Sargento da PM ensina defesa pessoal em Cuiabá.

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

Marcus Mesquita/MidiaNews

Krav Magá

A reação mais inteligente diante de uma ameaça com certeza é evitar a violência a qualquer custo, especialmente quando isso significa que você pode escapar. Mas se não for possível, existem alguns movimentos simples capazes de auxiliar na autodefesa.

Com a violência cada vez maior nas cidades grandes, tem crescido a procura pelo krav magá, a única modalidade reconhecida como defesa pessoal que pode auxiliar em situação de perigo. A luta teve origem em Israel no período em que os judeus eram perseguidos durante a década de 1940, e hoje no Brasil e em Cuiabá pode-se encontrar com facilidade uma academia que ofereça a modalidade.

Com origem militar, sua aplicação nas forças de segurança já foi adotada por corporações do mundo inteiro pela eficiência em combate. Hoje, porém, não é mais usada somente para essa função.

Dentre as técnicas ensinadas nas aulas, está a utilização de objetos como armas de imobilização, defesa e combate, como canetas, facas, bastões. Em suma, é uma defesa pessoal simples, rápida e objetiva, acessível a qualquer pessoa.

O krav magá é a única modalidade reconhecida como defesa pessoal que pode auxiliar em situação de perigo

O sargento da Polícia Militar Gustavo Monteiro é um dos pioneiros dessa arte marcial israelense em Cuiabá. O instrutor tem conhecimento de combate civil urbano e policial e, em 2015, passou por um intenso treinamento em Israel por 10 dias.

Gustavo contou em entrevista ao MidiaNews que tudo que aprendeu ele busca passar para seus alunos, que é ensinar como se defender, independentemente de condicionamento físico, idade ou sexo. Não há regras ou competições, pois sua técnica visa à legítima defesa em situações de perigo real.

“É uma modalidade interessante, porque é algo simples e eficaz. As pessoas precisam aprender rápido para poder se defender. E o krav magá foi criado apenas para defesa pessoal, não existem competições. Existe uma filosofia, mas não existem regras, até porque em combate vale tudo. Dito isso, então o principal é se defender”, explicou.

No krav magá se usa um sistema de graduação por cores de faixas. Em cada graduação pode-se encontrar diferentes exercícios com níveis gradativos de dificuldade.

“O krav magá é dividido em três áreas: militar, civil e policial. No civil, a pessoa apenas cessa a agressão e se evade do local. O aluno não é treinado para ser super herói, mas somente para se defender. No policial, é somente para aquelas pessoas que são seguranças particulares ou policiais, pois eles têm que resolver a situação de perigo. Se um assaltante estiver armado, ele precisa desarmá-lo, imobilizá-lo e algemá-lo. Já no militar, é como uma situação de guerra. O indivíduo é treinado para um conflito, para lutar com uma pessoa, o que pode até ocasionar em morte”, explicou o instrutor.

Preparo

Monteiro explica que seus alunos são treinados para analisar uma situação de risco no dia a dia, prevendo o que pode acontecer para então, se precisar, tomar uma atitude.

Marcus Mesquita/MidiaNews

Krav Magá

O sargento da Polícia Militar de Cuiabá Gustavo Monteiro é um dos pioneiros dessa Arte Marcial Israelita

“As pessoas têm que aprender a ficar sempre em estado de alerta, a prever situações de risco que possam vir a acontecer. No Brasil vivemos assustados. Isso tem que mudar. Temos que sempre estar em estado de alerta e prever que o problema possa acontecer, para, quando nos depararmos, saber lidar com eles da melhor maneira. Se você vir que não há como reagir, deixa acontecer. A sua vida é maior que isso. No krav magá se aprende que quando começa a treinar você tem que aprender a defender a si mesmo, sua família, sua nação e a sua vida”, afirmou.

O instrutor diz que não treina ninguém para ser um super herói e reagir a um assalto, ou qualquer outra situação que ponha a vida em risco.

“A gente não prepara super heróis, a gente prepara cidadãos pra lidarem com a violência urbana, que é um problema cada vez mais comum”, explicou.

“Antes disso existe todo um preparo no psicólogo da pessoa, que é o mais importante. Não adianta saber lutar e não estar preparado psicologicamente para lidar com a situação. O indivíduo pode ser faixa preta, mas, numa situação de risco, não vai saber lidar”, explicou.

Segundo o sargento, se não houver esse preparo psicólogo da pessoa, ela corre o risco de reagir a uma situação que não convém.

“Sem modinha”

Gustavo diz que em Cuiabá hoje em dia as pessoas procuram artes marciais por “modinha” ou para mostrar aos amigos que praticam um esporte “legal”. O instrutor diz que a primeira coisa que avisa quando alguém começa a participar de suas aulas é que lá não existe isso.

“Quando as pessoas vêm aqui, a primeira coisa que falo é que o krav magá não é moda. Você tem que fazer porque você gosta. É uma luta com objetivos, que são: melhorar o condicionamento físico, defesa pessoal e ter qualidade de vida em diversos aspectos”, disse.

Marcus Mesquita/MidiaNews

Krav Magá

A engenheira de Alimentos, Marcela Rios de Araújo, de 29 anos, já é faixa amarela

A engenheira de alimentos Marcela Rios de Araújo, de 29 anos, já é faixa amarela. Ela contou ao MidiaNews que começou a participar para emagrecer e porque ficou sabendo que na modalidade não exigia tanto o uso da força bruta. Com o tempo descobriu que tinha jeito para a modalidade.

“Eu decidi por fazer porque queria emagrecer. Já tinha tentado a musculação, mas não me identifiquei. Aí fiquei sabendo da luta e gostei. Descobri que não precisa muita força bruta, mas sim técnica e saber usar os pontos vitais para se defender”, disse.

A engenheira pratica a luta há um ano e conta que quando foi passar da faixa branca para a amarela quebrou o pé e só sentiu após terminar a prova.

“Eu senti uma dor no começo da aprova, mas meu sangue estava quente e continuei até o final. Passei com sucesso, mas tive que ficar seis meses sem treinar”, recordou.

Marcela diz que sua vida mudou após começar a lutar e que o krav magá lhe dá mais segurança. Ainda diz que não entende por que as aulas não são lotadas de mulheres, pois acredita que todas deveriam aprender a se defender.

“Eu sinto mais segurança agora. Que Deus me livre de ter que precisar um dia em alguma situação de risco. Mas, com o que aprendi, eu sei que se acontecer algo vou saber sair da situação”, disse.

Marcus Mesquita/MidiaNews

Krav Magá

Já o taxista Eurípedes Domingos, de 55 anos, pratica krav magá há oito meses e conta que decidiu aprender por causa dos perigos nas ruas

“Eu aconselharia toda mulher a praticar, porque o negócio é apenas jeito e técnica. Eu não entendo por que aqui não é uma aula lotada de mulheres. Só há eu aqui de mulher. Deveria ter mais porque é ótimo”, ressaltou.

Já o taxista Eurípedes Domingos, de 55 anos, pratica krav magá há oito meses. Ele conta que decidiu fazer a modalidade por causa da profissão.

“Trabalho na rua. Então tenho que ter uma defesa para escapar da bandidagem. Graças a Deus nunca precisei usar para me defender e espero nunca precisar. Mas já aprendi algumas coisas que me fazem sentir preparado. Além disso, a saúde também é importante”, explicou.

Para o cabo da Polícia Militar Públio Lentulus, de 33 anos, a utilidade da defesa pessoal serviu para aprimorar as abordagens no o dia a dia em seu trabalho.

“Eu comecei a treinar para poder praticar a luta na atividade policial, na questão de imobilização. Principalmente no momento da abordagem. A intenção do policial não é agredir as pessoas, mas sim usar do meio mais fácil, que é a imobilização, para poder conter o indivíduo e algemá-lo”, explicou.

“Eu já passei por situações anteriormente que, se tivesse preparo e conhecimento em questão de imobilização, seria uma coisa mais eficiente, talvez até mais fácil”, completou.

Marcus Mesquita/MidiaNews

Krav Magá

Com origem militar, sua aplicação nas forças de segurança já foi adotada por corporações do mundo inteiro pela eficiência em combate

O krav magá ministrado pelo professor Gustavo Monteiro fica dentro do Cuiabá Tênis Clube, na Rua Trindade e Tobago, 250, Jardim Califórnia. Telefone para contato: (65) 9221-4859.

As aulas

As aulas são realizadas todas as segundas, quartas e sextas-feiras, nos turnos matutinos e noturnos.

Os preços variam entre R$ 130 a R$ 150, dependendo da quantidade de aulas.

Fonte: http://midianews.com.br/cotidiano/modalidade-de-defesa-pessoal-ganha-adeptos-em-cuiaba/258834

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Comissão de Trabalho fixa condições de ingresso nas polícias militares.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 482/15, do deputado Capitão Augusto (PR-SP), que estabelece condições de ingresso nas polícias militares.

O projeto altera o Decreto-Lei 667/69, que hoje diz apenas que o ingresso no quadro de oficiais será feito por meios de cursos de formação da própria Polícia Militar ou de outro estado.

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Cabo Sabino
Em seu parecer, Cabo Sabino estabeleceu o requisito de ter no máximo 35 anos na data de realização do concurso

O autor do projeto observa que hoje existem, nos estados, legislações diferenciadas quanto às exigências mínimas para o ingresso nas suas carreiras.

O deputado acredita que deve haver um padrão nacional mínimo para o ingresso nas instituições. Segundo ele, vários estados já contemplam as exigências previstas no projeto, como Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Piauí, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Condições
Pela proposta, serão condições básicas para ingresso nas polícias militares:
– ser brasileiro;
– estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
– não registrar antecedentes penais dolosos;
– estar no gozo dos direitos políticos;
– ser aprovado em concurso público;
– ter procedimento social irrepreensível e idoneidade moral, apurados por meio de investigação;
– ter capacitação física e psicológica compatíveis com o cargo, verificados por meio de exame de aptidão;
– ser aprovado em exame de saúde e exame toxicológico com larga janela de detecção;
– comprovar, quanto ao grau de escolaridade, a conclusão de: curso de bacharelado em Direito, para o ingresso na carreira de oficial do Quadro de Oficiais Policiais Militares; curso de graduação superior nas áreas de interesse, conforme regulamentação próprio de cada instituição policial militar, para as praças ingressarem na carreira de oficial do Quadro de Oficiais Especialistas; curso de graduação superior em qualquer área, para o ingresso na carreira de praça de Polícia Militar.

O parecer do relator, deputado Cabo Sabino (PR-CE), foi favorável à proposta, com emendas. Um das emendas acrescenta o requisito de ter no máximo 35 anos na data de realização do concurso.

Promoção
A proposta diz ainda que as polícias militares manterão cursos em estabelecimento de ensino da própria polícia militar, ou em parceria com instituições de ensino superior, que serão requisito para a promoção. Para os oficiais serem promovidos aos postos de major, será necessário Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, e para serem promovidos aos postos de coronel, Curso de Estudos Estratégicos ou equivalente.

Já nos quadros de praças, para a promoção para o posto de sargento, será necessário Curso de Formação de Sargentos ou Curso de Habilitação a Sargento, conforme outra emenda aprovada. No caso da promoção para o posto de subtenente, será necessário Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos ou Curso de Habilitação a Subtenente, de acordo com outra emenda.

Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Adriana Resende

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias

Gefron ganha fardamento especial para atuação na fronteira.

Assessoria/Sesp-MT

Leve, resistente ao fogo, com maior durabilidade e camuflagem com as características da vegetação da fronteira. O novo fardamento do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) foi pensado para ser referência para os próximos 20 anos, em termos de qualidade.

“Para se chegar a este produto foi feita muita pesquisa, quase um trabalho científico. É um fardamento com padrão internacional”, disse o comandante do Gefron, tenente-coronel PM Jonildo José de Assis.

O novo padrão de camuflagem segue as características de folhagem da vegetação da região da fronteira Brasil-Bolívia. A nova farda possui dois tecidos, um que cobre pernas, braços e pescoço e o tecido do tórax, que é diferenciado, mais fresco e confortável. O colete é estilo suspensório.

O coturno também passou por mudanças. Agora ele é marrom, também pensado para a região de atuação da tropa. Todos os policiais vão receber fardamento para o trabalho operacional e de representação. “É uma farda de uma qualidade superior à que usávamos anteriormente. É uma material mais leve, mais fresco e confortável”, disse o major PM do Gefron, Fábio Ricas de Araújo.

No dia 13 de março, o Gefron celebrou 14 anos de atuação em Mato Grosso. O novo fardamento faz parte das comemorações.

Policial Militar é inocentado por avisar colegas no WhatsApp sobre emboscada.

A troca de mensagens em grupos fechados de WhatsApp por policiais militares não pode ser classificada como transgressão ao Regulamento Disciplinar da Corporação (RDPM) se todos os integrantes do espaço de comunicação pertencerem à força policial. Isso porque as informações enviadas e recebidas equivalem às conversas dentro do quartel, onde o diálogo é público, mas não ultrapassa os muros do local. O entendimento é do juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro.

No caso julgado, um cabo da Polícia Militar foi preso depois de informar seus colegas que bandidos tentaram atacar um outro policial, mas desistiram ao perceberem que apenas a mulher do alvo estava no carro. As informações, que também foram publicadas pela imprensa, foram enviadas por ele em um grupo do WhatsApp. Por causa da mensagem, foi aberto um procedimento disciplinar contra o cabo.

A investigação contra o policial foi embasada no artigo 13 do RDPM, que determina em um de seus tópicos ser transgressão disciplinar grave “publicar, divulgar ou contribuir para a divulgação irrestrita de fatos, documentos ou assuntos administrativos ou técnicos de natureza policial, militar ou judiciária, que possam concorrer para o desprestígio da Polícia Militar, ferir a hierarquia ou a disciplina, comprometer a segurança da sociedade e do Estado ou violar a honra e a imagem de pessoa”.

Em resposta, a defesa do cabo da PM, feita pelo advogado Lucimar Cordeiro Rodrigues, impetrou Habeas Corpus pedindo que a anulação do procedimento disciplinar. Ao analisar o processo, o juiz entendeu que o policial não cometeu nenhum desvio de conduta, pois, além de ter enviado a informação a um grupo restrito de pessoas, que também integram a força policial, o assunto já tinha saído na imprensa, o que o tornou fato público.

“Entendo que esse modo de se comunicar equivale a uma conversa entre os pares, como as que acontecem nos alojamentos. Ali não há intimidade nem privacidade, entretanto, o que ali se conversa, via de regra, não extrapola os muros dos quartéis. […] No que toca ao conteúdo da mensagem, verifica-se que se trata de um alerta endereçado aos colegas de farda. Dali não se extrai nada que pudesse comprometer a instituição da Polícia Militar, ferir a hierarquia ou comprometer a segurança”, argumentou o magistrado.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2016-mar-22/enviar-mensagem-grupo-whatsapp-nao-fere-lei-militar

Indefinição sobre pagamento do RGA prejudica planejamento dos servidores de Mato Grosso.

Indefinição sobre pagamento do RGA prejudica planejamento dos servidores de Mato Grosso

O vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso (ACSPMBM-MT), sargento Joelson Fernandes, participou na manhã desta segunda-feira (21), de mais uma reunião entre o Fórum Sindical e o governo de Mato Grosso, realizado no auditório da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan).

Os representantes dos servidores de várias categorias mais uma vez ficaram sem  definições concretas quanto ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos salários dos servidores de 2016. Presentes na reunião, os secretários Júlio Modesto (Planejamento) e Paulo Brustolin (Fazenda) alegam que a crise econômica impossibilita o agendamento imediato do pagamento.

Segundo Joelson Fernandes, a situação deixa a categoria indignada, uma vez que a decisão quanto ao pagamento vai sendo mais uma vez prorrogada, prejudicando o cronograma financeiro dos servidores.

Contudo, Júlio Modesto afirmou que a data de pagamento da folha salarial do mês março está mantido, sendo efetuado no dia 31. Mas, não foi descartada a hipótese de alteração da data, e até mesmo parcelamento do salário nos meses subsequentes. Essa possibilidade é tratada como alternativa para que o governo possa honrar os compromissos diante de  agravos na crise econômica.

O presidente do Sindicato dos Fiscais de Tributos Estaduais de Mato Grosso, Ricardo Bertolini, que foi porta-voz dos servidores nessa reunião, também enfatizou que a indefinição das duas pautas tratadas nesta segunda-feira atrapalha no planejamento de contas dos servidores.

Os representantes dos sindicatos e associações voltarão a se reunirem na primeira semana de abril. As classes cobram do governo a apresentação detalhada dos números referentes à receita e despesa do Estado.

Gefron comemora 13 anos com atuação marcante na fronteira.

Hérica Teixeira/Luzia Laura | Sesp-MT
vps
O Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) aprendeu em 2015 quase duas toneladas de drogas nos 983 quilômetros da fronteira entre Mato Grosso e Bolívia. Os resultados reafirmam a importância do trabalho do grupamento, que no dia 13 de março completou 14 anos de atuação na fronteira.
Entre janeiro e dezembro do ano passado foram apreendidos 1.770 quilos – o maior montante desde 2011, quando as apreensões somaram 165,3 quilos.
O comandante do Gefron, tenente-coronel PM Jonildo José de Assis, avalia as ações na fronteira de forma positiva e destaca o trabalho integrado entre as forças de segurança.
“Os números conquistados foram por meio das operações realizadas e também pela nova política de segurança pública do governador Pedro taques. Os policiais que trabalham na fronteira são uma equipe motivada, aguerrida, empenhada e dedicada na missão”, destacou.
Tráfico
O tráfico de drogas ocorre na fronteira por meio fluvial, terrestre e aéreo. Automóveis, ônibus de linha regular, veículos de cargas, motocicletas, bicicletas e até mesmo pessoas, as chamadas “mulas”, são usadas para transportar as drogas.
Os tipos de drogas apreendidas entre o Brasil e a Bolívia são pasta base, cocaína e maconha.
Outro combate expressivo do Gefron é o de evasão de divisas. O crime está, frequentemente, ligado a pagamento de carregamentos de drogas, armas ou produtos de contrabando e descaminho.
Somente no ano de 2015 foram apreendidos R$ 1.210.646,00. Este valor representou um aumento 80% em relação a 2014, quando o quantitativo apreendido foi de R$ 243,2 mil.
Veículos
Automóveis, caminhonetes, caminhões, tratores e máquinas agrícolas, produtos de crimes cometidos no Brasil, também estão entre as apreensões feitas na fronteira.
Em 2015, o número de recuperação e apreensão de veículos também foi o mais expressivo, se comparado com os últimos quatro anos. Ao todo, foram 269 veículos recuperados e apreendidos. Em 2014 foram 191. O aumento de 40,83% em relação a 2014.
Armas e prisões
Ao longo do ano, o Gefron registrou ainda apreensões de armas, munições e de produtos de contrabando e descaminho.
O número de prisões por mandado também aumentou. Em 2015, houve um aumento percentual de 160%, em relação a 2014. Em 2015, foram registradas 24 ocorrências a mais.
O Gefron atua na fronteira com boletins de ocorrências registrados, apreensão de entorpecentes, descaminho ou contrabando, veículos recuperados e apreendidos, evasão de divisas, armas e munições apreendidas, prisão por mandando, dentre outras ocorrências.
2016
De janeiro a 14 de março de 2016, o grupamento já apreendeu quase uma tonelada de drogas, entre pasta base e maconha. Foram 903 quilos de entorpecentes apreendidos.
Uma das maiores apreensões deste ano foi em ação conjunta com a Polícia Federal. No dia 15 de março, foram apreendidos cerca de 450 quilos de cocaína em uma fazenda localizada no bairro Capão Grande, na cidade de Várzea Grande.
Além da droga, os policiais apreenderam ainda quatro veículos, três fuzis e materiais que eram usados na fabricação e comercialização do entorpecente. Os policiais também localizaram 48 veículos e apreenderam 317 munições e 12 armas.
O Gefron apreendeu ainda U$ 339 mil dólares, que estavam sendo transportados na fronteira.
Sobre o Gefron
O Grupo Especial de Segurança da Fronteira foi criado no Estado de Mato Grosso no dia de 13 de março de 2002, por meio do Decreto Estadual nº 3994.
O objetivo do grupamento especializado é apoiar os órgãos federais responsáveis pela segurança na fronteira do Brasil com a Bolívia dentro do Estado de Mato Grosso, desencadeando na região operações sistemáticas de prevenção e repressão ao tráfico de drogas, contrabando e descaminho de bens e valores, roubo e furto de veículos e invasões de propriedades.

Torneio de tiro marca comemorações do 14º aniversário do GEFRON.

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Realizado no Batalhão de Fronteira do Exército, o 2º Torneio de Tiro do Gefron reuniu instituições de Segurança Pública que atuam na região de fronteira do Brasil com a Bolívia.

Representantes do Ministério Público Estadual e policiais civis, militares, rodoviários federais e do Exército participaram do evento, que contou também com a participação especial de uma comitiva formada por policiais bolivianos. O grupo, que veio a convite do Gefron, demonstrou habilidade.
Também presente à festa, o secretário de Segurança Pública, Fábio Galindo Silvestre, elogiou o desempenho dos militares da Bolívia na pista de competição. “Eles deram um show”, disse.

Confraternização

Ao todo, 32 pessoas participaram do torneio. O clima era de confraternização entre os convidados que aguardavam ansiosos pelo início da prova. Por meio de um sorteio, os participantes foram divididos nas categorias individual, equipe e equipe Gefron. O torneio foi acompanhado por representantes da Federação Mato-grossense de Tiro Desportivo.

A pista de prova foi montada com obstáculos para simular algumas dificuldades enfrentadas pelo policial que trabalha na região de fronteira. O objetivo era fazer o percurso e acertar os alvos no menor tempo possível. E antes de iniciar as disputas, todos percorreram a pista de prova para conhecer os obstáculos ouvindo atentamente as orientações do juiz.

Entre os obstáculos, os participantes tiveram que passar por um túnel, labirinto com pesos, zigue-e-zague com obstáculos e, no final, passar por cima e por baixo de uma fita elástica.
As armas utilizadas foram a pistola .40, a submetralhadora SMT 40, a metralhadora calibre 12 e a carabina 556.
Dentre os participantes, uma das mais aplaudidas foi a 2º tenente PM Ladislaine Simonini Silva, que representou o Gefron na disputa. Era a única mulher no torneio.
“Foi um desafio por se tratar de um evento predominantemente masculino”, disse ela, que completou a pista em 78 segundos. “Fiquei lisonjeada em participar do evento e representar o Gefron”.

Na categoria individual, o vencedor foi o cabo PM Jeber Junio Paisano Silva. A equipe do 12º Comando Regional da Polícia Militar venceu na categoria equipe. E na disputa entre equipes do Gefron, os vencedores foram o cabo PM Junio Cesar de Oliveira Luz e Jeber Junio Paisano Silva.

Para o comandante do Grupo Especial de Segurança de Fronteira, tenente coronel PM Jonildo José de Assis, completar 14 anos de existência é uma grande conquista. “O nosso policiamento especializado tornou-se modelo para outras polícias de fronteira do Brasil. Sentimos muito orgulho desses policiais que são conhecidos pela sua honestidade, hombridade e empenho no serviço na fronteira”.

Fábio Galindo ressaltou que o Gefron realiza um trabalho em prol do país e da segurança de Mato Grosso sendo motivo de orgulho para os mato-grossenses. “O trabalho do Gefron reflete diretamente em todo o país porque combate crimes como o tráfico de drogas”.

Gefron

O Gefron foi criado em Mato Grosso em 13 de março de 2002 com o objetivo de apoiar os órgãos estaduais, federais e municipais responsáveis pela segurança na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
Diariamente policiais do grupamento realizam operações de prevenção e repressão aos crimes fronteiriços. A atuação contínua é executada também por meio de patrulhamento volante nas rodovias estaduais e federais e estradas não oficiais, além das fiscalizações em postos fixos localizados no Matão (Pontes e Lacerda), Vila Cardoso (Porto Esperidião) e Avião Caído (Porto Esperidião).

Segurança acrescenta novos registros de ocorrências no site da Delegacia Virtual.

Luciene Oliveira | PJC-MT

A Secretaria de Estado de Segurança Pública aumentou em mais nove os serviços do portal da Delegacia Virtual (www.delegaciavirtual.mt.gov.br). A versão 3 do sistema passou a disponibilizar ao cidadão registros de ocorrências de furto de celular, exercício ilegal da profissão, ameaça, calúnia, difamação, injúria, constrangimento ilegal, violação de serviços e o pré-registro, além do extravio e furtos de documentos e objetos, denúncia, e desaparecimento de pessoas que já existiam.

Os tipos penais para o registro via internet foram escolhidos pela Polícia Judiciária Civil com base em pesquisas estatísticas dos crimes mais registrados nas delegacias de polícia, e, com isso, trazer agilidade e eficiência no atendimento ao cidadão.

Os serviços da Delegacia Virtual podem ser acessados pelo Portal da Segurança Pública (https://portal.sesp.mt.gov.br/portaldaseguranca/pages/home.seam), com maior comodidade e agilidade ao cidadão, tudo pela internet, sem que ele precise sair de casa e enfrentar filas em uma delegacia de polícia.

O pré-registro é uma das novidades da nova versão. Ao acessar o site, o cidadão poderá iniciar o preenchimento dos dados da ocorrência (data, hora, local) e relatar como aconteceu o fato. No final será gerado um número de protocolo e no prazo de 48 horas o comunicante deve comparecer em uma delegacia para finalizar o registro e impressão do documento.

O pré-registro foi pensado para agilizar a comunicação de tipos penais, que não são contemplados pela Delegacia Virtual por haver necessidade de requisitar perícias, com o crime de roubo. Com isso, o cidadão ganha tempo e garante maior informação no registro da ocorrência.  “Na Delegacia o atendente irá verificar se tudo está correto e tipificar o crime. De casa e logo após sofrer o crime, a vítima terá maior facilidade de lembrar detalhes interessantes para investigação, como características físicas da pessoa”, destacou o delegado coordenador da Central de Ocorrências, Roberto Pereira Amorim.

Os novos serviços estão em funcionamento desde o dia 27 de janeiro de 2016. Nesse período a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da Sesp, avalia o desempenho do sistema.

A coordenadora de Soluções Tecnológicas da Sesp, Diana Lima, disse que a versão 3 da Delegacia Virtual começou a ser desenvolvida em janeiro de 2015, com a entrega da primeira fase em junho e a segunda etapa em janeiro de 2016. “Um projeto nunca é desenvolvido apenas pela parte técnica. Sempre há um ou vários solicitantes, um ou vários responsáveis por repassar as regras do negócio trabalhando em conjunto com a equipe técnica. Neste caso a equipe técnica da Gerência de Projetos da STI que escreveu o projeto, a Gerencia de Sistema implementou e  a  Superintendência de Tecnologia da Informação-STI da Sesp implantou”, explicou.

Atendimento

A expansão dos registros pela internet é uma das estratégias da Segurança para melhorar o atendimento nas Delegacias de Polícia, diminuindo o tempo de espera em fila nas unidades e também aumentar a qualidade da informação dos registros. “A Delegacia Virtual é uma das ferramentas da Segurança para oferecer melhor atendimento ao cidadão. Pessoas de todo lugar do Estado entram no site e faz o B.O., depois imprime em sua própria residência. É uma excelente ferramenta de trabalho”, finalizou o delegado Roberto Amorim.

Nos dois primeiros meses de 2016 a Delegacia Virtual registrou 7.487 boletins, sendo 5.654 para o extravio de documentos.

Ambiente Virtual

O ambiente da Delegacia Virtual registra boletins de ocorrências em três idiomas, português, inglês e espanhol e traz explicações para cada um dos serviços disponibilizados no sistema, para que o boletim seja confeccionado na modalidade correta.

No caso de crime cometido com violência e grave ameaça à vítima, como roubos, arrombamentos, estupros e outros delitos, o cidadão deve procurar uma delegacia fixa, por haver necessidade de perícia e tomadas de providências urgentes. O pré-registro poderá ser feito, mas a vítima deve comparecer logo de imediato na Delegacia.

Pelo portal o comunicante também pode acompanhar o andamento do registro, solicitar autenticação da ocorrência e número de protocolo. Também estão disponíveis os telefones uteis para denúncias e informações  da Polícia Civil (197), Polícia Militar (190), Bombeiros (193), e Defesa da Mulher (180).

Após o registro, o boletim passa por conferência e checagem de informações, que vai garantir se a ocorrência registrada está de acordo com os serviços processados pela unidade virtual e a veracidade de dados prestados pelo usuário.

O trabalho de verificação é realizado por 11 servidores, divididos em 4 equipes de 2  a 3 pessoas, que depois de checadas as informações, encaminham  o boletim validado ao e-mail do comunicante, em até 15 minutos.

Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso
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(65)3613-5673

Deputados celebram aumento da licença-paternidade para 20 dias.

O chamado Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/16) foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na terça-feira (8). Um dos principais pontos do texto, que prevê uma série de ações voltadas para o bem-estar das crianças de zero a seis anos, é o aumento da licença-paternidade de cinco para 20 dias. No caso de adoção, o pai também fará jus ao benefício.

O direito será garantido aos funcionários das empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã, que já adota a licença-maternidade de seis meses. A companhia que participa do programa recebe incentivos fiscais, podendo deduzir de impostos federais o total da remuneração do funcionário licenciado. A regra só vale para as corporações que têm tributação sobre lucro real.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Osmar Terra
Osmar Terra: o amparo emocional do pai é importante para a mãe e o filho

Para um dos autores da proposta (PL 6998/13) que originou a lei, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), a licença-paternidade maior vai ajudar na recuperação da mãe após o parto e pode, inclusive, influenciar no desenvolvimento da criança. “Logo que o bebê nasce, é comum a mãe enfrentar muitas dificuldades, inclusive psicológicas. Trata-se de um período em que ela precisa muito do amparo emocional do parceiro e isso reflete no filho”, afirma.

Folgas
Além dos 20 dias de licença, o pai poderá ter folgas remuneradas para acompanhar a gestante às consultas de pré-natal. Conforme a nova lei, o genitor fará jus a até dois dias para acompanhar a mãe em compromissos médicos durante a gravidez e a um dia para levar o filho de até seis anos ao pediatra.

O texto estabelece ainda que as gestantes e as famílias com crianças na primeira infância recebam orientação e formação sobre maternidade e paternidade responsáveis, aleitamento materno, alimentação complementar saudável, crescimento e desenvolvimento infantil integral, prevenção de acidentes e educação sem uso de castigos físicos.

Proteção à criança
Na avaliação do deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS), que também integrou a Frente Parlamentar da Primeira Infância, responsável por apresentar o PL 6998/13, a lei vai proporcionar mais proteção a meninos e meninas nos primeiros anos de vida.

DEP NELSON MARCHEZAN
Nelson Marchezan Junior: foco do marco legal é ampliar a proteção às crianças

“Neste marco legal, o foco está na criança em si. Se há algum direito associado, algum benefício, alguma vantagem, alguma licença de imposição jurídica para o pai, a mãe ou a família é em benefício da criança”, avalia Marchezan Junior.

O Marco Legal da Primeira Infância expande a educação para as crianças de zero a três anos. As instalações e os equipamentos voltados a esse público devem obedecer aos padrões de infraestrutura estabelecidos pelo Ministério da Educação. Além disso, deverão ser criados espaços públicos para garantir que as crianças tenham locais adequados para se desenvolver.

Reportagem – Lianna Cosme
Edição – Marcelo Oliveira

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Senasp abre curso superior de Tecnologia e Segurança Pública em MT.

A secretária nacional de Segurança Pública, Regina De Luca MIki, participou, por meio de vídeo, da aula inaugural do Curso Superior de Tecnologia em Segurança Pública realizada em Cuiabá (MT). Estão matriculados 400 policiais mlitares, policiais civis e bombeiros militares mato-grossenses.

A capacitação é promovida pela Secretaria Nacional de Segurança do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Governo do Estado. Trata-se do primeiro curso superior para profissionais de segurança pública.

“O curso tem o objetivo de qualificar profissionais tecnólogos de nível superior para atuarem nas áreas de política, gestão, planejamento e técnicas operacionais no âmbito do sistema de segurança pública, fundamentado nos princípios da cidadania, dos direitos humanos e da cultura da paz, em relação às atividades de prevenção e enfrentamento de conflitos contemporâneos da sociedade”, definiu a secretária Regina.

Para esse curso o IFMT, adotou a matriz curricular proposta pela Senasp/MJ. O curso terá a duração de dois anos com 1910 horas-aula e ocorrerá por meio do ambiente virtual de aprendizagem da Educação a Distância para Segurança Pública (Rede EaD). Além das aulas no ambiente virtual o curso prevê um encontro mensal que será realizado no Campus Cuiabá. As avaliações serão presenciais e a distância.

Fonte: http://www.justica.gov.br/noticias/senasp-abre-curso-superior-de-tecnologia-e-seguranca-publica-em-mt

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