Não quero ver policial no caixão”, diz adjunto da Segurança de Mato Grosso.

O secretário-adjunto de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, anunciou ações consideradas enérgicas por parte do Estado no combate ao crime organizado.

Bustamente diz que Estado está preparado para reagir ao crime organizado

Em entrevista exclusiva ao MidiaNews, ele afirmou que quem resolver enfrentar a Polícia e praticar assaltos em Mato Grosso, como os da modalidade “Novo Cangaço”, terá uma resposta à altura.

“A Polícia tem autorização do Estado para usar a força correspondente a determinado momento. Não é para matar, mas, se a pessoa afrontar o policial, aí tem que defender o Estado. O policial não defende a si, mas toda a sociedade que está em risco nessas situações. A orientação é a seguinte: quem se entregar vai ser preso. Os que resistirem e trocarem bala com a PM vão ter a devida resposta. E eu não quero ver policial morto, no caixão”, disse.

“Quem quiser dar tiro contra a Polícia, aprontar aqui no Estado, vai ter resposta à altura. Não é apologia da morte, é tudo no limite da Lei. Não vamos admitir assaltantes fazendo cidades inteiras de reféns e espalhando o pânico na sociedade”, afirmou Bustamante.

Um levantamento da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) revela que, de 2008 até agora, Mato Grosso foi palco de 22 assaltos na modalidade “Novo Cangaço”. Entre as pessoas envolvidas, 28 foram mortas em confrontos com a Polícia Militar e 65 presas.

Neste ano, 19 foram mortos. O número é considerado alto, mas, segundo o secretário, reflete a situação de “guerra” entre a Polícia e as organizações criminosas.

“É uma guerra contra o crime organizado, eles ganham muitas e nós algumas. E essas batalhas são em prol de toda a sociedade, que precisa se sentir segura. A Polícia está se organizando e se qualificando. A nossa proposta é mostrar que estamos preparados para o enfrentamento”, disse o secretário.

Segundo ele, em qualquer situação que ofereça risco à sociedade e à própria tropa, a ordem do Estado é tentar prender. Havendo resistência, a instrução é para revidar, preservar a sociedade e a integridade da tropa.

Alexandre Bustamante destacou que, nas situações de conflito, é impossível prever as ações dos bandidos e, por isso, não tem como ficar esperando. O secretário assegurou que a troca de tiros é inevitável.

“Quando um assaltante começa a atirar com uma metralhadora, não sabemos com quantas armas eles estão. E, nesses casos, não tem como ficar esperando. A Polícia vai responder na mesma intensidade e preservar a vida dos policiais”, afirmou.

Morte de adolescente

Sobre a ação do Bope (Batalhão de Operações Especiais), na qual a adolescente K. A. B., de 12 anos, morreu durante um confronto com suspeitos de assalto a banco, Bustamante lamentou a situação.

Ele afirmou que a menina seria usada pelos suspeitos para tentar ultrapassar a barreira móvel montada na estrada que liga a Capital à Usina de Manso (100 km ao Norte), no município de Chapada.

“Lamentamos a morte dela, foi uma tragédia. A operação foi para prender um assaltante de banco e houve reação. O crime organizado colocou essa menina lá. Se a força utilizada pela Polícia foi adequada ou não, a investigação vai dizer”.

Sobre as ações realizadas no interior do Estado, em que a Polícia prendeu ou matou todos os assaltantes que invadiram agências bancárias, Bustamante acredita que a população apoia as ações policiais.

“Os assaltos em Marcelândia e Comodoro foram muito próximos e a resposta foi imediata. Temos que entender que, muitas vezes, o endurecimento da Segurança Pública é uma resposta ao que está acontecendo. Não estamos pregando a violência, mas, se você fizer uma enquete, nas cidades onde ocorreram esses assaltos, você vai ver todos baterem palmas”, analisou.

Para Bustamante, a criminalidade causa prejuízos a toda a sociedade, que cobra respostas enérgicas da Segurança Pública, e, principalmente, as famílias, que sofrem com as mortes de parentes envolvidos com o crime.

“Sabemos que todo bandido tem mãe, tem uma família, que sofrem por isso. Mas, quando ele foi para o mundo do crime, assumiu esse risco. Assaltantes de banco, que usam de violência e armas potentes, não querem ser presos. Por isso, os confrontos existem. Não tem outra forma”, completou  secretário.

Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=143099

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s