Novo comandante da PM: bom de rua e bom de gabinete.

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O novo comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, está se saindo muito bem, além do combate aos criminosos, em um campo “minado”: a relação com os políticos. Considerado um oficial “bom de rua”, o coronel também cuida das operações nos gabinetes. Sem muita experiência no trato com parlamentares, Zaqueu montou uma equipe afinada, com oficiais que o ajudam nesse relacionamento político. O comandante está aprendendo a como dizer “não” aos deputados que o procuram, sem afetar a relação política com o Executivo. Bom para a PM, bom para o governo.
Vale lembrar que o novo comandante assumiu a corporação com o compromisso do governador Pedro Taques:a garantia de aumento do efetivo e condições de trabalho. “Tenho a responsabilidade de fazer com que a Polícia Militar tenha condições de proteger os cidadãos brasileiros que aqui residem”, frisou Taques na solenidade realizada no Comando Geral da PM no final de janeiro.

Nascido em Mimoso, distrito de Santo Antônio do Leverger, Zaqueu conta com a experiência de 22 anos na Polícia Militar. Já comandou a extinta Companhia Independente de Operações Especiais, hoje Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). “Considero uma honra dar posse a um filho de tropeiros, nascido em Mimoso, no Comando Geral da Polícia Militar”, destacou Taques. O governador iniciou o discurso cumprimentando o pai de Zaqueu, emocionado com a posse do filho.

Durante o discurso, Taques disse que a Polícia Militar precisa de, no mínimo, mais cinco mil integrantes e condições dignas de trabalho. “Policiais Militares dão vidas para salvar vidas. Precisam sentir orgulho disso ao vestir a farda pela manhã. Devemos a nossa vida a eles”. O governador garantiu mais investimentos em segurança. Segundo ele, mais da metade dos coletes salva vidas do Estado estão vencidos. “Falei para o secretário de Estado de Fazenda não economizar neste setor. As polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros são prioridade. Isso significa mais efetivo e equipamentos. O Estado tem o dever de proteger o cidadão”.

Ao frisar a importância de valorização do policial militar, Taques disse que nunca pediu a um dos policiais de sua segurança pessoal para fazer um trabalho que não fosse atribuição deles. “Tenho escolta policial desde 2001 e nunca pedi para um policial militar ir a um banco pagar uma conta. Quero dizer aos policiais militares da academia: nós daremos condições de trabalho para vocês exercerem suas funções”.

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