PM estuprava filha sob pretexto de castigo por notas baixas.

Preso por estupro de vulnerável contra a filha de 12 anos que ele tinha a guarda desde 2002 quando se separou da mãe dela, um policial militar de Primavera do Leste (231 Km ao sul de Cuiabá), que não teve o nome divulgado, será transferido para o presídio Militar de Santo Antônio do Leverger (34 Km ao sul da Capital). O delegado do caso, Rodrigo Azem Buchdid, informou que não divulgará a identidade do acusado. A vítima contou à avó que era abusada desde os 9 anos de idade e que o acusado ao estuprá-la dizia que “estava a ensinando a fazer sexo, para quando ela crescesse”. A declaração da menor com todos os detalhes dos abusos, como dia, local e hora é estarrecedor e tem 7 páginas.

De acordo com a Polícia, a mãe da vítima fazia tratamento de saúde e desde a separação em 2002, o policial detém a guarda da filha. Hoje ele tem outra esposa que morava com ele e a criança. Não há confirmação se a madrasta tinha conhecimento dos abusos, mas de qualquer forma ela deverá ser ouvida no inquérito aberto pela Divisão de Homicídios e Delitos Gerais através do delegado Rodrigo. Diante das provas concretas dos abusos, a prisão do policial representada pelo delegado foi deferida pela Justiça.

Exames realizados na menina também constataram o rompimento do hímen e lesões no órgão sexual da criança. Os exames foram feitos ainda na cidade de Lucas do Rio Verde (354 Km ao norte de Cuiabá), local onde mora a avó da criança que ao receber a neta durante as férias em janeiro deste ano, suspeitou que algo estivesse errado e começou a conversar com a menina. Outro detalhe que reforçou as suspeitas da avó foi o fato de que há anos atrás, houve suspeitas de que ele tivesse praticado abusos contra outra vítima. Na época dos fatos, ela chegou a denunciá-lo, mas nada ficou provado. Após ser questionada pela avó, a menina esperou passar 2 dias e resolveu contar tudo.

Nos relatos, a menina disse à avó e depois à Polícia Civil que o pai a levava para uma chácara da família e lá mantinha as relações sexuais com ela. Os detalhes são chocantes. Ela disse que o último abuso ocorreu em agosto de 2012. Depois disso, ele não a estuprou mais. A Polícia não sabe por quais motivos ele parou de abusar da filha há 5 meses. Suspeita-se que ele deu um tempo à menor que reclamava e dizia que não gostava do que ele fazia com ela.

Conforme a Polícia Civil, o acusado ainda manipulava a menina, dizendo que o sofrimento e a dor que ela sentia durante o ato sexual eram o mesmo que ele sentia quando ela desobedecia e tirava notas baixas na escola. Ele foi preso na semana passada em cumprimento de mandado de prisão temporária, de 30 dias. Caberá à Justiça decidir sobre o destino da menina e provavelmente será retirado o poder pátrio do acusado sobre a garota. O PM foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável que prevê pena de prisão de 8 a 15 anos.

Policiais que cometem crimes e são condenados, geralmente são alvo de algum tipo de procedimento ou sindicância interna que pode resultar até na expulsão dos quadros da instituição a qual pertentecem. Contudo, nesse caso, devido a não divulgação do nome do acusado pelo delegado Rodrigo Azem Buchdid, não foi possível ouvir o Comando da Polícia Militar para saber se alguma providência adminsitrativa será tomada contra o policial.

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