Rotam: desafios do novo comando.

DANA CAMPOS
Assessoria/PM-MT

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Capacitação continuada, melhor adequação da escala de serviço e melhorias nas condições de trabalho. Essas são as principais metas do novo comandante do batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) da Polícia Militar, major Ronaldo Roque da Silva. O major assumiu o comando da unidade há três semanas.

A frente de uma das tropas mais atuantes da Polícia Militar, em razão da demanda de ocorrências atendidas, o major diz que o maior desafio “é não ser só mais um comandante da tropa, mas, sim, fazer a diferença no comandamento da unidade”.

O trabalho da Polícia Militar é feita de maneira preventiva e repressiva em três níveis de atuação. A Rotam, que conta com um efetivo de 216 policiais, sendo 12 mulheres, é a unidade operacional tática e especializada, responsável pelo policiamento de segundo nível.

Essa atuação consiste em atividades de intervenções de controle de distúrbios, tumultos e aglomerações, desapropriação de área, além do apoio diário ao policiamento ordinário, que é o primeiro nível, feito pelos batalhões de área. O terceiro nível é feito pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

De acordo com o major Roque, “a Rotam traz muitos resultados para Polícia Militar e, principalmente à sociedade, no que se refere ao combate à criminalidade”. Conforme dados da unidade, nos primeiros oito meses deste ano, foram mais de 100 armas de fogo apreendidas, cerca de 500 pessoas detidas em flagrante e aproximadamente 36 mil pessoas abordadas.

“São números expressivos, que mostram que o batalhão é uma unidade de polícia de resultado. E é por meio desse resultado, que pretendemos mostrar à sociedade o quão importante é o trabalho do nosso policial. E, também, fazer com que esse policial reconheça o seu valor”, destaca o major, ao citar outra meta do seu comando, “que é a busca da identidade profissional”.

Além do trabalho ostensivo, o comandante salienta o desenvolvimento do projeto social “Jiu-jitsu/Rotam: formando cidadãos”, que atende cerca de 60 crianças da comunidade do Dom Aquino, onde está instalada a sede, e região. “É uma maneira de trabalharmos a ação preventiva também”, enfatiza o major Roque.

Para o comandante, “o policial que tem qualificação profissional, ambiente de trabalho justo e saudável, associado ao reconhecimento do trabalho, tem maior satisfação ao desenvolver sua atividade operacional”.

COPA DO MUNDO

A Rotam foi destaque no cenário nacional, sendo elogiada por policiais da Força Nacional, quando estiveram em Cuiabá, em apoio ao policiamento realizado no decorrer da Copa do Mundo.

Para a atuação durante o evento mundial, a PM realizou o Curso de Choque, com participação de 108 policiais.

Além do treinamento, o batalhão recebeu diversos equipamentos, dentre eles coletes e escudos balísticos e equipamentos não letais como, elastômeros (bala de borracha) e taser(pistola de choque elétrico).  

Os equipamentos foram entregues pela Secretaria Extraordinária de Segurança (Sesge).

TRAJETÓRIA

O major Roque ingressou na PM em fevereiro de 1999, por meio do Curso de Formação de Oficiais (CFO), formando em 2001.

Desde então, desenvolveu atividades administrativas e operacionais nas unidades do 7º Batalhão de Polícia Militar de Rosário Oeste, Academia de Polícia Militar Costa Verde (APMCV), 4º Batalhão de Polícia Militar e, por último, no Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Dentre os cursos que possui estão o de Negociador Policial, pela PM de Mato Grosso; Primeira Resposta a Incidentes Terroristas, pela Secretaria Extraordinária de Segurança e Embaixada Americana; Operações Especiais (COE), pela PM do Rio de Janeiro e Operações Táticas (COT), pela PM do Distrito Federal.

Entre outros comandos e atuações do major Roque estão: chefe de Seção de Instrução Especializada do Bope, subcomandante da Companhia de Operações Especiais (COE), instrutor dos Cursos de Formação Oficiais (CFO), coordenador e instrutor do 1º Curso de Ações Táticas Especiais da PMMT.

Com formação pelo Curso de Operações Especais (Coesp) e de Negociador, o major adquiriu destaque em diversas atuações de combate ao crime organizado, especialmente em ocorrências criminosas de assalto a banco e sequestro com refém.

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