Promotor anuncia fortalecimento das polícias contra alta da violência em MT

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Anunciado pelo governador eleito Pedro Taques (PDT) para chefiar a Secretaria de estado de Segurança Pública (Sesp) a partir de 2015, o promotor de Justiça Mauro Zaque, membro do Ministério Público (MP) em Mato Grosso, adiantou na última semana que deverá enfrentar os crescentes índices de criminalidade atualmente registrados no estado com um plano de combate emergencial logo nos primeiros dias de governo e principalmente com um programa de fortalecimento das polícias civil e militar, com aumento do atual efetivo das duas corporações.

“Instituições fortes prestam serviço de qualidade à sociedade. Já estamos trabalhando junto com o governador para que seja aberto um novo concurso público, para que nós possamos trazer um reforço tanto para os quadros da Polícia Civil quanto da Polícia Militar. Sem a presença da polícia nas ruas, é impossível fazer segurança preventiva e nós precisamos também dos quadros da Polícia Civil para fazer o trabalho de Polícia Judiciária, para que contra aquela pessoa que foi presa possam ser produzidas as provas para apreciação pelo Poder Judiciário”, anunciou o futuro secretário.

Na Sesp, Zaque deverá suceder o secretário Alexandre Bustamante, ex-chefe do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso, após um ano traumático para muitos mato-grossenses. Estatísticas apontam que 2014 foi o ano mais violento da última década no estado, tendo o mês de novembro o maior número de homicídios registrados (foram 53 assassinatos). A própria Polícia Civil já se pronunciou apontando a falta de investimentos em segurança pública como um dos fatores que levaram à alta dos índices de criminalidade.
Além disso, segundo mencionou o próprio governador eleito, Mato Grosso também tem sofrido aumento na incidência de 12 dos 18 crimes levantados no Mapa da Violência, pesquisa do Ministério da Justiça.
Primeiras ações
O futuro secretário anunciou que o fortalecimento das polícias em Mato Grosso se seguirá a um plano já traçado de colocar em prática, já em janeiro, uma ação de impacto contra a criminalidade crescente no estado. Embora sem fornecer detalhes, o promotor explicou que as ações dos primeiros dias de governo estão baseadas num já mapeamento dos casos de violência no estado.
“A população de Mato Grosso, infelizmente, vem sendo submetida a índices de violência quase que insuportáveis. Nós já temos mapeado áreas de violência com os eventos de violência específicos ocorrendo em cada área. Nós já temos estratégias que estão sendo pensadas e planejadas para serem postas em ação já em janeiro, com o objetivo de diminuir de forma drástica esses índices de violência”, anunciou.
Fortalecimento
Após as primeiras ações emergenciais de combate direto à violência, Zaque prevê um programa de fortalecimento das polícias civil e militar. Segundo ele, está sendo feita uma análise do aparato e da estrutura da segurança pública em Mato Grosso PARA que o estado invista na recuperação das instituições policiais e de seu efetivo, por meio de novos concursos públicos.
“É necessário trabalharmos e motivarmos as forças policiais, fortalecermos as instituições policiais para que nós possamos – aí sim – ter um combate efetivo à criminalidade. O importante é a sociedade saber que a polícia vai estar presente. Nós vamos valorizar as instituições policiais, a polícia vai estar nos bairros e nós não vamos dar espaço para a criminalidade”, assegurou.
O promotor argumenta que o estado precisa voltar sua atenção para a qualidade de vida e de trabalho do policial, muitas vezes submetido a cargas horárias estressantes e com uma estrutura precária para desempenhar seu papel. Soma-se a esta situação o fato de que o policial – civil ou militar – tem trabalhado com insegurança em relação à própria família, o que eleva o nível de estresse e, em casos que Zaque considera isolados, pode até contribuir para a violência do próprio agente.
“Nós não vamos conseguir acabar com qualquer evento (ainda que isolado) de violência policial se nós não tivermos um projeto de atenção ao policial, de cuidado com o policial, de cuidado com a família do policial, seja ele civil, seja ele militar. Ele tem que estar bem atendido, ele tem que ter um conforto porque o trabalho policial é muito estressante”, defendeu Zaque, prometendo o incremento do número de policiais para a ação preventiva nas ruas e para as investigações.

Após três paradas cardíacas, morre CB PM vítima de acidente em serviço.

Cabo da Polícia Militar, Elson Demétrio Silva, 45, atropelado quando sinalizava um acidente de trânsito no Viaduto da MT0-40, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, morreu na madrugada desta sexta-feira (12), depois de permaneceu internado por 16 dias no Pronto-Socorro Municipal.

Divulgação PM/MT

Cabo Elson Demétrio, do 9° BPM permaneceu 16 dias internado após o acidente

De acordo com a assessoria da unidade pública de saúde, o cabo sofreu 3 paradas cardíacas, e morreu por volta da 1h30 da madrugada. Ele é a quarta vítima fatal do acidente, ocorrido na madrugada do dia 26 de novembro. Diego Kischel, 25, condutor de um veículo Corolla, James Paes de Barros, 27 e Luciano Siqueira Campos, 30, que estavam em um Punto, também morreram.

O cabo atuava no 9° Batalhão da Polícia Militar. O velório ocorre na Capela Jardins, a partir das 13h.

O acidente - O acidente ocorreu por volta das 4h, quando um condutor embriagado entrou na contramão do viaduto e colidiu contra a mureta. Joaci Leocádio Rabelo Júnior, 29 dirigia um VW Gol preto e foi detido pela PM. Ele estaria dormindo ao volante quando foi abordado. O viaduto dá acesso ao Distrito Industrial e ao município de Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá).

Divulgação

Instantes depois, o condutor de um veículo Corolla cinza, em alta velocidade, de acordo com informações da PM, atingiu um carro Punto preto, com 3 ocupantes, uma motocicleta com duas pessoas e a viatura do 9° BPM, que sinalizava o local.

O cabo que estava sinalizando o local foi atingido e arremessado na lateral do viaduto. O colega dele estava dentro da viatura e passa bem. Os ocupantes da motocicleta também foram arremessados do veículo e sofreram ferimentos.

O vendedor de seguros Joaci Leocádio Rabelo Júnior, 29, foi preso e autuado pelos crimes de embriaguez ao volante, homicídio culposo e pelas lesões corporais das outras vítimas. Ele é reincidente no crime.

PEC aprovada na CCJ torna segurança competência comum a União, estados e municípios.

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (3) a Proposta de Emenda Constitucional 33/2014, que inclui a segurança pública entre as obrigações de competência comum entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. O projeto segue agora para o Plenário, onde passará por dois turnos de discussão e votação.
Com as modificações propostas pela PEC, a segurança pública passaria a figurar no artigo 23 da Constituição, que trata das competências comuns dos entes federativos. Ela também seria incluída no artigo 24, que fala dos temas sobre os quais tanto a União quanto os estados e o DF podem legislar.
O autor da PEC, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), explica que a Constituição já atribui ao poder público brasileiro, de forma geral, o dever de garantir segurança à população. No entanto, diz ele, é necessário explicitar essa obrigação para todos os níveis do Estado.
“A violência e a criminalidade são fenômenos extremamente complexos e dinâmicos, e para enfrentá-los é necessário um grande esforço integrado e compartilhado”, escreve Ferraço em sua justificativa. Na sua opinião, trata-se de “uma omissão” dos constituintes de 1988, que deve ser corrigida.
O relator da matéria na CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), apresentou voto favorável com duas emendas de redação, que não modificam o conteúdo da PEC. Vital lembra que a área de segurança pública já é compartilhada por órgãos federais (como a Polícia Federal) e estaduais (as Polícias Militares, por exemplo) e, cada vez mais, pelas guardas municipais — que demonstram que os municípios também se ocupam dessa atividade.
Dessa forma, enfatiza o relator, é oportuna a adequação do texto constitucional “a fim de extirpar quaisquer eventuais dúvidas existentes a respeito da competência comum de todos os entes da federação brasileira no que tange à garantia da segurança pública”.
Na recente eleição presidencial, vários candidatos — incluindo a presidente reeleita, Dilma Rousseff — defenderam a inclusão da segurança pública entre as atribuições constitucionais do governo federal.
Agência Senado

NOTA DE REPÚDIO: ASSOF PM/BM MT

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A ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA POLÍCIA E BOMBEIRO MILITAR DO ESTADO MATO GROSSO, entidade representativa de categoria profissional, vem a público externar o sentimento de repúdio pelo texto publicado no Jornal a Gazeta do dia 06/12/2014 com o título “Número de homicídios praticados por PMs cresce 533% na Grande Cuiabá”, que posteriormente foi reproduzido em outros meios de comunicação.

O motivo de nossa repulsa se deve a forma tendenciosa e preconceituosa com que a jornalista Silvana Ribas editou a matéria, fazendo registros de comentários pessoais e com pouca fundamentação, dando a entender que aquelas manifestações representavam o sentimento de instituições, o que até onde sabemos, não é verdade.

Diante disso, tomamos a liberdade de apresentar algumas considerações à sociedade Mato-Grossense, não para desmentir esta ou aquela personalidade, mais sim, para oportunizar a nossa comunidade outro ponto de vista dos fatos registrados pela jornalista e pelos seus entrevistados.

Em primeiro lugar gostaríamos de destacar a fala do Delegado Silas Tadeu Caldeira da Delegacia de Homicídios, pois segundo a jornalista, o referido delegado de polícia afirma mesmo sem concluir as investigações, que alguns dos homicídios registrados na grande Cuiabá, foram praticados por policiais militares.

Na opinião do delgado, as alegações dos policiais de resistência a prisão e legitima defesa seriam descabidas, induzindo com isso, os leitores a concluírem pela prática criminosa por parte de policiais militares no atendimento de ocorrências em serviço, onde infratores da lei, ao investirem contra agentes públicos, foram atingidos por disparos de arma de fogo, resultando em sua morte.

Segundo a jornalista, esse Delegado disse ainda, que a Polícia Militar vem causando óbices na apuração destes ditos homicídios, reforçando o corporativismo e a contrariedade institucional na competência legal da apuração dos homicídios praticados por policiais militares contra civis.

Se o texto publicado pela jornalista retrata verdadeiramente a fala do delegado, verifica-se que ele em sua sanha pela investigação tenta responsabilizar não só os policiais envolvidos nas ocorrências com registro de óbito, mais sim, toda a Corporação Policial Militar do Estado de Mato Grosso em práticas criminosas, o que em nosso entender não é correto e beira as hostes da irresponsabilidade, não representando de maneira alguma a opinião da maioria dos Delegados da Polícia Civil deste Estado, cujo respeito e admiração sempre foram marcas indeléveis no relacionamento entre as coirmãs, principalmente quando comparadas com as relações institucionais em outros estados.

A instituição Polícia Militar é garantidora e mantenedora da ordem pública e ao contrário das manifestações superficiais do Delegado, não transige no erro, nem permite que os seus integrantes o façam. Dizer que a Instituição é o maior obstáculo para apuração dessas ocorrências policiais, é no mínimo falta de respeito com a maioria absoluta dos policiais militares que atuam de maneira correta, com ética, moral e comprometimento com as leis e a defesa do cidadão, mesmo com o risco da própria vida.

Em nosso entender ou o Delegado Silas Caldeira não sabe do que está falando ou a jornalista não soube retratar a sua fala, pois na matéria jornalística, o próprio delegado entrevistado se contradiz ao afirmar que das ocorrências policiais em serviço, que culminaram em óbito de indivíduos, “apenas um caso seria de legítima defesa, enquanto os demais ainda estariam sob apuração”, ora, se os casos ainda estão sendo apurados, como pode um profissional tão gabaritado como um delegado, preliminarmente concluir que tenha havido ação delituosa por parte dos PMs, uma vez que é sabido que a legítima defesa é motivo de exclusão de ilicitude.

Na mesma linha do delegado, a jornalista afirma com suas próprias convicções que a morte de alguns indivíduos ocorridas no bairro São Mateus e no bairro da Manga em Várzea Grande, estariam relacionadas ou teriam indícios de serem praticadas por policiais militares, em retaliação a morte de um Major aposentado e um Cabo da PM.

Esta afirmação sem embasamento nenhum estaria alicerçada na proximidade da morte dos policiais e na forma de atuação criminosa do tipo execução. A jornalista talvez pela sua inexperiência, se esquece que é temerário tirar conclusões antes de se encerrar as investigações, pois será que ela terá a hombridade de vir a público se retratar caso as investigações, ao final concluam que as mortes tenham ligação com o crime organizado?

É nesse mister que apontamos o preconceito nessa matéria jornalística, onde uma pessoa emite sua opinião, mesmo sem fundamentação alguma e tenta influenciar as demais (leitores), em questões que ainda possuem um grande ponto de interrogação.

É importante registrar ainda, que caso as investigações apontem para o envolvimento de policiais nessas mortes, dentro e fora do serviço, não só o delegado mais toda a sociedade Mato-Grossense pode ter a certeza que, a Polícia Militar será implacável e severa na responsabilização de quem quer que seja pelos fatos criminosos, pois nenhuma instituição do Estado possui uma corregedoria tão firme e contundente como a da Polícia Militar, que não aceita e não corrobora com os desvios de conduta de seus integrantes.

Por amor ao debate, gostaríamos neste momento de levantar alguns questionamentos relacionados ao aumentado no número de ocorrências envolvendo confronto armando entre policiais e delinquentes. A sociedade já se perguntou, por que tem aumentado o número de agressões contra policiais militares? Será que a sensação de impunidade vem fortalecendo este aumento? Qual o índice de resolutividade dos crimes no Estado? Qual o papel da Polícia Militar nestes índices?

Um estudo da FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV), denominado “Crime, segurança pública e desempenho institucional em São Paulo – Relatório sobre unidades prisionais em São Paulo, Brasil: perfis gerais, contexto familiar, crimes, circunstância do processo penal e condições de vida na prisão”, aponta que a maior parte dos detentos encarcerados atualmente, foi presa em flagrante delito e não por causa da investigação policial. Esse mesmo estudo relata que 65,8% dos presos foram detidos no dia em que cometeram o delito, demonstrando de certa forma, a eficiência no trabalho da POLÍCIA MILITAR na repressão imediata aos delitos praticados.

Em 2003 o Sr. EDSON BENEDITO RONDON FILHO, então Capitão da Policia Militar de Mato Grosso, constatou em uma especialização realizada na UFMT, que nos anos de 2000 a 2002 os índices de resolução de crimes em Mato Grosso foram na ordem de 2,58%, 3,54% e 1,80% respectivamente. Isso considerando todos os flagrantes registrados pela (PM, PJC e outras instituições) divididos pelo número de boletins de ocorrências no mesmo período.

Percebe-se que a média de elucidação dos crimes, após a conclusão dos inquéritos é pouco mais de 2,5%, o que em nosso entender, tem relação direta com o sentimento de impunidade que permeia não só o nosso meio social, mais também a casta dos marginais, que possuem quase que uma certeza de que não serão descobertos e se forem, terão grandes chances de não serem condenados.

Registramos que a Polícia Militar com a missão de SERVIR E PROTEGER tem contribuído em muito para a manutenção dos índices de criminalidade nos patamares que se encontram e nos atrevemos a dizer, que se não fosse a atuação firme e na medida da lei por parte da Polícia Militar, certamente os indicadores criminais estariam em patamares muito superiores aos que se encontram.

Para se ter uma idéia, estimasse que no ano de 2014 somente na Grande Cuiabá, serão retiradas de circulação pelos POLICIAIS MILITARES,  mais de 700 armas de fogo das mãos de criminosos e serão atendidas mais de 95% das quase 200 mil chamadas do 190. Se tirarmos a cifra negra (vítimas que não registram ocorrência) estima-se que mais de 15.000 ocorrências registradas de roubos/furto, latrocínio e homicídio só na Grande Cuiabá, serão atendidas pela Polícia Militar.

Com relação ao segundo tópico abordado pelo Delegado Caldeira, onde ele menciona o corporativismo da Polícia Militar, fundamentado na investigação por parte da própria instituição nas ocorrências policiais em serviço, que culminem em óbito de indivíduos, gostaríamos de fazer um registro que a competência da investigação por parte da PM não foi estabelecida pela corporação e sim por legislação específica.

Registramos ainda que a investigação realizada pela Polícia Militar nas ocorrências envolvendo civis, nada difere da investigação realizada pela Polícia Civil, pois quem vai realizar a denúncia contra os policiais militares será o ministério público e quem vai realizar o julgamento será o Tribunal do Júri, por isso, não há que se falar em corporativismo, ademais, se é possível que haja corporativismo dentro da Polícia Militar, o que se falar em tão das investigações realizadas por delegados contra outros policiais civis?

Sobre a fala do Promotor Mauro Poderoso – promotor de justiça do município de Várzea Grande, também ficamos relutantes em acreditar que um profissional do seu gabarito, representante de uma categoria de servidores sérios e com registros de atuações ombreadas com a Polícia Militar, como no GAECO (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), tenha tido a leviandade de dizer que os polícias militares são treinados para matar, “eles não deixam suas digitais na testa da vitima”.

Se o promotor Mauro Poderoso foi capaz de fazer uma fala tão infeliz como essa, gostaríamos também de informar-lhe que nenhuma instituição do Estado promove tanto os direitos humanos como a Polícia Militar. Importante frisar que é a Polícia Militar a instituição responsável pelo primeiro atendimento ao cidadão, em lugares tão distantes deste Estado, onde o poder público só é representado pela PM.

Em nossos cursos de formação e qualificação, a todo instante são reforçados os princípios pelo valor da vida, seja ela de quem quer que seja e prova disso, é número elevadíssimo de atendimentos assistenciais que realizamos diuturnamente em nossas jornadas de serviço.

Ao contrário da afirmação do promotor de justiça, policiais militares não são treinados para matar e sim para evitar a morte dos nossos cidadãos e em seguida dos agentes criminosos. Em muitos casos, isso não tem sido possível, dado o elevado grau de periculosidade dos marginais, que muitas das vezes, bem mais armados que a polícia, obrigam o agente do estado a fazer uso da arma fogo, ou para se defender ou para evitar que a ação criminosa traga dano a um inocente.

Acreditamos que algo precisa ser feito, para frear a crescente ação criminosa em nosso Estado e no país. Não é possível continuarmos convivendo com os números elevados de índice de criminalidade e em nosso entender, uma série de medidas precisam ser adotadas em diversas áreas de atuação, que passam pelo investimento nas polícias, mudança na legislação penal, mudança no cumprimento de penas e ações sustentáveis e duradoras na educação e na infância de nossos jovens.

Para finalizar registramos que o objetivo desta nota, não foi “tapar o sol com a peneira”, nem tão pouco nos eximir pelo eventual desvio de conduto de algum policial militar, o que não aceitamos e nem podemos compactuar é com a pecha de criminosos, homicidas e acobertadores de delitos que a jornalista e alguns servidores públicos, tentaram impor a todos Policiais Militares Mato-Grossenses.

Mais uma vez, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso reitera o compromisso feito por cada um dos quase seis mil policiais militares Mato-Grossenses de servir e proteger a sociedade, mesmo com o risco da própria vida.

Cuiabá (MT), 11 de dezembro de 2014.

WANDERSON NUNES DE SIQUEIRA – MAJ PM

Presidente da ASSOF-MT

Data: 11/12/2014
Fonte: Maj PMMT Wanderson Nunes de Siqueira – Presidente da ASSOF

Senado aprova prioridade para o uso de armas não letais em ação policial.

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SÓ ESQUECERAM DE COMBINAR COM OS VAGABUNDOS. BRASIL, O PAÍS DA INVERSÃO DE VALORES

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Gás lacrimogêneo, balas e cassetete de borracha, spray de pimenta e arma de eletrochoque, também conhecida como taser, terão prioridade na ação policial. É o que determina matéria aprovada pelo Plenário do Senado na tarde desta quarta-feira (26). Pelo substitutivo ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 256/2005, o uso de armas não letais poderá ter prioridade sobre as armas de fogo na ação policial – desde que essa opção não coloque em risco a vida dos policiais. Agora, a matéria segue para sanção.

O projeto, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), já havia sido aprovado quarta-feira passada (19) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). De acordo com o texto, armas não letais têm baixa probabilidade de causar mortes ou lesões permanentes e são projetadas para conter, debilitar ou incapacitar pessoas temporariamente. O projeto também proíbe o uso de armas de fogo nos casos de abordagem contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial, desde que o uso do armamento de menor poder ofensivo não coloque em risco a vida do agente de segurança ou de terceiros.

Para o presidente do Senado, Renan Calheiros, a matéria é da maior importância para a realidade do país. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) lembrou que a arma letal só pode ser usada em determinadas condições e sob parâmetros legais. Segundo ele, a prioridade da arma não letal pode significar a preservação de vidas.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), porém, manifestou preocupação com o uso de armas de choque e spray de pimenta nas manifestações populares. Para ela, esses instrumentos ainda podem ser considerados violentos e têm causado danos a manifestantes. Em resposta, Crivella explicou que o uso desse tipo de armamento deve obedecer a princípios de legalidade, razoabilidade e proporcionalidade.

— O que o projeto cuida é exatamente de disciplinar para que não haja nenhum abuso contra os manifestantes — disse o senador.

Crivella recordou que o projeto vem sendo debatido há nove anos no Congresso. Ele destacou o crescimento da violência na ação policial, resultando em grande número de mortes, em especial de jovens. Para reduzir as ocorrências e manter a integridade física de pessoas em abordagens policiais, a sugestão é disciplinar o uso da força pelos agentes de segurança, com prioridade para armas não letais. O objetivo, segundo o senador é adequar o uso da força por parte do poder público para reduzir as ocorrências graves e preservar fisicamente as pessoas envolvidas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

CCJ aprova seguro de vida para policial, bombeiro e agente penitenciário

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Proposta de Emenda à Constituição que institui garantias de assistência médica e seguro de vida para policiais civis e militares, bombeiros militares e agentes penitenciários foi aprovada nesta quarta-feira (19) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A matéria será submetida a dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado.

No texto original da proposta (PEC 16/2014), seu autor, Fernando Collor (PTB-AL), tratava apenas de policiais civis e militares, mas a relatora, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), incluiu bombeiros militares e agentes penitenciários, em emenda acolhida pela CCJ.

Lucia Vânia concordou com os argumentos de Collor de que os riscos da atividade policial justificam a medida contida na PEC, mas argumentou que os bombeiros também atuam em segurança pública, arriscando suas vidas na defesa da população, assim como os agentes penitenciários.

O texto aprovado determina que sejam garantidos a esses profissionais assistência à saúde e seguro de vida, compatíveis com os riscos de suas atividades. Determina ainda que os custos de implementação da medida sejam assumidos pelo ente federado ao qual os profissionais estejam vinculados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Taborelli entra com ação no TSE para barrar votos do PT

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O deputado estadual Pery Taborelli (PV)e o diretório estadual do Partido Verde ingressaram com embargo de declaração no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar a decisão do plenário em autorizar o registro de candidatura do ex-prefeito de Juína, Altir Peruzzo (PT), para deputado estadual. O embargo de declaração é um recurso pelo qual se pede que o plenário do TSE composto atualmente por seis ministros, revejam aspectos da decisão que validou os votos de Peruzzo.

Com a decisão, o petista conseguiu se livrar do rótulo de ficha suja e validar seus 15.229 votos, o que permitiu saltar para a primeira suplência da Coligação Amor a Nossa Gente (PT-PMDB-PR-PROS). Inicialmente, ele havia sido indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral por ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa em decorrência de ter tido contas na condição de prefeito reprovadas pela Câmara de Vereadores.

A estratégia de Taborelli é impedir que os votos de Peruzzo sejam contabilizados. Isso porque Taborelli perde a vaga de deputado estadual se for levada em consideração a votação de outro petista, o ex-prefeito de Nova Bandeirantes, Valdir Barranco, que recebeu 19.227 votos, cujo recurso ordinário deve ser analisado pelo plenário do TSE nos próximos dias.

Se a Justiça Eleitoral somar os votos da dupla petista que totaliza 34.456 votos favoráveis a Coligação Amor a Nossa Gente, quem passa a ser contemplado com a vaga de deputado estadual é o petista Valdir Barranco e quem sai do Legislativo é Taborelli que seria remetido a primeira suplência do outro parlamentar eleito pelo PV, o policial civil Wancley que recebeu 19.639 votos.

Se hipoteticamente somente apenas um dos petistas ter os votos contabilizados, Taborelli segue firme na Assembleia Legislativa. Diante da alteração que pode ser feita pela Justiça Eleitoral, o julgamento é aguardado com ansiedade pela classe política.

Isso porque se o PT ganhar uma vaga na Assembleia Legislativa sobe para 9 o número de parlamentares eleitos pela oposição ao governador eleito, senador Pedro Taques (PDT). O número é o suficiente, por exemplo, para garantir abertura de CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito).