REESTRUTURAÇÃO SALARIAL PMMT: 3ª RODADA DE NEGOCIAÇÃO

Nesta quinta-feira os representantes da ASSOF, ASSOADE E ACSPMBM-MT se reuniram pela manhã com o Secretário de Administração, Pedro Elias e na parte da tarde, com a equipe técnica da Secretaria de Estado de Administração, para dirimir as dúvidas do projeto de lei que reestrutura a carreira dos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso.

As dúvidas que existiam diziam respeito ao número de policiais e bombeiros previstos para os anos de 2014 e 2015, pois conforme a nova lei de promoção, muitos Oficiais e Praças serão promovidos nos próximos anos e por isso, o impacto financeiro se modifica a cada data de promoção.

Após a conferência dos números, a equipe técnica elaborou um relatório financeiro que será submetido na segunda-feira (02.06) ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de MT.

Os dirigentes informam que a próxima agenda das associações será no dia 06 de junho com o governador Silval Barbosa e tranquilizam os policiais e bombeiros destacando que os trabalhos foram projetados para serem concluídos e aprovados antes do inicio da Copa do Mundo para Mato Grosso, ou seja, dia 14 de junho.

Eles informam ainda, que após a reunião com o Governador, será convocada uma assembleia geral para o dia 09 ou 10 de junho, para apresentação dos resultados e definição dos próximos encaminhamentos.

Data: 29/05/2014
Fonte: ASSOF, ASSOADE, ACSPMBM-MT e ASSMIP.

Governo concede 32% de reajuste sobre o subsídio de PMs do RN até primeiro semestre de 2016 e greve é descartada.

 

Após indicativo de paralisação realizado pelos policiais e bombeiros militares do RN, o Governo do Estado se reuniu com os presidentes das entidades representativas dos Oficiais e Praças da PM e CBM para negociar reajuste salarial.

Tabela de Implantação para setembro de 2014
Tabela de implantação para setembro de 2014

Os militares cobravam um reajuste de 56% sobre o subsídio recebido em decorrência da inflação, mas o Governo do Estado oferecera apenas 12%, ficando bem abaixo do esperado. Após mais de 3 horas de negociação, o Governo sugeriu o reajuste de 32% divididos em quatro parcelas, entrando em vigor já em setembro deste ano.

O reajuste seria gradual, onde já no mês de setembro deste ano ocorreria um reajuste de 6%, em março de 2015 mais 8%, em setembro de 2015 subiria mais 9% e, finalmente, em março de 2016 mais 9% de reajuste somando os 32% prometidos pelo Governo.

Com o reajuste, o Soldado PM receberá em setembro, em início de carreira, o salário de R$ 2,3 mil e o Coronel PM receberá R$ 11,6 mil. Ao final, em março de 2016, o Soldado receberá R$ 2,9 mil (nível I) e o Coronel fará jus a remuneração de R$ 14,5 mil (nível I).

As associações consideraram favorável o reajuste, uma vez que com a sanção da Lei de Promoções de Praças, os policiais e bombeiros militares do RN poderão progredir tanto profissionalmente como na questão salarial.

Implantação do reajuste ao fim de março de 2016
Implantação do reajuste ao final de março de 2016

Fonte: Gláucia Paiva

CRIAÇÃO DO DIRETÓRIO MUNICIPAL PROVISÓRIO DE CUIABÁ, DO PARTIDO MILITAR BRASILEIRO.

Aconteceu na tarde de ontem, segunda-feira (26), na sede da Associação dos Servidores Militares Inativos e Pensionistas de Mato Grosso (ASSMIP), a primeira reunião do Partido Militar Brasileiro (PMB) em Cuiabá.

A reunião contou com presença do Presidente do Diretório Estadual provisório Capitão de Mar e Guerra RR Samuel Lemes, além dos presidentes das Associações dos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso, Maj PM Wanderson Nunes (ASSOF), 1° Sgt PM Luciano Esteves (ASSOADE), Cabo PM RR Adão Martin (ACS) e Sgt PM RR Fernando (ASSMIP).

Durante a reunião foi eleito o diretório municipal provisório do PMB em Cuiabá e o Cel PM RR Orlando Maia Borges, foi escolhido como Presidente.

Além do Cel PM RR Borges, compõe ainda o diretório municipal provisória o Cel PM RR Benedito Mario de Morais Souza  (Vice Presidente) o 2° Ten PM RR Jamil Amorim (Tesoureiro) e o Sgt PM RR Whagton Nunes (Secretário Geral).

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O Partido Militar Brasileiro tem como Presidente Nacional a Sra. Andréa França Coelho Rosa e como Presidente de Honra o Cap PMSP RR Augusto Rosa. O partido foi fundado em 29 de janeiro de 2011 e se enquadra na ideologia de extrema direita, tendo como seus objetivos principais, a recuperação da ética, da moralidade e da justiça no país.

O PMB apesar de possuir estatuto, personalidade jurídica e CNPJ, se encontra com os seus diretórios Nacional, Regional e Estadual em condição provisória, aguardando a aprovação do registro junto a TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e nesse interin, vem buscando estruturar-se nacionalmente, com a formação dos diretórios municipais provisórios.

É nesse viés que o partido viu nas associações dos policiais e bombeiros militares de Mato Grosso, grandes parceiros para alavancar o partido no Estado e como marco deste trabalho, constituiu-se o diretório municipal provisório em Cuiabá.

De acordo com Samuel Lemes, Presidente do diretório estadual de Mato Grosso, o objetivo do PMB é criar um novo modelo de política no país, “O PMB não faz distinção a credo, cor e ideologia, nós queremos é ouvir e ajudar a construir a nossa nação”.

O PMB tem como objetivo para este ano, colher um milhão e meio de assinaturas para que não haja entraves no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e após as eleições deste ano, buscar o registro para que o partido possa participar, com seus próprios candidatos, das eleições de 2016. A nova agremiação partidária pretende lutar por um espaço nas Assembleias Legislativas, nas Câmaras Municipais e no Congresso Federal para tratar de seus interesses assim como dos interesses de toda a população.

Entre as metas do partido, estão: o combate à criminalidade com a legalização do porte de arma para o “cidadão de bem”, a redução da maioridade penal e a privatização dos presídios.

O Cel PM RR Orlando Maia Borges, presidente do diretório municipal provisório de Cuiabá disse estar bastante entusiasmado com o PMB e destacou a seriedade dos membros que compõe o partido, “é um partido que já está nascendo grande e sério. Um partido bom, um partido de ética e de honestidade”.

Data: 27/05/2014 
Fonte: Vanessa Moreno – Assessora da Diretoria de Comunicação Social. 

Soldado da PM é preso e autuado em flagrante por roubo em Cuiabá

Foto: Divulgação PM/MT

Soldado da PM é preso e autuado em flagrante por roubo em Cuiabá

Acusado de fornecer apoio logístico para prática de um assalto a loja Moda Verão, instalada no CPA IV, em Cuiabá, o soldado da Polícia Militar, Luiz Fernando Alves de Souza, acabou sendo preso e autuado pelo crime. O policial foi preso no bairro Novo Paraíso, acusado de ajudar na fuga de três criminosos que invadiram o estabelecimento comercial.  O soldado é lotado no Comando Regional de Cuiabá (CRI) e prestava serviços junto a Companhia de Policiamento em Santo Antônio do Leverger.

Além do policial, foram detidos Daniel Adão de Miranda de 22 anos e ainda um adolescente de 15 anos. Um outro homem acusado de também participar da ação, terminou escapando em poder de uma arma, que supostamente havia sido usada para prática do assalto.

Em rondas pelo bairro CPA IV, os policiais se depararam com os criminosos deixando a loja, carregando sacolas contendo os produtos roubados. Ao perceberem a aproximação dos policiais, eles abandonaram as sacolas na calçada e correram em direção a um Fiat Pálio, de cor prata, fugindo em seguida.

Os policiais anotaram as placas do carro e terminaram localizando o mesmo no bairro Jardim Novo Paraíso. O policial militar e dois assaltantes, que foram reconhecidos pelas vítimas, foram detidos na casa onde o carro estava  e encaminhados à Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) onde foram autuados. Um quarto homem, identificado como sendo “Marquinhos” acabou escapando.

Na manhã de hoje, o policial foi submetido a exame de corpo delito junto ao Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado para a cadeia de Santo Antônio do Leverger (a 27 km de Cuiabá) para onde são encaminhados policiais presos.

Fonte: www.olhardireto.com.br

Reestruturação salarial: Governo admite não aceitar proposta de policiais militares.

Mayke Toscano/Secom-MT

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O secretário Pedro Nadaf, que mantém conversações com militares

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, admitiu que a nova proposta de reestruturação de carreira, apresentada por lideranças sindicais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, durante reunião na sexta-feira (23), no Palácio Paiaguás, não deve ser aceita pelo Governo.

Segundo o secretário, a proposta ainda não está adequada às condições financeiras do Estado. “Há ainda números que o Governo, considerando os aspectos econômicos, orçamentários e financeiros, não tem condições de atender. Mas estamos discutindo a questão”, disse.

Os militares querem reestruturação salarial e pagamento de benefícios, como adicional noturno e insalubridade. Eles já haviam se reunido com o Governo na semana passada, mas a reunião também terminou em impasse.

“Eles estão muito conscientes da situação e nós reconhecemos o trabalho desenvolvido pela Policia Militar e pelas suas representações. Estamos tentando encontrar aquilo que seja bom para categoria e que não seja pesado para o Governo”, explicou Nadaf.

O secretário afirmou que os militares não discutem mais a possibilidade de um aquartelamento em Cuiabá, que ocorreria às vésperas da realização dos quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, na Arena Pantanal.

Na reunião, foram agendados novos encontros para discutir os pedidos dos policiais militares e bombeiros. 

A primeira será no dia 29 de maio, na Secretaria de Estado da Administração (SAD), e a segunda, com a equipe econômica das secretarias de Planejamento (Seplan) e de Fazenda (Sefaz), no dia 2 de junho.

Ainda de acordo com Nadaf, o governador Silval Barbosa (PMDB) só deve apresentar uma posição do Executivo no dia 6 junho. 

“Até a primeira semana do mês de junho, nós devemos ter os números tecnicamente discutidos, para o governador tomar uma decisão que seja viável aos dois lados”, completou. 

Aquartelamento

Anteriormente, com a insatisfação dos militares, o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso (Assof/MT), major Vanderson Nunes de Siqueira, havia declarado que não descartava a possibilidade da as duas categorias parar as atividades.

Mesmo sabendo que a greve é proibida, de acordo com o estatuto da PM, que prevê a demissão, Siqueira afirmou não temer as consequências e que busca “apenas o que é de direito dos profissionais”.

“Temos exemplos de outros estados em que ocorreu o aquartelamento, como em Pernambuco. Acho que tanto o Estado quanto à sociedade têm que ser sensíveis às causas da Polícia, pois estamos nos sacrificando e trabalhando em parceria com o Governo”, desabafou.

Siqueira explicou que os militares pensavam em cobrar as medidas apenas em 2015, em respeito ao discurso feito pelo Governo,  de que não havia recursos disponíveis para atendimento das reivindicações feitas.

“Mas, aí ficamos sabendo que, em abril, o Governo aprovou reajuste salarial para uma série de carreiras e não estamos mais entendendo qual a situação real do Estado”, disse.

Conflito

Um conflito de números relacionados à tabela salarial impediu qualquer avanço nas negociações entre entidades vinculadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros com o governador Silval Barbosa (PMDB). 

Representantes da PM e dos Bombeiros se reuniram, no último dia 15, no Palácio Paiaguás, para discutirem sobre as reivindicações das duas categorias.

De acordo com o Vanderson Siqueira, o conflito com a equipe técnica do Governo impediu qualquer avanço nas conversas.

Fonte: http://midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=198570

Governo vai tentar barrar na Justiça greve de PMs na Copa.

Folha.com
Com receio de que greves na área de segurança criem problemas internos durante a Copa e arranhem a imagem do Brasil no exterior, o governo decidiu atacar os movimentos com ações na Justiça Federal e medidas que atingem o bolso dos grevistas.
São duas as principais frentes que serão adotadas na Copa: o governo vai entrar com ações judiciais contra as paralisações, medida que hoje cabe aos Estados, e quer cobrar de líderes de greve que arquem com os custos de eventual emprego da Força Nacional para garantir a ordem pública.
Recentemente, uma onda de greves de policiais militares afetou Estados como a Bahia e Pernambuco, e a violência explodiu no período com cenas de saques e depredações. Há indicativos de que novas paralisações de policiais militares, civis e até da Polícia Federal ocorram no período da Copa.
Na sexta-feira (23), jornalistas estrangeiros demonstraram preocupação com as greves na área de segurança pública em entrevista com ministros do governo envolvidos com a questão.
Sem dar detalhes aos jornalistas, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) havia admitido apenas que o governo tem planos alternativos.
À Folha, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, revelou o conjunto de medidas contra greves dessas categorias durante o Mundial.
“Quem é responsável pela segurança, policial militar ou policial civil, não pode fazer greve, é ilegal.”
A União decidiu que irá intervir e não vai deixar só com os municípios e Estados a competência para acionar a Justiça em caso de ameaça de paralisação.
“Podemos entrar como assistente do município ou do Estado. Mas, no caso de segurança -e os eventos recentes mostraram isso-, a União adquire legitimidade para tomar iniciativa de buscar coibir práticas ilegais, seja com a Força Nacional, seja por meio da Justiça, proibindo e impedindo a greve. Isso é uma novidade”, disse Adams.
A segurança é a única área na qual a União pode ser obrigada a indenizar a Fifa por danos causados por eventuais distúrbios. A norma, que não cita valores, é prevista na Lei Geral da Copa, acordo internacional aprovado pelo Brasil para a realização do Mundial.
“Como a União tem que indenizar a Fifa em caso prejuízo por distúrbios, logo tem o interesse de avocar para si o poder de atuar contra a greve nos Estados.”
A entrada da AGU contra a greve de policiais não federais na Copa dará mais agilidade às decisões de magistrados, de acordo com Adams, pelo fato de os processos serem tocados pela Justiça Federal.
“Nada impede que os Estados tomem suas iniciativas próprias. O problema do movimento é que ele procura os momentos de maior fragilidade do Estado a fim de ter mais ganhos, agir com oportunismo”, afirmou.
MEXER NO BOLSO
Adams também quer que líderes grevistas e as próprias associações que organizarem eventuais greves devolvam aos cofres públicos todo o dinheiro gasto pelo governo federal caso uma paralisação leve ao emprego da Força Nacional de Segurança para compensar a ausência de policiamento nos Estados.
Despesas como deslocamento, alimentação, diárias e equipamento utilizado deverão ser ressarcidas por parte dos responsáveis pelo movimento.
“Não vamos tolerar a baderna. Por isso decidimos mexer no bolso do movimento grevista”, disse o ministro.
BLITZ
A AGU realizará, ainda, uma espécie de blitz para municiar juízes responsáveis por julgar assuntos da Copa, como a suspensão de jogos. As defesas contra liminares contrárias aos eventos serão entregues preventivamente ao magistrado antes de seu despacho para evitar decisões que interrompam jogos e outras atividades.
Em outra linha de atuação, o ministério promete monitorar e processar um suposto conluio de pessoas interessadas em acionar, de forma velada, a Justiça.
No caso da concessão dos aeroportos, por exemplo, modelos de petição circulavam na internet e embasavam ações em diversos lugares.
Fonte: http://www.conjunturaonline.com.br/novo/0,0,00,5966-267689-GOVERNO+VAI+TENTAR+BARRAR+NA+JUSTICA+GREVE+DE+PMS+NA+COPA.htm

SEGUNDA RODADA DE NEGOCIAÇÕES DA REESTRUTURAÇÃO DA PM/BM MT

Nesta sexta-feira 23 foi realizada a segunda rodada de negociações com o Governo do Estado de Mato Grosso e as Associações dos Policiais e Bombeiros Militares (ASSOF/PM e BM, ASSOADE/PM e BM, ACS/PM e BM e ASMIP/PM e BM). Nessa segunda rodada foi dada continuidade a discussão, porém não houve o fechamento dos valores que serão aplicados para 2015 e 2016.

Os Presidentes das Associações firmaram posição quanto à necessidade de que além da reestruturação correspondente seja garantido o INPC do período, garantindo assim o aumento real da reestruturação, tendo em vista que sem a reposição da inflação não corresponde aos anseios da reestruturação.

A Comissão de negociação definiu um calendário para finalizar as negociações.

23 de Maio de 2014 – Entrega da proposta das Associações à SAD, às 15h:30mim;

29 de Maio de 2014 – Fechamento da Proposta Junta a Secretária de Administração – SAD;

02 de junho de 2014 – Apresentação da Proposta ao Conselho Econômico do Estado de Mato Grosso;

05 ou 06 de Junho de 2014 – Reunião com o Governador Silval Barbosa para o Fechamento.

Após o calendário de negociação será agendada uma Assembleia Geral, fins de apresentar à categoria a proposta.

Data: 23/05/2014
Fonte: ASSOF, ASSOADE, ACSPMBM-MT e ASSMIP.

ESTRESSE NA VIDA OPERACIONAL DO POLICIAL MILITAR.

O estresse está presente na vida do policial militar e pode influenciar de maneira decisiva no seu comportamento dentro e fora de sua atividade profissional.

 A polícia militar, pela natureza do trabalho, expõe o profissional a constantes desgastes físico, mental e emocional em sua prática profissional diária.

 A atuação em ambiente desumano, complexo e hostil estão entre os fatores que contribuem para este fenômeno.

A convivência diária com a injustiça social, violência urbana e, sobretudo, com o risco de matar ou morrer no atendimento a ocorrências, influencia consideravelmente o comportamento, as decisões e a forma de ver, ouvir e entender as realidades da vida. Entretanto, o policial não é o único que sofre as conseqüências do estresse provocado pelo seu trabalho. No ambiente familiar, o membro da corporação militar tende a desligar as emoções em relação a sua família e é levado a um processo de afastamento e procura de relações fora de casa. Na rua, alguns podem extravasar suas frustrações sobre os cidadãos tornando-se arbitrários, agressivos e grosseiros.

Alguns estudos apontam o estresse e outros problemas emocionais ligado ao policial militar como sendo um dos responsáveis pelo alto índice de suicídio, divórcio e alcoolismo no meio Policial.

Selye, afirma, com efeito, que o trabalho Policial é uma das ocupações mais estressantes quando comparado a outras atividades, sendo que os policiais apresentam diversas doenças relacionadas ao estresse da prática profissional.

Em pesquisa realizada foi verificado que, dentre 149 profissões estudadas apenas 10 excediam a Policial em doenças do coração, diabetes, insônia, suicídio e outras relacionadas com o estresse.

No trabalho diário, o policial encontra alta taxa de adrenalina estando sempre preparado para agir. À medida que aumenta o nível de tensão, aumenta também o nível de vigilância e de expectativa, passando a estar pronto para agir a qualquer instante de maneira enérgica. O profissional vive sob pressão constante e em conseqüência, sofre alteração no seu padrão normal de pensar e agir, além de apresentar dificuldades para estabelecer prioridades ocasionando sensações de hesitação, visão estreita, raciocínio confuso e ilógico que passam a fazer parte do seu dia a dia.

Em matéria intitulada na revista “Isto É”, “Os campeões da neurose”, segundo a revista, estudos feitos pelo instituto de Ciências e Tecnologia da Universidade de Manchester na Inglaterra, apontam a profissão policial como a segunda mais estressante do mundo.

Efeitos psicossociais:

Resultado de ocorrências anteriores No trabalho policial, o atendimento das ocorrências se faz com equilíbrio, usando a força de forma moderada apenas para quebrar a resistência do indivíduo infrator. No entanto, não devemos supor que o policial prossiga imune após o atendimento de uma ocorrência de alto risco, especialmente se houver morte ou ferimentos grave, uma vez que estas deixam sequelas irreparáveis.

Spielberguer em estudo realizado para identificar as principais fontes de estresse no trabalho da policia, selecionou oitenta itens considerados estressores e que envolviam todas as fases do trabalho da polícia. A seleção desses itens foi realizada com a ajuda de um comitê consultivo do qual faziam parte experientes policiais e administradores de policia. Os itens foram testados através de uma pesquisa-piloto para cinqüenta policiais. Foram selecionados sessenta, por ordem de importância como marcadores de elemento estressor.

Entre os itens selecionados, os três considerados mais importantes e que receberam alta classificação de estresse pelos profissionais foram morte de colega no cumprimento do dever; matar alguém no cumprimento do dever e contato com a exposição de crianças espancadas ou mortas.

Do mesmo modo, Romano realizou um estudo com o objetivo de identificar as fontes de estresse no trabalho de soldados da Policia Militar do Estado de São Paulo. A pesquisa foi realizada com o objetivo de verificar o nível de tensão que os policiais atribuem às fontes de estresse ocupacional com as quais lidam, bem como elaborar uma proposta de programa de curso de controle de estresse específico para soldados daquela corporação. De acordo com os resultados do estudo, os eventos considerados mais estressantes foram ver colega morto no comprimento do dever; morte de parceiros; e receber salários insuficientes.

O evento “ver colega morto no cumprimento do dever” apareceu como o evento mais estressante nos estudos associados ao estresse emocional de policiais militares. Dessa forma, os resultados apontam para o fato de que a morte de outras pessoas e até aquela provocada pelo Policial no cumprimento do dever não apareceu como evento estressante na pesquisa brasileira. A explicação dada pela autora brasileira é que:

Talvez o fato dos soldados desta amostra terem no máximo, cinco anos de experiência profissional possa

tê-lo influenciado a fazer uma classificação “suposta” deste evento; isto é talvez na realidade não tenham tido contato com essa situação. Assim é possível que os soldados tenham respondido de acordo com o pressuposto adquirido no treinamento, de que o policial pode matar em legitima defesa no comprimento do dever, portanto fazendo parte de sua rotina de trabalho.

Dessa maneira, o policial é constantemente exposto à agressão, violência e crueldade, devendo freqüentemente intervir em situações de problemas humanos de alta tensão que podem gerar sentimentos de raiva, ansiedade, alienação e depressão. “Proibidos são de Expressar estes sentimentos´´, os quais são respostas normais à frustração muitos policiais desenvolvem características de esquiva emocional, cinismo e autoritarismo.

Conclusão

O estresse está presente na vida do policial militar e pode influenciar de maneira decisiva no seu comportamento dentro e fora de sua atividade profissional.

A exposição e atuação em ambiente desumano, complexo e hostil, bem como o contato com constante desgaste físico, mental e emocional são fatores que contribuem para o desenvolvimento do estresse.

Entretanto, estudos indicam que os responsáveis pela saúde física e mental dos policiais já se mostram atentos para as mudanças ocorridas em decorrência do estresse profissional, embora algumas vezes os sintomas passem despercebidos até para os familiares e amigos.

Assim, algumas corporações preocupadas com a quantidade avassaladora dos problemas de ordem física e mental, e, sobretudo, procurando zelar pela imagem e a qualidade do serviço tem procurado criar programas de prevenção ao estresse. É um assunto polêmico e que ainda causa certa resistência dentro das corporações, uma vez que os chefes dos serviços e até mesmo o próprio policial não admitem a existência de problemas emocionais e não precisam de ajuda.

Algumas polícias nacionais já desenvolvem trabalhos voltados diretamente para prevenção e controle do estresse, como as polícias de São Paulo e Minas Gerais, dentre outras, que já estão preocupando-se em enfrentar o problema em questão. Os responsáveis deverão estar atentos, já que as mudanças que ocorrem provocadas pelo estresse no comportamento do homem são lentas e muitas vezes passam despercebidas, até para os familiares e amigos.

Assim, combater o estresse e a ansiedade na atividade policial militar não é uma tarefa fácil. O sucesso deste trabalho demandará certo empenho, bem como do apoio e da ajuda de familiares, amigos e colegas de trabalho. Contudo, como afirmam alguns policiais militares “a coexistência foi imposta, mas a convivência deve ser trabalhada”.

Fonte: aems.com.br (Sérgio Lopes Santana e Alini Daniéli Viana Sabino

Policiais de treze Estados decidem parar na quarta-feira (21/05/2014)

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A paralisação nacional de policiais, convocada para a próxima quarta-feira, já tem a adesão de metade dos Estados brasileiros. Até o início da tarde desta segunda, agentes de treze unidades da federação aceitaram a convocação feita pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Pará, Paraíba, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rondônia, Bahia e Pernambuco – Alagoas também havia confirmado participação, mas voltou atrás. “Distrito Federal e os demais Estados devem responder até terça-feira se vão também cruzar os braços”, disse ao site de VEJA o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra.
O movimento envolve policiais civis, federais e rodoviários – Gandra afirma que em alguns Estados podem ser mantidos de 30% a 70% dos agentes trabalhando. “Vai depender do nível de violência e da demanda de cada lugar”, explica.  “Já fizemos um pedido especial para que os movimentos pernambucano e baiano não envolvam a PM. Não podemos causar o resultado inverso, queremos que realmente melhore a segurança pública no país”, reforçou o presidente da Cobrapol.
O objeto da paralisação é pressionar o governo federal a criar uma política de segurança pública que se preocupe também em melhorar as condições de trabalho da força policial.

Dilma sanciona aposentadoria especial para policial mulher.

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BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei complementar que reduz para 25 anos o tempo mínimo de contribuição para que mulheres policiais se aposentem. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

A mulher policial poderá agora se aposentar após 25 anos de contribuição, desde que conte pelo menos com 15 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial. Atualmente, o tempo de serviço exigido é o mesmo para homens e mulheres da categoria – 30 anos, com ao menos 20 anos no serviço estritamente policial.

Além disso, são aposentados compulsoriamente com proventos proporcionais ao tempo de serviço aos 65 anos de idade. O projeto foi aprovado na Câmara no dia 22 de abril.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/dilma-sanciona-aposentadoria-especial-para-policial-mulher-12506308#ixzz31tfZvWl6
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