Segurança inicia aulas dos cursos voltados para Copa do Mundo.

Começa hoje (22.04) o curso de Enfrentamento ao Turismo e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, voltado para os profissionais da segurança pública que vão atuar durante os jogos da Copa do Mundo. A capacitação, de 40horas/aula, será realizada durante uma semana na Academia da Polícia Civil (Acadepol), em Cuiabá.

Serão abordados os seguintes temas: fundamentação teórica sobre turismo sexual, exploração de crianças e adolescentes, estratégias e ações policiais sobre turismo sexual, prevenção, saúde e assistência social das vítimas, pós-atendimento, legislação, doutrina, entendimento dos tribunais, turismo para fins sexuais, ações de prevenção e enfrentamento e o papel do terceiro setor de enfrentamento (ONGs).

Ao final do curso será realizada atividade prática em uma oficina com aulas expositivas. A partir do dia 29 de abril, mais duas capacitações serão realizadas: multiplicador do curso de Segurança e Apoio ao Turista e o curso de Uso Diferenciado da Força. Ambas acontecerão no Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFAP) da Polícia Militar, em Cuiabá.

TREINAMENTO

Ao todo, mais de 2,5 mil servidores da Segurança Pública dos governos estadual, federal e municipais serão capacitados para atuar durante os jogos da Copa em 22 cursos distribuídos nas seguintes áreas: Operações de Emergência e Resgate; Combate a Exploração Sexual, Tráfico de Pessoas e Riscos Associados ao Turismo; Gerenciamento de Crise e Relacionamento com a Mídia; Bombas e Explosivos, Sistema de Comando de Incidentes; Policiamento Turístico; Uso Diferenciado da Força e Tecnologias de Menor Potencial Ofensivo; Integração da Segurança Pública e Segurança Privada; Escolta, Batedores e Segurança de Dignitários e Inteligência de Segurança Pública.

As capacitações serão realizadas de forma teórica e prática, com o propósito de seguir e cumprir os protocolos exigidos pela Federação Internacional de Futebol e Associados (Fifa). Os trabalhos serão desenvolvidos por meio de um convênio entre o Governo do Estado e o Ministério da Justiça, através da Secretaria-Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge). (Ascom Sesp/MT)

MT: Veículos modernos garantem melhor desempenho nas ações da Segurança Pública.

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) está renovando a frota de viaturas operacionais da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) com a locação de novos veículos para garantir melhor desempenho das ações de cada instituição.

A distribuição dos novos carros já começou com a substituição de 702 viaturas. A meta é renovar toda a frota com carros mais potentes até maio de 2013. A frota passará a contar com veículos com motores entre 1.4 e 1.8, o que representa maior potência no motor em comparação a frota atual que possui carros 1.0. “Nossa meta é retirar das ruas todos os veículos mil até maio de 2013”, disse a secretária executiva do Núcleo Sistêmico da Sesp, Sirlei Terezinha Theis de Almeida.

De acordo com a secretária executiva, além da potência no motor, as novas viaturas possuem ar condicionado, direção hidráulica, suspensão elevada e reforçada, rádio comunicador e giro flex. “Outras novidades são o compartimento para preso com cela, lanternas laterais no giro flex para facilitar a visualização do policial durante as ocorrências em lugares com pouca iluminação e o presença do sistema Locker, que melhora o desempenho da viatura em terrenos irregulares”, falou Sirlei.

Segundo Sirlei, por meio da uma nova sistemática de licitação o projeto de renovação da frota já representa uma economia na ordem próxima de R$ 2 milhões por ano para o Governo de Mato Grosso. “Separamos os lotes de viaturas da Polícia Militar, por se tratar de uma polícia ostensiva, das demais unidades da Segurança Pública, o que trouxe uma redução significativa no custo da locação dos veículos”, explicou.

SESP-MT

Policiais Civis e PMs poderão adquirir armas de calibre .45 e .357 na indústria nacional.

O Comandante do Exército Brasileiro, General Enzo Martins Peri, autorizou, através de Portaria publicada em Boletim do EB, a aquisição de até duas armas de uso restrito por policiais rodoviários e ferroviários federais, policiais civis e militares e bombeiros militares dos Estados e do Distrito Federal.

Com a nova Portaria, os PM’s poderão portar armas de calibres .357 Magnum ou .45 ACP, antes restritas a algumas forças de segurança. No entanto, o Comando Logístico do Exército ainda baixará normas reguladoras acerca da aquisição, cadastro e transferências de propriedade dessas armas de calibre restrito, incluindo o seu destino após a morte do proprietário da referida arma, ou de sua demissão ou licenciamento.

A Portaria nº 1.042, de 10 de dezembro de 2012, foi publicada em Boletim do EB nº 52/2012, de 28 de novembro de 2012, autorizando a aquisição de armas de uso restrito, na indústria nacional, para uso próprio, além de dar outras providências.

Antes da publicação da Portaria, o policial militar poderia ter a posse de apenas uma arma de porte de calibre restrito, limitado ao calibre .40. Com a nova Portaria do Exército, espera-se que os Comandos das PMs publique uma nova Portaria dispondo sobre as normas para registro e porte de arma de fogo, alterando o limite do porte de arma de calibre restrito.

PM MS, policiais poderão receber indenização para a aquisição de fardamento.

Estudo em andamento poderá modificar a obrigatoriedade do Estado em fornecer fardamentos para os policiais militares de Mato Grosso do Sul. Segundo o Comandante Geral da PM, Coronel Carlos Alberto David dos Santos, a proposta é o pagamento de uma indenização para que o militar compre a própria farda.

“Já faz três anos que estou usando o mesmo fardamento, totalmente desgastado, bem como o coturno. Tenho até vergonha de chegar nas ocorrências, pois zelo minha aparência, já que represento o Estado como se fosse ele”, apontou um militar, ao comentar no site Ronda.

“O Comando Geral vem estudando uma forma de mudarmos esta situação que realmente acaba depondo contra a imagem da Instituição”, respondeu o Coronel David, informando ainda que o Governo já autorizou a licitação para aquisição de novos fardamentos para a Polícia Militar.

A ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), desde o ano passado, reivindica junto ao Executivo novos fardamentos aos PMs.

De acordo com a PM5, o novo projeto prevê ainda o pagamento periódico ao militar. Hoje, ainda segundo a PM5, as fardas são concedidas “de acordo com os recursos da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública)”.

Assessoria de Imprensa da ACS

Governo empurra PMs para luta armada.

O atual governo que já lançou mão da luta armada contra a Ditadura, agora pode experimentar o mesmo com policiais insatisfeitos com salários miseráveis. 

Um ditado popular diz que o mundo dá voltas. Mas nesse caso, a volta foi muito rápida. A presidenta Dilma Rousseff e o governador do Rio Grande do Sul, ambos do PT, partido que se orgulha em ter vários membros que na juventude lutaram com armas contra o Regime Militar, agora se veem em posição oposta. Agora no poder, começam a enfrentar a reação de policiais que há anos estão sofrendo com salários miseráveis.
A posição do governo federal em barrar a aprovação da PEC 300 que cria o piso nacional dos policiais, inclusive jogando para imprensa dados fantasiosos e mentirosos sobre impacto financeiro da ordem de 43 bilhões anuais, tem criado ambiente propenso a formação de movimentos, greves e manifestações por todo o Brasil.  Não foi feito nenhum estudo por parte do governo sobre o real impacto da aprovação da PEC 300, que criaria um fundo nacional para ajudar os estados que não tem condições de implementar o piso com recursos próprios. Recurso todos sabemos que a União possui para bancar a PEC 300. O que falta é levar a segurança pública a sério, coisa que nunca foi feita neste país. Soma-se a isso uma população anêmica e alheia ao que acontece no país e incapaz de protestar e cobrar mudanças.

O que tem mais revoltado a tropa é que ouve tanto por parte da presidenta Dilma como do governador do Rio Grande do Sul, na campanha eleitoral, sinais de que iriam apoiar a melhoria salarial dos policiais.

Diante do impasse da PEC 300, militares tem buscado melhorias em seus respectivos estados, caso que acontece atualmente no Rio Grande do Sul. Apesar de ter ser a quarta maior economia do Brasil pelo tamanho de seu Produto Interno Bruto (PIB), o Rio Grande do Sul tem o pior salário policial entre todos os estados brasileiros.  Para se ter uma ideia, o estado de Sergipe ocupa a 21a. posição no PIB e tem o melhor salário do Brasil, desconsiderando Brasília. Lá o policial iniciante recebe cerca de R$ 3.200,00, enquanto que no rico Rio Grande do Sul não chega a R$ 1.200,00.
Diante dessa grave situação, há quase dois meses policiais tem protestado queimando pneus e interditando rodovias por todo o estado gaúcho. Até o presente momento mais de 50 ocorrências foram registradas. A mais grave e que já aponta para uma radicalização da tropa nunca vista no país, foi realizada no dia 15 de setembro, quinta feira, onde foi colocado um boneco vestido de PM com uma bomba amarrada. O Grupo de Ações Táticas Especiais agiu, retirando o artefato do local e constatando que tratava-se de uma falsa bomba.
No mesmo dia foi entregue a TV Record um vídeo onde policiais militares assumem a autoria do “atentado” ao Viaduto Otávio Rocha, no Centro de Porto Alegre. No vídeo dois homens fardados, com coletes balísticos e com capuz criticam o governador Tarso Genro e fazem ameaças:
“O senhor não está nos levando a sério, sr. governador. O senhor está querendo que seja colocado uma bomba real, ao invés de um simulato, igual ao que foi deixado hoje no viaduto.”
Fato lamentável mostra que a situação é grave e merece atenção especial do governo do estado e da Presidência da República. Policiais que historicamente são massacrados com salários ridículos e defasados tem desafiado o rígido código militar por questão de sobrevivência.  Policial Militar no Brasil vive um dilema triste e perigoso. Com baixos salários só tem duas opções: fazer bico para sobreviver ou corromper-se. O governo sempre ignorou este fato e tem criado uma bolha no setor de segurança pública que agora tem sinais que está prestes a explodir.

Movimentos dessa natureza podem se espalhar por todo o país, criando um fato inédito, onde as próprias forças de segurança lançam mão da luta armada para terem dignidade salarial. Esperamos que o governo não pague para ver.

Nota: a imprensa nacional continua a ignora o fato e nada fala a respeito.

Fonte: http://www.pec300.com/2011/09/governo-empurra-pms-para-luta-armada.html#comments

PM do RN reconhece a importância dos blogs policiais.

Há muito se questiona sobre a liberdade de expressão dos militares estaduais, não só do Rio Grande do Norte, mas de todo o país, já que uma onda de blogs surgiram em cada uma das Unidades Federativas.

A “blogosfera policial” já foi tema até de pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESec), a qual abordou a importância desse meio de informação, o perfil dos policiais blogueiros, bem como as fronteiras da liberdade de expressão em corporações públicas com rígidas hierarquia, como o caso da Polícia Militar.

Em alguns casos do país ocorreram repressões aos blogueiros, como no caso do “Blog Flit Paralisante”, que, a pedido da Polícia Civil de São Paulo, a Justiça Paulista retirou do ar o site mantido pelo delegado Roberto Conde Guerra.

No Estado do Rio Grande do Norte, porém, vários policiais militares aderiram à nova onda dos blogs, inclusive o Comandante Geral da PMRN, trazendo informações pertinentes não só para a tropa militar, mas também para a sociedade em geral.

Nesta semana o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, Coronel Francisco Canindé de Araújo, deu mais um passo para a democratização da informação no âmbito da PMRN e para a liberdade de expressão dos militares estaduais que diariamente propiciam a plena discussão dos temas relacionados à segurança pública.

O reconhecimento dessas páginas virtuais se deu através do site oficial da própria Polícia Militar do RN, onde os blogs feitos por policiais militares mais lidos pelos PM’s poderão ser acessados na página oficial da PMRN, entre eles estão o “Blog do Comandante Geral”, o “Blog do Coronel Ângelo”, o “Blog do Cabo Heronides” e o “Blog da Soldado Glaucia”.

Um passo importante que assegura o exercício do direito de opinião e a liberdade de expressão dos profissionais de segurança pública do Estado, os quais criam um ambiente apto para a mudança e melhoria do sistema de segurança pública.

A liberdade de expressão parece que finalmente chegou ao Quartel da PMRN.

Fonte: Blog da Soldado Glaucia.

Os Dez Mandamentos do Policial do BLOG ABORDAGEM POLICIAL.

Com todas essas limitações e cuidados que o policial precisa ter, fica claro porque se justifica qualquer reivindicação de valorização e reconhecimento dos profissionais de segurança pública.
Toda atividade profissional possui suas características, que expandem ou limitam os aspectos da vida daquele que se propõe a adotar determinada profissão. Neste sentido, a atividade policial é um dos ofícios que mais exige cuidado e adaptação da vida afetiva, familiar e cotidiana de seus adeptos. Por isso, resolvemos fazer um pequeno guia para aqueles que não são policiais entenderem essas limitações, e para os policiais que nos lêem reforçarem ideias que geralmente lhes são passadas desde o curso de formação.
Os Dez Mandamentos do Policial são ensinamentos para cuidar da integridade do policial e daqueles que se relacionam com ele fora ou durante o desempenho de sua atividade profissional:

Policiais que frequentam locais vulneráveis à incidência de crimes estão se dispondo a correr riscos que podem ter fins trágicos. É claro que as coisas podem ocorrer em qualquer local, porém, sabemos bem os bares, lanchonetes e outros estabelecimentos propícios à presença de pessoas envolvidas com o crime. Não é agradável sentar em uma mesa de bar ao lado de um suspeito preso em uma ocorrência por você próprio em outra ocasião. Por isso, independentemente do custo dos lugares que frequenta, procure sempre estabelecimentos onde a honestidade parece ser a característica de seu público.

 

Todos nós possuímos amigos, mas não necessariamente somos responsáveis pelas suas trajetórias. Assim, é perfeitamente possível que um amigo de infância enverede pelo ambiente do crime, e que passe a ter um estilo de vida incondizente com o que um policial pode admitir para sua própria segurança. Não se trata de “elitismo”, de ter amizades diferenciadas só por ter se tornado policial. Mas, no mínimo, é preciso estabelecer limites para alguns tipos de amigos – principalmente aqueles de ocasião.

 

Relacionamentos amorosos podem gerar sérios problemas para policiais, a depender de quem seja a pessoa com quem está se relacionando. Considerando o fato de que a atração amorosa não é controlada racionalmente, ou que este controle tem certos limites, é bem possível que um policial se envolva com pessoas que, por sua personalidade ou ambiente familiar e de amizades (e até por seus relacionamentos amorosos anteriores) sejam problemáticas para a convivência. Há casos em que esposas de policiais matam seus maridos por ter conseguido acesso a sua arma de fogo após uma discussão. Policiais que se relacionam com traficantes de drogas etc.
Um professor financeiramente descontrolado terá que dar aulas a mais para tentar voltar à estabilidade. Um policial, com arma de fogo à disposição e investido de sua condição profissional, com todas suas prerrogativas, terá tentações muito mais perversas para complementar sua renda. Certamente, esta não é a única fonte de corrupção de um policial, mas é imprescindível procurar gastar pouco para precisar de pouco, pois as soluções que aparecerão para seus problemas financeiros podem lhe gerar problemas judiciais e vitais. Mesmo com o geralmente parco salário, é preciso se manter na honestidade.

 

Nem sempre é possível estar observando tudo que está a sua volta. Existem momentos de relaxamento natural do corpo e do raciocínio. Mas o policial não pode se descuidar excessivamente, ou corre o risco de sofrer represálias em decorrência do seu exercício profissional. Se possui o hábito de portar arma de fogo, esta máxima é ainda mais pertinente. Entrou em um ônibus coletivo? Sentou em uma mesa de bar? Está sacando dinheiro no banco? Esteja sempre atento.

 

O policial geralmente se torna uma referência para a segurança da comunidade em que reside. Assalto nas proximidades? Pede ao policial para resolver. Arrombamento em uma casa? Chama o policial para entrar e ver se há alguém suspeito no interior da residência. Esta “utilidade”, porém, acaba levando o policial a se considerar um xerife de rua, uma espécie de ordenador abusivo de qualquer problema que surja em sua comunidade: algo que levará seus próprios vizinhos a se incomodarem com a postura. As “milícias” são uma extensão desse papel irregular de ditador exercido por um policial.

 

É comum ver policiais que se envolvem em ocorrências policiais fora de serviço como se de serviço estivessem – como se estivesse na companhia de uma guarnição, com rádio comunicador para requisitar apoio, fardado etc. Outros, fardados e de serviço, excedem suas competências e os limites legais, e abusam do poder que lhes é atribuído. Para ser policial é preciso exercer permanentemente a humildade e a discrição. A arrogância e a petulância podem ser fatais.

 

Pouca profissões são tão estressantes quanto a atividade profissional. Por isso, se dedicar ao trabalho policial sem ter atividades secundárias de relaxamento e diversão é um tiro no pé, que certamente trará problemas para a saúde. Participe de atividades sociais não policiais, leia livros, assista filmes, jogue futebol, viaje, enfim, pratique atividades que lhe façam se despir da condição formal e tensa que a polícia nos impõe.

 

É verdade que as polícias não treinam adequadamente seus policiais. Por isso, precisamos nos pronunciar sempre sobre estas carências, pressionar para que a zona de conforto dos responsáveis por dotar os policiais de treinamento não se extenda. Enquanto esta deficiência está ocorrendo, porém, é preciso não descuidar do preparo técnico, mesmo que isso gere custos particulares. Erra consigo mesmo quem não treina por “birra” com a polícia. Não é o governador que enfrentará situações de risco nas ruas. Estar apto para o serviço policial é diminuir os riscos de morte durante a atividade.

 

Uma coisa é querer fazer o mal. Outra é estar em um ambiente onde alguns elementos lhe levam a cometer um mal. Não são raras as ocasiões em que policiais tidos como pacíficos e moderados acabam se deixando levar pelas circunstâncias da ocorrência, se envolvendo com os fatos, e chegam a abusar do uso da força. O controle das emoções é um dos grandes desafios da atividade policial, e deve ser exercitado cotidianamente, sob pena do policial se tornar uma “bomba” a explodir suas emoções sempre que se depara com ocorrências provocativas.

Deputados federais aprovam anistia a bombeiros do Rio e de mais 12 estados.

O Plenário aprovou nesta terça-feira o Projeto de Lei 2042/11, do Senado, que concede anistia aos policiais e bombeiros militares do Rio de Janeiro, de outros 12 estados e do Distrito Federal, punidos por participar de movimentos reivindicatórios. A matéria será enviada à sanção presidencial.

A anistia se refere aos crimes tipificados no Código Penal Militar (Decreto-lei 1.001/69) e não os definidos no Código Penal (Decreto-lei 2.848/40).

Para os policiais e bombeiros militares dos estados de Alagoas, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de Rondônia e de Sergipe, a anistia abrange a participação em movimentos por melhorias de remuneração ocorridos entre 1º de janeiro de 1997 e a data de publicação da futura lei.

No caso do Distrito Federal e dos estados da Bahia, do Ceará, de Mato Grosso, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Roraima, de Santa Catarina e do Tocantins, a anistia se refere ao período de 13 de janeiro de 2010 – data de publicação da Lei 12.191/10 – e a data de publicação da futura lei.

Fim da obstrução
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) prometeu que o partido vai desistir da obstrução às sessões do Congresso Nacional e permitir as votações desta quinta-feira. “Aprovada a proposta, não haverá nenhuma obstrução nas sessões conjuntas”, disse.

Para o deputado Zoinho (PR -RJ), a obstrução do PR foi fundamental para pressionar pela votação da proposta. “O PR conseguiu obstruir as sessões de maneira inteligente para forçar o consenso e permitir a votação dessa causa justa”, opinou.

Para o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), a anistia é apenas uma etapa da luta dos bombeiros cariocas por melhores salários. “A anistia encerra um etapa dos bombeiros, mas não encerra a luta por melhores condições de trabalho”, avaliou.

As deputadas Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltaram o acordo feito entre os líderes que permitiu a votação da proposta em poucos minutos. “É com muita satisfação que fizemos essa votação, com a articulação de todos os partidos”, destacou Benedita.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) destacou que o seu partido deu “total apoio” à anistia desde o primeiro momento.

Alguns deputados aproveitaram o momento para defender a aprovação do piso nacional de bombeiros e policiais (PECs 300/08 e 446/09) e a melhoria dos salários desses profissionais. “Votaremos certamente a favor dos policiais em relação à PEC 300”, disse o líder do PRB, Vitor Paulo (RJ).

“Em um dos estados mais ricos do País, não pode um policial em início de carreira ganhar R$ 1.000”, criticou Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Otavio Leite (PSDB-RJ) destacou que a anistia vai permitir que o debate entre bombeiros e o governo do estado seja mais democrático. “Aqueles bombeiros que se mobilizaram de maneira legítima por conta de uma ausência de diálogo foram levados à radicalização por uma falta de democracia no estado”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Comissão aprova seguro de vida e contra acidentes para policiais.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou ontem proposta que obriga o Poder Público a instituir um seguro para a cobertura de acidentes e morte para policiais (civis, federais, rodoviários, ferroviários e militares) e bombeiros.

A determinação vale para todos os entes federativos (União, estados, Distrito Federal e municípios) e beneficia os profissionais que forem vitimados no desempenho de suas funções ou em decorrência delas.

O texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aos projetos de lei 5017/05, 5570/05, 6545/06, 6994/06, 1022/07, 7453/06, 1702/07, 4682/09 e 1453/11, que tratam de assuntos semelhantes. A regulamentação da concessão do seguro será feita por lei estadual e distrital e, no caso dos policiais de âmbito federal, pelo regulamento da corporação.

O relator na Comissão de Segurança Pública, deputado Otoniel Lima (PRB-SP), acrescentou ao texto uma emenda para assegurar o pronto atendimento, aos policiais e bombeiros, em hospitais da rede privada mais próximos do local da ocorrência até que seu quadro clínico permita sua remoção a hospitais conveniados.

Tramitação 
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara de Notícias

PEC 300: policiais e bombeiros definem novas medidas para forçar votação da proposta.

Policiais e bombeiros definiram na Câmara, nesta quarta-feira, novas estratégias para forçar a conclusão da votação da PEC 300, que prevê piso salarial para as duas categorias. A PEC já foi aprovada em primeiro turno, no Plenário da Câmara, mas as resistências dos governadores estaduais têm adiado a votação em segundo turno.

Para facilitar o diálogo, os líderes dos policiais e bombeiros decidiram que vão apoiar a nova comissão especial, recentemente criada pelo presidente da Câmara, Marco Maia, para resolver o impasse com os governadores. No entanto, eles exigem a manutenção do texto aprovado em primeiro turno e o atendimento dos interesses dos inativos e pensionistas.

Os profissionais da segurança pública também vão produzir cartilhas para esclarecer os reais objetivos da PEC. Greve geral e operação padrão também foram discutidas, mas ainda não são decisões consensuais entre a categoria. No entanto, o oficial bombeiro Lauro Botto, integrante do movimento em defesa da PEC 300, garantiu que todos concordaram com uma marcha à Brasília para aumentar o tom das pressões sobre os parlamentares e o governo.

“Decidimos que haverá o dia D, com data ainda a ser definida, aqui em Brasília, com caravanas de todas as regiões, a fim de ocupar e bloquear os trabalhos do Congresso e do Executivo. E exigir a imediata aprovação da PEC 300 em segundo turno. Isso, se eles não quiserem colaborar com os homens e mulheres que doam suas vidas diuturnamente para garantir, inclusive, a vida deles.”

Outra ação de consenso é a realização de um fórum, inclusive com a participação de representantes dos governos estaduais, para discutir a criação do fundo nacional de segurança pública, com recursos do Imposto de Renda e do IPI. O dinheiro federal ajudaria os estados a arcar com o piso salarial de policiais e bombeiros. Lauro Botto disse que a categoria também vai criar uma comissão de estudos atuariais para calcular o real impacto desse piso salarial na folha de pagamento dos estados.

“O ministro do Planejamento diz uma coisa, a Presidência da República diz outra, o líder do governo diz outra coisa, então, a gente vai formar essa comissão e vai provar que eles não estão tratando com pessoas ignorantes. Essa comissão vai analisar o real valor anual necessário para que o fundo nacional de segurança pública custeie a PEC 300, não gerando impacto direto aos estados.”

A busca de assinaturas de líderes partidários em apoio à votação imediata da PEC 300 também está entre as estratégias dos policiais e bombeiros. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Mendonça Prado, do DEM de Sergipe, informou que apenas os líderes do PT, PMDB e PSDB ainda não assinaram esse requerimento.

“Se eles decidirem assinar, nós vamos, então, atender a determinação do presidente da Casa de conquistar o apoio da maioria dos representantes de siglas partidárias. E os líderes devem tomar muito cuidado, porque nós estamos iniciando o processo de busca de assinaturas daqueles que constituem os partidos. E eu acredito que, se nós deflagrarmos já, nós vamos ter a maioria dos integrantes dessas agremiações partidárias assinando. O que não vai ficar bem para os líderes.”

Além da pressão sobre os deputados, os policiais e bombeiros vão organizar coordenadorias nas cinco regiões do país a fim de também conquistar o apoio da população à PEC 300.

De Brasília, José Carlos Oliveira

Fonte: Rádio Câmara