Secretário critica direitos humanos e afirma que prefere escolher pai de família do que criminoso

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Inversão completa de valores. Isto é o que o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Fábio Galindo, acha que está acontecendo no país. Segundo o gestor da pasta, quem está sendo culpado pelos crimes são as vítimas e não os bandidos. Ele criticou os direitos humanos, que deveriam, antes de tudo, proteger um “pai de família” e ainda disparou: “Se tivermos que escolher entre um pai de família e um criminoso, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) vai sempre decidir estar do lado do primeiro”.

“O Brasil vive hoje uma inversão completa de valores. Quem está sendo culpado pelo crime é a vítima e a Secretaria de Segurança Pública – o estado. Sendo que o grande culpado pela prática do crime é o criminoso, que ao invés de pegar uma enxada, acordar cedo e trabalhar, decide colocar um 38 na cintura, buscar uma vítima desprotegida e tomar o patrimônio dela. Há um modelo social, que entendeu por bem – razões românticas – fazer o desenho do criminoso violento, perigoso e agressivo, como vítima do sistema”, comentou o secretário.

Galindo ainda criticou os direitos humanos e disse que, primeiro, é preciso defender o cidadão de bem: “Pra mim, direitos humanos deve proteger os detentores deles e os primeiros são as vítimas. Quem tem direito humano é o pai de família que trabalha o dia inteiro, a mãe que sabe que o filho saiu e vai voltar para casa. A sociedade é que tem os direitos humanos prioritários. Se tivermos que escolher entre um pai de família e um criminoso, a Secretaria de Segurança Pública vai sempre decidir estar do lado do primeiro”.

Por fim, o gestor da pasta ainda defendeu mudanças nas leis: “Precisamos abrir o discurso e decidir quem é que merece proteção e quem merece a mão pesada do estado. Tem de se decidir quem é o trabalhador, pai de família, a verdadeira vítima e quem é o criminoso. Para este último, tem que ter um tratamento rigoroso. Foi condenado a 12 anos, tem que cumprir todos e não apenas uma parte. Temos de definir qual o nosso lado, se queremos algo sério ou se vamos ficar só dourando a pípula, como o estado vinha fazendo há décadas”.

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