ASSALTOS A BANCO NO INTERIOR.

Armamento utilizado pelas organizações tem potencial para derrubar até helicópteros

Em assalto a Campinápolis quatro encapuzados roubaram banco oficial com submetralhadoras, fuzil, metralhadora e espingardas

Silvana Ribas
Da Redação

As quadrilhas de roubo a bancos descobriram o interior de Mato Grosso. Os grupos atuam de forma estruturada, a partir de informações em rede e com armamento pesado, munição com potencial para derrubar helicópteros.

As organizações criminosas aproveitam a fragilidade do policiamento das cidades menores e infiltram informantes ou membros nas cidades alvos para obterem informações além de arregimentarem criminosos que se destacam na região.

Dos nove roubos ocorridos no ano passado, sete foram no interior. Apenas dois em Cuiabá. Ao contrário de 2003, quando dos sete crimes desta modalidade registrados cinco foram em Cuiabá e dois em Várzea Grande.

As agências do Banco do Brasil ainda são as mais visadas, informa o delegado Luciano Inácio da Silva, titular da Gerência de Repressão a Sequestro e Investigações Especiais (GRSIE), da Polícia Civil.

No dia 15 de janeiro, a ação de um destes grupos – que atuam em todo o país – foi na cidade de Campinápolis (658 km de Cuiabá), quando quatro assaltantes encapuzados roubaram a agência do banco. Fizeram cinco funcionários reféns e na fuga mataram o soldado da Polícia Militar Tanner Maia Barbosa, 26. Outras duas pessoas foram feridas.

O roubo aconteceu por volta das 13 horas e a quadrilha usou armas pesadas como submetralhadoras, fuzil, metralhadora e espingardas. Os ladrões fizeram um escudo com pessoas que estavam na frente da agência no momento da ação. O assalto levou cerca de 10 minutos e os bandidos fugiram em três automóveis.

A mesma agência foi assaltada em 2006, com atuação semelhante. Em 2007, quatro agências do BB foram roubadas no Estado: Guiratinga, São José do Rio Claro, Denise e Santo Antônio do Leste.

Combate – Inácio diz que o combate a este tipo de crime deve ser feito por meio do serviço de inteligência, através de informações que intimidem o grupo e façam desistir da ação ou depois dela ocorrida, seja feita a prisão.

“Não é indicada a repressão no momento do assalto, já que os grupos quando vão para a agência já sabem quanto dinheiro há lá e vão preparados para enfrentar qualquer reação. Se a polícia reagir corre-se o risco de haver uma carnificina”, diz o delegado.

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Esta na hora de buscarmos o rescalonamento salarial.

Já passou da hora de lutarmos por melhores salarios e condições de trabalho para a nossa PM, vejamos a seguir a nossa irmã de Brasilia, que esta reinvidicando de forma justa um salario melhor e um soldado PMDF ganha duas vezes mais que o soldado em fim de carreira na PMMT, VAMOS A LUTA DE FORMA ORGANIZADA E DENTRO DA LEI, NÓS TEMOS MUITA FORÇA NA HORA DO VOTO.  “Você tem na vida aquilo que escolher.Sua mente é tão poderosa que vai lhe entregar exatamente o que você pedir.Se você pensa que pode ou se pensa que não pode,de qualquer jeito você está certo e receberá na mesma medida que for determinado pela sua palavra, pelo seu pensamento.A vida que você leva foi criada por você.Se você continua fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo o que sempre obteve. O sucesso da sua vida sempre esteve e sempre estará em suas mãos.”

By Blog da Segurança Pública | July 19, 2007

Pra quem não acredita que o governador está, no mínimo, embromando a PMDF, basta olhar os números.

O salário de um SD hoje gira em torno de R$ 3.200,00, enquanto o do agente da PC é da ordem de R$ 6.200,00.

O governador aumentará em 8,4% os vencimentos da PC e diz que aumentará em 8,4% + R$ 150,00 o do Sd PM e apenas em 8,4% o dos oficiais.

Ocorre que o cálculo do aumento da PC se dá sobre o total bruto, pois o pagamento da PC é em forma de subsídio.

Já o aumento da PM, ninguém sabe como será calculado, pois há gratificações, verbas de caráter indenizatório, etc.

E a PM não informa nada a sua tropa, orfã de pai e mãe que é. A mensagem ao presidente da República solicitando o aumento da PC já seguiu faz tempo, enquanto a da PM ninguém sabe, ninguém viu.

Mas para fins de ilustração do nosso cálculo vamos aqui no Blog considerar que o aumento será sobre o bruto da PM, os R$ 3.200,00.

Nessa hipótese, teríamos o seguinte:

1 Valor aproximado dos vencimentos de Soldado de 1ª Classe;

2 Valor aproximado do subsídio de agente de 3ª classe.

 

Deu para perceber que a diferença dos vencimentos do agente para o soldado vai subir de R$ 3.000,00 para mais de R$ 3.100,00?

Ele disse que vai “ser para a PM o que o Roriz foi para a Civil.”

Eu substituiria a frase por: “eu vou ser a mesma coisa para a Civil e para a PM que foi o Roriz.”

PMDF confirma exigência de nível superior em concurso para soldado

SGT CARLOS Disse: PMDF confirma exigência de nível superior em concurso para soldado

Bárbara Renault, do CorreioWeb

O Comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) confirmou nesta sexta-feira que o concurso para soldado da corporação será para nível superior. A determinação é do governador do DF, José Roberto Arruda. A partir deste concurso, qualquer outra forma de ingresso na PMDF vai exigir formação universitária. A Lei Federal 11.134, que autoriza a exigência, deve ser regulamentada até segunda-feira (14). O edital com 250 vagas para soldado da PM será lançado na próxima semana. O aumento do número de oportunidades ainda está em discussão. O certame ficará sob a responsabilidade do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB).

De acordo com o comandante da PMDF, coronel Antônio Serra, a corporação avalia a necessidade da mudança da exigência de nível médio para superior desde o último concurso para o cargo, realizado em 2001. “Não é lógico que um profissional de segurança pública não tenha capacidade e maturidade intelectual. O policial lida com situações diversas diariamente e precisa estar preparado para isso, ter senso crítico. Erro na profissão de policial, geralmente, tem conseqüências drásticas”, justifica.

A decisão tem o apoio de toda a classe. Para o major Lima Filho, presidente da Associação de Oficiais do DF, a mudança é essencial para alterar paradigmas. “O PM de rua ainda é visto como policial do exército. Uma visão muito ultrapassada. Hoje, o policial lida muito mais com a comunidade, com os problemas sociais dela. É um pouco psicólogo, um pouco assistente social. Enfim, precisa ser uma pessoa instruída e preparada para isso”, afirma.

Já os candidatos que ansiavam há mais de sete anos pela oportunidade de entrar para a PM ficaram frustrados com a notícia. O concurseiro Felipe Jurandir Batista, 25 anos, disse que priorizou o concurso ao invés de ter um diploma de nível superior. Por isso, ficará de fora da seleção. “Eles (PMDF) deveriam ter avisado isso com antecedência. Eu ia estudar Direito depois que passasse no concurso. Agora eu tenho dois sonhos drasticamente adiados”, lamenta.

Policial do futuro
Cerca de 70% do contingente da PMDF, formado por 15 mil policiais na ativa, possui diploma de graduação ou está com o curso em andamento. A expectativa é de que o percentual chegue a 100% em quatro anos. Em novembro do ano passado, o GDF lançou o projeto Policial do Futuro.

Segundo os planos do governo, mais de seis mil policiais que não possuem nível superior terão a oportunidade de conseguir um diploma com especificação em Gestão de Segurança Pública. O curso será à distância e vai ter duração de dois anos. Todo o investimento será público.

Bolsa Formação para os servidores da segurança pública.

Foi publicada no Diário Oficial da União no dia 24/01/2008 a Medida Provisória que institui a Bolsa Formação para os servidores de segurança pública no país (texto em anexo).

Serão beneficiados os policiais civis, militares, bombeiros, agentes penitenciários e peritos que recebam menos de R$ 1.400,00 (hum mil e quatrocentos reais).

Está em estudo a extensão do benefício às guardas municipais.

Serão celebrados acordos de cooperação com os estados e os pagamentos serão feitos através da Caixa Econômica Federal.

Para ter direito à Bolsa, que terá duração anual, o policial deverá ser aprovado em pelo menos um curso de EAD da SENASP por ano.

Serão considerados somente os cursos realizados a partir do ciclo 11.

Para este primeiro trimestre de 2008, período de realização do ciclo 11, serão concedidas as bolsas para os alunos que estejam cursando  e que atendam as condições previstas na MP.

Os alunos que forem aprovados nos cursos do ciclo continuarão a receber a bolsa em 2008. Os que forem reprovados ou abandonarem os cursos perderão automaticamente o direito à bolsa.

Mais informações sobre a operacionalização serão publicadas nos próximos dias.

Estão abertas as inscrições para 11º Ciclo de capacitação da Rede Nacional de Ensino a distância, com cinco novos cursos: Identificação Veicular, Polícia Comunitária, Crimes Ambientais, Redação Oficial e Português instrumental. As inscrições estarão sendo recebidas até o dia 3 de fevereiro e as aulas iniciaram no dia 25 de fevereiro, acesse www.mj.gov.br/ead .

O jovem policial

Este artigo de Lya Luft, publicado na Veja dessa semana. (23JAN08) . Sargento PM Carlos.

O jovem policial

“Se fôssemos um país mais educado, menos policiais morreriam por nós, menos cidadãos seriam assaltados e mortos, menos jovens se tornariam malfeitores, menos força teriam os narcotraficantes”.

Eu estava botando gasolina no tanque de meu carro e do meu lado estavam dois carros da Brigada Militar. Dois policiais falavam com alguém do posto. Um terceiro, bem junto da minha janela, de costas para mim, portava uma arma grande, que na minha ignorância acho que poderia ser um fuzil ou uma metralhadora. Estava ali, sozinho, e comecei a observá-lo sem que me notasse. Tenso, alerta, consciente de sua missão, olhava para os lados empunhando sua arma com o cano voltado para baixo. Seu rosto era jovem, tão jovem que me comovi. Podia ser meu filho. Mais: podia ser meu neto. Estava tão concentrado no seu dever, tão alerta na sua posição, que fiquei imaginando se, ou quando, ele poderia levar um tiro de algum bandido. Poderia ficar lesado gravemente. Poderia morrer. Por mim, por você, por um de nós, em qualquer parte do Brasil, não importa que nome se dê à sua corporação nem se é da guarda estadual, municipal, federal. Esses jovens se expõem por nós. Morrem por nós. Tentam, num país tão confuso, proteger o cidadão. A gente realmente pensa nisso? Uma vez ao dia, uma vez por semana, uma vez ao mês?

Ilustração Atômica Studio

Tentei imaginar também como eu me sentiria se um de meus netos tivesse essa profissão. Que suspiro de alívio a cada noite, ou a cada manhã, sabendo que ele estava em casa. Que angústia sempre que se noticiasse uma perseguição, um tiroteio. Quanto ganha para se expor assim um rapaz desses? Esse tinha na mão esquerda uma fina aliança. Podia ter filhos, com certeza muito pequenos, dada sua pouca idade. Que vida a de milhares de famílias, em troca, penso eu, de uma compensação financeira diminuta.

Impressionada com sua seriedade, com a realidade concreta daquela arma enorme, e com quanto de repente me senti em dívida com aquele quase menino, teimei em adivinhar: quanto ganharia ele? Tanto quanto uma boa empregada doméstica, que não arrisca a vida embora seja importantíssima numa casa bem organizada onde a valorizam? Tanto quanto uma professora de escola elementar, que vende quinquilharias ou doces feitos em casa para colegas no intervalo das aulas, a fim de se sustentar?

Tanque cheio, saí rodando, pensativa: a educação e a segurança são o primeiro eixo da vida de um país digno. Elas e outros tantos fatores. Mas eu, naquele dia, quis pensar em educação e segurança. Com elas gastam-se quilômetros de papel e uma eternidade em falação. Se fôssemos um país mais educado, menos policiais morreriam por nós, com certeza menos cidadãos seriam assaltados, violentados e mortos, menos jovens se tornariam malfeitores, menos força teriam os narcotraficantes. Menos jovens de classe média alta se matariam nas estradas ou venderiam drogas mortais a seus colegas nas escolas ou nos bares.

O problema, o dilema, a tragédia é saber por onde começar: educação começa em casa. Mas, diz um psicólogo amigo meu, os meninos (e meninas) problemáticos (aqui não falo dos saudáveis, que constroem uma vida) em geral não têm pai ou mãe em casa, e têm poucos modelos bons a seguir. Nas escolas, professores e professoras são mal pagos, desestimulados, sobrecarregados e desanimados (não todos, portanto não me xinguem por isso). Nesse caso, a educação deveria começar pelo alto: pelas autoridades, pelos políticos, pelos líderes. Não posso dizer que o Brasil está sendo brindado com uma maioria de políticos modelares, de líderes positivos, de autoridades de atitude impecável.

Então vivemos um dilema triste: começar por baixo, pela faixa etária menor, pela educação em casa e nos primeiros anos na escola, ou começar a reformar a mentalidade dos altos escalões, nos quais alguns líderes se destacam pela autoridade moral e elevada postura, mas a maioria, sinto muito, está longe disso?

Não creio que haja resposta. Eu não a tenho. Quem a tiver que sugira aos governos, ou aos pais, ou aos colégios. De momento, parece-me que estamos apenas despertando para essa questão crucial, sem a qual nada se fará de importante neste nosso país das utopias.

Lya Luft é escritora

Vamos criar a Policia que realmente cuida do direito do cidadão!

Uma das coisas que eu sempre defendi, ainda que incompreendido por muitos, é que não existe assunto proibido para o militar. Mesmo na vigência da mais rígida disciplina, quase tudo pode ser dito, desde que de maneira respeitosa e observando-se os ditames da caserna. Desta forma convido a sociedade em geral e os nobres colegas da area de segurança para juntos refletirmos sobre o papel da policia na sociedade moderna, com seriedade, justiça e principalmente com a mente aberta para a discussão sadia, vamos expor aqui as nossas ideias para que se possa mudar para melhor a segurança publica do nosso estado e do nosso povo tão sofrido e trabalhador.