PMMT expulsa soldado acusado de dar cobertura a assaltos.

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A Polícia Militar expulsou mais um soldado de suas fileiras por desvio de conduta.

O militar foi acusado de das cobertura a vários assaltos praticados na Capital, em 2011.

A portaria, assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Nerci Denadi, foi publicada no Diário Oficial que circulou na quarta-feira (17) no Estado.

Conforme a publicação, a participação do então soldad foi confirmada em pelo menos três assaltos que ocorreram em Cuiabá, na modalidade “saidinha de banco”, onde ele atuaria em dupla com um suspeito, que, inclusive, foi reconhecido pelas vítimas de três ocorrências.

De acordo com a portaria, no dia 29 de abril de 2011, por volta das 15h30, a dupla foi presa na Rua Américo Salgado, no bairro Araés, em um veículo Gol, que já estava sendo monitorado pelo Servido de Inteligência do 1º Batalhão da PM, por suspeito da prática da “saidinha de banco”.

“[...] no momento da abordagem pela guarnição, o soldado, que já estava do lado de fora do carro, abriu a porta do passageiro, pegou a arma que estava na porta do mesmo lado do passageiro, colocou-a em sua cintura e, após a apreensão do armamento, constatou-se ser um revólver marca Taurus, calibre 38 (com numeração raspada) e cinco munições intactas”, diz trecho da portaria.

O militar foi encaminhado ao antigo Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Oeste (no bairro Verdão), onde foi autuado em flagrante no artigo 157 do Código Penal (roubo) e artigo 16 da Lei 10.826/2003 (porte ilegal de arma – suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato).

De acordo com a publicação, em outubro de 2011, o Conselho de Disciplina decidiu pela expulsão do militar dos quadros da corporação, a que ele recorreu.

“Contudo, foi conhecido e negado provimento, entendendo-se que o pleiteante é culpado das acusações a ele impostas, mantendo-se a sanção administrativa disciplinar de exclusão a bem da disciplina ao recorrente”, concluiu o comandante-geral, na portaria.

Punição

Cabe, agora, à Diretoria de Ensino e Instrução e Pesquisa (Deip) o recolhimento da identificação funcional, do fardamento e dos apetrechos que pertençam à Fazenda Pública Estadual e que estejam de posse do ex-soldado da PM.

O prazo para recolhimento é de até cinco dias úteis.

Se o ex-policial tiver qualquer armamento de uso pessoal, deverá ser instruído a devolvê-lo à Corregedoria Geral da PM, para cancelamento do porte e do registro de arma de fogo.

Fonte: http://midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=210404

Quadrilha chefiada por vereadores em MT teria encomendado morte de PMs.

No decorrer das investigações que resultaram na prisão de dois vereadores de Nova Ubiratã, a 506 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (13), a polícia descobriu que a quadrilha de tráfico de drogas teria encomendado o assassinato de dois policiais militares. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Valter de Mello, a organização criminosa foi desmantelada por policiais militares que atuam na cidade e, por isso, havia interesse dos traficantes na remoção dos PMs e até na morte deles.

Os vereadores Reinaldo de Freitas e José Itamar Marcondes, detidos durante operação do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), negaram os crimes e alegaram que pediram a remoção dos policiais porque eles estariam cobrando propina na cidade.

O homem que havia sido procurado por um traficante preso no início deste ano, por intermédio de um dos vereadores, para fazer o ‘serviço’ foi ouvido pela polícia durante as investigações. “Ele confirmou ter sido chamado para cometer o crime de pistolagem, mas alegou ter recusado”, afirmou o delegado. Ele tem várias passagens criminais, inclusive por homicídio.

Após ser preso, um dos integrantes do grupo contou à Polícia Civil sobre o envolvimento dos vereadores, que seriam os responsáveis por dar suporte à quadrilha, cuja ‘base’ funcionava em um salão de beleza de fachada. O estabelecimento era comandado por um traficante de Cuiabá, que teria sido levado para a cidade por um dos parlamentares presos com a intenção de vender drogas na região.

O rapaz que havia dado informações à polícia sobre o esquema teria sido coagido na prisão por dois advogados. Por tráfico de influência, esses advogados foram presos neste ano. “Tentaram fazer com que ele mudasse o depoimento”, disse o delegado. Depois disso, o outro traficante responsável pelo salão de beleza de fachada também foi detido.

“Os vereadores tentaram usar da influência política para tirá-lo da prisão e ainda tentaram retirar os policiais militares que tinham feito a detenção dele. Os PMs sofreram persguição política para parar o trabalho”, contou o delegado. No salão de beleza de fachada a polícia encontrou produtos usados para o refino da droga para a comercialização da pasta base de cocaína.

Além da PM, a Promotoria de Justiça do município já havia recebido várias denúncias de que adolescentes estariam traficando drogas na cidade. Esses adolescentes eram supostamente aliciados para o crime. Pelo menos seis menores de idade estariam envolvidos com a quadrilha.

Os vereadores tiverem os sigilos bancário e telefônicos quebrados. Nas interceptações, a polícia comprovou a relação deles com os traficantes. “Eles usavam expressões como camiseta e cerveja para se referir à droga na tentativa de evitar que fossem descobertos”, comentou Mello.

Fonte: Pollyana AraújoDo G1 MT

Coronel Taborelli, o representante da segurança pública na assembleia.

A segurança pública precisa ter o seu representante na AL, e esse é o momento. 43190 é a melhor opção!

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Compartilhe esta ideia e abrace nosso projeto!!!

Meus amigos, estamos a poucos dias das eleições. Você que ainda não decidiu em quem votar para deputado estadual, peço o seu voto e seu apoio para convencer seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho e familiares a somar conosco neste projeto por um Estado mais seguro e justo. Coronel Taborelli 43190 – Deputado Estadual

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Para cada quatro mortos pela polícia no Brasil, um policial é assassinado.

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Um levantamento feito pela BBC Brasil com os governos estaduais mostrou que um policial foi assassinado para aproximadamente cada quatro cidadãos mortos pela polícia no Brasil em 2013.

Os dados apontam tanto para uma alta letalidade das ações da polícia como para o grande nível de risco ao qual os agentes da lei estão expostos no país, segundo analistas.

No ano passado, ocorreram ao menos 1.259 homicídios cometidos por policiais e 316 baixas nos quadros das policias civil e militar em 22 Estados que forneceram dados a pedido da BBC Brasil.

Para Ignacio Cano, sociólogo e coordenador do Laboratório de Análise da Violência da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), os altos números tanto de mortes causadas pela polícia quanto de baixas de agentes são dados que preocupam por poderem configurar “um presságio” de maiores níveis de violência geral num futuro imediato.

Ele atenta para o fato de que os policiais morrem mais quando estão de folga, em situação mais vulnerável. “Quanto mais mortes causadas pela polícia, mais policiais vão ser mortos quando estão trabalhando na segurança privada ou quando são surpreendidos nas áreas onde eles moram. Isso, por consequência, significa que a polícia vai matar mais depois, entrando num círculo vicioso. Uma lógica de guerra que nunca desapareceu no Brasil, mas algo que temos que combater e tentar manter sob controle”, avalia.

De acordo com os dados compilados pela BBC Brasil, a cada mês de 2013 aproximadamente 105 pessoas foram mortas pelos agentes da lei e 26 policiais foram assassinados por criminosos nesses Estados.

A BBC Brasil solicitou dados oficiais sobre a violência relacionada a policiais em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, mas cinco deles não responderam até a data de fechamento da reportagem e quatro enviaram dados incompletos.

Átila Roque, diretor da Anistia Internacional no Brasil, diz que “no Brasil temos uma das polícias que mais matam e mais morrem em todo o mundo”.

Ele acredita que, no contexto nacional, o policial civil ou militar é tanto “algoz quanto vítima”, num modelo de segurança pública que necessita de “urgentes reformas”, incluindo a desmilitarização das polícias.

Estatísticas escassas

Para Roque, a dificuldade de obtenção de estatísticas sobre esse tema reflete um certo grau de complacência do país e da sociedade em relação à violência policial.

“É impressionante. Em um Estado democrático, em pleno século 21, o (fato de o) país não saber dizer quantas pessoas morrem na mão da polícia anualmente”, disse ele. “São pouquíssimos Estados que têm esses números sistematicamente.”

Os Estados que não responderam ou enviaram dados desatualizados à BBC Brasil foram Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Roraima.

Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisadora da FGV, lembra a dificuldade de se obter dados confiáveis também dentro do Brasil. “Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm uma tradição de monitoramento, então os números são mais fieis à realidade. Agora, em muitos casos recebemos um dado da PM, outro da Secretaria de Segurança Pública, e outro do Ministério da Justiça”, explica.

Em 2012, o Brasil registrou o maior número de homicídios da história: 56.337, segundo dados coletados pelo SUS – Sistema Único de Saúde (considerados confiáveis pelos pesquisadores), e a falta de estatísticas com maior exatidão e a ausência de um controle mais rígido fazem analistas acreditarem que os números de mortos em confrontos com a polícia possam ser ainda maiores.

Átila Roque, da Anistia Internacional, diz que uma parcela desconhecida dessas milhares de mortes se refere aos grupos de extermínio e milícias formados em sua maioria por ex-policiais e agentes ainda na ativa, e cujos números de assassinatos não são registrados de forma oficial.

A abordagem dos temas da violência policial e da violência contra os policiais como parte da cobertura especial da BBC Brasil sobre as eleições de 2014 foi sugerida em uma consulta com leitores promovida pelo #salasocial – o projeto da BBC Brasil que usa as redes sociais como fonte de histórias originais.

Reportagem publicada nesta segunda-feira pela BBC Brasil mostra como o tema tem sido evitado na campanha pelos principais candidatos à Presidência. Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, isso se deve principalmente ao medo de perder o voto dos eleitores conservadores.

Na página da BBC Brasil no Facebook, muitos leitores participaram do debate e fizeram comentários sobre a questão.

Circunstâncias dos crimes

Apenas 14 dos Estados que responderam ao pedido da BBC Brasil pelos dados de homicídios envolvendo policiais deram detalhes sobre as circunstâncias das mortes. Assim, foi possível obter dados específicos sobre as mortes de 695 suspeitos e de 279 policiais.

O levantamento mostra que 87% dos suspeitos foram mortos por policiais militares em serviço – ou seja, fardados e agindo em operações oficiais da polícia.

Os outros 13% dos homicídios foram cometidos por policiais civis e militares de folga e também durante operações oficiais da Polícia Civil.

Essa proporção se explica pelo fato de as polícias militares possuírem contingentes muito maiores que as polícias civis e atuarem no patrulhamento ostensivo das ruas. A Polícia Civil cumpre majoritariamente o papel de investigação.

Contudo, esses dados estatísticos não abrangem todas as situações em que policiais participam de crimes – até mesmo milícias ou esquadrões da morte – fora do serviço. Por isso, para analistas, o número total de homicídios deve ser maior.

Já a maioria dos assassinatos de agentes da lei ocorreu entre policiais militares de folga (57%).

Segundo Antônio Carlos do Amaral Duca, vice presidente da Associação de Cabos e Soldados de São Paulo, o período mais vulnerável para o policial militar é durante as folgas.

“Os criminosos não costumam reagir contra um policial fardado porque um ou dois policiais podem (pedir reforço) e se transformar em cem em questão de minutos. Ou seja, durante o serviço ele conta com todo um aparato policial”, afirmou.

Contudo, segundo ele, no período de folga muitos policiais trabalham como seguranças para a iniciativa privada – o chamado bico – para completar sua renda. Agindo sozinhos e facilmente reconhecíveis, acabam se tornando alvos relativamente fáceis para criminosos.

Soluções em debate

Segundo Duca, as formas de diminuir esse grau de risco passa pela reformulação de leis e normas e especialmente pelo aumento de salários – o que em tese reduziria a necessidade de fazer bicos.

Uma das ações da classe policial nesse sentido é o suporte à Proposta de Emenda Constitucional 300, que tramita no Congresso com o objetivo de equiparar os salários de PMs de todos os Estados aos praticados no Distrito Federal – que oferece melhores salários.

Já em relação à letalidade da polícia, o debate ganhou o nome de umas das mais de 1.259 pessoas mortas pela polícia em 2013: Amarildo de Souza.

Devido à ação de movimentos sociais, o assassinato do pedreiro por policiais na favela da Rocinha, Rio de Janeiro, virou uma das bandeiras nas manifestações que varreram o país entre julho de 2013 e julho de 2014.

Amarildo virou sinônimo de clamor por uma polícia menos letal.

Isso levou a um debate de formadores de opinião sobre possíveis soluções, como a adoção de uma polícia de ciclo único (que faz tanto o patrulhamento das ruas como a investigação dos crimes) e a desmilitarização.

Embora não discutidos amplamente, pontos como esses já estão sendo apropriados pelos candidatos às eleições.

Mas, segundo analistas do setor, para reduzir a letalidade não basta discutir modelos mais eficientes para a polícia, mas também medidas específicas como o fortalecimento de órgãos corregedores, o controle mais rigoroso das armas e quantidade de munições usadas pelos policiais e o uso de câmeras em carros e uniformes.

Leia mais em: http://zip.net/blpynR

Bol Noticias

Violência é crescente em Mato Grosso e faltam efetivo e infraestrutura.

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A segurança pública está entre os grandes desafios para o próximo governo. Enquanto os principais números de violência crescem acima dos 30%, os profissionais envolvidos no setor reclamam da falta de efetivo, infraestrutura precária, carga horária excessiva e falta de instrumentos de trabalho e capacitação. Só nas duas maiores cidades de Mato Grosso (Cuiabá e Várzea Grande), nos primeiros oito meses deste ano houve um crescimento de 37,5% no número de homicídios, de 33,4% nos registros de roubos a pessoas, 72,9% de roubos de automóveis e 23,2% dos crimes relacionados a motocicletas, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Entre os reflexos deste quadro, estão presídios cada vez mais lotados.

O Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiro Militar, Adão Martins da Silva ressalta que a categoria vem sofrendo com uma exaustiva carga horária de trabalho. “Estamos trabalhando com praticamente metade do efetivo que seria necessário para atender o Estado o que, consequentemente, sobrecarrega os militares”. Silva explica que no interior a situação é ainda mais preocupante. “Existem policiais trabalhando 24h por 24h, e muitos já veem o reflexo do cansaço na saúde”.

E ao falar em saúde, Adão lembra que a categoria não possui uma assistência médica e quando os profissionais precisam de médicos, têm que pagar um hospital particular ou recorrer ao Sistema Único de Saúde. “Antes tínhamos um laboratório que atendia somente profissionais da segurança pública, mas até isso nos foi tirado. Estamos completamente desassistidos”.

Presidindo a Associação de Sargentos e Subtenentes, o sargento Esteves Corrêa Costa também listou algumas necessidades da categoria. “Faltam equipamentos de proteção individual, como o colete balístico, por exemplo, que tem que ser revezado entre os profissionais”.

Esteves lembra que o Estado cresceu e parece que o governo fechou os olhos para isso. Segundo ele, vários bairros novos surgiram, muitos moradores de outros estados migraram para Mato Grosso. “Estamos atuando com o mesmo efetivo de 11 anos atrás. A demanda da população é grande e, definitivamente, não conseguimos atendê-la”.

Se o efetivo é insuficiente, com o orçamento não é diferente. De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais, major Wanderson Nunes de Siqueira, Mato Grosso é o único que aumenta o efetivo e reduz o investimento. “A última categoria a receber investimento é da polícia, a nossa base é a mesma desde 2003”. Para Nunes o caos na segurança pública é formada por um tripé. “Falta efetivo, treinamento e valorização do profissional”.

Ele ainda ressalta que o Estado está carente de estrutura e formação e reformação dos novos membros da academia. “O ideal é que todos os profissionais da segurança passassem por um processo de reciclagem de dois em dois anos, mas isso não acontece em Mato Grosso há pelo menos oito anos”.

Outra luta que parece não ter fim, segundo Siqueira, é a pela autonomia. “A polícia é a única instituição que não se administra, somos guiados para atender a demanda da Secretaria Pública do Estado (Sesp), mas nem sempre foi assim. Queremos o poder de nos conduzir pelas próprias necessidades”.

O major finaliza lamentando a grande evasão que tem atingido a classe militar. “Estamos perdendo oficiais para outros cargos públicos. Afinal, quem vai ficar em um cargo em que arrisca diariamente sua vida, ganha pouco e não é reconhecido?

Assim como no âmbito militar, na Polícia Civil a situação não é muito diferente. Presidente do Sindicato dos Investigadores (Siagespoc), Aníbal Marcondes Fonseca aponta a falta de efetivo como o principal problema. “O déficit é em torno de 60% e vai aumentar, já que este ano muitos irão se aposentar e foi sancionada a lei que permite que a policial mulher aposente após 25 anos de serviço, sendo 15 na carreira e 10 fora dela”.

A estrutura precária nas delegacias de todo o Estado também como um problema sério enfrentando diariamente. “Às vezes, o policial chega para trabalhar e não tem uma cadeira para sentar. Fora a questão do calor, muitas delegacias não tem um ar condicionado e funcionam apenas com um ventilador”.

Fonseca explica que a baixa estima tomou conta da Polícia Civil, já que tudo aponta para uma piora na área. Atualmente existem 1.600 investigadores e o ideal, conforme um estudo realizado pelo próprio governo do Estado, é que fossem pelo menos 3.400, isso em 2003 quando aconteceu o levantamento. “Hoje esses mais de 3 mil também já não dariam conta da demanda”.

A escrivã Genima da Silva Almeida Evangelista lidera o Sindicato dos Escrivães de Mato Grosso (Sindepojuc) e conta que a categoria já não sabe mais a quem recorrer, em busca da solução de conflitos internos, já que para ela o Estado finge não ver os problemas que norteiam a segurança pública. “Somos 570 escrivães, sendo que para atender a população de Mato Grosso, deveríamos ter no mínimo 1.200. A população cresceu e com ela aumentou a violência. A situação é no mínimo crítica, e se quem tá de fora vê, imagina nós que estamos dentro”.

Para a sindicalista, o mínimo que o governo deveria fazer, já que não aumenta o efetivo, seria valorizar os poucos que ainda lutam pela segurança dos mato-grossense. “Nosso trabalho afeta não só o físico, mas principalmente o psicológico. Temos apenas uma psicóloga para atender os mais de 500 escrivães do Estado”.

Segundo a escrivã, muitos profissionais chegam a pedir afastamento por problemas de saúde, adquiridos no âmbito de trabalho. Este ano cerca de 70 escrivães se aposentarão. Fora isso, outros entrarão de férias e muitos terão direito a licença prêmio. “Não sei o que será da categoria até o final do ano, estamos com a corda no pescoço”.

Evangelista denuncia que muitas delegacias do interior do Estado tiveram que ser mobiliadas pelas prefeituras ou empresários que se solidarizaram com a situação caótica em que se encontravam as unidades. “O governador deveria ter vergonha de uma situação dessas. O Município e até mesmo a população estão tendo que intervir para que a segurança não entre em coma profundo”.

Não é de hoje que os agentes penitenciários deram início à luta por melhorias no ambiente de trabalho, nas condições estruturais e salarial. E o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen), João Batista expôs os principais problemas. “Os agentes estão tendo a saúde prejudicada, por causa da superlotação das penitenciárias. Eles têm que lidar com reeducandos com tuberculose, fora o cansaço excessivo, por causa da sobrecarga de trabalho”.

Em uma paralisação recente, os agentes pediram a realização de um novo concurso público. “O Estado vem arrastando essa promessa por anos e nunca cumpri. Projetos de novas unidades prisionais também estão parados. Recurso foi repassado pelo governo Federal, agora onde foi parar é que gostaríamos de saber”.

A falta de material para trabalho também é citada pelo sindicalista. “Ano passado os policiais militares foram tirados de dentro dos presídios e com eles foram as armas. Segundo o Estado, dentro de dois meses receberemos novos armamentos, espero que pelo menos isso seja cumprido”.

Fonte: http://www.poconet.com.br/noticia/violencia-e-crescente-em-mato-grosso-e-faltam-efetivo-e-infraestrutura/14753

Riva irá dobrar o efetivo da PM em Mato Grosso.

Polícia de SP, uma das mais eficientes do país, enfrenta o seu pior inimigo: a ideologia vagabunda! Ou: Imprensa, MP e Defensoria contra a PM. Quem sai ganhando?

Dobrar o efetivo da Polícia Militar de aproximadamente seis mil policiais para 12 mil é a principal proposta do candidato a governador José Riva (PSD) para a segurança pública.

Riva pontuou que, caso eleito, será desenvolvida a política de segurança pública que envolve nomeação dos concursados das polícias Militar e Civil aprovados no último concurso, fará outro concurso para completar o quadro, investirá no aparelhamento tecnológico, vai inserir a polícia nas escolas e cuidar da área de fronteira com o aumento no efeito para 250 policiais. As informações foram prestadas por ele em entrevista aos programas Cadeia Neles e Jornal do Meio Dia, do Grupo Gazeta de Comunicação desta segunda-feira (8).  

“Vamos ampliar o aparato de efetivo nas ruas de policiais militares e civis, inclusive com novo concurso para completar o quadro, destinar os policiais que estão com desvio de função para retornar à atividade finalística, contratando auxiliares administrativos para atuarem neste serviço. Investir no serviço de inteligência, pois, através do bom serviço de investigação, se desvenda o crime e acaba com a quadrilha”, contou.

O candidato questionou a demora que o governo leva para adotar medidas concretas. “Quanto à nossa extensa área de fronteira, ouço o discurso há 20 anos do governo estadual de ir ao ministro da Justiça e à Presidência da República pedir a proteção, e o governo federal nunca cumpriu o seu papel. Vamos continuar com esse discurso? Não. Vamos assumir a proteção, colocar 250 policiais no Grupo Especial de Fronteira (Gefron), colocar os policiais nas escolas que, aliás, é uma lei de minha autoria na Assembleia Legislativa de 1996 e nenhum governo colocou em prática”, disse.

Outras medidas para a segurança pública são na política preventiva, com a geração de 30 mil empregos a partir da instalação de indústrias nos polos moveleiro, têxtil e do couro que ira formar; implantar a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) no primeiro ano de governo em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, diminuindo o número de jovens nas ruas.

“Vamos investir pesado na política de segurança. Atualmente, a insegurança gerada para a nossa população não permite que consiga produzir direito, com medo, comprometendo inclusive a produção e o desenvolvimento do Estado, de onde investidores se afugentam”, argumentou.

Para mudar a realidade da segurança pública em Mato Grosso, medidas radicais são necessárias, de acordo com Riva. “Posso garantir que no nosso governo, vamos tratar bandido como bandido mesmo, extirpando eles daqui, bandido não terá vida fácil no nosso governo. Vamos ter uma polícia respeitada, um secretário de Segurança Pública forte, uma pasta com autonomia administrativa e financeira. Também vamos dialogar com o Ministério Público Estadual, o Judiciário e a sociedade sobre a segurança pública do Estado”, garantiu.

SISTEMA PRISIONAL – Riva lembrou que atualmente, o sistema prisional não reeduca e não ressocializa os detentos. “O sistema prisional está falido, exclui os reeducandos. Queremos um sistema de inclusão, com oficinas, para que o reeducando tenha responsabilidade de manter a sua vida fora da detenção após cumprir a pena”.