PM MT: dois PMs acusados de pedir propina são expulsos da corporação.

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Os soldados M.F.M.S. e A.S.R.A. foram expulsos da Polícia Militar de Mato Grosso por exigirem propina de um motociclista.

A medida foi publica no Diário Oficial do Estado que circula nesta quinta-feira (10) e é assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Nerci Adriano Denardi.

Conforme o documento, os militares foram investigados administrativamente, por meio de sindicância aberta em maio deste ano, e tiveram amplo direito de defesa.

 

“Dias depois, o mesmo soldado encontrou o motociclista na frente de seu trabalho e o ameaçou, dizendo que sabia que o rapaz estava “espalhando pela cidade que havia dado um capacete para dois policiais militares”

O caso, no entanto, é de fevereiro de 2012. Na ocasião, os dois soldados faziam abordagens de trânsito de rotina, em Cuiabá, quando pararam o condutor P.D.P.S., que pilotava uma motocicleta.

Os PMs solicitaram a documentação do veículo, que estava em atraso. Um deles teria informado ao motociclista que, pelo fato, teriam que apreender a moto.

O condutor respondeu que precisava do veículo para trabalhar. O soldado M.F.M.S., por sua vez, teria dito, então: “Vê o que você pode fazer por nós”.

O condutor teria dito que não sabia o que os policiais queriam. O mesmo soldado voltou a dizer, por várias vezes, segundo o apurado pela Corregedoria da PM: “Vê o que você pode fazer por nós”,

Segundo o PM, a alegação do soldado era de que a sua esposa estava precisando de um capacete e que iria dar meia hora para que o motociclista providenciasse um.

Durante o diálogo, uma mulher passou pilotando uma motocicleta e o policial militar apontou para ela, mostrando como teria que ser o capacete (preto com flores rosa), além de solicitar o número do celular de P.D.P.S.

No prazo, o motociclista entregou o capacete, no valor de R$ 105, para uma senhora, numa lanchonete na Capital, a pedido do policial.

Dias depois, o mesmo soldado teria encontrado o motociclista, em frente ao seu local trabalho, e o teria ameaçado.

Segundo ele, o rapaz estaria “espalhando pela cidade” que havia dado um capacete para dois policiais militares o liberarem.

O soldado teria afirmado, ainda, que, quando estivesse de farda e o encontrasse, daria “murros”, isso se não desse o tiro, conforme relato do Diário Oficial. Em seguida, o PM entrou na viatura e saiu do local.

Em sua decisão, o comandante-geral da Polícia Militar justificou que a exclusão dos dois PMS “se fez pelo bem da instituição”. A decisão passou a valer no ato da publicação.

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