O povo, a Polícia e o marginal.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Archimedes Marques

Infelizmente grande percentagem da população brasileira não tem a Polícia como sua amiga ou sua parceira no combate ao crime. As pessoas apenas usam os policiais quando precisam e logo os descartam. Para muitos, Policia e bandido se confundem e são até palavras sinônimas do submundo da nossa sociedade.

A frase popular de autor desconhecido sempre é vivenciada tristemente por todas as Policias do Brasil: “Quando alguém está em perigo, pensa em Deus e clama pela polícia. Passado o perigo, se esquece de Deus e execra a polícia”.

Aliados a tais pensamentos insensatos os governos pouco investem nas suas Polícias. A segurança pública sempre foi esquecida e sucateada através dos anos. As Polícias sempre foram relegadas ao segundo plano, principalmente no que tange a valorização profissional dos seus membros. Com raras exceções, poucas conquistas foram alcançadas pelas classes policiais em alguns Estados da Nação.

Entretanto, na área penal, destarte para diversos tipos de crimes, vários benefícios surgiram e alcançaram os seus praticantes. O avanço nesse sentido foi significativo para os transgressores da Lei e dentre tantas conquistas destacam-se: a regressão das penas com os consequentes cumprimentos em regimes fechado, semi-aberto e aberto, a prisão domiciliar, a liberdade condicional, o indulto de Natal (aquele benefício em que boa parte dos detentos vai passar em casa e nunca retornam), as penas alternativas e até o auxilio-reclusão que já existe para dar proteção aos dependentes dos presos, dado as suas impossibilidades de prover a subsistência dos mesmos. Tais benefícios chegaram para o bem dos delinqüentes mesmo contra a vontade popular e para sobrecarregar o trabalho policial em vários sentidos.

Enquanto para os delinqüentes seus direitos evoluíram, para os Policiais estagnaram e até regrediram, vez que até os próprios direitos humanos que na teoria são para todos, na prática pouco lhes alcançam, ao passo que, quanto ao povo, continua a sua triste sina do desamparo quase que absoluto.

Sem se aprofundar muito nesta questão social e só para citar um índice, o do desemprego, é triste constatação que recentemente houvera inscrição em concurso para Gari no Rio de Janeiro (não desfazendo dessa classe, mas por se tratar de uma profissão que requer a mínima cultura para exercê-la) e então, por falta de opção, 1.026 dos mais de 100 mil inscritos possuíam nível Superior completo, dentre os quais 45 com Títulos de Doutorado e 22 com Mestrado, ressaltando que tudo isso por uma busca de um salário mínimo, enquanto que o auxilio-reclusão atinge bem mais do que isso para os familiares dos presos e que em contra-senso, por ironia do destino para os familiares das suas próprias vítimas, destarte para as vítimas de homicídio e latrocínio, só lhes restam as lembranças dos seus entes queridos quando em vida.

Buscando algo ilustrativo para o fiel dessa balança incompreensível encontrei publicado em diversos sites, o artigo exemplo intitulado CARTA A UM BANDIDO escrito pelo colega Delegado de Polícia Civil do Estado do Pará, WILSON RONALDO MONTEIRO, que agora o transcrevo na íntegra:

“Senhor Bandido,

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule a sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinqüente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos.

Durante vinte e quatro anos de atividade policial, tenho acompanhado suas “conquistas” quanto a preservação dos seus direitos, pois os cidadãos e especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim com o Direito do trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.

Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro de polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser suspeita.

Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.

Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.

Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.

Dois colegas seus morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.”

Em verdade os nossos policiais são verdadeiros heróis que vivem tudo isso e que dão as suas próprias vidas em defesa da sociedade que em contra-senso, ao invés de aplaudir as suas ações e ajudar a resgatar as suas dignidades que os governantes fizeram perder ao longo dos tempos ainda cometem a tamanha insensatez de críticas descabidas e atitudes insanas que só fortalecem a marginalidade e as ações em prol dessa mesma classe.

A sociedade brasileira que também é uma sobrevivente a tais aberrações, precisa sentir a Polícia à luz do valor da amizade, funcionando como sua parceira contra o crime e contra certos desmandos, enquanto que, por sua vez, o poder público deve valorizar mais a sua Policia, e por outro lado, tentar de uma melhor maneira recuperar os delinqüentes quando dos seus crimes nas suas segregações, não com tantos benefícios, com direitos exacerbados, e sim com efetivos e verdadeiros projetos de ressocialização dando-lhes ocupações, cursos profissionalizantes e trabalho ao invés da ociosidade recompensada e breve liberdade para retorno ao crime.

Archimedes Marques, Delegado de Policia, é Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe)

 archimedes-marques@bol.com.br
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PROFISSÃO BOMBEIRO MILITAR.

Dicas importantes

O tenente-coronel Ricardo Antônio Bezerra Costa, chefe de comunicação do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, destaca que para este profissional são necessárias aptidão e abnegação. Ele afirma que o candidato (a) precisa gostar do que faz, pois o objetivo da profissão é garantir o bem maior do cidadão, que é a vida.

É preciso ainda ter estilo de aventura e dominar as técnicas na água, no ar e no fogo. “O Bombeiro tem que enfrentar perigo com técnica e tecnologia”.

O Corpo de Bombeiros destaca que tem como valores a ética, a proativadade, a qualidade, a determinação, a coragem e o altruísmo.

A corporação é a instituição de maior credibilidade entre os brasileiros. Na última pesquisa do Ibope, alcançou o índice de 88% de credibilidade.

Em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar foi criado dentro da Polícia Militar em 19 de Agosto de 1964, pela Lei nº 2184 no governo de. Fernando Corrêa da Costa. A lei nº 2421, de 8 de Setembro de 1965, dispunha sobre a constituição do efetivo do Corpo de Bombeiros. Nesta data estava formada a Companhia Independente de Bombeiros.
Ingresso

Há duas formas de ingresso no Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. Os oficiais precisam passar pelo Curso de Formação de Oficiais que é realizado pela Universidade do Estado de Mato Grosso, uma espécie de vestibular. Para 2011 haverá vagas (número ainda não definido).
A data

Em 2 de julho de 1856, Dom Pedro II assinou o Decreto Imperial nº 1.775, que regulamentou, no Brasil, o serviço de extinção de incêndio. Ao sinal de incêndio, sinos alertavam homens, mulheres e crianças que ficavam em fila e, do poço mais próximo, passavam baldes de mão em mão até chegarem ao local em chamas.

Por decreto do Presidente da República Getúlio Vargas, desde 1954 todo 2 de julho deve ser dedicado a homenagear esses profissionais. Em 2 de abril daquele ano, o decreto nº 35.309 instituiu o “Dia do Bombeiro Brasileiro” e a “Semana de Prevenção Contra Incêndios”.
Altitude

A altitude da atmosfera é de cerca de 1 mil km, apesar disso 80% da massa fluida concentra-se a 5 km acima da superfície terrestre. A gravidade existente na superfície é influenciada pela pressão que o ar exerce em razão de seu peso, isso pode acontecer de maneira variada, dependendo do ponto e do momento e outras muitas circunstâncias. Em áreas de grandes altitudes a pressão é menor, portanto o ar é rarefeito.

Fonte: Brasil Escola
Concurso

Os alunos que terminam o curso da Unemat passam 3 anos fora do Estado onde há cursos específicos de formação. Depois, retornam para Mato Grosso já como oficiais.

Os praças, cabos e sargentos ingressam na Corporação por meio de concurso público. Os aprovados passam por capacitação de pelo menos 10 meses e estágio probatório, como acontece com todos servidores públicos.

Nas duas formas de ingresso, é preciso autorização do governo do Estado para abertura de vagas. Do último concurso público feito em Mato Grosso, 60 vagas foram anunciadas para a Corporação e pode ter aumento.

Fonte: Jornal a Gazeta de MT.

OPERAÇÃO FORMATURA, DIPLOMAS FALSOS SÃO ALVOS DA PF.

Investigações apontam que quadrilha tinha ramificação em vários estados

Em Mato Grosso foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão no município de Rondonópolis

Raquel Ferreira
Da Redação do Jornal a Gazeta de MT.

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) durante a operação “Formatura”, deflagrada pela Polícia Federal em 7 estados. Em Mato Grosso, os policiais fizeram as apreensões em uma empresa que oferecia cursos e em uma residência. Uma pessoa também seria ouvida, mas não foi encontrada.

Segundo a Polícia Federal, não havia mandado de prisão para o Estado e o advogado da pessoa que deveria prestar depoimento compareceu à PF, afirmando que o cliente prestaria os esclarecimentos.

Ao todo, a PF cumpriu 59 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Campo Grande. O objetivo da operação é desarticular uma organização que tem como principal atividade oferecer cursos à distância em desacordo com as normas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC), mediante confecção e emissão de documentos ideologicamente falsos, principalmente relacionados aos ensinos médio e fundamental. A organização agia em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Conforme a PF de Campo Grande, responsável pela operação, as investigações iniciaram em 2008, após uma denúncia recebida pela internet. Diante da informação, a PF do estado vizinho instaurou inquérito para apurar as irregularidades em toda sua extensão, bem como identificar estabelecimento e pessoas envolvidas no esquema.

Segundo a PF de Rondonópolis, todo material apreendido será encaminhado para Campo Grande. O conteúdo das apreensões não foi divulgado pelos agentes, que afirmaram não ter autorização para tratar do assunto.

A PF de Campo Grande afirma que a orientação é para que todos os estados procedam como o município de Rondonópolis e encaminhe os materiais para Mato Grosso do Sul. Durante a operação foram localizados vários itens e documentos, além de computadores, HD”s, certificados, cópias de documentos pessoais e históricos escolares. Em Campo Grande, a PF apreendeu pedras preciosas e semipreciosas sem documentação na casa de um dos responsáveis pelo Instituto de Desenvolvimento, Estudo e Formação de Mão de Obra de Mato Grosso do Sul (Idefor).

Os mandados foram cumpridos em Campo Grande (14), Alcinópolis (1), Rio Negro (1), Sidrolândia (2), Nova Andradina (4), Corumbá (1), Ponta Porã (1), Ivinhema (1), Rondonópolis (2), São Paulo (2), São José do Rio Preto (6), Dracena (1), São Carlos (1), Sorocaba (1), Espírito Santo no município de Serra (1), Curitiba (4), Pinhais (1), Rio de Janeiro (1), Joinvile (4), São José (5), Jaraguá do Sul (1), Blumenau (1) e Gaspar (1).

PF realiza operação contra emissão de diplomas falsos.

Operação realizada pela Polícia Federal em 7 Estados buscou provas contra emissão de diplomas falsos em instituições que operam na área de cursos a distância. As normas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e leis contidas no Código Penal Brasileiro foram desobedecidas e rasgadas.

Educação é assunto sério, tal como Saúde e Segurança Pública. O primeiro setor remete aos demais. Quem obtiver um diploma falso de medicina fatalmente vai cometer ato que desfavorecerá um paciente. O mesmo remete-se ao agente público.

Mas o que leva uma pessoa a buscar o ilícito para mais rapidamente ter em mãos diploma para exercer a profissão? No nosso país a infame frase “jeitinho brasileiro” passou à regra. Em todos os lugares o que mais se observa são pessoas em busca de fórmulas “mágicas” para suprir reduzir o tempo de permanência na escola.

Obter de forma mais rápida diplomas universitários, ensino médio ou técnico, é uma dessas fórmulas. Trata-se, portanto, de mão de via dupla. Só existe o golpe porque há pessoas que querem chegar mais rápido ao objetivo. Assim forma-se a dupla “estelionatário e ganancioso”.

E sempre quem perde é, no caso dos diplomas, a população que fica nas mãos de maus profissionais. Há muitos médicos, advogados, professores, jornalistas, entre outros, que circulam no meio da sociedade aplicando receitas, sugestões e outras prestações de serviços de forma errônea.

É por isso que se veem na sociedade jovens ou adultos sem quaisquer resquícios de responsabilidade ou compromissados com os juramentos feitos na formatura do curso superior.

O “jeitinho brasileiro”, assim como a mentira, não têm longevidade. Ambos são descobertos de alguma forma, mesmo que demorem alguns anos. Sempre há alguém que quer chegar mais rápido ao objetivo, mesmo que isso lhe custe a execração pública.

Mas quem tem o “jeitinho brasileiro” nunca dá muita importância para críticas ou mesmo punições por parte da Justiça. De alguma forma essas pessoas não devem ser bem vistas. São uma espécie de “heróis” sem caráter, igual a Macunaíma, personagem-título do romance de Mário de Andrade.

Caráter vem de família e a maior parte desta instituição não consegue mais passar adiante valores éticos e de comportamento, resta esperar por punições da Justiça. Nesse caso é melhor sentar-se.

Cobrapol prepara lista de parlamentares que apóiam a PEC 446.

A Cobrapol divulgará uma lista com o nome dos deputados federais que apóiam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 446/09 e que se comprometeram a estar nos dias 6 e 7 de julho em Brasília, para votar a matéria na Câmara dos Deputados.

 A PEC cria o Piso Salarial Nacional para os policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários.

É necessária a presença de 308 deputados no plenário para garantir quorum para votação.

Por isso, na reunião de hoje, com as entidades sindicais filiadas à Cobrapol e a Comissão Coordenadora Nacional do Movimento em Defesa do Policial, a Confederação vai reforçar a necessidade de um trabalho de convencimento dos deputados federais nos seus estados, para que eles possam comparecer ao plenário e votar favoravelmente à PEC.

Foi por falta de quorum que a proposição não foi votada no dia 22 de junho. O presidente da Câmara, Michel Temer, se comprometeu a enviar um telegrama aos deputados chamando-os para comparecer aos trabalhos da Casa antes do período de recesso. A PEC 446/09 já foi aprovada em primeiro turno, faltando apenas serem votados três destaques à matéria para vencer essa fase. A PEC ainda será votada em segundo turno no plenário da Casa.

Por Giselle do Valle

Fonte: Imprensa Cobrapol

PEC 300 NA VOZ DO BRASIL.

 ARNALDO FARIA DE SÁ, do PTB de São Paulo, lamentou a decisão da Câmara em adiar a votação da PEC 300 para início de julho. Ele espera ainda que a Casa dê celeridade na votação da PEC 308, que cria a Polícia Penal.

 ARNALDO FARIA DE SÁ fez ainda um apelo aos líderes partidários para incluir na pauta de votação da Casa a proposta que amplia as competências das guardas municipais.

MARÇAL FILHO, do PMDB de Mato Grosso do Sul, considera insatisfatório o ritmo dos trabalhos na câmara e afirmou que existem matérias de grande importância para serem votadas. O deputado destacou a PEC 300, cuja votação em primeiro turno não foi concluída.

MARÇAL FILHO ressaltou que a segurança pública já foi um problema exclusivo dos grandes centros, mas atualmente, segundo o parlamentar, até as menores cidades do interior estão preocupadas com o aumento da criminalidade.

LINCOLN PORTELA, do PR mineiro, criticou declarações de representantes do governo federal de que se os parlamentares continuassem votando matérias que trazem despesas aos cofres da União não teriam participação no Orçamento. Ele classificou a ameaça de absurda.

LINCOLN PORTELA voltou a cobrar a votação da PEC 300, que trata do piso salarial para policiais e bombeiros e da PEC 308, que cria a polícia penitenciária, entre outras matérias que, na avaliação do deputado, visam melhorar a segurança pública no Brasil.

PAES DE LIRA, do PTC de São Paulo, criticou declaração do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, de que a votação da PEC 300 pode ser adiada para o mês de julho.

PAES DE LIRA observou que as categorias beneficiadas pela proposta já estão cansadas de não verem cumpridas as promessas de que a matéria voltaria à pauta do Plenário e a votação concluída.

CAPITÃO ASSUMÇÃO, do PSB capixaba, lamentou a morte do soldado Dilson Carlos de Souza, que perdeu a vida num acidente de carro. Ele contou que o soldado era de Cachoeiro de Itapemirim e voltava de Guarapari, onde realizava um trabalho informal para complementar a renda familiar.

CAPITÃO ASSUMÇÃO lembrou que mais de 80 por cento dos agentes de segurança pública no estado fazem trabalhos informais para reforçar a renda, problema que, na visão do deputado, poderia ser minimizado com a aprovação da PEC 300.

Fonte: http://www.capitaoassumcao.com/2010/06/pec-300-na-voz-do-brasil.html

Reajuste salarial dos Delegados do Rio, justo? e os outros profissionais da Segurança.

Jornal do Brasil

RIO – O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, espera ser recebido hoje pelo governador Sérgio Cabral para um encontro que tem todos os ingredientes para ser tenso. O líder da tropa no estado está a um passo de deixar o cargo – e acompanhado por comandantes de batalhões. O motivo é a diferença gritante entre os reajustes concedidos aos policiais militares (10%) e aos delegados da Polícia Civil, que somarão 87,34%, em aumentos mensais até julho de 2012.
O clima quente na PM, entre os oficiais com cargo de comando em batalhões, surgiu este mês, poucos dias após a sanção de um reajuste de 10% para servidores da área de segurança pública, inclusive policiais militares e delegados. Na semana passada, o governador Sérgio Cabral enviou à Alerj um projeto de lei para conceder um reajuste adicional de 70,3% a mais de mil delegados. Foi aí que o ambiente azedou no comando da PM.
O descontentamento do comandante-geral da Polícia Militar e dos chefes dos batalhões, até agora tratado com sigilo junto à mídia, tem motivos claros e simples: o reajuste em patamares tão distintos criará um enorme desnível no topo das duas forças de segurança do estado ao fim dos aumentos unilaterais para os delegados, em julho de 2012.
O reajuste extra exclusivo aos delegados também desperta críticas dentro da própria Polícia Civil. Em off, servidores da corporação reclamam que a medida criará distorções internas. Por exemplo, um inspetor em início de carreira receberá somente 15% do salário de um delegado, incluídas aí as suas gratificações.
A ideia de oferecer um reajuste extra aos delegados da Polícia Civil teria surgido após a constatação de que muitos deles estariam trocando a carreira por cargos mais rentáveis, como os de defensor e promotor público, entre outros.
Será que os Delegados de Policia do RJ são os unicos responsáveis pela segurança pública no RJ, e os agentes, os escrivães, os PMs e BMs, se ficar desse jeito, com certeza a população vai sofrer, pois se esses profissionais resolverem paralizarem e deixarem os Delegados trabalharem sozinhos, os bandidos doRJ farão uma enorme festa e duvido se os Delegados conseguem se protegerem sozinhos.

Polícia Cívil vai às escolas para mudar conceitos.

Os números das infrações cometidas pelos adolescentes nos últimos 2 anos são considerados altos pela Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e resultaram na elaboração do Programa Escolar. É um trabalho pedagógico que aproxima o corpo escolar da Polícia para diminuir as ocorrências envolvendo adolescentes nos ambientes interno e externo das unidades da rede pública de Cuiabá.

Desenvolvido pela Polícia Civil, por meio DEA, o plano faz parte do Programa de Ações de Segurança (PAS) e é dividido em 4 fases. As 3 primeiras são preventivas e realizadas dentro da escola.

Primeiro a instituição recebe a visita de uma equipe de investigadores para fazer o contato inicial com alunos, professores e funcionários. Feito isso, acontecem palestras preventivas sobre os direitos e deveres dos adolescentes e o comportamento humano, todas ministradas por policiais, psicólogo, pedagogo e assistente social.

Em um terceiro momento, são instaurados os procedimentos policiais, intimando os infratores para serem ouvidos, acompanhados de seus pais ou responsáveis. Já a quarta fase é feita do lado externo, a partir de informações colhidas durante as 3 fases anteriores.

Conforme Paulo Araújo, que desenvolveu o programa executado pela DEA, serão realizadas ações em parceria com a prefeitura e outras unidades policiais para eliminar pontos de risco para os adolescentes, como bocas-de-fumo, pontos de exploração sexual, jogos de azar e lan houses que atuam de forma irregular.

Polícia de proximidade é uma das formas de resolver o problema da violência escolar. Para Paulo Araújo, ao mostrar para os adolescentes que penalidade existe sim, tira-se a falsa ideia de que jovens abaixo de 18 não sofrem com as consequências de seus atos. “Queremos desconstruir a falta de valores e mostrar que existem limites e deveres que, se não cumpridos, resultam em internação. E não é isso que eles (os infratores) querem”.

Até o momento, 6 escolas receberam a DEA, mas, para o delegado da Especializada, a meta é levar o Programa para todas as escolas públicas da Capital dentro de 1 ano e meio. (CL)

O que leva um indivíduo a cometer suicídio?

 Casos envolvendo pessoas que se matam geram muita discussão e levam à reflexão.

Na semana passada, a atitude do médico Afrânio Maia de Almeida chocou a população mato-grossense.

As investigações da polícia indicam que ele matou a filha de seis anos, atentou contra a ex-companheira e em seguida acabou com a própria vida. Tragédias familiares como esta ficam na memória não apenas de parentes, mas também da sociedade e instigam debates em busca de opiniões de especialistas para explicar tal comportamento e os motivos que levariam para este ato extremo e cruel, que torna a vida sem valor e passível de ser interrompida.

Infelizmente, esta não é a única ocorrência em Mato Grosso. Em outubro do ano passado Roney Hermsdorff, de 51 anos, matou a mulher, a filha e feriu gravemente o filho a golpes de picareta. Um crime bárbaro que arrasou a comunidade do bairro Mapim, em Várzea Grande. Praticamente a única sobrevivente da família foi uma criança, que na época tinha seis meses e foi salva pela bisavó, sogra de Roney. Poucos meses antes do crime, o homem havia iniciado um tratamento psiquiátrico e estava afastado do trabalho. Já Afrânio era médico, atendia no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e outros hospitais da cidade, aparentemente não apresentando nenhum problema que levasse ao crime. São vários casos, cuja semelhança é a dificuldade das autoridades policiais em solucionar ou encontrar explicações para o crime, já que os criminosos se mataram. Isso é trabalho para investigadores, mas pode acabar sem resposta concreta para a família e para a sociedade, assim como aconteceu com a pequena Isabella Nardoni, morta em 2009 depois de ter sido jogada do apartamento onde o pai morava. O pai e a madrasta foram presos e condenados, mas não confessaram o crime, apesar de terem sido considerados culpados pelo assassinato.

Transtornos psicológicos, paixão não correspondida estão entre as explicações mais utilizadas para justificar estes crimes. Há poucos meses um homem foi preso em Campo Grande (MS), para onde havia fugido depois de matar a ex-esposa a golpes de machado. Depois de matar a mulher (quando ela estava dormindo), ele a enrolou em um cobertor e escondeu debaixo da cama. O crime aconteceu no bairro Pedra 90 e causou indignação e revolta da população. O motivo do crime seria passional, já que a mulher teria confessado que traiu o marido.

 A maioria dos crimes desta natureza é recheada de crueldade, já que as armas utilizadas são pesadas e provocam grande sofrimento para as vítimas, que não conseguem se defender. As razões que levaram estas pessoas a praticar os crimes são desconhecidas e não é possível explicar porque eles aconteceram. Também não se pode julgar quem é culpado ou inocente.

No nosso trabalho policial, vemos quase que diariamente esse fenômeno, pois muitos são os colegas e irmãos da corporação que não suportam a dor da perda de um parente, da pressão da sociedade, das perseguições por parte de superiores ou mesmo do descaso da classe politica em relação a profissão dos herois que defendem a sociedade dia e noite sem parar e esquecem de se proteger, então, no meu ver,  a responsabilidade pelo alto indice de suícidio nas instituições policiais se da à falta de investimentos na de apoio psicológico aos policiais, pois esses após uma jornada de trabalho estressante não tem com quem compartilhar as suas angústias e decepções do dia-a-dia, que Deus em sua infinita miserircódia tenha pena de nós e venha nos dar sabedoria para administrarmos nossas vidas e de nossos familiares.

PROCURADOR DIZ QUE SER POLICIAL NÃO É PARA QUALQUER UM.

SER POLICIAL NÃO É PARA QUALQUER UM”, DIZ PROCURADOR

O promotor mineiro Rogério Grecco é um defensor de policiais. Autor de diversos livros que focam no Direito Penal, apontado como o “mentor de concurso” pelo trabalho realizado como professor em cursos preparatórios, Rogério Grecco é um jurista renomado que tem sua mais nova incursão com o livro “Atividade Policial – Aspectos Penais, Processuais Penais, Administrativos e constitucionais”.

O olhar do promotor para os policiais não fica apenas na ótica do Direito, mas ganha também contornos de uma defesa de admirador.

“Ser policial não é para qualquer um. Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil. É difícil a atividade policial.

A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que faz”, comenta o jurista, que esteve em Natal ministrando um curso e lançando a nova obra na livraria Siciliano.

Ele considera policiais heróis. Mas o que preferiria Rogério Grecco: ir para guerra ou ser policial nas ruas brasileiras? “Acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe”, responde, de pronto.

Grecco não poupa críticas a falta de cumprimento das leis punitivas para os criminosos de classe média. O professor é contundente ao afirmar que os genocidas estão “soltos”: “Precisa de um combate sério.

O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida”, diz, em tom de desabafo, Rogério Grecco.O convidado de hoje do 3 por 4 é um professor que dá uma lição de cidadania, um promotor defensor dos policiais, um escritor que fala como mestre, um cidadão simples e simpático ao espectador.

Confira a entrevista.

Os policiais hoje causam mais medo do que segurança na população. O que levou a essa inversão de valores?

A ditadura teve uma influência muito forte com relação a isso. Havia muito abuso, muito arbítrio e depois da Constituição de 1988, depois que o Brasil se transformou em uma democracia começou a haver renovação nos quadros da polícia. Essa renovação tem sido muito importante, muito útil.

Hoje os estudantes que prestam concurso de forma geral gostam da atividade policial. O único problema que ainda vê na atividade policial é a questão da remuneração que faz com que as pessoas migrem para outras profissões. Eu, por exemplo, sou do Ministério Público, mas meu concurso era para delegado de Polícia Federal. Não fiz porque não surgiu oportunidade naquela época. A função policial é muito bonita. Tem havido renovação, mudança de mentalidade na polícia. Uma polícia que respeita o direito do cidadão. Mas infelizmente a imagem que ficou foi a antiga, da polícia truculenta, que gosta de bater nas pessoas. Mas não é assim que a coisa acontece.

Mas há também os casos de corrupção dentro da polícia. O senhor credita isso a questão de caráter ou questão de falta de incentivo para esses profissionais?

Questão de caráter. Sabe por que? Porque se você for no Congresso Nacional quantos são corruptos? Graças a Deus que as coisas têm mudado. Mas quantos juízes, quantos desembargadores envolvidos, quantos ministros envolvidos em problema de corrupção?

Agora o contingente policial é maior, quanto mais gente maior, proporcionalmente, a corrupção. Não é que exista só na polícia. Em todos os setores tem corrupção.

O tratamento destinado às Polícia Civil, Militar e Federal é diferente. A Polícia Federal usufrui de uma estrutura melhor. O senhor tem essa mesma percepção?

Tenho porque a estrutura é diferente. A estrutura da Polícia Federal é diferente. Quando você lida com a União a estrutura é sempre melhor. Mas isso está modificando nos Estados. As Polícias Civil e Militar são o front da batalha. Eles que recebem a primeira vítima, o indiciado, o primeiro acusado.

Acho que a política de remuneração da polícia, a estrutura principalmente da Civil e Militar, deveria melhorar muito.

O policial brasileiro hoje é um predestinado, um herói por trabalhar em condições tão adversas?

É sim. Eu tenho contato muito grande com a turma do BOPE do Rio de Janeiro. Eu vejo ali aqueles policiais, o amor que eles têm pela profissão. Em nada eles são mais remunerados que os outros. São altamente especializados, são pessoas que introjetaram dentro deles esse amor, esse gosto pela atividade policial. Quando se fala de policial do BOPE, qualquer policial tem orgulho de ser do BOPE.

Agora ao passo que nas outras polícias já há aquela resistência de sempre reclamando, sempre murmurando. Claro que o policial do BOPE quer ganhar mais, mas isso não faz com que ele seja corrupto. Tem outras polícias importantes.

No meu Estado, em Minas Gerais, tem uma polícia boa, mas ainda está longe de ser o ideal. A gente tem que valorizar. Acho que o principal é que a gente tem que aprender a não falar mal da polícia.

O policial se sente desprestigiado, desmerecido, ele se sente com vergonha de ser policial. Ao invés de ter orgulho ele fica envergonhado. Eu ensino meus filhos a gostarem da polícia. Meu filho já chegou a pedir autógrafo ao policial. Acho que um bom relacionamento é o que está faltando.

A sociedade é injusta com a polícia?

É. Ser policial não é para qualquer um.

Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil.

É difícil a atividade policial.

A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que fazem. Veja que sou do Ministério Público não sou da polícia. Vejo por exemplo você fazer uma incursão na favela, todo dia no Rio morre um policial. É difícil, tem que valorizar o policial.

Se o senhor fosse um policial preferia ir para guerra ou fazer segurança nas ruas do Brasil?

É difícil, pergunta difícil. Mas acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe.

Enveredando agora especificamente pela lei, como o Direito Penal pode evoluir para coibir efetivamente os crimes?

Não pode. Essa não é nossa finalidade. É porque as pessoas vendem o peixe errado no Direito Penal. Nosso problema não é jurídico, nosso problema não é legal, nós temos lei demais, nossa lei é boa. Precisa de um ajuste e outro, mas não é isso que as pessoas estão alardeando. Elas falam que tem que rasgar o Código completo. Isso é conversa. Isso não existe. O que tem que acontecer é o Governo implementar políticas públicas.

Se não houvesse desigualdade social o índice de crimes contra o patrimônio seria quase nenhum. Por que no Japão o crime de índice contra o patrimônio é quase zero? Será que no Japão as pessoas sabem melhor que não podem furtar? Não! É porque lá eles têm uma qualidade de vida que é condizente com o não querer praticar crime contra o patrimônio. A medida que você vai implementando medidas sociais você vai diminuindo criminalidade.

Eu estive em uma favela com a turma do BOPE no Rio de Janeiro. Uma favela pequena lá tem 30 mil pessoas. A Rocinha tem 250 mil pessoas. De que adianta entrar a polícia se não entra saúde, educação, lazer, habitação? Isso não funciona. Muitas cidades aqui do Rio Grande do Norte não devem ter 30 mil habitantes. Em Minas trabalhei em cidade com 10 mil habitantes.

O Estado polícia tem que vir, mas também o Estado serviço social. Precisa investir em escola, saúde.

Na minha opinião, o problema do Brasil se chama corrupção. No dia em que houver um combate efetivo sério a corrupção as coisas vão melhorar mais. Precisa de um combate sério.

O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida. Ele é que precisa ser combatido. Se combate esse cara primeiro o resto fica fácil.

Fonte:  Sd Glaucia

Nota do Sgt Carlos: Graças a Deus que temos pessoas iguais ao procurador, senão estávamos fritos, pois com esse monte de deputados fazendo graça com a PEC 300/446, assim ainda nos resta uma esperança que as pessoas boas desse Brasil nos ajude a manter a polícia sempre pronta para ajuda-la quando precisarem de nós.