Riva pretende dar autonomia financeira a PM e Bombeiros.

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Dar autonomia administrativa e financeira à Polícia Militar (PM) e ao Corpo de Bombeiros é uma das propostas do candidato a governador José Riva (PSD) para reformular a gestão da Segurança Pública em Mato Grosso. Atualmente, o orçamento dessas corporações é gerido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

“No modelo de gestão que foi adotado em Mato Grosso, nem a própria Secretaria tem verdadeira autonomia administrativa. Esse modelo de núcleos sistêmicos é uma verdadeira teia de aranha. Queremos buscar um novo modelo para dar às secretarias autonomia da gestão orçamentária. E, no caso da PM e dos Bombeiros, a própria corporação terá essa autonomia”, disse Riva.

Em reunião com cerca de 250 bombeiros e policiais militares, na noite desta terça-feira (19), Riva apresentou dez propostas para a categoria, muitas delas, atendendo às reivindicações dos representantes das associações. É o caso do investimento na saúde física e psicológica dos militares, da entrega de um kit de segurança a cada policial, do aumento do efetivo e a convocação de novos concursados, além da melhoria salarial e dos benefícios.

“Os avanços já conquistados pela corporação foram fruto da determinação das associações. Minha proposta é equiparar os salários dos delegados da Polícia Civil com o dos coronéis da PM e elevar o percentual de vinculação dos salários de cada patente em relação aos oficiais. E temos que discutir com as associações a questão de benefícios, como periculosidade e adicional noturno”, disse o candidato.

… Que às vezes nunca saem. Militares gostaram da propostaO cabo Adão Martins da Silva, presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), classificou a atenção dada atualmente à saúde dos policiais como “lamentável”. O sargento Luciano Esteves, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos (Assoade), destacou a dificuldade de fixar o PM no interior por falta de moradia.

O major Wanderson Nunes de Siqueira, presidente da Associação dos Oficiais (Assof), afirmou que o policial precisa ter equipamentos de segurança, inclusive com arma, para se proteger e entrar em ação, se for necessário, mesmo que esteja à paisana.

Outra reivindicação dos PMs é o retorno do fardamento antigo, na cor azul petróleo, que foi substituída este ano por uma farda de cor mais clara. “Pretendo fazer um governo de entendimento e diálogo. O governo não pode tomar uma decisão como essa sem ouvir os principais interessados, que são os policiais. Na consulta feita à categoria, 90% se manifestaram contra a mudança e, mesmo assim a farda foi substituída”, observou Riva.

UNIDADE DE SAÚDE

Para contemplar as reinvindicações da categoria com relação à saúde, o candidato se comprometeu a transformar o ambulatório em uma unidade que atenda alta complexidade e, até o final do mandato, construir um hospital militar. O candidato considera essencial, ainda, reformar e recuperar as instalações da corporação em todo o Estado, pois, em muitos lugares, os destacamentos estão em situação precária.

O sargento Juarez Vidal (PMN), que é membro do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e candidato a deputado federal, lembrou da importância de proteger a fronteira de Mato Grosso para impedir a entrada de drogas e armas. “Se os bandidos souberem que a fronteira está cercada, os crimes vão diminuir no resto do Estado”, afirmou.

Uma das propostas de Riva para a área de segurança é justamente reforçar a atuação na fronteira, aumentando em quatro vezes o efetivo do Estado na região, para auxiliar o governo federal na tarefa de proteção dos mais de 700 km de fronteira seca entre Mato Grosso e a Bolívia. “O que é mais barato: colocar mais 250 policiais na fronteira e equipá-los ou combater o crime aqui?”, disse.

José Riva falou, também, sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) de sua autoria que prevê a eleição do comandante-geral da corporação. “Apresentei essa PEC porque acredito que um comandante que seja escolhido pelos policiais terá maior comprometimento com a tropa. Mas não vou enfiar essa proposta goela abaixo da PM. Proponho a discussão, porque temas polêmicos têm que ser discutidos”, disse.

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