas para nos acalmar, porque ninguém sabe se realmente vai voltar, mais um policial muito menos.

Meu pai sente um orgulho sem tamanho do que faz e nós da família sentimos um orgulho sem tamanho de ver o que ele faz, sem esquecer que faz com ORGULHO, AMOR.

Um dia ele disse para mim que faria o que tivesse ao alcance dele para me ajudar a realizar o meu sonho que é ser Juíza De Direito, mas ele me falou também o seguinte: Minha filha o pai vai sempre estar contigo e te ajudar.

Quem tem uma vida familiar como eu tenho (estar sempre junto da família) sabe o valor que tem essas palavras, aqui enquanto escrevo essa carta, estou com lágrimas nos olhos só de pensar na hipótese que o meu pai se vá enquanto cumpre o seu dever, enquanto protege a família de outros cidadão tendo que deixar a sua em casa.

Obs: Essa é apenas a opinião e o desabafo de uma filha que não agüenta mais ver irmãos de farda de seu pai sendo mortos, e se perguntando SERÁ QUE COM O MEU PAI VAI SER ASSIM.

Texto escrito por Esther Soares, filha de um policial militar.

Nova Arma policial dispara tiros de 500 volts para imobilizar criminosos.

Já que a idéia é imobilizar e não eliminar, porque não usar a tecnologia para “incrementar” as ações policiais? Existem diversas armas que disparam descarga elétrica no mundo. Mas todas têm suas balas ligadas a fios que descarregam a corrente elétrica. Isso implica que as abordagens seja feitas a curtas distâncias, o que coloca os policiais em risco. É exatamente por este motivo que o XREP entra em cena. Ele é um cartucho especial com carga elétrica de 500 volts que pode ser disparado por uma espingarda calibre 12 até 30 metros de distância do criminoso, e o melhor, totalmente wireless! O XREP […] […] – “Extended Range Electronic Projectile ” (Projétil Eletrônico de Longo Alcance) foi desenvolvido por uma empresa chamada Teaser, responsável também pela criação das antigas armas de descarga elétrica com fio. Este novo cartucho se é basicamente um eletrodo farpado que prende à pele do inimigo e o paralisa por cerca de 20 segundos. Dessa forma as operações policiais serão mais eficazes e menos letais. A nova “arma” será primeiramente adotada na Europa por forças tarefas policiais do Reino Unido.

O ESTADO QUE MATA SUA POLÍCIA.

Estamos todos assistindo, estarrecidos, às mortes de policiais no Estado de São Paulo; somente este ano, já são 98 policiais assassinados por bandidos. O que está acontecendo naquele Estado é uma amostragem do que de fato ocorre em todo Brasil.

Há décadas, nossos policiais estão sendo abatidos por criminosos, sem que nada, absolutamente nada, seja feito de forma séria e consistente para que isso tenha fim. O maior obstáculo que enfrentamos com relação a este problema é a OMISSÃO do Estado e a frieza com que a classe política trata esse assunto. Em alguns casos, até mesmo a própria sociedade faz vista grossa em relação ao tema.

Os números de homicídios contra policiais estão apenas começando a ser divulgados, pois não há interesse por parte dos Comandos/Chefias de Polícia e, muito menos, do governo em dar publicidade a esses números. Em Minas Gerais, tenho feito o acompanhamento da letalidade dos servidores da segurança pública desde 2003. Até o presente momento, já são 160 mortos em serviço ou em razão de sua atividade.

Conforme noticiado pelo Jornal Folha de São Paulo, em 31 de outubro último, no Brasil, um policial é morto a cada 32 horas. Dois Estados não enviaram os dados, dentre eles está Minas Gerais, e outros dois não diferenciam as mortes por assassinatos ou por outros motivos. Ou seja, se computarmos também esses números, essa estatística vai agravar ainda mais.

Tenho ocupado a tribuna da Assembleia de Minas constantemente para denunciar a omissão do Congresso Nacional, por suas Casas Legislativas – o Senado da República e a Câmara dos Deputados, e também da Presidência da República. Para eles, parece que nao está acontecendo nada no país, que estão pouco se lixando para as mortes de seus policiais.

Os homicídios contra agentes da segurança pública devem ser penalizados de forma severa! Policiais, bombeiros, guardas municipais, agentes do sistema prisional, promotores e juízes, que compõem o aparato de justiça criminal, não podem ser mortos sem uma resposta rápida e eficiente do Estado.

Matar um policial hoje no Brasil é como se tivesse matado ninguém! Não há uma reação dos comandos/chefias de polícia e dos governos; a imprensa não noticia com a ênfase que gravidade do caso requer e, enquanto isso, temos uma legislação que só beneficia o criminoso.

Todo advogado sabe que no Brasil todo mundo tem direito a matar pelo menos uma pessoa. Sabe por quê? A legislação e frouxa! Mas, o pior de tudo, é que não há punição diferenciada se quem é morto é um agente da segurança publica protegendo a sociedade. Temos que reformar Código Penal, o Processo Penal e, mais do que nunca, a Lei de Execução Penal; esta é a lei que permite que criminosos perigosos voltem para as ruas.

Imagine que, depois de cumprir um terço da pena, o bandido contumaz já ganha às ruas novamente. A título de exemplo, o criminoso que comete um homicídio e sofre uma condenação de 18 anos de prisão, após cumprir 06 anos de pena já estará em liberdade. Sem falar o quanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lei 8.069/1990, é ainda mais protecionista. Se o bandido for menor de idade, a punição máxima será de apenas três anos. É isso mesmo! Mas o prêmio não para por ai: ao alcançar a maior idade, não haverá registro algum em sua ficha criminal. Simplesmente apaga-se tudo! Isso é que País!

O Congresso Nacional e a Presidência da República precisam urgentemente rever a legislação penal e punir, com muito rigor, aqueles que matam agentes da segurança publica. O crime de desacato à autoridade é uma gozação, pois os policiais mal acabam de entregar o boletim de ocorrência na delegacia e o autor sai pela outra porta.

Seria muito fácil para o policial ser corrupto ou optar por apenas patrulhar o asfalto, longe do problema, do embate. É muito fácil apenas redigir o BO e entregar na delegacia, sem se preocupar em desarmar o criminoso. Seria mais fácil para o policial cumprir apenas seu turno de serviço, sem compromisso com a sociedade, principalmente num País onde o que não falta é defensores de bandidos. Para quê correr o risco de morrer em troca de tiros sabendo que poderia ganhar o mesmo salário que o outro que ficou sentado atrás da mesa?

O cidadão precisa aproveitar este surto de lucidez para cobrar de nossas autoridades constituídas maior rigor no combate à corrupção, uma política de segurança pública séria e consistente, sem maquiagem e sem marketing, valorizando os bons policiais, com salários dignos. É necessário também buscar uma legislação penal que trate bandido como bandido deve ser tratado! Hoje, nossos policiais estão morrendo pela omissão, pela frieza e pela cegueira de nosso Estado.

Deputado Estadual Sargento Rodrigues – PDT

Advogado/Pós-graduado em Criminalidade e Segurança Pública pela UFMG

http://www.sargentorodrigues.com.br / Amigos da Caserna

Após roubar carro de PM, bandidos trocam tiros com Polícia e um morre.

Dois homens ainda não identificados, acusados de ter furtado o carro de um policial militar, trocaram tiros com a Polícia Militar, foram alvejados e um deles morreu no Pronto-Socorro de Cuiabá. O tiroteiro ocorreu no bairro Planalto, em Cuiabá, na tarde desta quinta–feira (08) nas proximidades do posto de saúde do bairro e ao lado do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Planalto.

Na versão da Polícia, uma guarnição de moto localizou os criminosos e inicou a perseguição, mas foi recebida à balas. Uma viatura que fazia rondas na área e outra da Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam) também foram mobilizadas para auxiliar na perseguição aos criminosos mas os suspeitos também teriam disparado contra eles. Foi então que os policiais revidaram e alvejaram os dois bandidos.

Um revólver calibre 32 foi apreendido e o veículo recuperado. Ainda não há  informações sobre o estado de saúde do segundo criminoso. De acordo com o tenente Túlio Monteiro da Costa, oficial de área do 3º Batalhão, os bandidos furtaram o veículo de propriedade de um policial, um Gol de cor branca, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e empreenderam fuga. Mas foram alcançados na região do bairro Planalto e reagiram atirando contra os policiais. Foi solicitado reforço e uma viatura que fazia rondas naquela área e também outro carro com homens da Rotam foram auxiliar na ocorrência e também foram alvos de disparos efetuados pelos criminosos. No revide, os suspeitos foram baleados.

Ainda de acordo com o tenente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou os 2 feridos para o Pronto-Socorro, mas um deles morreu pouco tempo depois. Ainda não foram divulgadas a identidade deles.

Fonte: gazeta digital

A falta de politização no meio militar.

Em um passado não muito distante, era democrática que viveu o Brasil (1.945 – 1.964), os militares até que participavam da política, mas não de forma efetiva e organizada buscando o bem da sociedade, era uma política classista que buscava beneficio próprio, muito foi conquistado e por não encontrar amparo popular passou a se deteriorar.
Em 1945, a queda de Getúlio Vargas foi seguida pela reestruturação do regime democrático no Brasil. Naquele mesmo ano, os cidadãos brasileiros voltaram às urnas para escolherem o seu próximo presidente. No entanto, as grandes transformações sociais e econômicas vividas na América Latina, a partir da década de 1930, trouxeram à tona uma diversidade de movimentos políticos e ideologias que ocasionaram maiores tensões ao cenário político brasileiro.
O nacionalismo, os partidos comunistas, os grupos liberais fizeram do jogo político nacional uma delicada teia de interesses e alianças. Ao mesmo tempo, os processos de industrialização e urbanização fizeram com que os centros de disputa pelo poder saíssem das mãos das antigas e conservadoras elites agrárias e se “despedaçasse” entre profissionais liberais, operários, militares, funcionários públicos… No entanto, essa pluralidade de grupos e ideologias viveu ao lado de lideranças políticas arrebatadoras.
Foi nesse momento que alguns políticos buscaram o apoio dos diferentes setores de uma sociedade em pleno processo de modernização. O carisma, os discursos melodramáticos e o uso da propaganda massiva produziram ícones da política que, ainda hoje, inspiram os hábitos e comportamentos das lideranças políticas. Os estudiosos dessa época definiram tal período histórico como o auge do populismo no Brasil.
Foi nesse momento que, durante o Governo de João Goulart (1961 – 1964), os movimentos pró e anti-revolucionários eclodiram no país. A urgência de reformas sociais viveu em conflito com o interesse do capital internacional. Em um cenário tenso e cercado de contradições, os militares chegaram ao poder instaurando um governo ferrenhamente centralizador. Em 1964, o estado de direitos perdeu forças sem ao menos confirmar se vivemos, de fato, uma democracia, a ditadura se instala mais uma vez no Brasil.
Com uma participação política manipulada, os militares, tiveram grande participação política e por mais absurdo que possa parecer não foram capazes de se politizarem, sempre estiveram cumprindo ordens ou seguindo os ideais do comandante.
Atualmente, ao contrário do que se pensa, não vivemos em uma democracia e sim em uma abertura política, creio que caminhando para democracia plena.
Os militares em todo este conceito político, apesar de terem um poder de voto significativo, não são capazes de se organizarem para poderem buscas no contesto político algo que lhes seja favorável e nem tão pouco favorável a sociedade em que vivem, continuam apolíticos e sem um verdadeiro líder sucumbem as vontades políticas daqueles que elegem os seus.
Infelizmente é um paradigma a ser quebrado e enquanto os que exercem função de comando não tiverem consciência da necessidade de politizar a tropa, sempre estarão em posição de sentido e prestando continência aqueles que já se politizaram.

Fonte: http://policialbr.ning.com/profiles/blogs/a-falta-de-politiza-o-no-meio-militar?xg_source=msg_mes_network

Campanha Brasileira do Laço Branco

Jefferson Oliveira

Especial / PM-MT

 

A Polícia Militar, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, (Cpcdh), Diretoria de Ensino Instrução e Pesquisa, (Deip) em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, promoverá a Campanha do Laço Branco, homens pelo fim da violência em Mato Grosso. O evento será dividido em duas datas. Para os militares integrantes do Comando Regional de Cuiabá, (CR-I), Várzea Grande, (CR-II), Comando Especializado, Diretoria de Saúde e QCG, a palestra será proferida no dia 13 de novembro às 13:30h, no auditório do Quartel do Comando Geral. Já a palestra para  os policiais militares integrantes da Deip e demais Comandos Regionais, o evento ocorrerá por meio de vídeocoferência  no dia 27 de novembro às 08:00h.

 

A campanha realizada com os policiais militares tem o objetivo de, capacitar os militares para melhor atuação nos atendimentos de ocorrências de natureza que envolve violência doméstica contra as mulheres. Sensibilizar, envolver e mobilizar os PMs no engajamento pelo fim da violência contra as mulheres, e visa também contribuir para o fortalecimento da campanha do laço branco no Estado de Mato Grosso.

 

Esta campanha busca envolver e mobilizar não somente policiais militares, mas como a sociedade masculina em um todo, no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a eqüidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos, oportunidade em que a Polícia Militar de Mato Grosso abraça a campanha em busca de atingir os objetivos previstos, por meio de capacitação e sensibilização de seus integrantes.

 

Como tudo começou:

 

No dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Monteral, Canadá. Ele ordenou que os homens (aproximadamente 48) se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres. Gritando: “você são todas feministas!?”, esse homem começou a atirar enfurecidamente e assassinou 14 mulheres, à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. O rapaz deixou uma carta na qual afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.

 

O crime mobilizou a opinião pública de todo o país, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social. Assim, um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa atitude. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência.

 

Lançaram, assim, a primeira Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher. Durante o primeiro ano da Campanha, foram distribuídos cerca de 100.000 laços entre os homens canadenses, principalmente entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro, semana que concentra um conjunto de ações e manifestações públicas em favor dos direitos das mulheres e pelo fim da violência. O dia 25 de novembro foi proclamado pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), órgão das Nações Unidas, como Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher. O dia 6 de dezembro foi escolhido para que a morte daquelas mulheres (e o machismo que a gerou) não fosse esquecida.

 

No Brasil, algumas iniciativas começaram a ser delineadas em 1999. Com objetivo de ampliar cada vez mais nossa rede, em 2001 realizamos o lançamento oficial da Campanha, promovendo diferentes atividades, entre elas: distribuição de laços brancos, camisetas e folhetos informativos, realização de eventos públicos, caminhadas, debates, oficinas temáticas, entrevistas para jornais e revistas, coleta de assinaturas e termos de adesão à campanha etc. Essas atividades foram desenvolvidas em parceria com diferentes instituições, particularmente organizações do Movimento de Mulheres.

Fonte: PMMT

Mato Grosso é o 5º no ranking de Policiais mortos em 2012.

Mato Grosso é o 5º estado brasileiro em número de policiais mortos em 2012. Levando-se em consideração apenas os casos ocorridos enquanto as vítimas estavam em serviço, sobe para o primeiro posto, dividido com São Paulo. Especialistas apontam que, embora o combate à criminalidade coloque a vida dos policiais em risco, a grande maioria dos casos ocorre no momento em que os agentes de segurança estão em folga do serviço regular, geralmente realizando “bicos” para a complementação do salário.

Fonte: Gazeta Digital

Nota do Blogueiro:

Eles colocaram a vida em risco e morreram patrulhando as ruas de Mato Grosso. Para suas famílias, o desafio é descobrir como seguir em frente, para os colegas de farda, resta a saudade e os momentos difíceis ao lado de amigos e parentes.

Mesmo com os baixos rendimentos, e a árdua rotina, os homens e as mulheres de farda se colocam diariamente na linha de fogo entre a sociedade e os criminosos. A possibilidade de um enfrentamento nas ruas é grande e desperta apreensão e estresse, além da falta de reconhecimento pelo valoroso serviço prestado a população, o de Servir e Proteger.

Que DEUS abençoe e ilumine esses valorosos homens e mulheres da gloriosa Policia Militar do Estado do Mato Grosso e eles possam ser o orgulho de seus filhos e familiares.

 

DURA REALIDADE: BRASIL TEM UM POLICIAL ASSASSINADO A CADA 32 HORAS

 

Um policial é assassinado a cada 32 horas no país, revela levantamento feito pela Folha nas secretarias estaduais de Segurança Pública.

De acordo com esses dados oficiais, ao menos 229 policiais civis e militares foram mortos neste ano no Brasil, sendo que a maioria deles, 183 (79%), estava de folga.

O número pode ser ainda maior, uma vez que Rio de Janeiro e Distrito Federal não discriminam as causas das mortes de policiais fora do horário de expediente. O Maranhão não enviou dados.

São Paulo acumula quase a metade das ocorrências, com 98 policiais mortos, sendo 88 PMs. E só 5 deles estavam trabalhando. O Estado concentra 31% do efetivo de policiais civis e militares do país, mas responde por 43% das mortes desses profissionais em 2012.

Pará e Bahia aparecem empatados em segundo, cada um com 16 policiais mortos.

Para Camila Dias, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, o número é elevado. “Apenas para comparação, no ano de 2010 foram assassinados 56 policiais nos EUA.”

Segundo ela, a função desempenhada pelos policiais está relacionada ao alto número de mortes, mas em São Paulo há uma ação orquestrada de grupos criminosos, que leva ao confronto direto com a Polícia Militar.

Os PMs foram as principais vítimas, no Brasil e em São Paulo: 201, ante 28 civis.

  VULNERÁVEL

Para a pesquisadora da USP, a maioria dos policiais é morta durante a folga porque está mais vulnerável e a identificação dos atiradores é difícil.

Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, diz que os dados revelam uma “caça” a policiais.

Segundo ele, trata-se de um fenômeno recente, concentrado principalmente em São Paulo numa “guerra não declarada” entre PMs e chefes da facção criminosa PCC.

Cabe à polícia, diz Mingardi, identificar os mandantes e a motivação dos crimes para evitar uma matança após a morte de um policial.

Muitos dos policiais morrem em atividades paralelas à da corporação, no chamado bico. “A minha responsabilidade é com o policial em serviço”, diz o o secretário de Defesa Social (responsável pela segurança pública) de Pernambuco, Wilsom Sales Damásio, onde morreram 14 policiais neste ano.

Em vários Estados, os policiais reclamam de falta de assistência. “Já houve o caso de um policial ameaçado que foi viver na própria associação até achar uma nova casa”, afirma Flavio de Oliveira, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Espírito Santo.

Fonte:  Folha de São Paulo