Mauro Zaque anuncia contratação de 1,2 mil PMs e troca de farda da tropa

O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, anunciou nesta quinta-feira (25), que o Governo do Estado de contratar mais 1.200 policiais militares. Os novos PMs serão distribuídos nas 15 regionais, em locais detectados como estratégicos.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Mauro Zaque/Segurança Pública

 Para Zaque, até o mês de junho, 600 soldados serão convocados. Eles são oriundos do último concurso público. Até o fim do ano outros 600 serão chamados. A afirmativa ocorreu durante café-da-manhã com jornalistas, na sede da Sesp.

“A nossa expectativa é essa. Não é o total que precisamos ainda, mas já resolve boa parte. O que precisa ser confirmado é somente o valor que teremos em caixa para contratar esses novos membros da Segurança Pública”, pontua o secretário.

Segundo Zaque, a Secretaria analisa em quais cidades a uma maior necessidade para reforçar o quadro de policiais. “Tem cidade que tem quatro e outras tem três policiais. Precisamos aumentar esse efetivo e já temos um estudo disso. O que falta é colocar a tropa na rua. Temos cem dias para apresentar o nosso plano e queremos até o fim do ano ter um Estado bem mais seguro, frisou.

Marcos Lopes/HiperNotícias

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 FARDAMENTO

Acompanhado dos secretários executivos da pasta, Zaque também confirmou que além da contratação de novos policiais, a corporação terá um novo fardamento, que é considerado uma vestimenta internacional.

“Ainda não vamos falar de cor de roupa, mas já adianto que não será o azul petróleo. Mas, confirmo que estaremos uniformizados e de maneira que pede o padrão internacional. O policial militar será identificado de longe”, antecipou o secretário.

A troca do fardamento cinza bandeirante, semelhante ao uniforme de passeio dos soldados da Aeronáutica é uma das brigas da categoria. O modelo foi aprovado e aplicado pelo governo Silval Barbosa, em setembro de 2013.

Fonte: http://www.hipernoticias.com.br/cidades/mauro-zaque-anuncia-contratacao-de-12-mil-pms-e-troca-de-farda-da-tropa/40831

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Secretaria troca viaturas e fardas da policias; padrão será internacional.

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A secretaria estadual de Segurança Pública deve lançar, até a próxima semana, licitação com o objetivo de contratar empresas para a locação de veículos destinados a serem utilizados pelas polícias Militar e Civil. Conforme a secretária-adjunta de Administração Sistêmica, Shirlei Theis de Almeida, será feita uma ata de registro de preços, com base nas necessidades da área e também dos valores, que será adotada de forma gradativa, tendo em vista os vários contratos de locação. “Não podemos ter apenas um, porque senão ficamos reféns e pode haver problema”, argumenta.

Sendo assim, a adesão à nova licitação se dará de forma gradativa. Atualmente, cerca de 900 veículos são locados pela gestão estadual, ao custo de R$ 30 milhões por ano, e outros 900 são de propriedade do Executivo, totalizando aproximadamente 1,8 mil viaturas. A maior parte das viaturas é dos modelos Pálio Weekend e Adventure, com potência 1.4 ou 1.6. No novo pregão, entretanto, isso será alterado para que os veículos sejam melhores, levando em consideração questões técnicas.

Acontece que eles precisam, por exemplo, comportar a cela. “O que é ideal para Cuiabá, às vezes não atende outra cidade”, pondera a secretária-adjunta. Já em relação aos carros de propriedade do Governo, a ideia é que sejam realizados leilões de dois em dois anos. Todos os veículos, de forma gradativa, terão ainda a troca dos adesivos automotivos, que seguirão padrões internacionais.

Fardas

O Governo planeja ainda trocar novamente as fardas de todo o efetivo (polícias Civil, Militar e Bombeiros). Segundo o secretário da pasta Mauro Zaque, o objetivo é que se sigam os padrões internacionais nas vestimentas, evitando a utilização de “penduricários”, que remetam à gestão e não ao Estado. “Não terá menção a símbolos do governo”, pondera.

Em relação aos custos, Zaque pondera que não são elevados e que a alteração ocorrerá paulatinamente. “Estamos comprando mil fardamentos novos para a policia”, adianda Zaque. Ele pondera que a ideia é aprovar uma lei que vete que a cada governo seja feita uma nova mudança. “Seguirá padrão internacional para que daqui 10 ano, 20 anos a pessoa saiba que aquele é o policial militar, civil e bombeiro”.

Há dois anos, a gestão Silval Barbosa (PMDB), depois de 40 anos, trocou o tradicional uniforme, de azul petróleo para cinza bandeirante. À época, o custo foi estimado em R$ 5 milhões. Os servidores receberam conjuntos operacionais, composto por gandola, calça, camiseta, cinto, cobertura (gorro) e coturno. Ainda foi divulgada uma pesquisa interna em que 59% dos policiais eram contrários à mudança. O caso gerou polêmica no Estado.

Recadastramento de servidores inativos começa hoje.

Os servidores aposentados e pensionistas do Governo de Mato Grosso também deverão fazer seu recadastramento junto à Secretaria de Gestão do Estado (Seges). No total, 27.577 pessoas devem procurar as agências do Banco do Brasil para provar que ainda fazem parte do quadro de servidores estadual.

Para se recadastrar, os aposentados e pensionistas devem comparecer ao Banco do Brasil munidos da seguinte documentação ORIGINAL: comprovante de residência atualizado, cédula de identidade – RG ou documento oficial de identificação com foto e número de RG, CPF, certidão de nascimento ou certidão de casamento, termos de tutela, curatela e guarda, quando for o caso.

Entre os dias 24 de fevereiro e 25 de março, farão prova de vida os aposentados e pensionistas cujos nomes iniciam com as letras de “A” a “H”; Entre os dias 26 de março e 30 de abril, farão prova de vida os aposentados e pensionistas cujos nomes iniciam com as letras de “I” a “Z”.

O beneficiário deverá comparecer pessoalmente à agência bancária e, se perder o prazo inicial previsto, poderá apresentar-se ao banco até o dia 30 de abril, que é o prazo final.

As agências do Banco do Brasil em Mato Grosso atenderão este público em horário especial, abrindo a partir das 8 horas da manhã e seguindo até as 16 horas. Nas demais agências brasileiras, o recadastramento deverá ser realizado em horário de expediente bancário local.

Aqueles que residem fora do país deverão procurar as respectivas embaixadas e/ou consulados, informando a necessidade de efetivar prova de vida para fins de recadastramento e manutenção da aposentadoria ou pensão, para a emissão de declaração de vida que deverá ser encaminhada à Secretaria de Gestão.

Aqueles que estiverem detidos em estabelecimento carcerário deverão encaminhar à Secretaria de Estado de Gestão, também até o dia 30 de abril, um atestado de permanência carcerária em papel timbrado, expedido pela instituição na qual estiver.

O aposentado ou pensionista que residir em Mato Grosso e estiver impossibilitado de se locomover deverá agendar visita domiciliar, através do número 0800-647-3633, informando o nome completo, endereço completo e telefones de contato. Além disso, é obrigatório o envio, via Correios, de um atestado médico que comprove a condição alegada. A visita domiciliar está condicionada ao recebimento do atestado.

Aqueles que moram no Brasil, mas fora do estado de Mato Grosso, e estiverem impossibilitados de comparecer a uma agência do Banco do Brasil, deverão encaminhar à Secretaria de Gestão uma declaração de vida, via Correios, feita em cartório.

Em todas as situações apresentadas até agora, o aposentado ou pensionista deverá (após o envio da declaração/certidão) manter contato com a Seges, para fins de comprovação da efetivação da prova de vida e recadastramento.

Os documentos, atestados e certidões, em casos de necessidade, deverão ser endereçados para:
Secretaria de Estado de Gestão – MT-PREV.
Endereço: Centro Político Administrativo – bloco III – (antiga Superintendência de Previdência) – CEP: 78050-970
Assunto: Recadastramento de Aposentados e Pensionistas

Novo comandante da PM: bom de rua e bom de gabinete.

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O novo comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, está se saindo muito bem, além do combate aos criminosos, em um campo “minado”: a relação com os políticos. Considerado um oficial “bom de rua”, o coronel também cuida das operações nos gabinetes. Sem muita experiência no trato com parlamentares, Zaqueu montou uma equipe afinada, com oficiais que o ajudam nesse relacionamento político. O comandante está aprendendo a como dizer “não” aos deputados que o procuram, sem afetar a relação política com o Executivo. Bom para a PM, bom para o governo.
Vale lembrar que o novo comandante assumiu a corporação com o compromisso do governador Pedro Taques:a garantia de aumento do efetivo e condições de trabalho. “Tenho a responsabilidade de fazer com que a Polícia Militar tenha condições de proteger os cidadãos brasileiros que aqui residem”, frisou Taques na solenidade realizada no Comando Geral da PM no final de janeiro.

Nascido em Mimoso, distrito de Santo Antônio do Leverger, Zaqueu conta com a experiência de 22 anos na Polícia Militar. Já comandou a extinta Companhia Independente de Operações Especiais, hoje Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). “Considero uma honra dar posse a um filho de tropeiros, nascido em Mimoso, no Comando Geral da Polícia Militar”, destacou Taques. O governador iniciou o discurso cumprimentando o pai de Zaqueu, emocionado com a posse do filho.

Durante o discurso, Taques disse que a Polícia Militar precisa de, no mínimo, mais cinco mil integrantes e condições dignas de trabalho. “Policiais Militares dão vidas para salvar vidas. Precisam sentir orgulho disso ao vestir a farda pela manhã. Devemos a nossa vida a eles”. O governador garantiu mais investimentos em segurança. Segundo ele, mais da metade dos coletes salva vidas do Estado estão vencidos. “Falei para o secretário de Estado de Fazenda não economizar neste setor. As polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros são prioridade. Isso significa mais efetivo e equipamentos. O Estado tem o dever de proteger o cidadão”.

Ao frisar a importância de valorização do policial militar, Taques disse que nunca pediu a um dos policiais de sua segurança pessoal para fazer um trabalho que não fosse atribuição deles. “Tenho escolta policial desde 2001 e nunca pedi para um policial militar ir a um banco pagar uma conta. Quero dizer aos policiais militares da academia: nós daremos condições de trabalho para vocês exercerem suas funções”.

Proposta garante a PMs o direito de serem representados por suas associações.

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A Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 443/14, que garante aos policiais e bombeiros militares o direito de serem representados, em questões judiciais ou administrativas, por suas associações. De autoria do deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e outros, a proposta também garante a essas associações a mesma imunidade tributária já garantida pela Constituição aos sindicatos de trabalhadores.

Hoje a Constituição proíbe a sindicalização aos militares, aos policiais e bombeiros militares. Por outro lado, o texto constitucional garante plena liberdade de associação para fins lícitos e garante às entidades associativas, quando expressamente autorizadas, legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente.

“Nos últimos 20 anos, inúmeras associações de policiais e bombeiros militares se constituíram e foram legitimadas por seus associados para exercerem sua representação perante os poderes constituídos”, disse o autor da proposta. “Contudo, se veem na maioria das vezes, alijadas pelo Estado e, em especial, pelos respectivos comandantes, dos processos de negociação”, complementou.

“A Constituição deve ser aperfeiçoada para sanar esta injustiça reconhecendo o papel das suas associações na sua função de representar os interesses desses trabalhadores, assim como já reconheceu de todos os demais”, defendeu Gonzaga.

Tramitação
O texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto àadmissibilidade. Caso seja aprovado, será examinado por uma comissão especial criada especialmente para essa finalidade. Em seguida, será votado pelo Plenário.

Conheça a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias

Governador parabeniza empenho dos policiais durante Carnaval 2015

DANA CAMPOS
Assessoria/PM 

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“Quero aqui agradecer o empenho dedicado por todos os policiais militares, que contribuíram para esse resultado positivo da segurança pública durante este Carnaval”. Essa foi a fala do governador do Estado de Mato Grosso, Pedro Taques, durante a coletiva de imprensa para divulgar os dados estatísticos do Carnaval 2015 em Mato Grosso, nesta quinta-feira (19-02), em Cuiabá.

“Como representante de toda a tropa, sinto feliz e orgulhoso em receber reconhecimento feito pelo governador, que faz com que cada um dos nossos policiais se sinta mais valorizado, tendo a certeza da importância do seu trabalho em prol da sociedade”, disse o comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa.

Para garantir a segurança do evento, o planejamento operacional da PM dividiu os locais de folia conforme seus respectivos comandos regionais de todo o Estado. Para isso, foram empregados mais 1.420 policiais nos locais de festejos, sem prejuízo do patrulhamento ordinário, que é aquele realizado diariamente.

Na região de comando de Cuiabá (CR I), os principais pontos de aglomeração popular foram nas cidades de Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimarães e na praça da Mandioca, na Capital. Nesses locais, houve o reforço de 350 alunos soldados do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças.

Em Várzea Grande, os foliões, concentrados na região de Bonsucesso e nas cidades de Santo Antônio de Leverger e Poconé, contaram com a segurança de 180 alunos soldados, além do policiamento ordinário.

O comando especializado da PM também reforçou os locais de festejos, principalmente nos comandos regionais do interior do Estado, onde foram empregados 400 policiais do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Regimento de Cavalaria (RPMon), Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), Guarda (BGD), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

“Cansei de ver colegas meus irem trabalhar sem colete e com eles vencidos”, denuncia policial militar;


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Armas ultrapassadas, equipamentos frágeis e medo do desconhecido. Estes são alguns dos problemas dos quais os policiais militares do Estado de Mato Grosso têm de passar diariamente em sua rotina de alto risco. Os praças ainda são obrigados a revezar os coletes – que estão vencidos há mais de cinco anos – com os colegas, já que a quantidade não é suficiente para todo o efetivo. “Cansei de ver colegas meus irem trabalhar sem o colete”, revelou ao Olhar Direto um integrante da Polícia Militar.

“Já teve caso de eu ver companheiros meus da polícia irem trabalhar sem colete. Pode anotar, no carnaval vai ter um monte de policial na rua sem arma e sem colete, não tem equipamento suficiente para todo mundo. Isso acontece principalmente no interior. Eles enchem essas cidades no interior de policiais, mas não dão suporte”, explicou à reportagem um policial militar do Estado que preferiu não se identificar.

O militar ainda conta que no batalhão em que ele trabalha existem coletes que estão vencidos há mais de cinco anos. Além disto, não há equipamento suficiente para todos: “Deveria ter um para cada. Eu já peguei doença de pele porque, além dele ser vencido, você usa ele o dia inteiro e no calor encharca de suor. Ai, no fim do serviço tem de passar ele para outra pessoa daquele jeito que está”.

Por conta do problema que contraiu, o policial relatou que teve de trabalhar sem colete em algumas ocasiões. Também foi dito que a munição que fica a disposição do batalhão é muito velha: “Estão todas ‘barrigudinhas’, com a marca do carregador e isso não pode ter. Quando você for precisar dela, pode ser que não funcione”.

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De acordo com um levantamento feito pela equipe do governador Pedro Taques (PDT), nos últimos cinco anos, houve uma redução nos investimentos na segurança pública em 60%. Ainda foi apontado que Mato Grosso tem um número insuficiente de coletes para atuação dos policiais civis e militares e metade dos que existem não servem mais, pois já estão vencidos.

Taques ressaltou reiteradas vezes em seus discursos públicos que os dados relativos à violência no Estado são “alarmantes”. Ele sempre reconheceu a fragilidade da saúde financeira do Estado e citou varias vezes que a Segurança e a Saúde serão prioridade para o novo governo.

Ao Olhar Direto, o secretario executivo de Segurança Pública, Fábio Galindo, criticou a gestão do ex-governador, Silval Barbosa (PMDB): “Nós temos um modelo de Segurança Pública ultrapassado. Ela não era prioridade no governo passado, não havia nenhum investimento. O secretário anterior não tinha a menor capacidade de fazer investimento em nenhuma área, porque ele não tinha recurso suficiente. Em 2010, o orçamento foi de R$ 210 milhões, no ano passado foi de R$ 140 milhões. A cidade cresceu, os problemas cresceram e o orçamento minguou. Segurança Pública não era prioridade”.

Outro fator que mostra o despreparo do Estado na questão de segurança é o modelo de armas utilizado. Segundo o policial militar, “as pistolas são horríveis e não prestam para o nosso serviço. São mais indicadas para segurança pessoal, não é robusta para o trabalho diário. Nos locais em que você trabalha e tem muita terra e pó, acumula muita fuligem e sujeira e só da pane. Você acaba ficando na mão se precisar usá-la”.

“O Estado não dá reciclagem de tiro para os policiais. Na atualidade, nós damos 200 tiros antes de formar. Depois disto, só vamos disparar novamente em ação ou se pagarmos um curso de treinamento do nosso bolso. Tem muitos destes praças antigos que até hoje não sabem manusear uma pistola”, garante o militar.

O medo de não saber quem pode representar perigo, faz com que os policiais tenham cautela no momento da abordagem: “Não está escrito na testa de cada um quem é bandido e quem não é. As vezes você aborda uma motocicleta em que está o pai e a mãe com capacete e a criança sem. Nós fazemos a notificação e eles ficam ‘putos’ e falam para prendermos bandidos. Este também é um serviço nosso, a criança que está ali e sem proteção corre risco de morrer se algo acontecer”.

Outra reclamação é quanto a falta de um plano de saúde para os praças: “Nossa profissão é de alto risco, nós precisamos de um plano de saúde. O MT Saúde não presta, eu estou com dois colegas internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) porque foram feridos em ação. Por que eles não fazem uma parceria com a Unimed, pergunta quem vai querer a proteção e desconta na folha de pagamento”, indaga.

Para o militar, o Programa Operacional Padrão (POP), que foi criado pelo Governo, nada tem a ver com a realidade no Estado: “Não temos efetivo e este programa diz que a viatura deveria ter três componentes, não temos esse tanto de pessoas para trabalhar. Além disto, eles só dão a pistola e o carregador. A lanterna, espargidor (spray) de pimenta e algema, você que tem de comprar. O ‘Taser’ é algo que não existe, eu nunca vi na polícia”.

Vale lembrar que até o fim de 2014, o Estado possuía 571 policiais militares a menos do que no ano de 2011. Ao todo, são 6.400 militares atuando na segurança. Estes fatores contribuem também para que o número de homicídios e crimes aumente em Mato Grosso, já que os policiais não recebem o melhor preparo. Segundo a Polícia Judiciária Civil (PJC), em 2014 foram registradas 500 mortes em Cuiabá e Várzea Grande, sendo que 470 foram homicídios e 30 latrocínios (roubo seguido de morte).

As viaturas que são utilizadas pelo Governo do Estado também são alvo de críticas do policial: “As nossas viaturas não são próprias para a nossa região. Em Cuiabá e Várzea Grande, existem muitos buracos e locais de difícil acesso e esse Palio Wekeend não é apropriado para o serviço policial. Eles pagam um aluguel absurdo para a locadora e a manutenção é só no remendo”.

Fabio Galindo reconheceu os problemas apontados e prometeu investimentos: “Vamos locar os veículos dentro de um novo padrão e de um novo termo de referência. Além disto, o contrato será rediscutido para conseguirmos uma maior produtividade com o mínimo de gasto. Vamos locar especialmente viaturas operacionais, principalmente caminhonetes 4×4 que seriam capazes de dar uma resposta mais rápida e eficiente para a população. As viaturas menores serão utilizadas única e exclusivamente para fins administrativos. Policial na rua terá um carro potente”.

(Colaborou Patrícia Neves)

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Cansei_de_ver_colegas_meus_irem_trabalhar_sem_colete_e_com_eles_vencidos_denuncia_policial_fotos_&id=389408#!prettyPhoto

Polícia Militar do Rio de Janeiro muda acesso e, agora, soldado pode chegar a oficial.

Ideia do comando segue modelo americano, em que se chega ao topo da carreira vindo de baixo.

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Rio – É como fazer uma revolução sem usar armas. Reivindicação antiga entre especialistas em segurança pública, a possibilidade de que praças e soldados cheguem a oficiais na Polícia Militar do Rio de Janeiro vai se transformar em realidade este ano.

A medida, na fase final de elaboração pelo Estado-Maior da corporação, permitirá, por exemplo, que um soldado, caso estude e se especialize durante sua carreira, chegue a coronel e até a comandante-geral da PM. Hoje, o máximo a que se pode chegar, quando se entra como aspirante, é a sargento ou oficial de segunda linha.

“A carreira fica mais atrativa e a polícia aproveitará seus melhores quadros”, disse o chefe do Estado-Maior, coronel Robson Rodrigues — que se tivesse entrado na PM como praça, não teria chance de chegar ao cargo que ocupa. “Teremos apenas um concurso, uma única entrada, ao contrário de hoje, em que existem dois separando praças e oficiais.”

Pela novo estatuto, que precisa ser aprovado pela Alerj, todos terão de passar pela mesma porta de entrada. Aprovados, fazem um curso básico de 27 semanas. Depois, podem optar pelo curso de oficial. “Será um curso de tecnólogo feito no Ensino à Distância (EAD), reconhecido pelo Ministério da Educação e com provas presenciais, coisa que hoje não acontece com quem se forma oficial”, continua Robson. “O policial terá mais atrativos, terá de se especializar e ganhará mais conhecimento.”

Segundo o policial, o concurso para oficial da PM, que aconteceria este ano, já foi suspenso para se adaptar às novas regras.

Diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, a doutora em Ciência Social Sílvia Ramos classificou a medida como “revolucionária.” Para ela, a reformulação na estrutura da Polícia Militar do Rio mudará os parâmetros de segurança pública do país, e tende a se espalhar por todos os estados.

“É uma reivindicação antiga. Hoje, temos duas polícias dentro da PM: a dos oficiais e a dos praças”, afirma. “É muito importante que isso comece pela polícia do Rio, até pelo simbolismo.”

Ela usa o exemplo da carreira policial nos Estados Unidos para defender a medida, e lembra que o mesmo acontece na Inglaterra. “Nos EUA, o chefe de polícia, um dia, dirigiu o carro como praça. Isso é fundamental para tornar a carreira atrativa e evitar esta separação atual, em que um jovem aspirante a tenente nunca dialogou com o soldado em sua formação. Este é um modelo que só existe no Brasil.”

Ato unificado em defesa dos trabalhadores da segurança pública.

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No dia 25 de fevereiro (quarta-feira), a COBRAPOL em conjunto com sindicatos e associações de policiais de todo o Brasil realizarão um ato unificado em defesa dos trabalhadores da área de segurança pública no Brasil. A atividade foi aprovada em reunião realizada na sede da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF). As entidades ainda estudam quais mobilizações serão feitas no espaço da Câmara. Nomes importantes que debatem sobre a segurança pública no Brasil, em especial sobre o ciclo completo de polícia, devem ser convidados para participar dos debates e seminários. Além disso, o objetivo dos sindicatos e associações é marcar uma reunião com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), para definir uma pauta comum de projetos importantes para os servidores policiais. O ato público conta com o apoio do deputado Subtenente Gonzaga (PDT/MG), que promete dar início a uma pauta com projetos positivos voltados para os policiais de todas as categorias e Estados. O primeiro evento pretende cobrar dos parlamentares e do Governo Federal soluções para as mortes de servidores da segurança pública. O objetivo é chamar atenção para os números alarmantes de assassinatos contra policiais. A ação também servirá como homenagem aos colegas que pagaram com a vida para defender a sociedade e os cidadãos de bem de todo do Brasil. “No Brasil, o numero de policiais assassinados sem nenhuma atitude do Estado é insustentável. Nós vivemos uma realidade em que o Estado despreza a vida dos policiais. Então, nós temos que reagir e cobrar do Governo e do Congresso que os crimes praticados contra policiais sejam pelo menos considerados hediondos e que tenham penas mais rígidas” defende o deputado Subtenente Gonzaga. A cobrança para aprovação do projeto visando qualificar o assassinato dos policiais como crime hediondo deve ser uma das prioridades das entidades sindicais. Outras medidas, porém, também serão pensadas e apresentadas como pauta comum aos trabalhadores da área de segurança pública. PARTICIPARAM DA REUNIÃO Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme) Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors-SC) Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) Associação Nacional de Praças (Anaspra) Associação dos Militares Estaduais do Brasil (AmeBrasil) Fonte: Agência FenaPRF