Mato Grosso tem mais seguranças privados do que PMs nas ruas

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Reféns do medo, a cada dia mais mato-grossenses contratam serviços de segurança privada para ter um pouco mais de tranquilidade. Prova disso é que a quantidade de vigilantes armados supera o de policiais militares circulando pelas ruas das 141 cidades do estado. São 7.500 seguranças privados e 6.472 PMs. Isso sem contar os 1.063 policiais que exercem funções administrativas ou fazem a segurança dos órgãos públicos, além daqueles que escoltam autoridades, entre elas o governador do estado. Os dados foram fornecidos pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e pelo Sindicato das Empresas de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores de Mato Grosso (Sindesp).

Proporcionalmente, cada policial é responsável por fazer a segurança de 575 habitantes do estado, desconsiderando os policiais remanejados para áreas administrativas. Apesar do número ser baixo se comparado ao de habitantes de Mato Grosso, que ultrapassa 3,1 milhões, praticamente sextuplicou o efetivo da PM nos últimos anos. No início da década passada, menos de 1.000 policiais atuavam no estado.

Até o início do ano que vem, pelo menos mais 600 policiais militares já deverão estar trabalhando, conforme o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante. Ele informou que no dia 31 deste mês os aprovados no último concurso público do estado vão ingressar na academia de polícia e, em cinco meses, no máximo, estarão prontos para fazer a segurança nas ruas. No entanto, ele avalia que somente o aumento de policiais não é suficiente para reduzir a criminalidade.

“A lei precisa ser mais rígida e os julgamentos mais céleres. O direito da coletividade deve prevalecer. Infelizmente, no Brasil o direito do réu está acima do direito da vítima”, avaliou o secretário em entrevista ao G1.

Os 7.500 vigilantes contratados para fazer a segurança terceirizada de empresas, órgãos públicos e até mesmo de pessoas trabalham nas 44 empresas de segurança privada instaladas no estado, segundo o Sindicato das Empresas de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores de Mato Grosso (Sindesp). Há pouco mais de 10 anos, havia somente 15 empresas atuando nesse ramo em Mato Grosso. “O mercado vai crescendo, a demanda aumentando, e aquelas pessoas que trabalhavam como diretores de empresas já consolidadas montaram o próprio negócio”, disse Cipriano Lima, diretor administrativo do sindicato que representa o setor.

Mais de 90% dos seguranças privados são homens, pois, na avaliação do sindicalista, ainda existe um certo machismo dos clientes em relação às mulheres, embora elas demonstrem mais dedicação. “As mulheres fazem melhor trabalho do que os homens, mas o mercado ainda é restrito aos homens”, pontuou Lima. Para pleitear vaga de emprego nessa área, é preciso passar por um curso em escolas autorizadas pelo Ministério da Justiça.

Fonte: G1MT

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