PEC 300 – Militares dão prazo, mas admitem ‘medida drástica’ em caso de rejeição da PEC 300

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Dois dias após protestarem e ocuparem o plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), policiais militares e bombeiros começam a retornar para seus estados. Na Capital Federal, permanecem apenas os representantes da categoria, que formaram comissões para discutir com o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), uma data para votação da PEC 300, proposta que estabelece um piso salarial nacional para os servidores da segurança pública.
Segundo Edmar Soares da Silva, presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), que encabeçou a ocupação do plenário, os militares “não suportavam mais serem enrolados”. “Foi necessário colocar um ponto final nisso e nos vimos obrigados a ocupar o plenário como forma de demonstrar a nossa revolta, e assim deixarmos um marco como sinal de protesto. Os policiais estão dispostos a tomar uma medida mais drástica se for necessário, mas estamos abertos ao diálogo”, afirmou.
Cerca de dois mil policiais de todo o Brasil marcharam rumo à Brasília, nos dias 20 e 21 de agosto, para pressionar a Câmara dos Deputados a colocar novamente em pauta a PEC, aprovada em primeiro turno há três anos e emperrada desde então. Por iniciativa da ACS, Mato Grosso do Sul foi representado por cerca de 100 servidores, entre policiais militares, bombeiros e policiais civis. Cerca de 800 ocuparam o Salão Verde da Câmara, e 100 entraram no plenário.
Ainda conforme Edmar, o presidente da Câmara se reunirá às quartas-feiras, sempre às 17h, com os representantes dos servidores. O objetivo é fechar uma data para a votação em segundo turno da proposta até o dia 16 de setembro. O grupo de trabalho é formado pelo próprio Henrique Alves, por dois deputados, cinco policiais militares -incluindo Edmar- e um policial civil. “Esperamos assim chegar a um consenso o mais breve possível”, declarou o representante dos militares sul-mato-grossenses, que ainda elogiou a participação dos companheiros no ato.
“Temos que enaltecer a postura dos policiais militares de Mato Grosso do Sul que nos acompanharam em Brasília. Tiveram um comportamento exemplar e em nenhum momento pensaram em desistir da luta. Se conseguirmos chegar a um acordo, todos nós, policiais e bombeiros de MS, seremos devedores destes que me acompanharam, pois com certeza eles fizeram a diferença”, finalizou.
AgoraMS – Amigos da Caserna
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